17 maio, 2017

SOCIOAMBIENTALISMO: E SE OS ESTADOS UNIDOS ABANDONAREM O ACORDO DE PAR...

SOCIOAMBIENTALISMO: E SE OS ESTADOS UNIDOS ABANDONAREM O ACORDO DE PAR...: OBS. Oportuno artigo do cientista pesquisador Carlos Nobre do INPE.  Que a comparação de um erro cometido por um determinado presiden...

E SE OS ESTADOS UNIDOS ABANDONAREM O ACORDO DE PARIS?


OBS. Oportuno artigo do cientista pesquisador Carlos Nobre do INPE. 

Que a comparação de um erro cometido por um determinado presidente, sirva de alerta aos defensores da poluente atividade carbonífera do sul de SC, que explora irresponsavelmente o ''carvão mineral'', com uma ganância infecciosa incontrolável, ou seja, da forma mais suja possível contaminando os cursos d’água de três bacias hidrográficas...!!!


Um crime ambiental imperdoável.


Um candidato à presidência de um país nega, durante campanha eleitoral, consenso científico amplamente estabelecido em décadas de pesquisas sérias sobre fatos de grande impacto global. Após ser eleito, mantém posição ambígua e nomeia negacionistas como altos dirigentes de seu governo. Esses dão visibilidade a uma minoria de “cientistas” negacionistas e suspendem – ou atrasam – a implementação de políticas públicas de mitigação.
A descrição caberia nas palavras, ações e intenções do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas refere-se, na verdade, ao que aconteceu entre 1999 e 2008 na África do Sul, durante a presidência de Thabo Mbeki. O dirigente sul-africano negou obstinadamente que o vírus HIV fosse a causa da AIDS e, com isso, atrasou em uma década o uso de antirretrovirais no sistema público de saúde do país.
Alguém poderia atribuir tamanho obscurantismo científico a um baixo grau de desenvolvimento de um país, com diminuta capacidade de apropriação da melhor ciência para benefício da população. Ou poderia dizer que tal postura seria típica de regimes totalitários, em que a ciência deve conformar-se à ideologia. Esse teria sido o caso, por exemplo, de Trofim Lysenko, presidente da Academia de Ciências Agrícolas da União Soviética, negando a genética mendeliana e atrasando o avanço da agricultura local entre 1920 e 1964.
Entretanto, um exemplo de obscurantismo científico no que toca à política e às mudanças climáticas acontece hoje nos Estados Unidos, país que é a grande potência científica mundial, cuja comunidade de pesquisadores é a que mais contribui para o avanço do conhecimento sobre o aquecimento global antropogênico e as mudanças do clima no planeta.
Contraponha o cenário atual ao legado do ex-presidente americano Barack Obama. Em 2015, na construção de consensos meses antes da Conferência do Clima da ONU, em Paris, os Estados Unidos firmaram vários acordos bilaterais. Um deles com o Brasil. Em junho daquele ano, os presidentes dos dois países assinaram acordo de cooperação para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. O documento estabelece, por exemplo, as metas de 33% de energias renováveis na matriz energética brasileira e de 20% de renováveis na matriz elétrica – além da contribuição da hidroeletricidade em ambas metas – até 2030. O acordo prevê também parcerias para tornar a agricultura de ambos os países mais produtiva e com menos emissões.
Se a administração Trump der as costas ao histórico Acordo de Paris, de 2015, as consequências diplomáticas serão imensas e negativas para os Estados Unidos em todas as dimensões – e numa escala muito maior do que foram as repercussões diplomáticas desfavoráveis quando George W. Bush retirou o país do Protocolo de Kyoto, em 2001, como admitido pelo próprio ex-secretário de Estado, Collin Powell. O ex-presidente chegou a dizer meses depois do ocorrido que um dos motivos para ter rejeitado Kyoto era que o protocolo prejudicava a economia americana.
Dezesseis anos mais tarde, Donald Trump volta a usar um discurso semelhante como justificativa. Mas o estilo imprevisível do atual presidente americano não permite antever se sua administração chegará ao extremo de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris. Inegável é que, desde que assumiu a Casa Branca, o republicano escolheu negacionistas do aquecimento global para desempenhar altas funções, um claro sinal de retrocesso no ritmo de implementação das medidas de redução de emissões necessárias para atingir as metas preconizadas em Paris, de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C.
O lado otimista da história é que o movimento mundial de desinvestimento em termoelétricas a carvão pode ser mesmo um caminho sem volta – e, então, não caberiam retrocessos. Além disso, está suficientemente demonstrado por fatos econômicos que as energias renováveis têm potencial para gerar milhões de empregos nos Estados Unidos e sua adoção em massa, longe de impedir o crescimento do país, impulsionará o desenvolvimento da gigantesca economia americana. Centenas de empresas e investidores americanos chegaram a pedir durante a campanha eleitoral que a Casa Branca não abandonasse o acordo climático, afirmando que o fracasso dos Estados Unidos em construir uma economia de baixo carbono ameaçaria a prosperidade nacional.
Mas o risco de os Estados Unidos deixarem o Acordo de Paris existe. Se isso acontecer – ou se o país colocar o pé no freio de sua implementação –, outros países já se preparam para ocupar o vácuo, principalmente China e Alemanha, projetando-se como líderes mundiais em tecnologias limpas.
Ainda que a cooperação científica e tecnológica com os Estados Unidos na questão climática, energética e agrícola seja de interesse estratégico para o Brasil, teremos que seguir adiante o curso do protagonismo que construímos em ações concretas de mitigação das mudanças climáticas. Não nos faltam desafios nessa área, como o de reduzir urgentemente o desmatamento na Amazônia e no Cerrado, e aumentar em muito a presença das novas energias renováveis em nossa matriz energética.
O obscurantismo do presidente Mbeki custou a vida de mais de 330 mil sul-africanos, que não tiveram acesso aos antirretrovirais capazes de lhes prolongar a vida. A irresponsável cegueira do presidente Trump na questão climática poderá ter um impacto infinitamente maior e por muitas décadas ou séculos para o planeta Terra e todas as espécies vivas, inclusive o Homo sapiens, se ultrapassarmos algum limite planetário sem volta.
* Carlos Nobre é climatologista, membro da Academia Brasileira de Ciências, membro-estrangeiro da Academia de Ciências dos Estados Unidos e senior fellow do WRI Brasil

Colaboração de Suzana Lakatos, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 03/04/2017
"E se os Estados Unidos abandonarem o Acordo de Paris? artigo de Carlos Nobre," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 3/04/2017, https://www.ecodebate.com.br/2017/04/03/e-se-os-estados-unidos-abandonarem-o-acordo-de-paris-artigo-de-carlos-nobre/.

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02 maio, 2017

DOCUMENTO ENTREGUE AO PREFEITO DE ARARANGUÁ MARIANO MAZZUCO



Araranguá – SC, 27/04/2017.


PREZADO SENHOR MARIANO MAZZUCO NETO
PREFEITO DE ARARANGUÁ – SC

Como representante dos ambientalistas ‘Sócios da Natureza’, entidade sem fins lucrativos e de reconhecida atuação socioambiental nas últimas décadas em Araranguá, venho através deste documento colocar a vossa senhoria algumas questões de relevância relacionados a temáticas ecológicas para a sua avaliação e análise junto a sua equipe de trabalho na administração municipal de Araranguá.
Destacamos as abordagens relacionadas ao Conselho Ambiental do Município de Araranguá COAMA, o parlamento verde deste município como solicitante deste encontro enquanto presidente em final de mandato, que será considerado formalmente com uma ‘reunião extraordinária’ em um local especial com a presença do mandatário do Poder Executivo Municipal. Os temas a serem abordados constam no documento protocolado pelo Secretário Executivo Paulo Baran, com a devida aprovação dos conselheiros, do qual nós destacamos o conflito pelo inadequado uso e ocupação do Morro Azul, conforme foto em anexo.
Como segundo tema, sem ser por ordem prioritária, enfatizamos que temos muito interesse, como é de vosso conhecimento, na continuidade do decreto de criação das Unidades de Conservação (UC), historicamente assinados pelo ex-prefeito Sandro Maciel no final de 2016.
Reconhecemos que o Projeto Orla viabilizou a criação das UCs e contribuiu com princípios e diretrizes ao Plano Diretor, no entanto, queremos aqui deixar claro de forma cartorial que não apenas a ideia, mas os mapas utilizados foram baseados nos estudos elaborados pela consultoria Socioambiental e patrocinados pela AMESC, que na ocasião mantinha o FDESC, do qual a ONGSN era a coordenadora do meio ambiente e propositora das UCs da região sul. A proposta das UCs tinha o objetivo de conseguir recursos financeiros das medidas compensatórias da obra de duplicação da BR-101 para os ecossistemas impactados no trecho Araranguá / Passo de Torres, que não obtivemos apenas por questão de prazo.      
     Na última viagem a Brasília no dia 15/03/17 para participar da 124 Plenária do CONAMA, para debater/lutar pela aprovação da nossa proposta de MOÇÃO DE APOIO À RECICLAGEM, cópia em anexo, tivemos a oportunidade de conversar pausadamente com o deputado Esperidião Amin, desde lembranças passadas sobre Praia Grande, a polêmica sobre acesso ao aeroporto Hercílio Luz, o movimento pelo contorno da 101 em Araranguá, mas o que mais o fascinou foi a criação das Unidades de Conservação (UC) do Morro dos Conventos, como o primeiro ‘’Monumento Natural do Estado de Santa Catarina’’ e da APA de Ilhas.
Caro Mariano, sabes que sou politicamente apartidário e assim sempre serei, porém ainda acredito nas pessoas e as colocações do Amin deixaram-me entusiasmados com a promessa de obter recursos via emendas parlamentares para o custeio dos Planos de Manejo das três Unidades de Conservação (UC). Ao final da reunião o ex-governador enfaticamente me cobrou que não esquecesse de falar com o prefeito Mariano para mandar um projeto ao seu gabinete solicitando o recurso para viabilizar as UCs de Araranguá.
Como é de vosso conhecimento a decisão do TRF4 nos surpreendeu em determinar a proibição do trânsito de veículos automotores na praia, entre o Morro dos Conventos e a Foz/Barra do Rio Araranguá. Havíamos, na época, ano de 2012, solicitado ao MPF mais rigor com os baderneiros, mas a justiça entendeu como única forma de acabar com a baderna das festas raves que estavam dominando a orla marítima com intensa poluição de lixo jogado na natureza, de som automotivo extrapolando os decibéis permitidos, de competição de carros e motos no local que não é apropriado para tais manobras perigosas, tanto que os caminhantes reclamavam do perigo, além de outras drogas pesadas em todo o trecho. Assim  decidiram não mais permitir o trânsito de veículos, com exceção dos autorizados pela FAMA.
Houveram reclamações, mas os benefícios desmontou a opinião de muita gente, pois o local ficou mais seguro e voltou a haver equilíbrio ecológico para a vida marinha local, como também para as aves migratórias. Entendemos que se faz necessário urgentemente um programa de adaptação para a mobilidade nesta área de intenso valor eco turístico, que pode e deve ser através dos planos de manejo, uma forma democrática e legítima de regulamentar o uso e ocupação das áreas, sejam do Morro dos Conventos quanto do Morro Agudo e de Ilhas.
Através de um recurso do fundo CASA conseguimos implantar um projeto de painéis ecoturísticos na Orla de Araranguá, conforme fotos em anexo. A parceria foi realizada com o Grupo de Estudos Geoecológicos da Costa de Araranguá e que se não fosse a intransigência de uma das integrantes, o Projeto de Roteiro Geoecológico poderia ter ficado bem melhor e mais atrativo.
Por último reivindicamos a convocação do ‘’Conselho das Cidades’’ baseado na Lei 10.257/01, que rege o Estatuto das Cidades, pois é inconcebível a omissão da prefeitura em implantar este instrumento legal, participativo e inovador para acompanhar o desenvolvimento do Plano Diretor de Araranguá.
E para finalizar solicitamos sua atenção quanto a implantação da escultura conforme desenho em anexo, simbolizando a conquista do contorno da rodovia BR-101 em Araranguá, a ser implantada no trevo Becker.
Atenciosamente
Tadêu Santos
Coordenador Geral

Araranguá – SC, 27/04/2017

Sócios da Natureza
Organização Não-Governamental Ambientalista
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12 abril, 2017

MOÇÃO DE APOIO À RECICLAGEM - CONAMA 2017


MOÇÃO Nº 128, DE 15 DE MARÇO DE 2017
Diário Oficial da União (DOU) Seção 1 / Nº 70  Terça feira, dia 11 de abril de 2017



       Moção de apoio à avaliação de aplicação de
medidas públicas de incentivos econômicos,
financeiros, fiscais e creditícios às práticas de reciclagem.


O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das atribuições e competências que lhe são conferidas pela Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto no 99.274, de 6 de junho de 1990, e tendo em vista o disposto no art. 13 do Regimento Interno, anexo à Portaria nº 452, de 17 de novembro de 2011, e o que consta do Processo no 02000.000330/2017-87, apresenta Moção no intuito de solicitar ao governo federal que avalie a aplicação de medidas públicas de incentivos econômicos, financeiros, fiscais e creditícios às práticas de reciclagem.
Tal solicitação apoia-se na implantação da Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS, e nas decisões da IV Conferência Nacional do Meio Ambiente realizada em outubro de 2013, em Brasília, com destaque para as agendas: I - Produção e Consumo Sustentáveis; II - Redução dos Impactos Ambientais; III - Geração de Emprego e Renda.
A realidade mostra que grande parte dos municípios brasileiros adiaram a implantação de aterros sanitários, condição indispensável à manutenção da qualidade ambiental das cidades e garantia de saúde à população. Os resíduos sólidos que recebem uma destinação incorreta são uma das causas de doenças e representa custo à administração pública. Ainda, no contexto de resistência quanto a responsabilidades sociais, a população, por sua vez, tem com hábito jogar no ambiente tudo o que não mais interessa ao seu consumo, contribuindo indubitavelmente com a contaminação ambiental.
            A realidade mostra que grande parte dos municípios brasileiros não implantaram ou executaram a implantação de aterros sanitários, condição indispensável à manutenção da qualidade ambiental das cidades e garantia de saúde à população.
Os resíduos sólidos que recebem uma destinação incorreta são uma das causas de doenças e representa custo à administração pública. Ainda, no contexto de resistência quanto a responsabilidades sociais, a população, por sua vez, tem com hábito jogar no ambiente tudo o que não mais interessa ao seu consumo, contribuindo indubitavelmente com a contaminação ambiental.
A logística reversa, como um dos instrumentos de gestão dos resíduos sólidos previsto no Art. 8o da Lei Federal no 12.305, de 2010, que serve como o desenvolvimento econômico e social é caracterizada por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos para reaproveitamento em ciclos produtivos ou destinação final ambientalmente adequada. Com isso, a logística reversa permite o reaproveitamento de resíduos recicláveis como insumos para produção industrial e empresarial, contribuindo para reduzir os impactos socioambientais da extração de matéria-prima ao mesmo tempo em que fomenta a coleta seletiva em parceria com as cooperativas e associação de catadores.
Acrescenta-se que todas as etapas da cadeia industrial dos produtos que um dia se tornam resíduos são tributadas e resultam em receita para a administração pública. Face o exposto, acreditamos que a Política Nacional de Resíduos Sólidos contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao país no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Dentre seus princípios, encontramos ainda a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos e a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Assim, esta Moção de apoio à reciclagem é dirigida ao Ministério da Fazenda, ao Conselho Nacional de Política Fazendária CONFAZ, à Secretaria da Receita Federal do Brasil, ao Ministério da Saúde, ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério das Cidades para que avaliem a implementação de medidas públicas de incentivos econômicos, financeiros, fiscais e creditícios, como instrumento positivo na campanha pela redução dos altos índices de resíduos sólidos que diariamente são jogados na natureza, impactando de forma significativa os ecossistemas dos biomas brasileiros e do mundo.

SARNEY FILHO
Presidente do Conselho






30 março, 2017

MANIFESTO DE INTERESSE PÚBLICO AOS ARARANGUAENSES!!!

MANIFESTO DE INTERESSE PÚBLICO AOS ARARANGUAENSES!!!


Os Sócios da Natureza declaram que os painéis implantados no Morro, Balsa e em Ilhas foram possíveis graças ao recurso do fundo ‘’CASA’’, obtido pela ONG Sócios da Natureza através do ‘’Projeto Roteiro Geoecológico da Costa de Araranguá / PRGCA ’’, de autoria do ‘’GEGS’’. Os integrantes do grupo, composto pelo geógrafo Pedro Nasser e pela bióloga Samanta Cristiano Costa, após uma reunião do Projeto Orla, no HMC, no final de 2015, nos procuraram para comentar sobre a proposta de projeto de informações ‘geoturísticas’ no Morro e Ilhas, em parceria com a ONG Sócios da Natureza, tanto pelo acervo de dados, informações, imagens quanto pelo CNPJ para buscar recursos em editais, pois não haviam conseguido nada com o maior interessado que seria a prefeitura de Araranguá.
Além de concordarmos com a excelente ideia proposta, nos dispomos a buscar recursos, já que não havia perspectiva de nenhum, a não ser a expectativa dos editais. Tínhamos relação com o ‘’CASA’’, um fundo internacional em prol do meio ambiente, que já havia nos ajudado a implantar placas de educação ambiental sobre o rio Araranguá, a realização do I e II EFAMuC e a fortalecer o histórico movimento pelo Contorno da BR-101 de Araranguá. Enfatizando que concordamos com a proposta, pois respeitávamos o profissionalismo do geógrafo Nasser ao conduzir magnificamente o Projeto Orla.
Por sorte havia um edital do ‘’CASA’’ aberto para a questão das fontes de energias renováveis, quando de repente entendemos que o projeto PRGCA poderia adaptar-se aos objetivos e metas propostas justificando que o estuário do rio Araranguá e todo o ecossistema de entorno eram impactados pela exploração do carvão mineral. Que o maldito agressor ambiental e ‘pneumanoconioso’ ouro negro contamina o ecossistema abordado no projeto do PRGCA era enviado para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda 857 MW, de Capivari de Baixo. O CASA entendeu que o combustível fóssil  era enviado para gerar a fonte energética mais poluente de todas as outras conhecidas neste planeta.  Ou seja, o famigerado combustível fóssil é comprovadamente responsável pelo desequilíbrio da camada de ozônio, que consequentemente resulta nas violentas mudanças climáticas, como por exemplo, as traumáticas enchentes e o furacão Catarina, o primeiro e único do Atlântico Sul, tendo como epicentro Araranguá e região.
O ‘’CASA’’ sensível às causas socioambientais destinou R$ 18.000,00 mil reais ao PRGCA, sendo que a ONGSN recebeu R$ 2.500,00 para o fortalecimento da entidade, no qual pagamos parte de uma causa perdida na Justiça por acusar a incômoda poluição sonora, conforme recibos bancários para quem possa interessar. O PRGCA recebeu R$ 13.500 reais e falta receber mais R$ 2.000 reais pelos cinco painéis prematuramente implantados para satisfazer as loucuras da doutora em não sabemos o que lá!!! Como patrocinadores do projeto nunca tomamos conhecimento dos gastos realizados, tampouco sabemos por que privilegiaram determinado fotógrafo, considerado antiambientalista, em detrimento de outros que maravilhosa e ecologicamente registram o Morro dos Conventos, como o Muri Destro, Sandro Ramos, Simone Rosso, Sander Trento entre tantos outros que se dedicam voluntariamente a registrar detalhes deste ecossistema e de momentos mágicos, além do reconhecido fotógrafo Enio Frasseto.
A iniciante doutora poderá ter uma brilhante carreira depois que superar suas deficiências de relacionamento, pois pra nós foi muito ‘stressante’ lidar com a personalidade da mencionada, que pode até ter boas intenções preservacionistas em relação ao Morro dos Conventos, mas desconfiamos que exista ‘’um interesse maior’’ que a conservação deste ecossistema único, também reconhecido como Santuário Ecológico.  Se tivéssemos recursos financeiros substituiríamos os painéis com as complementações propostas que a doutora proibiu/censurou, talvez com receio de que o tal de ‘conjunto da obra’ passasse a ser dividido com outros integrantes... este conflito dá um filme/documentário e quem sabe mais um processo judicial por defendemos e acreditarmos que existe sim, um outro mundo ecologicamente possível!!!     
A composição dos painéis poderia ter ficado melhor não fosse à impertinência da doutora Samanta Cristiano Costa, que não permitiu a complementação final, proposta pela ONG Sócios da Natureza, acordada com o geógrafo Pedro Nasser, idealizador do projeto. O acordo havia sido formulado recentemente , porém a doutora mandou a gráfica imprimir sem a ‘’avaliação final dos demais integrantes do projeto’’. Uma atitude deselegante e autoritária da doutora. Um fato lamentável, mas assim a gente fica conhecendo melhor ‘’o outro lado psíquico das outras faces que não vemos das pessoas...!!!’’.
Fica aqui o nosso alerta para que as pessoas cidadãs entendam a nossa posição e possam ter conhecimento de causa quando surgirem críticas controversas a nossa filosofia de trabalho desde 1980, mas principalmente após 1995...  
Att Tadêu Santos – Coordenado Geral
Sócios da Natureza
Organização Não-Governamental Ambientalista


CNPJ 02.605.984/0001-60
Ofício de Registro de Pessoas Jurídicas, Araranguá - SC – Livro nº A-2, Folhas nº 039, Registro nº 364 de 18/05/1998.

ONG criada em 05 de Junho de 1980 para defender a natureza e uma melhor qualidade de vida para Araranguá e a região sul de Santa Catarina.

(Prêmio Fritz Muller de 1985 e Menção Honrosa do Prêmio Chico Mendes em novembro de 2010,
instituído pelo ICMBio e MMA)

Ocupa a presidência do Conselho Ambiental do Município de Araranguá (COAMA) e
a Coordenação Geral da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses (FEEC), além de ser
Conselheira Representante da Região Sul do País no Conselho Nacional de Meio Ambiente CONAMA
e Conselheira do FNMA
Integra o FÓRUM INTERCONSELHOS da Presidência da República que participou do PPA 2016/2019

CONSIDERADA DE UTILIDADE PÚBLICA PELO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ
Lei nº 1817 de 15 de junho de 1998.

‘’trabalhando exclusivamente de forma voluntária e sempre buscando objetivos de interesse coletivo’’

Rua Caetano Lummertz nº 386/403 – CEP 88900 043 – Araranguá – Santa Catarina
Celular:  48 – 9985 0053


29 março, 2017

CARTA II EFAMuC



CARTA II EFAMuC
Araranguá – SC, 09/11/09



A Coordenação do II ENCONTRO SOBRE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL (II EFAMuC) vem através desta carta inicialmente agradecer a todos participantes que prestigiaram o encontro e aos patrocinadores pelo significativo apoio dado a realização do evento, ocorrido nos dias 07 e 08 de Outubro de 2009, no Grêmio Fronteira, no município de Araranguá, sul de Santa Catarina.
OBS. Araranguá foi o Epicentro do furacão Catarina em 2004 e protagonista de três ocorrências climáticas no breve período da segunda quinzena de setembro passado (uma semana antes da realização do II EFAMuC), com a segunda maior enchente do rio Araranguá mais uma vez interrompendo o tráfego da rodovia BR-101, uma assustadora e destruidora chuva de granizo com pedras de 5 a 7 cm de diâmetro e um inesperado, violento e inédito tornado na história do município.
A contribuição dos apoiadores financeiros foi decisiva para o conforto da infra-estrutura oferecida aos participantes, mas principalmente ao desempenho dos painéis de enriquecido conteúdo e da didática sistemática de informações e esclarecimentos proporcionada aos mil participantes que se fizeram presentes nos dois dias do II EFAMuC. Observando que passa a ser, até prova em contrário, o maior evento sobre mudanças climáticas do país. A dinâmica dos painéis com competentes especialistas (sem serem celebridades, pois as mesmas recusaram convite) e testemunhos de SC e RS foi decididamente enriquecedora (e emocionante!), juntamente com os representativos stands ecológicos, a criativa instalação açoriana sobre a comunidade de Ilhas ameaçada pela elevação do nível do mar (do artista plástico Edi Balod), a exibição de filmes sobre as tragédias do clima, concluindo com um audiovisual (do diretor Marx Vamerlatti) que será exibido (com legenda em inglês) em Copenhagen/Dinamarca via Friends of the Earth (NAT).
Ninguém impedirá a ocorrência de fenômenos naturais, adversidades e mudanças climáticas no Estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que são comprovadamente os mais afetados. Não temos como alterar a rota ‘’escolhida’’ como um dos corredores que mais tem manifestado desequilíbrio do clima no país, mas as instituições governamentais e a sociedade civil organizada podem e devem promover mecanismos que possibilitem a redução dos impactos sociais, econômicos e ambientais, investindo em aspectos de prevenção e adaptação.
A instalação das estações meteorológicas na Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá e o Sensor/Bóia na costa do Oceano Atlântico, próximo ao epicentro do furacão Catarina, são instrumentos necessários e oportunos, porém é preciso mais, como a instalação de radares específicos para auxiliar na transmissão de dados e informações sobre a complicada climatologia do tempo.
Baseado na Relatoria do II EFAMuC destacamos os encaminhamentos mais contundentes, como a proposta da criação de uma equipe multidisciplinar de especialistas para a elaboração de um estudo sobre as causas que estão intensificando a frequencia das tragédias do clima na região mais afetada do Brasil pelas adversidades climáticas. O estudo proposto deverá ir além da ciência da meteorologia, avançando também na oceanografia, geofísica, geografia, biologia e sociologia, por exemplo. Durante o evento surgiu a idéia da criação do Observatório do Clima, baseado num trabalho do projeto Tecnologias Sociais para a Gestão da Água - TSGA (UFSC/EMBRAPA/EPAGRI). As duas propostas poderão avançar imediatamente se forem contempladas com o Edital da FAPESC sob a gestão da 22ª SDR.
A justificativa de um estudo mais abrangente recorre da insuficiência de explicações e esclarecimentos disponibilizados pela meteorologia. Quando ocorre um evento climático excepcional uma linha de meteorologistas atribui ao desmatamento da Amazônia que interfere no desequilíbrio do clima em SC, enquanto que uma outra diz que é resultante do aquecimento do Oceano Atlântico, já uma terceira afirma que é culpa do El nino. Outra ainda alerta que pode ser em conseqüência do calor emitido pelas chaminés da termelétrica Jorge Lacerda 856MW (situada exatamente no centro da região atingida), que evapora na atmosfera e ao encontrar frentes frias causa tornados e trombadas d’água, por exemplo.
Outros encaminhamentos da relatoria e da coordenação do II EFAMuC apontam a necessidade urgente de mudanças de hábitos e padrão de consumo da sociedade, como por exemplo economizando energia gerada a partir da queima de combustíveis fosseis. É preciso rever a legislação que trata dos planos diretores e código de obras em especial a construção de edificações preparadas para as ocorrências climáticas, concluindo com programas que atendam as populações que vivem em área de risco. Significativos alertas direcionam a implantação de políticas públicas que incentivem a plantação de árvores como proteção para as lavouras da mesma forma que sugerem dispositivos que proporcionem seguro às plantações agrícolas no caso de danos causados por fenômenos climáticos.

A coordenação ‘’tentará viabilizar’’ a transcrição de tudo o que foi discutido durante os dois dias com os comentários da Relatoria, com base nos documentos apresentados, nas fotos das tragédias e do público e nos comentários da mídia para a impressão de uma cartilha do II EFAMuC a ser distribuída para as pessoas que não tiveram condições de participar do encontro. A programação ainda consiste na realização de Oficinas Temáticas em pontos estratégicos das bacias hidrográficas mais afetadas pelas adversidades climáticas.
A realização do II EFAMuC objetivou o democrático debate e o consequente esclarecimento a população atingida e fez Araranguá sair na frente na corajosa discussão de um tema tão preocupante, pois se não for bem conduzido pode piorar a imagem do município e região junto à opinião pública estadual e nacional como cidade ou região não indicada para futuros investimentos privados e até mesmo vir a sofrer restrições na liberação de recursos oficiais.
Por outro lado a população afetada quer respostas à intensidade e frequencia das tragédias do clima que tantos prejuízos causam as suas vidas, com perdas humanas e econômicas, tanto urbanas quanto rurais.
O estudo resultará em um Plano de Prevenção e Adaptação as Tragédias do Clima e servirá como orientador para que todas as ações venham a ser tomadas de forma adequada e ordenada, reforçando a credibilidade e a legitimidade das reivindicações junto aos governos estadual e federal.
Para continuarmos na empreitada proposta esperamos continuar contando com a parceria da PMA, 22ª SDR, Defesa Civil Municipal, Regional e Estadual, CASA, AMESC, IF-SC, CGBHRA, CTMA/ALESC, Eletrosul, RBJA, Contato.Net, CEF, como também do apoio do Departamento de GeoCiências da UFSC e do Ministério Público.
OBS. A Câmara Temática de Meio Ambiente do FDESC, os Amigos da Terra / NAT e a ONG Sócios da Natureza agradecem.

OBS. MAIS INFORMAÇÕES ACESSEM www.efamuc.contato.net

‘’AS POPULAÇÕES AFETADAS PELAS TRAGÉDIAS DO CLIMA DE SC e RS, CONTINUAM QUERENDO RESPOSTAS!’’

VAMOS LUTAR PARA ACABAR COM O LIXO NESTE PAÍS - INICIATIVA ARARANGUAENSE


Carlos Alberto Aguiar, Sarney Filho e Tadêu Santos 
Estamos fazendo a nossa parte neste complexo processo pra acabar com o lixo neste país!!!

Abaixo matéria publicada no  jornal enfoque popular de Araranguá.

Momento histórico, nossa proposta de moção de apoio à reciclagem foi aprovada por aclamação na 124ª plenária do CONAMA, no dia 15 de março de 2016. Publicaremos a redação final da Moção assim que for assinada pelo Ministro Sarney Filho, presidente do CONAMA. 
OBS. Agradecemos a Santa Luzia, de Braço do Norte / Sul de SC, que nos inspirou a trabalhar nesta árdua e difícil empreitada, que é o processo da reciclagem neste país, onde o estado impõe taxas absurdas a quem recicla, sejam as empresas privadas ou cooperativadas. Esta situação precisa mudar com incentivo a quem retira o lixo da natureza desonerando o setor pelo exemplar protagonismo  e contribuição na busca pelo equilíbrio ecológico, que reduz gastos com saúde e com recuperação dos recursos naturais.  



Iniciativa de ONG araranguaense pode mudar vida de recicladores no Brasil - 

 Fernanda Guidi Peplau 
Araranguá SC Brasil 


CONAMA
Sócios da Natureza lutou e conseguiu aprovação de moção de apoio à reciclagem durante 124ª plenária do CONAMA, em Brasília.

O mês de março de 2017 será histórico. O motivo foi a aprovação unânime dos integrantes do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente, que se reuniram pela primeira vez neste ano durante a 124ª plenária do órgão deliberativo, em Brasília, da moção de apoio à reciclagem, que foi proposta em novembro do ano passado pela ONG araranguaense Sócios da Natureza.

Segundo o coordenador da Ong, Tadêu Santos, que esteve pessoalmente na primeira Plenária do Conama deste ano legislativo para defender a ideia e colher o resultado, após a redação final da proposta e da aprovação, assinada pelo ministro José Sarney Filho, e a publicação no Diário Oficial da União, a vida de catadores, recicladores, cooperativas e empresas que atuam com a reciclagem deve passar por transformações positivas, impulsionadas pela moção de apoio, que passa a nortear as próximas ações de governos e entidades com relação ao tema. Menos carga Tadêu explica que um dos objetivos da proposta é, além de fomentar e valorizar pessoas e organizações que atuam na preservação do meio ambiente - o que é a essência da reciclagem - facilitar o processo para que tenha viabilidade no país, sobretudo em relação a imensa carga tributária paga pelos que atuam no setor: “Não é possível que a alta carga tributária paga pelos recicladores de lixo permaneça desestimulando a atividade nobre e importante para o meio ambiente aqui no nosso país”, afirma Tadêu. 

Ele defende a ideia de que o setor atua diretamente na preservação do meio ambiente, além de trazer nova vida ao lixo que tem sido reaproveitado pelas indústrias do setor com bons resultados: “Plástico, isopor e outros materiais são transformados em produtos de qualidade, que voltam ao mercado repaginados e trazendo uma mensagem de verdadeira proteção ambiental. Não é justo que neste país, ao invés de serem valorizados, os catadores, recicladores e indústrias que atuam com a reciclagem sejam tributados e desestimulados a continuar com seus negócios em função do alto custo que pagam para manter as atividades”, reforça o ambientalista. 

Para Tadêu, ideias práticas que valorizem as pessoas e o meio ambiente devem ser estimuladas e colocadas em prática. Como exemplo, ele cita várias atuações dos Sócios da Natureza nesses 38 anos de atividades, e que culminaram em resultados práticos para a população, como a defesa do desvio da BR-101, o fechamento da usina termelétrica de Treviso, a proibição de circulação de carros na orla marítima dos Balneários Arroio do Silva e Morro dos Conventos, a criação da Resolução 624 do Denatram que permite aos agentes que atuam na segurança multarem veículos que circulam com som alto mesmo sem a realização do teste com o aparelho decibelímetro - medidor de nível de pressão sonora - entre outras conquistas: “Estava conversando com o Marx (cineasta, filho de Tadêu) sobre isso, logo após assistir a estreia do filme onde o Marx fez a fotografia, “Em Frente”, e disse para ele que o que estamos fazendo aqui é, de certa maneira, trazer ideias que possibilitem mudanças de hábitos e atitudes, que refletem diretamente no meio ambiente e na qualidade de vida das pessoas, e posso garantir que é muito gratificante quando ideias como essa que foi aprovada na reunião do Conama seguem em frente”, finalizou. I

Órgão criado em 1982 pela Lei n º 6.938/81 – que estabelece a Política
Nacional do Meio Ambiente -, o Conselho Nacional do Meio Ambiente
(CONAMA) é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do
Meio Ambiente - SISNAMA. Em outras palavras, o CONAMA existe para
assessorar, estudar e propor ao Governo, as linhas de direção que devem
tomar as políticas governamentais para a exploração e preservação do
meio ambiente e dos recursos naturais. Além disso, também cabe ao
órgão, dentro de sua competência, criar normas e determinar padrões
compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial
à sadia qualidade de vida.

O Plenário do CONAMA é um colegiado representativo de órgãos federais,
estaduais e municipais, do setor empresarial e da sociedade civil.
Além do Ministro de Meio Ambiente, que o preside, também compõem
o Plenário: o Secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente, que
será o seu Secretário-Executivo; 01 representante do IBAMA; 01 representante
da Agência Nacional de Águas (ANA); 01 representante de cada
um dos Ministérios, das Secretarias da Presidência da República e dos
Comandos Militares do Ministério da Defesa, indicados pelos respectivos
titulares; 01 representante de cada um dos Governos Estaduais e do Distrito
Federal, indicados pelos respectivos governadores; 08 representantes
dos Governos Municipais que possuam órgão ambiental estruturado e
Conselho de Meio Ambiente com caráter deliberativo; 22 representantes
de entidades de trabalhadores e da sociedade civil; 08 representantes de
entidades empresariais; e 01 membro honorário indicado pelo Plenário.


Dentre suas principais competências estão: o estabelecimento de normas
e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente
poluidoras; determinação da necessidade de realização de estudos
das alternativas e das possíveis consequências ambientais de projetos
públicos ou privados; decisão, em última instância administrativa, sobre
as multas e outras penalidades impostas pelo IBAMA; 

o estabelecimento das normas e padrões nacionais de controle da poluição causada por veículos automotores, aeronaves e embarcações; estabelecer normas,
critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade
do meio ambiente, com vistas ao uso racional dos recursos ambientais,
principalmente os hídricos; e a deliberação, sob a forma de resoluções,
proposições, recomendações e moções, que visam cumprir os objetivos
da Política Nacional de Meio Ambiente

http://www.diariosapp.com.br/…/j…/edicoes/arquivo16877_1.pdf

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01 março, 2017

OSCAR 2017 E A MAIOR GAFE DA SUA HISTÓRIA DE QUASE UM SÉCULO DE EXISTÊNCIA..


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Assisti o início do evento (via TNT, a Globo prefere carnaval)) e como continua enfadonho, monótono e chato fui dormir. Acordei na hora da entrega do melhor ator, diretor, atriz e melhor filme. Para mim os ''Oscars'' não são mais os mesmos por uma série de razões... como por exemplo, a começar pelos apresentadores com perfis estritamente americanizados, excessos de tempo aos musicais, muito mercantilizado e longo entre outras babaquices...!!!

Não vou aqui comentar sobre os filmes porque não assisti nenhum dos selecionados, mas sobre a gafe da produção do OSCAR, que erroneamente entregou o envelope ao Warren Beatty (Reds) e a Faye Dunaway (Bonnie Clyde).


 O Oscar americano é um dos eventos mais divulgados do mundo, tanto que é exibido em quase todos os países, porém do Cinema é o mais famoso e mais caro, ou seja, é uma super produção, portanto o erro cometido é imperdoável.


 Para cada prêmio existem dois envelopes lacrados, um vai para o premiado e outro fica para os arquivos da academia de Hollywood. Antes de anunciarem o melhor filme, o ator Leonardo Di Caprio recebeu um envelope com o nome da Emma Stone para melhor atriz do La La Land, do qual, após o entrevero declarou a mídia não haver largado o envelope assim como o troféu recebido.


 Passo seguinte o apresentador chamou as celebridades para anunciar o prêmio de melhor filme, quando o ator/diretor Warren Beatty ao abrir o envelope mostrou-se estupefato/surpreso, olhou para o lado tentando visualizar o produtor que havia entregado o envelope a ele. A Faye Dunaway achou que seu colega estava brincando e pediu para ler o envelope e ao visualizar o nome La La Land (para a Emma Stone) o pronunciou fazendo com que o Warren Beatty também pronunciasse, de modo que a equipe do filme LLL subisse ao palco e pronunciassem os seus respectivos discursos de agradecimento.

Alguém da produção percebeu e entregou o envelope correto ao Warren Beatty e o mesmo entrou no meio da equipe para esclarecer que havia sido cometido um erro e um dos produtores do La La Land percebendo a gafe pegou o papel e anunciou que o melhor filme era Moonlight...

OBS. Acho que o Warren Beatty com seus 80 anos não merecia passar por esta trapalhada da organização do OSCAR, afinal é um dos grandes do Cinema com a obra prima ''REDS'', do qual ganhou quase todas estatuetas, inclusive da fotografia do italiano Vittorio Storaro. nome do meu neto Vittorio de Castro Vamerlatti, sobre a biografia do John Reed, jornalista e escritor americano que escreveu o clássico da literatura mundial '''Os dez dias que abalaram o mundo'''...


RIAN CULLINAN E MARTHA RUIZ, estes são os responsáveis da PWC (uma consultoria multinacional do OSCAR e diga-se também do banco Itaú e da Odebrechet entre outras...) POR ENTREGAR OS ENVELOPES ERRADOS AOS APRESENTADORES DO OSCAR QUE FORAM CHAMADOS DE ‘’GA GÁ LAD’’, QUANDO NA VERDADE A HISTÓRIA É OUTRA... 

Esta e tantas outras matérias reforçam minha postagem de ontem... O experiente cidadão Warren Beatty não é nenhum ''ga gá lad'' e nem tanço, pois ao abrir o envelope percebeu a falha da organização do OSCAR, considerando que não era nenhum novato, pois já o havia recebido várias vezes ao longo da história do Cinema..

'''''Foram poucas as manifestações contra a atitude do produtor em tomar o envelope de Beatty, o que revela a grande falta de empatia pelos idosos.A nossa geração vai esperar ficar velha para lutar pelo respeito com os idosos, pois no momento isso não é uma preocupação. Isso reduz cada um de nós e nossas respectivas ideias de mundo melhor. Sem perceber o quanto foi deselegante e grosseira a ação do produtor e injustos os comentários na internet, nós demonstramos a nossa miopia para nosso próprio futuro.'''''...