25 outubro, 2011

SAÍDA DE CAMPO NA BACIA DO MÃE LUZIA, AFLUENTE DO LADO NORTE DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ARARANGUÁ

Encontro rio Mãe Luzia (esquerda) com o Itoupava (direita) formando o RIO ARARANGUÁ - Foto Margi Moss









Rio Sangão - Fotos Luiz leme




Tadeu, Ernani, Daniel, Michel






Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, 25 de outubro de 2011.
(48 / 9985.0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
Agora com novo design
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)


MESA REDONDA NO IF-SC - CAMPUS DE ARARANGUÁ
8ª SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos.


Nossa apresentação iniciou com a exibição de um audiovisual de dois minutos mostrando a respiração da terra em uma bem elaborada montagem do Greenpeace, que a cada respirada do planeta as marés sobem e abaixam, por exemplo, numa oportuna demonstração de que a Terra é um ser vivo e precisa ser bem cuidada pelos que nela habitam.
Que antes das COPs da ONU abordarem as questões climáticas, as ONGs já alertavam sobre os malefícios da queima de combustíveis fósseis para o aquecimento global. Lembramos que a acp contra a Jorge Lacerda foi motivada por uma denúncia da ONG enviada ao MPF. Que o projeto da USITESC em Treviso poderá ficar definitivamente inviabilizado se o MME mantiver a portaria excluindo as térmicas a carvão do leilão da ANEEL. Que deveremos criar um movimento para a multinacional Tractebel/Suez substituir o atual sistema de queima da Jorge Lacerda 856MW pelo de LEITO FLUIDIZADO, que tanto propagandeiam seus defensores que iriam utilizar na USITESC, com 95% de redução na emissão de gases (SIC). No final pedimos para exibir outro audiovisual ‘’Don’t let it die’’ com significativas imagens tendo ao fundo a música do Hurricane Smith, produzida em 1971, mas já alertando sobre a importância da preservação dos recursos naturais da Terra.

OBS.I. Ao final do evento de terça-feira, dia 19/10/11, a direção liderada pelo Prof. Andrei Cavalheiro ofereceu um lanche aos convidados palestrantes quando na ocasião elogiei a dinâmica do Instituto Federal de Araranguá pelas constantes atividades envolvendo a população araranguaense e da região.

OBS.II. Na mesa redonda estavam também o Prof. Carlyle Menezes da UNESC, o Prof. Mauricio Dalpiaz do IF-SC e o diretor do SAMAE e da Defesa Civil de Araranguá Ernani Palma Ribeiro Filho.

OBS.III. Além da nossa participação, cedemos dois trabalhos em formato Power Point denominados de ‘’UMA PEQUENA HISTÓRIA SOBRE A CLIMATOLOGIA DA REGIÃO SUL’’ e o outro de ‘’UM OLHAR SOCIOAMBIENTAL SOBRE OS IMPACTOS DO CARVÃO MINERAL EM NOSSAS VIDAS’’, além de banners sobre o furacão Catarina com apoio logístico do Luiz Leme da FAMA.

SAÍDA DE CAMPO PELO LADO NORTE DA BACIA DO RIO ARARANGUÁ
(Micro-bacia do rio Mãe Luzia)


Dia 22/10 será um sábado histórico para o socioambientalismo da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, pois uma expedição liderada pelo professor Daniel José da Silva (UFSC) e pelo professor Michel Muza (IF-SC), ambos de Florianópolis, coordenaram o grupo de Estudos de Recursos Hídricos e Educação Ambiental, envolvendo turmas do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC e turma do curso de Meteorologia do IF-SC/Florianópolis, acompanhados de representantes (lideranças) políticas e sociais da bacia do Araranguá e participantes do projeto AVEC/Brasil.

Alterado o roteiro em função de tempo e transtornos de viagem, a barragem do Rio São Bento foi a primeira a ser visitada, com a recepção de um engenheiro da CASAN que repassou dados e informações ao grupo através da visualização de uma maquete. Na sequência, mais informações foram prestadas pelo agrônomo Donato Lucietti da Epagri. A barragem do Rio do São Bento é um clássico exemplo de obra realizada para compensar danos ambientais que mineração causou as águas do Mãe Luzia, comprometendo o abastecimento de Criciúma e região. Sessenta milhões foram gastos para criar o reservatório, quando deveria ser custeado com recursos das mineradoras como medida compensatória. A CASAN não cumpriu nenhum dos programas básicos constantes no EIA-RIMA.

Após o almoço no restaurante Romagna, que fica abaixo da barragem, o Palma Ribeiro – coordenador do grupo de governança local (GGL), fez uma breve apresentação aos alunos dos representantes da sociedade civil e dos órgãos governamentais presentes, enfatizando a presença do presidente do CGBHRA Antonio S. Soares e da consultora ambiental Michelle, do Prof. Mauricio Dalpiaz do IF-SC, do agrônomo Luiz Leme da FAMA, do Antônio ‘Negão’ dos Santos da Secretaria da Saúde, do químico Glauber do SAMAE, do ambientalista Tadeu Santos da ONG Sócios da Natureza e da Sung Lin da coordenação do AVEC, finalizando com a fala do agricultor Sergio Marini que versou sobre as ações de educação ambiental da Associação de Irrigantes - ADISI.

Deixando o território de Siderópolis e passando por Nova Veneza, o grupo visitou uma área degradada próximo ao IPAT entre Forquilhinha e Criciúma, passando sobre o rio Sangão, que se falasse, certamente pediria socorro, pois seu estado de saúde é lastimável em decorrência da contaminação das ‘’águas de mina’’. O grupo verificou ‘’in loco’’ um exemplo de passivo ambiental e de algumas áreas semelhantes as paisagens lunares do qual ficaram impressionados. Numa outra oportunidade esperamos realizar uma inspeção técnica nas áreas devastadas pela Marion em Siderópolis e nas minas em atividade de Treviso, como também conhecer a pureza do rio Mãe Luzia nas encostas dos Aparados da Serra Geral, inclusive definir as suas nascentes localizadas no planalto serrano.

O Prof. Daniel nos provocou a tecer comentários a respeito da nossa luta contra a poluição gerada pela extração e queima do carvão mineral, quando então mencionamos o envolvimento da ONGSN nas duas condenações judiciais contra as mineradoras, mas que nos preocupava a prorrogação do prazo para o cumprimento da sentença para o ano http://www.blogger.com/img/blank.gifde 2020. Os donos de mineradoras reclamam que não tem condições de promover recuperação ambiental dos passivos ambientais, mas têm recursos para adquirir centenas de carretas, redes de hotéis, empresas de rádios e jornais, inclusive para a milionária obra da USITESC. USITESC que poderá ficar inviabilizada com a exclusão das térmicas no leilão da ANEEL em dezembro próximo. Nesta conversa sugeriram a produção de um documentário abordando o conflito sob o olhar ambientalista. Complementamos apontando nossos blog para obtenção de mais informações: http://sociodanatureza.blogspot.com/ e http://tadeusantos.blogspot.com/

Já em Araranguá, o grupo visualizou o encontro das águas carboníferas do Mãe Luzia com as carregadas de agrotóxicos do Itoupava, formando então o Rio Araranguá. A última etapa da visita técnica já por volta das 18:00h foi no Morro dos Conventos, do qual não participamos, mas estávamos lá na reunião/janta realizada no restaurante Scherrie - Hotel Morro dos Conventos, onde se recapitulou as principais passagens do dia e se firmou compromissos de avançar na realização do revolucionário projeto internacional AVEC, que no Brasil terá sede em Araranguá com atuação na Bacia http://www.blogger.com/img/blank.gifHidrográfica do Rio Araranguá.
Mais informações serão publicadas no site http:///

"Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos preocupados e comprometidos possa mudar o mundo;
de fato é só isso que o tem mudado".

Margaret Mead, antropóloga
.
//////////////////////////

Barragem Rio São Bento / Foto panorâmica Luiz Leme



Foz/barra do rio Araranguá, Ilhas e Morro dos Conventos em Araranguá/SC. Foto Tadeu Santos / Ano 2002.

18 outubro, 2011

Visita ao trecho do contorno/desvio da BR-101 de Araranguá

Fotos Flávia Grechi




Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 18 de outubro de 2011.
(48 / 9985.0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)



‘’BREVE RELATO’’
Visita ao trecho do contorno/desvio da BR-101 de Araranguá
(UMA HISTÓRICA CONQUISTA DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA DO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ)

Numa iniciativa da ONG Sócios da Natureza, ocorreu no dia 11.10.11 uma visita às obras do contorno/desvio de Araranguá (lote 29), com um grupo de autoridades políticas e técnicas da Administração Municipal de Araranguá. Destacando a presença do vice-prefeito Sandro Maciel, secretário de administração Daniel Viriato, secretário de planejamento Leonardo Tiscoski, assessora de imprensa Flávia Grechi e o superintendente da FAMA Paulo Simon e diretor de operação Luiz Leme. Presente também o Sr. Arilton – presidente da Associação de Moradores da Vila Operária (UAMA). ‘’Ciceroneando tecnicamente’’ o grupo, estavam três engenheiros da supervisão da obra, destacando o supervisor-chefe João R. Schmitt acompanhado pelo eng. Edson Klimeck e eng. Jonatan Piazzoli, além do nosso convidado especial Daniel A. Bronstrup, historiador araranguaense que está elaborando sua dissertação de Mestrado/UDESC sobre o processo do contorno/desvio de Araranguá.
OBS. Dos demais convidados que justificaram ausência, citamos o prefeito Mariano Mazzuco, o diretor da Defesa Civil Ernani Palma Ribeiro e os vereadores Ilson Sasso e Eduardo Chico Merêncio. O prefeito Mariano faltou em virtude do falecimento do seu irmão e o Palma Ribeiro por haver viajado para Florianópolis para receber o Certificado da ‘’Campanha da Estratégia Internacional para Redução de Desastres (EIRD/ONU)’’, do qual comentaremos na próxima edição da Cidadania Ambiental. Convidado foi também o presidente do CGBHRA e do COAMA.

Esclarecendo que a razão da visita se deve ao fato de conhecer e principalmente prestigiar a execução da obra neste local. O momento foi de extrema significância social e ambiental, pois a obra é resultante de uma histórica conquista da sociedade civil organizada de Araranguá, iniciada em 1998 e motivada na época pela ONG Sócios da Natureza durante um período de quase oito anos, juntamente com outras entidades representativas do Município de Araranguá (totalizando 49). A reivindicação encaminhada ao DNIT/MT propunha uma alternativa de traçado além do trecho original, porém com forte resistência do empreendedor, governantes e de outras sete entidades locais.

Apenas com a visita de uma missão do BID de Washington/EUA, que veio a Araranguá atendendo solicitação nossa (através de e-mail), é que foi possível promover o desvio da rodovia do Mercosul por fora do perímetro urbano (na época banco financiador da obra). Foi a primeira vez na história deste país que houve uma alteração do projeto original de uma rodovia federal por influência de um movimento social e ambiental. As justificativas apresentadas eram várias, destacando a solução para as cheias que interditavam a pista da rodovia, a segregação socioeconômica com os enormes elevados/viadutos dividindo a cidade, a intensa poluição sonora, a insegurança no trânsito e uma ‘’segunda ponte’’ para o rio Araranguá, entre outros fortes argumentos relacionados ao planejamento urbano, em sintonia com as diretrizes do Plano Diretor. Mais informações acesse o blog http://www.desvio-contorno-ararangua.blogspot.com/

Fomos cordialmente muito bem recebidos pelos técnicos que, antes forneceram capacetes de segurança aos visitantes, responderam todos os questionamentos formulados e em duas horas foram realizadas seis paradas para ''vistoria e registro fotográfico’’, no trecho de 7 km entre a ‘’Família Carneiro’’ e o ferro velho ‘’Tá na Mão’’, próximo ao posto da Polícia da Rodoviária. Mesmo considerado um trecho ‘’classe zero’’ pelo IBAMA, por não permitir acessos secundários, excetuando os previstos no projeto original, haverá um acesso na Vila Operária.

Nossa primeira preocupação direcionou-se a qualidade e segurança do acesso norte ao perímetro urbano de Araranguá, que deve ser amplo, seguro e atrativo para os usuários que saem da pista da duplicação da BR-101 em direção ao perímetro urbano de Araranguá. Lembramos que não queremos um acesso simplório e inseguro como o executado para acessar Içara pelo lado norte. Observando que a acentuada curva do contorno pelo lado sul nos preocupava na planta do projeto, mas ‘’in loco’’ ficou satisfatória e aparentemente segura. O acesso sul a Araranguá continuará praticamente na mesma situação atual.

Definitivamente o contorno/desvio tinha que ser sobre elevado/viaduto para evitar o represamento das cheias. Como havíamos solicitado na época, não haverá nenhum impedimento no trecho de domínio embaixo do elevado, ficando livre a passagem para os agricultores, da mesma forma que não haverá mais interrupção do tráfego da BR-101 em decorrência de cheias do Rio Araranguá, porém o greide da duplicação poderá causar algum efeito dique a montante da bacia. Importante registrar que numa parte da pista já concluída percebemos que a qualidade é bem superior aos trechos de outros lotes já finalizados mais ao norte da rodovia até Palhoça, que apresentam irregularidades e defeitos na pista. De acordo com as informações prestadas, se tudo correr bem, o trecho poderá ficar concluído no final de 2012 ou início de 2013 com a conclusão da ponte (230 mts) sobre o Rio Araranguá, interligada com elevado/viaduto sobre a SC 449.
OBS. A obra do contorno/desvio de Araranguá é na verdade uma obra de arte tão significativa quanto as outras da duplicação, tanto pela grandiosidade arquitetônica e de engenharia, quanto pelo fato de ser resultado de uma conquista popular.

O trecho atual da rodovia, também com dimensão de 7 km, deverá passar ao domínio do município, se o DNIT e o Ministério dos Transportes (MT) concordarem, tanto que a Prefeitura Municipal de Araranguá já formalizou a solicitação em 2009. Havendo concordância entre as partes, o trecho federal deve ser entregue ao domínio do município de Araranguá completamente restaurado, obviamente após a liberação do contorno, com todas as especificações e condicionantes reivindicadas para atender as necessidades das diretrizes do Plano Diretor. Mais informações acesse http://desviopelavida.blogspot.com/

OBS. Com a construção da segunda ponte a 800 mts ao oeste da atual e a nova ponte da Barranca ligando ao centro, o sistema viário no entorno do rio que dependia apenas da atual ponte da rodovia, passa a ter uma nova dinâmica na interligação com a rodovia BR-101.
OBS. Ainda falta o IBAMA e o DNIT/MT apresentarem o projeto do contorno à população araranguaense, através de reunião ou audiência pública, de acordo com Resolução do CONAMA, para um melhor entendimento da magnífica obra com suas devidas especificações.

"Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos preocupados e comprometidos possa mudar o mundo; de fato é só isso que o tem mudado".
Margaret Mead, antropóloga.

12 outubro, 2011

Ainda UNICAMP - CHUVA ÁCIDA - LANTERNINHA DE CINEMA - IF-SC DIA 18 e 19 e DISPUTA ELEITORAL

Foto Kamyla





Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 11 de outubro de 2011.
(48 / 9985.0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)



UNICAMP
A nossa participação no evento ‘’Fóruns Permanentes da UNICAMP’’, da Injustiça Ambiental e Saúde: OS ATINGIDOS PELA POLUIÇÃO DO AR, foi extremamente produtiva (e histórica) sob todos os aspectos, pois além de apresentarmos a poluição do ar proveniente da atividade carbonífera no sul de SC, aprendemos muito com a experiência de outras regiões do país, principalmente sobre afetados pelos impactos da poluição da siderurgia e do agrotóxico. O evento foi moderado e enriquecido com a participação de especialistas da UNICAMP e de outras respeitáveis instituições do país. Na concepção do prof. doutor Oswaldo Sevá, o problema da atmosfera não é apenas da questão climática e do aquecimento global (do qual questiona!), mas da contaminação / envenenamento do ar que respiramos, carregados de gases resultantes da queima de carvão mineral, da combustão de petróleo e particulados das indústrias, por exemplo.
‘’A higidez do meio ambiente, a saúde das pessoas e o equilíbrio ecológico dependem muitíssimo da informação das vítimas individualmente consideradas e da coletividade, como um todo. Se não se informar e se não houver ocultação dos fatos a população continuará a disseminar, afetando os pulmões, propiciando o surgimento de diversos tipos de câncer, multiplicando a morte de animais e dizimando florestas. Sem a gestão confiável da informação ambiental pela Administração Pública e pela Sociedade, o Estado Democrático de Direito não se consolida e passa a ser uma mentira, com prejuízo de todos’’. Extraído da Revista Instituto de Energia e Meio Ambiente.
OBS. Nossa apresentação em PP abordando a poluição do carvão e as demais do evento serão em breve disponibilizadas no site da UNICAMP e no nosso blog.

ATÉ O ‘’PAPA’’ TEME A CHUVA ÁCIDA (das térmicas a carvão!!!)
Até o Papa teme a chuva ácida das térmicas a carvão, comparando-a com o nazismo e o comunismo na sua recente viagem pela Alemanha. Esta bombástica declaração Papal coincide com a exclusão das térmicas a carvão do leilão da ANEEL / MME, praticamente inviabilizando a construção de novas termelétricas, com isso não permitindo o aumento da queima dos combustíveis fósseis.
OBS. A chuva ácida é uma das principais consequências da poluição do ar. As queimas de carvão ou de petróleo liberam resíduos gasosos, como óxidos de nitrogênio e de enxofre. A reação dessas substâncias com a água forma ácido nítrico e ácido sulfúrico, presentes nas precipitações de chuva ácida. Os poluentes do ar são carregados pelos ventos e viajam milhares de quilômetros; assim, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias das fontes poluidoras, prejudicando outras regiões. O solo se empobrece, a vegetação fica comprometida. A acidificação prejudica os organismos em rios e lagoas, comprometendo a pesca. Monumentos de mármore são corroídos, aos poucos, pela chuva ácida.
A poluição do ar é motivo de preocupação da OMS, tanto é que a mídia nacional divulgou no dia 26/09/11, índices assustadores sobre doenças adquiridas pelo ar contaminado.

LANTERNINHA DE CINEMA
Infelizmente não existem mais lanterninhas nas salas de cinema deste país, talvez porque ‘’alguns’’ cinemas passaram a instalar luzes no piso dos corredores junto as cadeiras para guiar o cliente expectador quando entra na sala escura após iniciada a exibição, com a capacidade de visão comprometida pelo efeito da contra-luz....
Porém o lanterninha tinha uma outra função especial que, de certa forma, intimidava casais excitados, tarados de plantão e os idiotas que costumam ficar conversando enquanto o filme estava sendo exibido. Relembro isso porque tenho percebido que um lanterninha ainda faz falta nas atuais e modernas salas de cinema para colocar ordem na casa, pois existem jovens mal educados que vão ao cinema como se fossem para uma festa, sem respeitar o direito de outras pessoas que foram assistir na tela grande a exibição de uma produção da sétima arte.

RECOMENDO:
100 LINKS PARA CLICAR ANTES DE MORRER
http://www.revistabula.com/posts/listas/100-links-para-clicar-antes-de morrer#.TmThMEVOS2Q.email
Uma seleção com os 100 melhores links publicados na coluna Web Stuff, do suplemento Opção Cultural, do Jornal Opção. A lista faz uma espécie de inventário do que teve de melhor na internet nos últimos três anos. Os links que compõem a lista contemplam os mais díspares perfis e abrange os mais diferentes segmentos e tendências: música, livros, cinema, fotografia, ciência, tecnologia, jornalismo, mídias sociais, artes e humanidades. Entre os 100 links para se clicar antes de morrer, destacam-se: Toda a obra de Wolfgang Amadeus Mozart para download; O maior acervo de arte da internet; 750 mil livros para download; 1001 álbuns para ouvir antes de morrer; O maior acervo de vídeos de jazz da internet; A obra completa de Machado de Assis para download; 10 mil jornais de todo o planeta em um só lugar; 20 mil fotos de Henri Cartier-Bresson; As 20 obras de arte mais caras da história; As 100 maiores canções de jazz de todos os tempos (com vídeo e áudio incorporados).


DISPUTA ELEITORAL
Começou a corrida ao cargo dos reais administradores e legisladores deste imenso país, formado na base com as micro células chamadas de municípios, no qual a população tem a oportunidade de reivindicar suas demandas devido a proximidade com o poder estabelecido. A coisa é muito séria e complicada, apesar de muitos não entenderem desta forma. O De Gaulle ‘’não’’ tinha razão quando disse que este país não é sério! Alguns brasileiros é que não são!!!

IF-SC PROMOVE EVENTO DIA 18 E 19 DE OUTUBRO NO CENTRO DE ARARANGUÁ.
O IF-SC de Araranguá promoverá dia 18, 19 e 20/10 a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, organizada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina - Campus Araranguá. Haverá no dia 18 uma exposição nas tendas instaladas em frente a Igreja Matriz onde contribuiremos com material (fotos e vídeos) e uma mesa redonda no dia 19, no auditório do IF-SC sobre o tema "Mudanças Climáticas, Desastres Naturais e Prevenção de Riscos", do qual fomos convidados a fazer parte do debate.

OBS. NA PRÓXIMA EDIÇÃO COMENTAREMOS SOBRE A AUDIÊNCIA PÚBLICA DA FIXAÇÃO DA FOZ/BARRA DO RIO ARARANGUÁ E A VISITA AO CONTORNO/DESVIO DA DUPLICAÇÃO DA BR-101 EM ARARANGUÁ.

04 outubro, 2011

FIXAÇÃO FOZ/BARRA RIO ARARANGUÁ e GEOPARQUE CAMINHO DOS CANIONS DO SUL

Foto Tadeu Santos














A figura mostra as três alternativas locacionais para a fixação dos molhes na foz / barra do rio Araranguá. A Administração Municipal com apoio da Barranca e Morro Agudo defende a alternativa 1 em vermelho e a Comunidade de Ilhas com apoio do MPF defende a alternativa 3 em amarelo, portanto mais ao norte do Morro dos Conventos. Um conflito socioambiental que se não for adequadamente solucionado o recurso federal será bloqueado pela falta da licença ambiental do IBAMA.



Cidadania Ambiental


Araranguá – SC, 04 de Outubro de 2011.
(48 / 9985.0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)



PROCESSO GEOPARQUE AVANÇA

http://geoparque-caminhodoscanios.blogspot.com/



O ESPANHOL JUAN POCH SERRA, GEÓLOGO, ESPECIALISTA EM GEOPARQUES, VISITOU A REGIÃO DO EXTREMO SUL CATARINENSE E TORRES. ESTA REGIÃO CONSTITUI UM AGLOMERADO DE GEOSSÍTIOS DENOMINADO DE ‘’CAMINHOS DOS CANIONS DO SUL’’, CANDIDATO A GEOPARQUE DA UNESCO. NA OCASIÃO, ENTREGAMOS EM MÃOS AO ESPECIALISTA O ESTUDO DE CRIAÇÃO DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO (UC) DO MORRO DOS CONVENTOS (MONUMENTO NATURAL) E DE ILHAS (APA), O RIMA DO PROJETO FIXAÇÃO DA FOZ/BARRA DO RIO ARARANGUÁ E MATERIAL SOBRE O COMITÊ DE BACIAS DO ARARANGUÁ E DO PRÓ-MAMPITUBA. LEMBRANDO QUE O PROF. DANIEL DA UFSC TAMBÉM REPASSOU INFORMAÇÕES A RESPEITO DO PROJETO IRIACC/VACEA/AVEC QUE TERÁ SEDE EM ARARANGUÁ. O ROTEIRO INCLUIU VISITA AO PARQUE DA GUARITA EM TORRES E AO CANYON DO ITAIMBEZINHO. O PREFEITO DE PRAIA GRANDE VALCIR DAROS COMENTOU COMIGO (EM FESTA DE FAMÍLIA NA TERRA DOS CANIONS) QUE ESTÁ CONFIANTE E ENTUSIASMADO COM O PROCESSO. JÁ UM OUTRO CONTERRÂNEO COMENTOU QUE HAVIA OUVIDO FALAR QUE EU ERA CONTRA O GEOPARQUE POR CAUSA DO COMITÊ DO MAMPITUBA, QUANDO NADA TEM DE COERÊNCIA, MUITO PELO CONTRÁRIO, POIS SOU UM ENTUSIASTA DA IDÉIA, DESDE QUE ATENDA A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E AOS DOIS ESTADOS DE FORMA IGUALITÁRIA.

AUDIÊNCIA PÚBLICA DA FIXAÇÃO DA FOZ/BARRA DO RIO ARARANGUÁ
Hoje tem Audiência Pública para a maior e mais importante obra da história do Município de Araranguá. A Audiência Pública atende o art. 1º da resolução do CONAMA de n.º 001/86, quando diz: ‘’que tem por finalidade expor aos interessados o conteúdo do produto em análise e do seu referido Rima, dirimindo dúvidas e recolhendo dos presentes as críticas e sugestões a respeito’’, ou seja, é a oportunidade para o empreendedor, no caso a Prefeitura de Araranguá, apresentar o Projeto de Engenharia e o RIMA da fixação para a população, sob o atento olhar e escuta de técnicos do IBAMA, com acompanhamento de representantes do Ministério Público/MPF.

APESAR DE TUDO,
SOU FAVORÁVEL A FIXAÇÃO DA FOZ/BARRA DO RIO ARARANGUÁ
.
(Brevíssimo relato da minha posição pessoal, mais detalhes necessitaria dezenas de páginas...)

Concordo que deve haver firme determinação por parte da Administração Municipal no objetivo de fixar a foz/barra do Rio Araranguá, baseado num projeto de engenharia, resultante de profundos estudos técnicos, sem aventar nenhuma outra alternativa que não seja a implantação de molhes mar adentro. Manter este objetivo é estratégico quando se trata de obras de grande magnitude e que dependem da imensa burocracia para obtenção de recursos provenientes de órgãos oficiais e de um desgastante processo de licenciamento ambiental.
Porém, quando surgem conflitos resultantes de linhas de pensamento ou de interesses entre grupos, sejam eles da sociedade civil ou do empreendedor, como no caso da alternativa locacional dos molhes para a fixação da foz/barra do Rio Araranguá, a decisão mais aconselhável é a Administração Municipal declarar que atenderá ou seguirá a alternativa mais favorável que o EIA-RIMA apontar. Esta é a conduta ecologicamente mais correta!
OBS. Outra observação de extrema significância que retrata bem o conflito é a comunidade de Ilhas achar que tem que ser mais ao norte e o Executivo mais ao sul, como se fossem os únicos com direito a definirem o local.
A questão dos prazos é uma das inimigas da perfeição, pois acelera todos os processos que deveriam ser complementados no devido tempo, daí porque nos preocuparmos com a possibilidade de perder o recurso federal. Apesar do impacto ambiental que a obra causará ao estuário do Rio Araranguá, a fixação propiciará benefícios socioambientais à população da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, considerando que medidas mitigadoras e compensatórias serão exigidas e cumpridas.
OBS. Registrando que no momento esta é a maior proposta de projeto para implantação de uma obra na orla do Atlântico Sul, digo do sul de São Paulo até o Sul do Rio Grande do Sul.
A Audiência Pública do IBAMA marcada para o dia 04 de Outubro de 2011 atenderá o Art. 1º da Resolução do CONAMA de N.º 001/86, ‘’que tem por finalidade expor aos interessados o conteúdo do produto em análise e do seu referido RIMA, dirimindo dúvidas e recolhendo dos presentes as críticas e sugestões a respeito’’, ou seja, é a oportunidade para o empreendedor, no caso a Prefeitura de Araranguá apresentar o Projeto de Engenharia e o RIMA da fixação para a população, sob o olhar e escuta de técnicos do IBAMA, geralmente acompanhado de representantes do Ministério Público/MP, no caso em questão o Federal.
Como estou percebendo divergências gritantes, afinal a gente felizmente transita em todas as esferas, apesar de não mais sermos convidados para algumas reuniões, porém recebendo visitas e telefonemas de importantes protagonistas, insistimos na realização de uma reunião do GT Barra o mais rápido possível. Primeiro com objetivo de demonstrar a dificuldade de assegurar a garantia do recurso e eliminar o risco de perdê-lo, segundo de fortalecer o dossiê/relato que sugerimos à SEPLAN de entregar ao IBAMA, constando os esforços e ações da Administração Municipal, promovidas junto à população para esclarecimento da proposta de fixação, através de reuniões, material impresso e da mídia, por exemplo. Alerto que o cenário seria bem mais complicado se houvesse resistências à fixação, mas muito pelo contrário, a população de Araranguá e região a querem para minimizar os trágicos impactos das cheias do Rio Araranguá e porque fomentará uma nova dinâmica na atividade da pesca artesanal e do ecoturismo, com a garantia de embarcações navegarem entre o mar e o caudaloso Rio Araranguá.
OBS. Se a FAMA e a FATMA emitirem um parecer favorável a obra e o COAMA e o CGBHRA uma moção de apoio, certamente que terão muito peso na decisão do IBAMA e do MPF. Não tenho dúvidas quanto a isso!
Sugerimos ainda, baseados na experiência adquirida em participação ativa de aproximadamente 30 audiências públicas, que a Administração Municipal de Araranguá, na pessoa do Prefeito Mariano Mazzuco, do Vice Sandro Maciel, dos Secretários Daniel Viriato e Leonardo Tiscoski, que prioritariamente visualizem a garantia da obra, podendo inclusive manifestar preferência pela alternativa 1, mas deixando a questão locacional para os técnicos habilitados defenderem. Este ponto pode ser crucial e decisivo para a emissão da LAP!
A logística e sabedoria popular ensinam que é preciso recuar para avançar. Agindo assim, acredito que os desdobramentos poderão ser mais benéficos do que maléficos no dia da audiência pública, pois o tempo está correndo e o dia 04 se aproximando...

Tadeu Santos – Ambientalista e Cidadão Araranguaense - (24/09/2011).

27 setembro, 2011

Cidadania Ambiental por Tadeu Santos



Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 27 de Setembro de 2011.
(48 / 9985.0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)



PALESTRA NA UNICAMP / CAMPINAS / SP.
A ONG Sócios da Natureza mais uma vez tem sua atuação, trabalho e história reconhecida ao participar de um evento de significância nacional, tendo seu integrante Tadeu Santos a honra de representá-la a convite do Prof. Doutor Oswaldo Sevá, como palestrante no seminário que integra o ‘’FÓRUM PERMANENTE DO MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE’’ da UNICAMP, na sessão ‘’INJUSTIÇA AMBIENTAL E SAÚDE: OS ATINGIDOS PELA POLUIÇÃO DO AR’’. Abordaremos o intenso conflito que não trás apenas danos ao meio ambiente, mas enormes prejuízos sociais e econômicos as áreas afetadas sob o título ‘’UM OLHAR SOCIOAMBIENTAL SOBRE A TRAJETÓRIA DO CARVÃO MINERAL NO SUL DE SANTA CATARINA’’.
OBS. Na série “Energia e Meio Ambiente” dos Fóruns Permanentes da Unicamp, duas sessões trataram anteriormente dos problemas sociais e ambientais das usinas hidrelétricas e dos canaviais (março de 2008) e da indústria petrolífera (abril de 2010), as quais foram organizadas também pelo CERES- Centro de Estudos Rurais do IFCH / Unicamp. Agora, na nova série "Meio Ambiente e Sociedade" mantivemos a mesma concepção - convidando pessoas de outros estados brasileiros, pesquisadores de instituições públicas, e acolhendo o testemunho de lideranças de entidades e movimentos sociais. Em outubro de 2011 teremos uma jornada especial enfocando o nexo entre a injustiça ambiental e a saúde humana coletiva, destacando-se a poluição atmosférica e alguns dos principais grupos humanos por ela atingidos em diversas regiões industriais, rurais e metropolitanas.
Local: Centro de Convenções da UNICAMP Data: 06 de Outubro de 2011
Inscrições pelo site: http://foruns.bc.unicamp.br

CINE CLUBE AVENIDA EXIBIRÁ ‘’ESTAMIRA’’ DIA 29/09/11.
Sinopse: Estamira conta a história de uma mulher de 63 anos que sofre de distúrbios mentais e trabalha há mais de vinte anos no aterro sanitário do Jardim Gramacho, um local renegado pela sociedade que recebe diariamente mais de oito mil toneladas de lixo produzido no Rio de Janeiro. Com um discurso eloquente, filosófico e poético, a personagem central do documentário levanta de forma íntima questões de interesse global, como o destino do lixo produzido pelos habitantes de uma metrópole e os subterfúgios que a mente humana encontra para superar uma realidade insuportável de ser vivida. OBS. A Estamira morreu recentemente...
Direção de Marcos Prado - Brasil 2005. Local: Auditório do CDL no centro de Araranguá. 19:30 horas. Entrada franca com direito a um contagiante debate após a sessão.

O LANÇAMENTO DO LIVRO ‘’”MEMÓRIA E CULTURA DO CARVÃO EM SANTA CATARINA: IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS”” , TANTO NA UNESC QUANTO NA LIVRARIA FÁTIMA, FOI UM MOMENTO HISTÓRICO PARA O SUL DE SANTA CATARINA, POIS A UNESC AVANÇA COMO UNIVERSIDADE DEMOCRÁTICA E INDEPENDENTE AO PROPORCIONAR A COMUNIDADE AMBIENTALISTA A OPORTUNIDADE DE MANIFESTAR ATRAVÉS DA ESCRITA, SUAS ANGÚSTIAS PERANTE A DEGRADAÇÃO DA NATUREZA CAUSADA PELA ATIVIDADE CARBONÍFERA. COMENTEI NA OCASIÃO QUE A UNESC AINDA POUCO FAZ, MAS É A QUE, ENTRE TODAS, MAIS POSSIBILITA A DIVULGAÇÃO DOS DANOS A BIODIVERSIDADE.

EXTRAÍDO DO SITE DA UNESC:
UNESC LANÇA OBRA SOBRE OS IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS DO CARVÃO
22 de Set. 2011 Postado por Davi Carrer -
Os impactos sociais e ambientais provocados pela indústria carbonífera catarinense é o foco do livro que foi lançado hoje (22/9) na Unesc. A obra “Memória e Cultura do Carvão em SC: Impactos Sociais e Ambientais” foi apresentada à comunidade no Miniauditório do Bloco P. “Está aqui a nossa contribuição para o Sul”, ressaltou o organizador da obra e coordenador da Editora Unesc, Carlos Renato Carola.
Logo após o lançamento Carola e o ambientalista e coautor da obra Tadeu Santos realizaram um debate sobre os artigos publicados. No sábado (24/9) a obra será apresentada na Livraria Fátima, no Centro de Criciúma, às 10 horas. A publicação foi organizada pelo Grupo de Pesquisa Memória e Cultura do Carvão em Santa Catarina.
“Esperamos que este livro contribua para a qualidade de ensino e que nossos professores usem-no para formação dos nossos alunos”, comentou a pró-reitora de Ensino de Graduação, Robinalva Ferreira. Segundo o pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Ricardo Pinho, a qualidade de uma obra se dá a partir daqueles que a escrevem e esse grupo representa há 12 anos essa qualidade.
Além de apresentar resultados de pesquisas dos integrantes do Grupo, a obra traz detalhes de trabalhos de outros pesquisadores da Unesc e convidados, como da UFRGS e do Centro de Tecnologia Mineral/RJ. De um modo geral, são pesquisas que refletem estudos de diversas áreas do conhecimento, expressando diferentes e divergentes visões sobre o tema. O livro é uma publicação da Edunisc (Editora da Unisc).
Sobre o livro
O livro é dividido em quatro partes. Na primeira se apresentam textos que evidenciam estudos e diagnósticos da degradação ambiental. Na segunda parte se encontram textos que mostram relatos de memórias, experiências de vida e contradições sociais do progresso do carvão. O terceiro capítulo contém estudos sobre a estrutura de produção, exploração e transportes, que foi construída para viabilizar o desenvolvimento e crescimento da indústria carbonífera. Por fim são apresentadas pesquisas sobre efeitos de atividades da indústria de mineração em outros estados e a visão do movimento ambientalista na região Sul de Santa Catarina sobre os danos ambientais provocados pela indústria do carvão mineral.


Foto Davi Carrer

RECEBI, REPASSO E RECOMENDO:
Agora no Hotel Morro dos Conventos em Araranguá você encontra o Scherrie Caffé Bistrot.
Aberto de Terça a Sábado para Almoço e Jantar e aos Domingos das 12h as 18h.
Venha experimentar os " Sabores do Mediterrâneo".
OBS. Observando que neste espaço você encontra uma encantadora e romântica visão cinematográfica de um dos mais belos cenários da orla litorânea do Sul do Brasil !!!
Registrando ainda que tanto a Michelle Clezar quanto Mário Benedet são orgulhosamente crias praiagrandenses!

20 setembro, 2011

EDIÇÃO ESPECIAL / HISTÓRICA: USITESC - MINA EM MARACAJÁ - LIVRO CARVÃO - FEEC - FNMA - FIXAÇÃO FOZ


Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 20 de Setembro de 2011.
(48 / 9985.0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)



PORTARIA EXCLUI CARVÃO MINERAL DE LEILÃO DA ANEEL
Se a abençoada decisão ''não for derrubada'' pelo poderoso poder político/ econômico carbonífero, que defende a queima deste famigerado combustível fóssil, o Governo Federal avança na ‘’limpeza’’ da Matriz Energética Brasileira.
OBS. 1 - O impacto ambiental da queima do carvão mineral não é apenas pela emissão dos gases efeito estufa que promovem o aquecimento global, pela temerosa e silenciosa chuva ácida e pelo calor das turbinas emitido pelas chaminés, que podem estar interferindo na climatologia local, mas também a brutal agressão que a exploração do carvão causa aos recursos naturais, principalmente a água, sem esquecer da incurável doença do pulmão negro pneumonoconiose que afeta os trabalhadores mineiros...
OBS. 2 – Ainda não conseguimos ler a matéria no DC, mas nos informaram sobre a indiscutível comparação com a limpa energia eólica que será gerada em Bom Jardim da Serra, motivando-nos a insistir que a Tractebel/Suez adapte urgentemente a absoleta Jorge Lacerda as tais novas tecnologias do tipo leito fluidizado para reduzir o mal que causa a biodiversidade.

MINA DE CARVÃO EM MARACAJÁ – Parte 02
Acreditamos que o Poder Executivo e Legislativo do Município de Maracajá certamente irão reagir para impedir a mineração em seu solo. Não se concebe que em nome de uma legislação controversa, a União pode definir e conceder o uso do subsolo dos municípios em nome da segurança nacional, que no caso não está sendo ameaçada, mas para beneficiar exclusivamente interesses privados e degradantes. Cogitam a possibilidade de instalarem a mina no território maracajense, mas adentrando no subsolo araranguaense, afrontando assim a legislação do Município de Araranguá que faz parte do SISNAMA, com a implantação da FAMA, tanto quanto a FATMA e o IBAMA.
Esta possibilidade coloca em risco o sistema subterrâneo de recursos hídricos do território araranguaense, podendo comprometer o sistema superficial, como de nascentes, córregos, riachos e lagoas que abastecem a população e contribuem com o Rio Araranguá, do qual o setor carbonífero é criminosamente responsável pela sua contaminação. Se um município neste país não tem o direito de defender seus recursos naturais, como a finita água, por exemplo, então sua soberania está em jogo em detrimento da degradação ambiental para beneficiar dono de mina de carvão.

LANÇAMENTO DO LIVRO: ''MEMÓRIA E CULTURA DO CARVÃO EM SC: IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS''
Comunicamos e convidamos para o lançamento do livro ''MEMÓRIA E CULTURA DO CARVÃO EM SANTA CATARINA: IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS'', publicado pela EDUNISC - UNESC e organizado por Carlos Renato Carola, no qual o ambientalista Tadeu Santos e a historiadora Juliana Vamerlati Santos assinam o capítulo ‘’UM OLHAR SOCIOAMBIENTAL SOBRE OS IMPACTOS QUE A MINERAÇÃO DO CARVÃO CAUSA EM NOSSAS VIDAS’’, além de outros relevantes capítulos de autoria de escritores da região de Criciúma.
Local e Data:
UNESC: 22/Setembro/2011, Bloco P (5ª feira, 19hrs)
Centro Criciúma: Livraria Fátima: 24/Setembro/2011 (Sábado, 10hrs) CONVITE EM ANEXO

FEEC
Participamos no dia 17/09/11 da primeira reunião da FEEC após a renúncia da coordenação. Numa tentativa de reativar os trabalhos da federação, decidimos pela formação de um mandato tampão provisório e transitório até dezembro, tendo como moderador o advogado Sergio Dall´acqua da APREMA de Joinville. Um dos encaminhamentos foi a elaboração de uma ‘’Carta de Princípios’’ como forma de orientação aos integrantes da FEEC. Documento indicando a segunda suplência para o CONAMA foi assinado por todos os presentes, do qual será enviado as ONG/Entidades titulares do Paraná e Rio Grande do Sul.

FNMA
O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) mantém as inscrições para candidatura ao cargo de ONG Conselheira da Região Sul (SC, RS, PR) até dia 23 próximo. Qualquer ONG/Entidade cadastrada no CNEA pode se candidatar a vaga do mandato 2012/2013. De acordo com o rodízio mantido pelas ONG/Entidades dos três estados do Sul, este mandato à titularidade pertence a SC e a suplência ao RS. Até o dia 16 havia apenas duas ONG/Entidades inscritas pela Região Sul, um índice muito baixo pela importância da missão de dar transparência a destinação e aplicação de recursos públicos as instituições que tem seus projetos aprovados pelo Conselho Deliberativo do FNMA.

EVENTO MUNDIAL PELO FIM DA CRUELDADE COM ANIMAIS
(WEEAC - WORLD EVENT TO END ANIMAL CRUELTY)
Dia 08 de outubro, sábado a partir das 16:00 horas, serão realizadas mundialmente manifestações contra a crueldade com animais, numa iniciativa denominada WEEAC-World Event to End Animal Cruelty (Evento Mundial pelo Fim da Crueldade com Animais). Trata-se de evento público, para o qual estão sendo convocadas não só as organizações ambientalistas e de defesa dos direitos dos animais, mas todos os demais segmentos e cidadãos do planeta. Local e data: Espaço Cultural Angeloni Beira-Mar Av. Irineu Bornhausen, 5.288 - Florianópolis/SC Data: 08.10.2011 A partir das 16:00 horas / Instituto Ambiental Ecosul Fone - (48) 9934.0880

ASSUNTOS PARA A PRÓXIMA EDIÇÃO:

OBS. I - NA PRÓXIMA SEMANA COMENTAREMOS A APRESENTAÇÃO DO EIA-RIMA DO PROJETO DE FIXAÇÃO DA FOZ/BARRA DO RIO ARARANGUÁ AO COMITÊ DE BACIAS, AO COAMA E AO GT BARRA OCORRIDA NO DIA 15/09/11 NO CETRAR APÓS ASSISTIR A GRAVAÇÃO DO EVENTO, JÁ QUE NÃO PARTICIPAMOS POR ESTARMOS EM BRASÍLIA ATENDENDO CONVOCAÇÃO DO ‘’FNMA’’ PARA A 61ª REUNIÃO OCORRIDA NO DIA 15 E 16/09/11.

OBS.II – CONTINUAÇÃO DO TEMA MINA DE CARVÃO EM MARACAJÁ – Parte 3

OBS. III - NA PRÓXIMA EDIÇÃO PUBLICAREMOS UM BREVE RELATO SOBRE A 61ª REUNIÃO DO FNMA.

07 setembro, 2011

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: POR QUE AS PESSOAS JOGAM ‘’LIXO’’ NO CHÃO, NAS CALÇADAS, NAS RUAS E NOS RIOS?


Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 06 de Setembro de 2011.
(48 / 9985.0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)







A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: POR QUE AS PESSOAS JOGAM ‘’LIXO’’ NO CHÃO, NAS CALÇADAS, NAS RUAS E NOS RIOS?
INDEPENDÊNCIA NÃO APENAS GEOPOLÍTICA, MAS...Brasil festeja a independência geopolítica, mas engole diariamente a indigesta ceia da corrupção, do abuso do poder e da ‘’maracutáia’’ política, além da ingrata injustiça social em todo este imenso país. A independência absoluta de uma Nação livre se dá quando os governantes se libertam da ganância infecciosa e quando a legislação funciona para todos, quando não se fala em fome num dos maiores produtores de alimento do mundo, quando a saúde é tratada com responsabilidade de quem gosta da vida, quando a educação faz parte da cultura da Família, da Comunidade, do Município, do Estado e do País. Estas deveriam ser as principais diretrizes de um Estado se cumpridas adequadamente, o resto é resto!!!

ACOSSADO(À bout de souffle)
Cinéfilos, quinta, dia 08/09/11, o Cine Clube Avenida exibirá às 19:30hs o filme ‘’Acossado’’ (1959), clássico do cinema francês, com Jean-Paul Belmondo e Jean Seberg, do diretor Jean-Luc Godard, no espaço do Museu na Casa da Cultura de Araranguá.
Após a sessão haverá um livre debate entre os espectadores. Um gratificante e belo momento que o Cine Clube proporciona aos participantes!!!
Sinopse e cartaz do filme em anexo.
A MUSA JEAN SEBERG DO ACOSSADO DO GODARD


FIXAÇÃO DA FOZ BARRA DO RIO ARARANGUÁA empresa ACQUAPLAN apresentará às 14:00hs do dia 15/09/2011, no auditório do Cetrar - margens da BR-101, o EIA-RIMA e o Projeto Básico de Engenharia da Fixação da Foz/Barra do Rio Araranguá. De comum acordo entre o presidente Antônio Sérgio Soares, do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá (CGBHRA) e o presidente Saulo de Luca, do Conselho Ambiental do Município de Araranguá (COAMA), com a anuência do Leonardo Tiscoski, Secretário de Planejamento (SEPLAN/PMA), a apresentação será direcionada ao CGBHRA, COAMA e ao GT Barra.
Com esta apresentação antecipada, a Administração Municipal atende democraticamente a reivindicação destes relevantes coletivos de âmbito municipal e regional, que pretendem ouvir respostas aos vários questionamentos formulados anteriormente.
OBS. Lembrando que a Audiência Pública promovida pelo IBAMA será às 19:00hs do dia 04/10/2011, no auditório do Grêmio Fronteira em Araranguá.

O VOLUME DO GELO NO ÁRTICO JÁ É O MAIS BAIXO REGISTRADO NA HISTÓRIA....o volume do gelo, porém, já é o mais baixo registrado na história. Segundo dados da Universidade de Washington (EUA), em julho de 2011 o volume ficou 51% menor do que a média e 62% menor do que a máxima, estimada para 1979.
O volume é uma medida mais importante do que a extensão para prever o colapso do gelo no pólo Norte. Isso porque ele informa não só a área de cobertura de gelo, mas sua espessura também.
“Somos todos obcecados pela extensão, mas ninguém fala de espessura”, diz a geógrafa sueca Frida Bengtsson, da campanha de oceanos do Greenpeace.
O problema é que o volume não pode ser medido diretamente com satélites, só estimado com a ajuda de modelos de computador.
Para calibrar e validar os modelos, os cientistas têm feito duas coisas: sobrevoado o oceano Ártico com radares, como a Nasa faz e perfurado o gelo marinho com brocas para medir a espessura.

GOVERNO ESPANHOL OCULTOU DURANTE SETE (07) ANOS ESTUDO SOBRE ARSÊNICO E METAIS PESADOS EM PEIXES.http://www.ecodebate.com.br/2011/07/04/governo-espanhol-ocultou-durante-sete-anos-estudo-sobre-arsenico-e-metais-pesados-em-peixes/

PODERIA ENTÃO A ATIVIDADE CARBONÍFERA ESTAR CONTAMINANDO TAMBÉM OS PEIXES DA ORLA CATARINENSE E GAÚCHA?!Se milhões de toneladas de metais pesados provenientes da mineração em SC e RS são despejados diariamente nos cursos d’água que correm para o mar (além da queima do carvão mineral que emite livremente na dinâmica da atmosfera, que naturalmente devolve à superfície terrestre ou marítima com a chuva ácida), então os resultados dos estudos que o governo espanhol ocultou irresponsavelmente durante sete anos podem apresentar também aqui na região sul do país, com menor ou maior nível de mercúrio, por exemplo. Se aqui existem estudos sobre a saúde das espécies marinhas da cadeia alimentar, com algum comprometimento, então estão sendo escondidos para não prejudicar o maior produtor de peixes e camarões do Brasil, além do potencial mercado turístico da Ilha da Magia chamada de Florianópolis.
OBS. Aqui no Sul de SC temos a mesma dificuldade de encontrar dados e informações sobre a incurável pneumonoconiose, doença do pulmão negro que mata o trabalhador mineiro ou sobre outras doenças que são provocadas pela ingestão de água de mina, que corre nos sistemas superficiais e subterrâneos da bacia carbonífera.
OBS. Como neste país as ações que abordam prevenção atrapalham ‘’maracutaias’’ que lidam com recurso público, existe ainda a ‘’normose’’ que anestesia as pessoas a refletirem sobre as causas e os malefícios que as matam. E o Estado também não ataca o real problema da saúde pública com políticas adequadas e preventivas.
OBS. Como não somos especialistas nesta área, sugerimos a leitura da matéria no link acima e tirem as suas conclusões.

DESISTIR DE TUDO!!!DEDICAÇÃO VOLUNTÁRIA À CAUSA SOCIOAMBIENTAL NÃO PARECE SER UMA AÇÃO DE RECONHECIMENTO POR PARTE DE ALGUNS, TANTO É QUE ‘’ACONTECIMENTOS’’ NOS TEM CAUSADO TRANSTORNOS E INCOMODAÇÕES PESSOAIS E NOS PREJUDICADO ENORMEMENTE COMO ONG. EM FACE DISTO PODERÍAMOS DESISTIR DE COMBATER A POLUIÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS, DA CONTAMINAÇÃO DO SOLO E DO AR (TAMBÉM DA POLUIÇÃO SONORA) E DA DIZIMAÇÃO DA FLORA E DA FAUNA MUNICIPAL E REGIONAL.

30 agosto, 2011

POLUIÇÃO SONORA EM ARARANGUÁ, CORTE PINUS ELLIOTTIS EM ARARANGUÁ E RESEDÁS EM PRAIA GRANDE.SC


Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 30 de agosto de 2011.
(48 / 9985.0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)



ENTREVISTA SOBRE POLUIÇÃO SONORA AO JORNALISTA SAULO MACHADO, NA ARTV.
Acompanhado do Secretário de Planejamento Leonardo Tiscoski participei do programa ''Atualidades'', do dia 25/08/11, discorrendo sobre ‘’Poluição Sonora’’ no Município de Araranguá. De acordo com a OMS, a terceira mais prejudicial a saúde humana.
Inicialmente abordamos o poderoso Artigo 42 da Lei de Contravenções Penais que pode e deve ser utilizado por todas as pessoas que se sentirem prejudicadas com a poluição sonora, seja ela qual for, desde barulho, algazarra ou qualquer ruído motor que perturbe o seu trabalho e sossego, em qualquer horário e qualquer dia (sem precisar de decibelimetro), basta ligar pro 190 da Polícia Militar ou fazer um Boletim de Ocorrência – BO na Delegacia mais próxima, como também, dependendo do caso, denunciar na SEPLAN e ou na FAMA.
O Secretário Leonardo respondeu a vários questionamentos feitos por telefone, simultaneamente ao programa, sobre barulho proveniente de casas noturnas que ainda não tem tratamento acústico, postos de combustíveis ou de aglomeramento próximos aos citados estabelecimentos em período noturno, além de festas familiares que não respeitam os direitos dos vizinhos. Falou ainda sobre o Plano Diretor que apontará medidas rígidas para minimizar o barulho no município, com uma legislação mais atualizada e aperfeiçoada.
Comentei a iniciativa da estudante Tayná da Rosa Teixeira, do curso de Engenharia Ambiental da UNESC, que está abordando a poluição sonora de Araranguá em seu Trabalho de Conclusão de Curso/TCC, mas esqueci de informar sobre a destruição de aparelhos e caixas de som pela prefeitura de Salvador/Bahia – a terra dos ‘’Trios Elétricos’’, um exemplo a ser seguido. Acesse o link abaixo para ver a matéria com fotos da destruição de dois mil equipamentos de som: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5309596-EI8139,00-Contra+barulho+Salvador+destroi+mil+equipamentos+de+som.html
Anunciamos também que o promotor Diógenes Alves do MPE prometeu reunir os órgãos responsáveis e entidades representativas ainda neste mês de agosto para debater a implantação do ‘’Programa Silêncio Padrão’’, mas a data deverá ser alterada em função da sua saída da Vara do Meio Ambiente, do qual esperamos a posição do novo Promotor de Justiça que irá assumir a pasta ambiental.

OBS. Não apenas o excessivo uso de álcool e drogas incita o motorista a dirigir em alta velocidade, mas também a audição de som alto emitida de dentro do veículo pode comprometer a capacidade e percepção do motorista (e de outros motoristas!), colocando em risco a população, principalmente dentro do perímetro urbano, como o exemplo do acidente que causou a morte de um ciclista na Rua Rui Barbosa, na beira rio em Araranguá.


O POLÊMIO CORTE DAS RESEDÁS/ROSEDÁS EM PRAIA GRANDE/SC.
A conterrânea Karem Suyan Clezar Borges resgatou uma declaração que fiz a respeito do corte das Rosedás e/ou Resedás do jardim da praça de Praia Grande/SC, do qual tive a honra de projetar em 1977 a pedido do então prefeito Ari Pedro Borges, inovando com a implantação de um lago retratando o contorno geográfico do território do município, cravado com uma imensa rocha no meio para simbolizar a formação rochosa dos canyons dos Aparados da Serra, também reconstituídos em um dos canteiros. Transcrevo abaixo para retratar e comparar com o corte dos indesejáveis pinus elliottis do Jardim Alcebíades Seara, da Praça Hercílio Luz, em Araranguá.
“Em casos de necessidade de poda ou mesmo corte justificado tecnicamente, sugerimos uma espécie de aviso prévio, para que a comunidade que tem um ‘’convívio afetivo’’ com a árvore seja ela qual for, tome conhecimento através dos meios de comunicação, pois mesmo sendo um vegetal, afinal também tem uma vida, tem uma história, será sacrificado.”

O CORTE DOS PINUS ELLIOTTIS NO JARDIM ALCEBÍADES SEARA, NA PRAÇA HERCÍLIO LUZ, EM ARARANGUÁ.
A revitalização do Jardim Alcebíades Seara iniciou a semana passada com a poda de algumas árvores como forma de minimizar problemas de sombreamento excessivo que estavam comprometendo o plantio de flores, forração e gramados, além de uma possível concorrência pela água e outros nutrientes entre as raízes das árvores nativas e estrangeiras. Registrando ainda que a Lei Orgânica do Município de Araranguá determina em seu artigo 204, que fica vedado o reflorestamento no município com ‘’pinus elliottis’’, que os mesmos estão comprometendo as calçadas, criando obstáculos a passagem de pedestres, principalmente de deficientes. Observando que houve a devida divulgação das podas e dos cortes nos meios de comunicação por parte da Administração Municipal.
No sábado, dia 27/08/11, a Prefeitura Municipal de Araranguá promoveu o corte de oito (08) espécies de ‘’pinus elliottis’’, no jardim Alcebíades Seara da Praça Hercílio Luz, baseado em ofício da FATMA no qual informa ‘’que a referida atividade (Supressão de Vegetação Exótica fora de APP) não consta da Resolução do CONSEMA 03/2008), portanto, não é passível de Licenciamento Ambiental, assim sendo a municipalidade está apta a executar a Supressão dos 08 exemplares de ‘’pinus elliotti’’, solicitada em 07 de Abril de 2009’’. Junto a documentação da FATMA encontra-se em anexo ‘’Autorização para corte de Vegetação AuC – Nº 016/2011, da FAMA’’.
A ONG Sócios da Natureza havia solicitado a retirada dos ‘’PINUS ELLIOTTIS’’ em 2001, depois em 2006 e 2009 e mais recentemente no início de 2011, agora com a devida autorização da FATMA e da FAMA, a prefeitura com as autorizações pode cortar (supressão) as oito árvores exóticas/estrangeiras que ali estavam comprometendo a biodiversidade local, de certa forma a retirada caracteriza uma ‘’limpeza’’ no jardim para manter o equilíbrio do ecossistema local. Sugeriremos a SEPLAN e a FAMA, que no Projeto de Revitalização conste a destinação de uma área dentro do Jardim Alcebíades Seara para a implantação de uma pequena reserva florestal cercada, com espécies da Mata Atlântica, como exemplo e referência científica aos visitantes do jardim, também como uma espécie de medida compensatória e/ou justificativa para os possíveis reclamantes.
OBS. Outros pedidos, dos quais alguns já contidos no Plano Diretor do Perímetro Urbano, envolvem o embelezamento do Jardim da Praça (triangular) do Relógio do Sol na Cidade Alta; a recuperação e conservação do ecossistema conhecido como ‘’Banhado da XV’’, adaptando-o como área de lazer público; um ‘’Plano de Manejo’’ para a Mata Ciliar das margens do Rio Araranguá, com a retirada dos eucaliptos e outras formas invasoras/inadequadas, para o replantio de apenas mata nativa como proteção ciliar; concluindo com um urgente olhar para o açude Mané Angélica, da mesma forma que está sendo dado ao Açude Belinzoni, afinal são as duas fontes de água potável de domínio exclusivo do Município de Araranguá.

26 agosto, 2011

ARARANGUÁ E REGIÃO TEM TUDO PRA DAR CERTO



ARARANGUÁ E REGIÃO TEM TUDO PRA DAR CERTO!


Araranguá e Região tem imenso potencial natural, localização estratégica e uma infra-estrutura em estágio avançado, falta apenas planos e projetos adequados que promovam, entre outras ações, a união e integração regional sob todos os aspectos.

Insistimos na necessidade de um ‘’debate amplo’’ sobre a região de Araranguá, entre as forças representativas da população civil e os órgãos governamentais, objetivando buscar ‘’o melhor e mais adequado’’ para o desenvolvimento ordenado e sustentável da região do extremo sul de Santa Catarina.

Temos tentado alertar, por vários meios, que é preciso uma discussão profunda, mesmo que exaustiva, sobre as ações mais adequadas que venham proporcionar o bem estar de toda a população, porque desenvolvimento sustentável é aquele que proporciona avanços não apenas ao empreendedor, mas também a todas as classes sociais.

É muito difícil chegar num estágio avançado de debate, porque interesses adversos não permitem chegar a um equilíbrio satisfatório entre os principais protagonistas do processo.

O Fórum de Desenvolvimento do Extremo Sul Catarinense FDESC, espaço apartidário, se apresenta como uma real alternativa de debate democrático social, político, econômico e ambiental, com apoio da AMESC e da 22ª SDR, entre tantas outras instituições da região.



OBS. Se não houver uma tomada de decisão para uma mudança de atitude nos corações e mentes dos responsáveis, poderemos passar a ser a região economicamente mais pobre e baixos índices de qualidade de vida do Estado de Santa Catarina, uma colocação constrangedora.



OBS. A olho nu aqui do litoral já é possível visualizar as torres de catavento no município de Bom Jardim da Serra, nos Aparados da Serra Geral, região que poderá deixar de ser a mais pobre, em função desta abençoada usina eólica instalada bem próximo a Serra do Rio do Rastro e da nascente do Rio Araranguá. Embaixo, na encosta da Serra Geral, mais precisamente em Treviso, pretendem instalar a famigerada USITESC, será um contraste único e assustador!



ENERGIA LIMPA ENERGIA LIMPA ENERGIA LIMPA ENERGIA LIMPA



Queremos energia limpa dos ventos que o Oceano Atlântico sopra na nossa orla marítima, gerando qualidade de vida para a Região Sul de SC. Gerar energia limpa é o grande negócio do futuro, o empreendedor ganha e os usuários também.

A ONG Sócios da Natureza já solicitou a anulação da irregular licença emitida à USITESC, mas estranhamente as ‘’autoridades responsáveis’’ que deveriam defender os direitos constitucionais da população, infelizmente não o fazem, porque são adeptas do ultrapassado ciclo energético do carvão mineral, mesmo que contrariando o princípio da precaução e da prevenção.

A Região Sul de Santa Catarina não suporta mais tantos danos socioambientais causados pela exploração e queima de combustíveis fósseis. O maior problema no momento é que ninguém quer discutir outros intensos conflitos socioambientais na região e do Estado (mas do Belo Monte sim!!!).

Teria a NORMOSE tomado conta de todos os corações e mentes... Mas ainda resta a esperança nos técnicos da MME e EPE em não incluir a USITESC/440MW no leilão da ANEEL...



AOS INTERESSADOS

· A WOBBEN É UMA DAS MAIORES EMPRESAS DO MUNDO NA FABRICAÇÃO DAS TURBINAS DE GERAÇÃO EÓLICA E ESTÁ A ESPERA DE PROPOSTAS PARA SE INSTALAR ONDE TENHA VENTO, NO CASO EM QUESTÃO, A POTENCIAL ORLA MARÍTIMA DO EXTREMO SUL CATARINENSE.

· ALÉM DE NÃO POLUIR O MEIO AMBIENTE, O CUSTO DA ENERGIA EÓLICA AO CONSUMIDOR É BEM MAIS BARATA QUE A ATUAL ENERGIA SUJA E CARA FORNECIDA PELA JORGE LACERDA 856MW, DE CAPIVARI DE BAIXO, DE PROPRIEDADE DA MULTINACIONAL TRACTEBEL/SUEZ.

· ATÉ OS EUA, RÚSSIA E CHINA ESTÃO REDUZINDO A QUEIMA DE CARVÃO MINERAL PELO ALTO CUSTO AMBIENTAL E ECONÔMICO.


FRASE DA FILÓSOFA RUSSO-AMERICANA AYN RAND (JUDIA, FUGITIVA DA REVOLUÇÃO RUSSA QUE CHEGOU AOS EUA NA METADE DA DÉCADA DE 1920), MOSTRANDO UMA VISÃO COM CONHECIMENTO DE CAUSA.


“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.


PARTICIPAÇÃO DA ENERGIA EÓLICA NA MATRIZ NACIONAL PODE CHEGAR A 15% EM 2020, DIZ ASSOCIAÇÃO.
Texto publicado em 15 de Agosto de 2011 - Fonte: Agência Brasil


Rio de Janeiro - A participação da energia eólica (dos ventos) na matriz energética brasileira, que hoje está em 0,8%, deverá atingir 7% em 2020, conforme prevê o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDEE), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões, considera o número modesto.

Segundo ele, o setor pode ter participação, em 2020, de 15% na matriz energética. Para isso, de acordo com Simões, é necessária a realização de leilões exclusivos, além da busca do domínio tecnológico. “Com leilões exclusivos, você obtém ganhos de escala para que, quando os mercados tradicionais, como a Europa e Estados Unidos retomarem, você tenha uma indústria consolidada, para poder manter a competição dessa fonte.”

Ricardo Simões avaliou que a tendência é de expansão das energias renováveis no mundo, com destaque para a eólica. Ele acredita que os países têm de se preocupar com a sua independência energética.

“Não é bom ter o preço da energia variando ao sabor do mercado de commodities [produtos primários com cotação internacional ], como o petróleo e o gás natural.” Ele acrescentou que, à medida que existe uma preocupação mundial com o aquecimento global e a não emissão de gases de efeito estufa, a energia eólica “tem um destaque natural de ocupar cada vez um espaço maior na matriz de energia do mundo”.

Além das regiões Nordeste e Sul, onde é mais forte a presença de ventos e, em consequência, de usinas eólicas, estudos que vêm sendo feitos poderão apontar, “em futuro breve”, o estado de Minas Gerais como um novo potencial a ser explorado, informou Ricardo Simões.



Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, 23 de agosto de 2011

(48 / 9985.0053)



Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com

(Publicado todas terças na contra-capa do jornal OTEMPO DIÁRIO)

21 agosto, 2011

FIXAÇÃO DA BARRA / FOZ DO RIO ARARANGUÁ - FCMCG E O FÓRUM SUL DO CLIMA





Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 16 de agosto de 2011
(48/ 9985 0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contra-capa do jornal OTEMPO DIÁRIO)


PROJETO DE FIXAÇÃO DA FOZ / BARRA FOI APROVADO PELA CEF (Audiência Pública será dia 04/10/2011).
Projeto de Engenharia da Obra de Fixação da Foz (barra) do Rio Araranguá foi aprovado pela Caixa Econômica Federal - CEF no valor de R$ 28 Milhões para a Prefeitura de Araranguá, conforme demanda do Ministério das Cidades, indicada pelo Eng. Leodegar Tiscoski, Secretário Nacional de Saneamento Ambiental, em 2009, oriunda de verba que seria destinada apenas as cheias da bacia do Vale do Itajaí, mas prevaleceu a presença de um sul catarinense no local certo e na hora certa para obter esta histórica conquista. Um grande passo foi dado pela pertinência e insistência da Administração Municipal no atendimento e cumprimento da burocrática e institucional exigência para assim avançar no processo de licenciamento do EIA-RIMA junto ao IBAMA.
O Projeto Executivo de Engenharia aprovado pela CEF foi atualizado recentemente para atender as exigências do órgão licenciador e financiador da obra. Possivelmente no início de outubro próximo haverá a Audiência Pública promovida pelo IBAMA. Tudo está transcorrendo conforme previsto e defendido por nós desde 1999, quando lançamos documento apontando a fixação apenas com molhes, através de projeto de engenharia conforme elaborado pelo INPH em 1993.
Em visita a FAMA no dia 08 deste, o prefeito Mariano Mazzuco assegurou que no local onde os técnicos propõem a fixação dos molhes estará viabilizada, aos pescadores de Ilhas, o acesso ao mar com suas embarcações. Mencionou o exemplo da fixação do Rio Mampituba na divisa com Torres, ‘’que o braço de rio original não morreu’’. A fixação causará imensos impactos ambientais no estuário do Rio Araranguá, que deverão ser mitigados e compensados, porém trará benefícios aos pescadores nativos que poderão ‘’de forma ordenada desenvolver a atividade’’ e ao ecoturismo regional náutico que será possibilitado pela excelência em navegabilidade do Rio Araranguá, além de proporcionar a possibilidade de minimizar os impactos das cheias que tantos transtornos causam a população do sul de Santa Catarina.

FÓRUM CATARINENSE DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E GLOBAIS - FCMCG e a proposta de criação do FÓRUM CLIMÁTICO DO SUL DE SC.
Participamos da segunda reunião anual do FCMCG nas dependências da CIDASC, em Fpolis, agora sob a coordenação da nova Secretária Executiva Adriana Nunes da FATMA e a Presidência com o Secretário de Estado Paulo Bornhausen. Assistimos inicialmente a palestra sobre ‘’O IMPACTO DAS POLÍTICAS DE CLIMA SOBRE A COMPETIVIDADE DA INDÚSTRIA NACIONAL’’ conduzida pelo Sr. Shelley de Souza Carneiro, representante da Confederação Nacional da Indústria - CNI e a apresentação da paranaense Rosana Castela Bara, do Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas.
Nossa primeira manifestação direcionada ao Shelley Carneiro foi para discordar com a comparação que fez sobre a geração eólica para uma siderúrgica, que pode não garantir o abastecimento de energia numa eventual falta de vento. Esta deficiência de geração eólica é compensada pelo sistema integrado nacional (ONS), da mesma forma que pode ocorrer com uma usina hidrelétrica em época de estiagem ou uma solar pela ausência de raios solares, porém deficiência maior ainda é o imenso impacto ambiental que uma usina térmica a carvão causa ao meio ambiente e que não existe uma efetiva compensação.
Também cobramos mudanças da poderosa CNI em relação as emissões de gases efeito estufa na indústria nacional, que não pode mais ficar apenas no discurso que deve produzir energia para gerar divisas e emprego para atender a necessidade atual do desenvolvimento, mas que implante programas que venham a garantir o atendimento também as futuras gerações, mantendo a biodiversidade em equilíbrio. Se a CNI tem um departamento de inteligência deve procurar garantir que a redução dos gases atinja os percentuais de 36,1% e 38,9% até 2020. As térmicas no Ceará, Maranhão e Pará com carvão importado estão na contramão da história, mas principalmente no sul de SC, região que coincidentemente ocorre eventos extremos com a violência das águas e dos ventos, como o furacão Catarina...
A apresentação da Rosana Bara não nos surpreendeu, pois já sabíamos do avançado estágio do Fórum do Paraná do qual era coordenado eficazmente pela Manyu Chang. Ainda não tínhamos conhecimento do projeto BIOCLIMA que pretende implementar vários programas e um fundo não-oficial para as mudanças climáticas. Perguntamos a Bara sobre o relacionamento com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas - FBMC com o intuito de provocar discussão sobre a atuação do mesmo, do qual já participamos de várias reuniões em BSA e RJ onde dá a impressão que as mudanças climáticas só ocorrem e acontecem nas regiões norte e centro oeste, pois a coordenação direciona todas as suas ações a Amazônia, foi quando fiz a comparação supondo o furacão ter ocorrido no Rio de Janeiro ou na Amazônia, que teria uma outra dimensão em termos de preocupação e divulgação.
....quando então resultou numa proposta de promover a união dos três estados do Sul (SC, PR, RS) como forma de fortalecer nossas demandas regionais que são extremamente significativas. Entreguei o convite para o III EFAMuC e propus a realização da última reunião ordinária anual paralela com o evento de Araranguá, atendendo assim o espírito de descentralização e mais dinâmica ao FCMCG.
Após a reunião tive uma longa conversa com o professor Carlyle da UNESC, quando sabiamente lembrou que o termo correto deveria ser ‘’débito de carbono’’ e não crédito como vem sendo utilizado, comentou também sobre a inexistência de uma legislação brasileira específica para a emissão de CO² pelas térmicas e outras fontes, quando comentei que havia tentado convencer o ‘’CONAMA’’ a criar uma resolução abordando estes aspectos, porém não obtivemos nenhuma avanço significativo, além da realização de um seminário sobre a Matriz Energética Brasileira e a reativação da CT das Atividades Minerárias e Energéticas. Nesta produtiva conversa surgiu a idéia de se criar o Fórum de Mudanças Climáticas da Região Sul de Santa Catarina, do qual levaremos a proposta ao FDESC.
De acordo com a ‘’Ata de 12/05/11, ‘’uma das prioridades do FCMCG para este ano seria fazer o inventário de gases de efeito estufa e rever a legislação existente’’.
A não participação do Presidente nas duas primeiras reuniões de certa forma pode desestimular os integrantes do FCMCG e comprometer a motivação pela busca dos avanços necessários. Podemos estar enganados, mas as Câmaras Temáticas parecem não estarem adequadamente organizadas, tanto é que não recebemos nenhuma mensagem de convocação para reunião das mesmas. É imprescindível que possibilitem o mais rápido possível a promessa de mais acentos a sociedade civil organizada, como ONGs ambientalistas e Movimentos Sociais afetados pelas tragédias do clima, como forma de dar paridade e legitimidade a formação do FCMCG. Concordamos com a forista que sugeriu o nome da Defesa Civil Estadual para integrar o FCMCG, porém enfatizamos que não apenas como um simples membro, mas sim de ter um papel de destaque na coordenação do FCMCG, tipo uma vice-presidência.

13 agosto, 2011

CIDADANIA AMBIENTAL 09.08.11 - Tadeu Santos


Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 09 de agosto de 2011

(48 / 9985.0053)



Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com

(Publicado todas terças no jornal OTEMPO DIÁRIO)




SUGESTÃO PÚBLICA

Sempre que passo pela praça triangular do ‘’Relógio do Sol’’ na Cidade Alta, único que conheço, imagino toda cheia de flores coloridas sob árvores e super iluminada a noite para deslumbrar os visitantes que ali passam para se dirigir ao centro ou ao esplendoroso litoral araranguaense privilegiado com o Morro dos Conventos e a foz do rio Araranguá. Já sugeri a um empresário que iniciou seu comércio de frente para a praça, uma parceria pública/privada para adotar este importante e estratégico espaço urbano, promovendo as melhorias sugeridas naturalmente que com o devido crédito através de projeto anunciado e aprovado pelos órgãos competentes da administração municipal, para que então sirva de exemplo a outros que tenham interesse em contribuir com o embelezamento e manutenção dos espaços públicos do nosso município, como por exemplo a margem do Rio Araranguá junto a Rua Rui Barbosa ou a iluminação das falésias.



REUNIÃO IRIAAC / VACEA / AVEC NA IF-SC EM FPOLIS

Dia 05/08 participei de reunião nas dependências do IF-SC, no qual fiz o curso de Técnico em Edificações no início da década de 70, quando era denominada de ETEFESC e mantinha alunos do interior do estado em internato com refeições gratuitas (aguardem que um dia ainda produziremos um filme sobre esta época da ditadura militar). Voltando a reunião do AVEC, do qual fui acompanhando da educadora Sung Lin e do Prof. Maurício Dalpiaz do IF-SC de Araranguá e que foi coordenada pelo Prof. Daniel Silva da UFSC, informo que a coordenação do projeto acenou positivamente como parceiro na realização do III EFAMuC, programado para os dias 22 e 23 de novembro de 2011. Como a sede do AVEC no Brasil será em Araranguá, outros desdobramentos benéficos surgirão com os programas de fortalecimento ao produtor agrícola, perante os impactos dos eventos do clima, e a implementação de cursos de especialização e pós graduação em mudanças climáticas integrados com o Observatório do Clima, além da Biosfera Catarina.



AGORA DESCOBRIRAM MOLÉCULAS DE OXIGÊNIO NO ESPAÇO

Pela primeira vez, 230 anos desde a descoberta do elemento, moléculas de oxigênio foram encontradas no espaço pelo telescópio Herschel, da Agência Espacial Européia. Átomos individuais de oxigênio são comuns no espaço, mas até agora não havia sido comprovada a existência de moléculas do gás. Já tinham sido descobertos átomos deste elemento antes, tanto que a nota de divulgação da Nasa explica que embora átomos individuais de oxigênio sejam comuns no espaço, particularmente ao redor de grandes estrelas, o oxigênio molecular, aquele que respiramos aqui na Terra, ainda não havia sido encontrado no espaço. Cada vez mais me fascina o enigmático Universo e cada vez mais acredito na possibilidade de vida em outros planetas.



TUDO TEM SEU TEMPO

Em 2001 numa entrevista coletiva que concedíamos ao Adelor Lessa sobre as vantagens do desvio da Duplicação da BR-101 em Araranguá, um político tentou desqualificar o documento que continha as justificativas do movimento socioambiental, no qual havia sido encaminhado a missão do BID numa reunião no Araranguá Tênis Clube - ATC. O jornalista perguntou se ele conhecia o teor do documento quando para sua surpresa o mesmo respondeu que não, mas de qualquer forma iria entrar com um projeto em Brasília para acabar com as ONGs. No final de 2009, fomos convidados a participar de um debate no auditório da ACIC em Criciúma, sobre o Código Ambiental e Florestal com a presença de um também renomado político, no qual ficou o tempo todo tentando desqualificar as ONGs Ambientalistas.



TUDO QUE NÃO PRESTA VAI PARA O RIO...

A cada enxurrada que chega ao Rio Araranguá infelizmente trás toneladas de entulhos e outros materiais que deixaram de ser interessantes aos humanos que vivem a montante dos afluentes da bacia hidrográfica. Além dos resíduos do carvão e do agrotóxico que são em grande parte imperceptíveis, existem agora até equipamentos eletrônicos como um monitor de computador flagrado às margens do Rio Araranguá. Cada município da bacia deveria implementar programas de coleta de lixo eletrônico, ou seja, coleta seletiva para tudo. Seja educado, se qualquer equipamento ou objeto não mais interessa ao seu consumo jogue-o no lixo ou procure orientação dos órgãos responsáveis pela proteção do meio ambiente, como a FAMA em Araranguá.



BADERNA SONORA VAI TER QUE ACABAR

A poluição e a baderna sonora nas vias públicas estão com os dias contados em Araranguá, agora os criminosos infratores terão que respeitar a legislação na marra porque podem ter seus veículos irregulares apreendidos e até serem presos de acordo com o artigo 42 da lei de Contravenções Penais:

Ø Quem gosta de escutar ‘’gênero musical preferido’’ em alto volume, que então coloque fone de ouvido tanto em casa quanto dentro do carro.

Ø Quem adora ruído de descarga aberta procure os locais de competição esportiva onde são permitidos pela legislação.

Ø Quem quiser divulgar seus produtos que utilize rádio e a TV e respeite o direito dos outros que não tem que estar todos os dias ouvindo propaganda de determinada loja de forma tão insistente quanto a propaganda nazista imposta por Goebbels na 2ª Guerra Mundial.



CURTO, BONITO E SÁBIO (Pérolas da Internet)
Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
- E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.



"A vida na Terra é somente uma passagem...
No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente,
e esquecem-se de ser felizes."

"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA..."

02 agosto, 2011

SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DO CONSEMA EM ARARANGUÁ

Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 02 de agosto de 2011
(48/ 9985 0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças no jornal OTEMPO DIÁRIO)

1º SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DO CONSEMA EM ARARANGUÁ
(breve relato comentado)


Participamos do 1º SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DAS FUNDAÇÕES E CONSELHOS MUNICIPAIS DE MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SANTA CATARINA, realizado no Cetrar em Araranguá, nos dias 27 e 28 de julho de 2011. Registramos nossa participação na lista de presença como pertencente à Fundação Ambiental do Município de Araranguá - FAMA, mas fizemos nossas manifestações como integrantes do Conselho Ambiental do Município de Araranguá - COAMA pela ONG Sócios da Natureza - ONGSN, já que toda a equipe da FAMA estava presente (Leme, Robson, Cris e Mônia) sob a coordenação do Superintendente Paulo Sergio Simon, com também estava participando pelo COAMA o Presidente Saulo de Luca. Presentes, também, representantes da Procuradoria e da Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal de Araranguá.

Na abertura do evento destacamos a presença de autoridades como o Prefeito Municipal Mariano Mazzuco, o Tenente Jônatas Davi de Souza Comandante da Polícia Ambiental de Maracajá, o representante da 22ª SDR, Moisés Tomasi e a Secretária Executiva do Conselho Estadual de Meio Ambiente – CONSEMA, Myrna Swoboda Murialdo, entre outras.

A primeira palestra coube ao representante da FATMA de Florianópolis que inicialmente utilizou o significativo exemplo das primeiras aglomerações de humanos andantes/viajantes que passaram a fixar-se em locais estratégicos, geralmente próximos a cursos d’água para erguerem suas tendas e a partir desta decisão iniciou-se a formação de vilas e cidades. Sem nenhum planejamento de saneamento básico, muitas doenças surgiram neste período da história da humanidade. Passaram-se séculos para que percebessem a necessidade de criar instalações sanitárias e cuidados com a qualidade da água utilizada no consumo.

Gostei do exemplo citado acima, mas contestei a comparação utilizada para remontar a atuação dos ambientalistas em décadas passadas que eram taxados de maconheiros e loucos, que hoje são técnicos aperfeiçoados na defesa do meio ambiente. Nada tenho contra maconheiros e loucos, mas acho que a comparação do palestrante foi de certa forma descabida, pois tenta dar um sentido pejorativo ao ambientalista que ainda atua como tal, tanto que falei ao próprio quando veio me procurar. Comentei que havia entendido a boa intenção dele, mas que deveria utilizar outros adjetivos para classificar os ambientalistas de ontem (e de hoje), como exagerados e visionários, por exemplo. E ainda bem, porque senão o caos ecológico certamente estaria bem mais avançado não fossem as denúncias e alertas emitidos pela comunidade ambientalista e ele também não estaria ali palestrando, pois tanto a FAMA quanto o COAMA resultaram de uma insistente e persistente iniciativa nossa.

Oportunamente utilizei o microfone para comentar a indignação existente na população catarinense contra a atuação da FATMA, divulgada em pesquisas de opinião pública, tanto pela emissão de licenciamentos irregulares quanto pela omissão na fiscalização, quando deveria ser exemplo às fundações municipais. Diferentemente do CONSEMA que é referência nacional de competência, integridade e de atuação, tanto é esta aproximação com os Conselhos e Fundações Municipais, do qual a equipe da Secretaria Executiva já esteve aqui na região três vezes neste ano.

A coordenação dos trabalhos foram brilhantemente conduzidos pela Myrna e sua equipe (Livia, Bruno e Katia), do qual destacamos a convidada palestrante Cristiane Casali, da ANAMMA e da FUJAMA de Jaraguá do Sul, que demonstrou vasto conhecimento e domínio dos temas debatidos.

Na conclusão do seminário apresentamos uma proposta denominada CARTA DE ARARANGUÁ contendo as reivindicações e demandas levantadas e debatidas durante os dois dias e uma MOÇÃO de menos teor, mas de conteúdo mais político a ser enviado a Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados, Governo do Estado de Santa Catarina e para o Senado Federal por abordar sugestões ao PL do Código Florestal.
OBS. Outras significativas demandas foram incluídas pelos presentes, porém não as anotamos, mas tão logo o documento seja lapidado publicaremos no nosso blog.

CARTA DE ARARANGUÁ
(incompleta)

Os participantes do 1º SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DAS FUNDAÇÕES E CONSELHOS MUNICIPAIS DE MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SANTA CATARINA, realizado no Cetrar em Araranguá, nos dias 27 e 28 de julho de 2011, a partir das legítimas contribuições dos seus respectivos representantes, recomendam às autoridades competentes a adoção de medidas que venham facilitar a dinâmica das fundações e dos conselhos municipais, no que diz respeito a devida aplicação da Legislação Ambiental no cumprimento de suas funções e obrigações.
I - Qual a legislação que deve ser aplicada nas questões que envolvem Áreas de Preservação Permanente APP, a estadual nº 14.675/2009 do Código Ambiental ou a federal nº 4.771 do Código Florestal Brasileiro ainda em vigência.
II – Como equacionar questões relacionadas aos conflitos de interpretação da legislação no que diz respeito a ocupação do solo em áreas costeiras e de expansão urbana que dizem respeito aos planos diretores por exemplo.
III – Que o valor depositado no FEPEMA seja distribuído as Fundações Municipais para o fortalecimento de sua infra-estrutura...
IV – Que é preciso mais investimento nas Fundações Municipais, como a contratação de técnicos concursados para a mesma exercer o poder de decisão e soberania instituído constitucionalmente pelo SISNAMA.
V – Que os TAC promovidos pela justiça têm favorecido mais ao degradador do que a natureza agredida.
VI – Queremos o CONSEMA ainda mais fortalecido para defender os interesses dos Conselhos e Fundações Municipais e da FATMA, como também buscar o equilíbrio ecológico junto as outras esferas governamentais administrativas e jurídicas.
VII - A proposta do PL 1876/1999, aprovado na Câmara dos Deputados, está voltado apenas às questões rurais e não apresenta proposta a ocupação de mata ciliar em áreas urbanas, por exemplo.

OBS. Somente articulados, demonstrando espírito participativo e atuante, é que podemos expor através de documentos bem fundamentados que as Fundações e os Conselhos Municipais de Meio Ambiente poderão influenciar beneficamente na elaboração das Políticas Públicas deste Estado e deste País.

Ao final a Myrna utilizou a nossa mensagem do parágrafo acima para encerrar o evento e passou a palavra ao Paulo Simon como ‘’anfitrião’’ das 20 Fundações e Conselhos presentes para fazer as considerações e agradecimentos finais.

25 julho, 2011

PAELLA E IDÉIAS - AMY WINEHOUSE THE VOICE

Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 26 de julho de 2011
(48/ 9985 0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
www.tadeusantos.blogspot.com


PROJETO/PROPOSTA:
ADOÇÃO PARA PROTEÇÃO DA MATA CILIAR DA MARGEM DO RIO ARARANGUÁ CONTÍGUA À RUA RUI BARBOSA.

Inspirados no exemplo de proteção da Mata Ciliar da faixa do Rio Araranguá que margeia a frente da sede da empresa União, estamos elaborando projeto de proteção e conservação da Mata Ciliar da margem contígua à Rua Rui Barbosa, objetivando a manutenção e conservação da vegetação nativa e evitar possíveis desmoronamentos das margens. A proposta envolve as seguintes etapas:

• A implantação de placas com informações e educação ambiental;
• A implantação de lixeiras seletivas;
• A implantação de sistema de iluminação com distribuição subterrânea;
• A colocação de bancos/assentos em locais adequados;
• Ampliação da calçada sobre a área da pista, porém permanecendo duas pistas, mas apenas com 6 metros de largura cada uma, induzindo a redução da velocidade no trecho.
• O licenciamento de um ancoradouro público para embarcações e pesca coletiva.

Porém a proposta para avançar precisa de procedimentos como os citados abaixo:
1. A ELABORAÇÃO DE UM PROJETO (Mapa com inventário da flora, importância da preservação, extensão, área quadrada, histórico de desmoronamento, utilização pública para lazer, pesca e acesso a embarcações)
2. ENCAMINHAR A FAMA / COAMA / PMA
3. ENCAMINHAR AO MPF PARA APRECIAÇÃO
4. BUSCAR PARCERIA PRIVADA PARA IMPLANTAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS.


PAELLA E IDÉIAS
Encontro memorável e histórico na residência de um criativo e singular cidadão, que abençoadamente adotou Araranguá para viver com sua esposa e filhos desde 2008, com o objetivo de promover um saudável entrosamento entre pessoas de Araranguá (grande parte pertencentes a uma rede de coletivos com atuação local e por este mundo a fora). Nesse momento, reservo-me ao direito de não citar nomes, apenas adiantar que a intenção do encontro foi e seguirá sendo em encontros futuros provocar pautas com agendas positivas e assuntos de conteúdo sociocultural, tais como cinema, teatro, música, cidadania social, ecologia e cultura em geral. Os assuntos que surgiram no encontro foram resultantes de uma tempestade de brilhantes idéias e gratificantes experiências. O grupo presente, de 25 pessoas de diversas formações, saboreou uma deliciosa paella elaborada pelo anfitrião e regada a vinho, caipira e cerveja. Naturalmente que eu curti a verdinha Heineken depois de uns goles de caipira com cachaça fermentada no Morro do Conventos - diga-se a melhor cachaça que bebi até o presente momento. Tentando relembrar a dinâmica ocorrida nas quatro horas em que passamos na aconchegante moradia do anfitrião, nesse breve relato comentado, inicio enfatizando a conversa num pequeno grupo no canto da cozinha sobre o democrático e inovador Plano Diretor de Araranguá, com subsídios das Leituras Comunitárias, qualificando-o, até prova em contrário, como o mais avançado do Estado de SC em função da participação de segmentos organizados da sociedade civil e da Administração Municipal. Neste mesmo grupo também se comentou sobre o projeto internacional IRIAAC/VACEA de enfoque sócio - climático que terá como sede Araranguá para atuar na bacia hidrográfica do Rio Araranguá. Na sequência, para minha agradável surpresa, rolou o que mais me fascina que é a Sétima Arte, o Cinema. Partindo da feliz idéia do projeto Cine Avenida, que exibiu recentemente o controverso e clássico ‘’Laranja Mecânica’’ do Kublick e na próxima terça o ‘’Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’’ do Woody Allen, no auditório do CDL, no centro, surgiu um extraordinário cinéfilo conhecedor do cinema da década de 40, 50, 60,70, 80, 90 e atual do qual eu ainda não o conhecia e que se juntou a outro cinéfilo do qual já sabia ser um admirador da Sétima Arte. A troca de figurinhas só foi interrompida para dar início a apresentação da razão pelo qual estava acontecendo o encontro que era debater a importância da conectividade da rede ‘’Coolmeia – Idéias em Cooperação’’. Essa rede trabalha para promover o bem comum através dos princípios de cooperação, apoio mútuo, solidariedade, justiça social e sustentabilidade, conforme definição do anfitrião. Numa próxima oportunidade abordaremos o teor das propostas e contribuições apresentadas pelo grupo. Esta noitada simbolicamente representou a beleza da amizade construtiva, harmônica, participativa e democrática que esperamos e que seja repetida para o aperfeiçoamento de todos nós, nesta pequena aldeia em que vivemos chamada carinhosamente de Araranguá!

OBS. Revi depois de anos o filme ‘’Annie Hall’’ traduzido ao meu ver de forma inadequada para ‘’Noivo Neurótico Noiva Nervosa’’, na sessão de terça do CINE AVENIDA, no auditório do CDL, com a presença de um pequeno, mas seleto grupo de pessoas que gostam de cinema. O cinema é a arte das imagens em movimento enriquecida com o áudio da trilha sonora e das falas baseada num roteiro adaptado ou original que instiga o expectador a fazer um auto debate ou conversar com outras pessoas sobre a história do filme. A proposta do Cine Clube Avenida é a de proporcionar este debate após a exibição de todos os créditos da produção.

COPA AMÉRICA
Do jeito que está o Brasil nunca mais ganhará uma Copa do Mundo por causa do excesso de estrelismo e individualismo dos jogadores brasileiros que só pensam em si, além de entrarem em campo com cortes de cabelo de puro exibicionismo e outras palhaçadas.

AMY WINEHOUSE – ‘’THE VOICE’’
Como as aparências enganam, pois eu tinha um outro conceito sobre a Amy Winhouse. Digo isto porque a mídia me apresentou uma cantora extravagante, independente e drogada. Após a sua morte que ouvi a sua marcante voz parecendo rouca de audível e raro brilho nos dias atuais. Sua performance musical de melodia é incomparável com os fabricados bonecos metidos a cantores sem voz de artista, principalmente no Brasil, que onde conseguiram estragar o gênero sertanejo e o samba. Uma pena a precoce morte da louca Amy como foi a da inesquecível Janis Joplin!