24 Janeiro, 2012

POLUIÇÃO SONORA - A TERCEIRA MAIS PREJUDICIAL À SAÚDE PÚBLICA DE ACORDO COM A OMS

Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 24 de janeiro de 2012.
(48 / 9985.0053 TIM)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
Participe também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada...
''O ATO DE RECOMENDAR A LEITURA DESTAS MENSAGENS JÁ É UMA ATITUDE ECOLOGICAMENTE CORRETA!!!''


(Publicado também, na integra, todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)                                                                                                           ..................................................................................................................................PSIU, RESPEITE MEUS DIREITOS
........................... ..............................................................................................QUE COMEÇAM ONDE TERMINAM OS SEUS!!!

Carta enviada ao

COMANDANTE MEISTER

Inicialmente desejamos a Vossa Senhoria e Batalhão um Feliz 2012!

Retornando para a questão da poluição sonora, parabenizamos a Polícia Militar pelo combate a redução do barulho no perímetro urbano de Araranguá, mas infelizmente ainda existem jovens que continuam abusando com a mania de circular nas vias públicas emitindo som em altíssimo volume. A grande maioria dos transgressores são os proprietários das camionetas ‘’pick up’’, carregadas com equipamento sonoro de grande potência na carroceria do veículo.

Se eles, os jovens infratores, sabem que a legislação não permite o som em volume alto ou qualquer tipo de perturbação do trabalho e do sossego, cuja informação é intensamente veiculada pela mídia, então porque continuam a desobedecer? Estariam provocando as autoridades ou são ignorantes em relação à legislação ou estariam sob efeito de álcool e droga? Esta é a pergunta que não quer calar!

Como não entendemos sobre regimento militar, não sabemos se cada viatura tem uma função específica de atuação, pois percebemos noutro dia que uma viatura ao passar por uma destas camionetes (discoteque ambulante), um dos policiais fez sinal com a mão para que o motorista baixasse o volume, e que imediatamente o fez, enquanto que numa outra situação um automóvel passou emitindo som alto em frente a uma viatura e não houve nenhuma reação dos policiais perante a flagrante infração / contravenção.

Como a tecnologia está ficando mais acessível ao cidadão e agora também podemos medir a intensidade do som com decibelímetro inserido em aparelho celular, talvez sem muita precisão e sem a qualificação/verificação do Inmetro, mas de certo modo refletindo a média do intenso ruído de qualquer fonte. Registrando aqui que no sábado, dia 07, captamos uma média entre 110 e 130 decibéis, emitido por uma moto com escapamento alterado (tipo moto de competição), desfilando nas vias públicas de Araranguá. O barulho é ensurdecedor, pois causa pânico em crianças, idosos e enfermos, e não se justifica tal abuso, sobretudo porque nossas vias públicas não são pistas de competição.

Informações que nos chegam da Comunidade do Morro dos Conventos são desanimadoras, pois no dia 07 e 08 (sábado e domingo), haviam dezenas de carros estacionados e circulando em velocidade na praia, com demonstrações de total embriaguês dos motoristas e ocupantes dos veículos (inclusive sentados perigosamente nas janelas), colocando em risco os banhistas. Esta invasão predadora em uma APP é ilegal e perigosa. Não existe nenhuma autorização legal que permite tráfego de veículos na beira da praia e muito menos sobre as dunas.

Continuam os jipes, camionetas e motos devastando as dunas e áreas de restinga, ou seja, nada mudou! ‘’Os meliantes se acham donos do pedaço’’ assim definiu um morador revoltado. O que leva estas pessoas praticarem esta agressão e desrespeito com a natureza? Seria porque se consideram poderosas e protegidas da impunidade?

Se os interesses que atendem os empresários e políticos estão a contento, alertamos que não, pois a baderna assusta e afasta os turistas que realmente investem em balneários, desde que estes sejam seguros e ordenados. Afirmamos que com esta baderna generalizada o balneário do Morro dos Conventos só tem a perder.

A comunidade está revoltada, pois dizem que antigamente não era assim e em outras praias este tipo de ‘’loucura’’ já foi proibido. Em várias redes virtuais o assunto mais debatido é a baderna no balneário do Morro dos Conventos, único local da orla marítima que está sendo permitido este abuso.

O uso de APP é permitido por lei apenas quando trata do benefício coletivo (desde que com conservação), não de uma minoria que degrada os frágeis ecossistemas e jogam lixo na natureza. As agressões que estão cometendo no Morro dos Conventos são crimes ambientais gravíssimos de acordo com a Lei n° 9.605/98 e o Código Florestal (inclusive o novo em tramitação...)

Concordamos plenamente com Vossa Senhoria que a responsabilidade do controle da poluição sonora não é apenas da Polícia Militar, mas também de outros órgãos, como da Civil e Ambiental, que os carros que produzem propaganda sonora a fiscalização é de competência da Prefeitura e da FAMA, da mesma forma que alvarás para casas noturnas e outros congêneres. Que o Ministério Público tanto Estadual quanto o Federal devem apoiar as ações e medidas que estejam em acordo ao cumprimento da legislação como, por exemplo, o programa ‘’Silêncio Padrão’’. Em virtude deste reconhecimento, que enviaremos cópia as autoridades representantes dos órgãos mencionados e entidades da sociedade civil organizada.

Comandante Meister, esperamos estar contribuindo com o aperfeiçoamento da manutenção da ordem pública, para o bem estar da população araranguaense e colocamo-nos a disposição do Comando para quaisquer outras informações.

Atenciosamente

Eliane Scremin
Coordenadora Geral da ONG Sócios da Natureza – Fundada em 1980.
Araranguá – SC, 12/01/2012


NOTA

Conforme enfatizamos na ‘’carta em anexo’’ enviada ao Comandante Meister na data de hoje, que iríamos repassar uma cópia as autoridades e representantes de órgãos e entidades direta ou indiretamente envolvidas na campanha contra a poluição sonora no município de Araranguá.

Uma histórica campanha da ONGSN desde o ano de 2002, ou seja, já são dez anos tentando sensibilizar as pessoas a respeitar o direito constitucional de ter sossego na sua rotina de trabalho, no descanso e mesmo no lazer.

OBS. Admitimos a existência dos inevitáveis sons de uma cidade, porém não toleramos os abusos, estes comprovadamente maléficos à saúde pública!
Abaixo a cordial e prestativa resposta do Comandante Meister.


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PREZADA COORDENADORA DA “SÓCIOS DA NATUREZA”,


Parabenizo-vos pelas palavras muito bem colocadas em vossa missiva, agradecendo pela parceria e valiosa colaboração.

Esclareço que a ordem deste Comando aos policiais militares é inibir ao máximo o uso abusivo de som, principalmente o automotivo, pelas ruas da cidade. Mas é um serviço que nem sempre é possível se ter dedicação exclusiva por parte das guarnições motorizadas, pela gama de serviço que cada uma tem que desenvolver durante as 24 horas do dia.

Nossa guarnições, além do atendimento de ocorrências policiais - que são uma média de 40 por dia - efetuam também, diariamente: rondas comerciais, bancárias e penais, rondas nos bairros e em pontos sensíveis, escoltas de presos para audiências judiciais, bem como, para delegacias, hospitais, postos de saúde, cartórios, bancos, etc.
Mas, em que pese à falta de efetivo que nos impede de desenvolver ações exclusivas e mais intensas no combate ao uso abusivo de som, ressalta-se que o maior índice de ocorrências atendidas pela Polícia Militar no Vale do Araranguá é a da perturbação do sossego e trabalho alheios.

Quanto à APP do Morro dos Conventos, estou reforçando as ordens para a guarnição PM que está encarregada do Patrulhamento diário daquela área, para intensificar ações no sentido de inibir os delitos que lá vêm ocorrendo, tanto com relação à perturbação do sossego, como também, no que refere às agressões ao meio ambiente.

Além disso, operações policiais tem sido desenvolvidas semanalmente por este Comando pelas ruas e bairros de Araranguá, visando inibir a ocorrência de delitos, incluindo o da perturbação.

No mais, continuamos à disposição.

Att.,

Edemir Meister

Ten Cel PM – Comandante
19° Batalhão de Polícia Militar
Av. Engenheiro Mesquita, 586 - Centro - Araranguá - SC
CEP 88.900-970, Fone (48) 3524-0022. 19bcmt@pm.sc.gov.br
Coordenada geográfica: -28.555770° -49.285574°
SEGURANÇA: por pessoas do bem para o bem das pessoas.
05 de maio de 2011, aniversário 176 anos da PMSC.

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QUER CURTIR SOM ALTO???  É UM DIREITO DE TODOS, MAS ENTÃO USE FONE DE OUVIDO...

17 Janeiro, 2012

O DESENVOLVIMENTO DE ARARANGUÁ E DA REGIÃO DO EXTREMO SULCATARINENSE - AMESC

(Parte final)

O DESENVOLVIMENTO DE ARARANGUÁ

E DA REGIÃO DO EXTREMO SUL CATARINENSE (AMESC).


(Texto escrito no início de 2010)


Tanto o município de Araranguá quanto a região da AMESC ainda não possuem um ‘’Plano de Estratégia para um Desenvolvimento Ordenado’’ para a discussão/debate do período pós-duplicação da importantíssima rodovia BR-101 e da implantação de dois equipamentos de educação de qualidade e gratuitos como o campus da UFSC e do IF-SC, que indubitavelmente proporcionarão desdobramentos inimagináveis para a economia e para a qualidade de vida da população regional. Este plano também deverá contemplar a real possibilidade de fixação da foz/barra do Rio Araranguá, a obra mais elencada do FDESC, com enormes impactos ambientais, mas que resultará em benefícios a atividade da pesca artesanal e da manutenção da cultura açoriana, do ecoturismo e da redução dos estragos das cheias no Rio Araranguá; como também o asfaltamento da Serra do Faxinal em Praia Grande e da Rocinha em Timbé do Sul são indiscutivelmente positivos para o ecoturismo e a integração da cultura serrana e açoriana do litoral. Até a Interpraias, agora denominada de SC-100, seria bem vinda se atender as exigências ambientais de modo satisfatório, pois viabilizaria a implantação de pousadas ecológicas às margens do traçado, desde Passo de Torres até Araranguá, complementando com a ponte sextavada no lugar da balsa. A dinâmica do escoamento de produção e do turismo, por exemplo, devem ser trabalhados com muito planejamento, pois serão seriamente exigidos em todas as esferas que mantém a dinâmica das nossas vidas.

 OBS. Reiteramos a necessidade de criarmos projetos que venham a potencializar nossos recursos naturais, como a implantação de usinas eólicas para a geração de energia limpa e mais barata a população regional (como entre Ilhas e Barra Velha), a criação de uma rodovia ecológica que possibilite a exploração do belo e encantador visual dos Aparados da Serra Geral (entre o Morro Grande, Timbé do Sul, Jacinto Machado e Praia Grande), apenas para citar dois exemplos de ações inovadoras, porém, antes é preciso aceitar a idéia/proposta de criar um plano de desenvolvimento para a região.

Um plano de desenvolvimento para avançar é preciso, antes de qualquer coisa, estabelecer um pacto de união entre as forças políticas da região (acima de interesses partidários), reforçando o espírito de integração regional. Antes da elaboração de um plano é preciso conhecer profundamente as potencialidades e reconhecer os pontos fracos, ou seja, traçar com coragem e determinação um mapa das vulnerabilidades sócio-econômicas e ambientais da região. A ausência de uma ‘’cultura de elaborar projetos’’ por parte das administrações municipais, de planos diretores participativos e de sistemas de esgotamento sanitário, precisam urgentemente fazer parte das gestões municipais. A adequada aplicação de verbas na preservação e distribuição dos recursos hídricos para a agricultura orgânica e as indústrias sustentáveis devem ser consideradas pelas administrações públicas, da mesma forma que o gerenciamento costeiro precisa ser encarado como disciplinador da expansão urbana na margem litorânea.

Complementando com a estratégica transformação das APPs em Unidades de Conservação (UC) como forma de preservação e habilidade na captação de recursos financeiros ‘’a fundo perdido’’ em infra-estrutura de conforto aos visitantes. A implantação da FAMA em Araranguá ou a criação de fundações nos demais municípios seria outro grande avanço na questão da fiscalização e do licenciamento ambiental, tornando-se assim, independentes e ‘’livres da FATMA e do IBAMA’’, captando as taxas de procedimentos, como alvarás de licenciamento, multas de fiscalização e outros permanecerão e serão direcionados aos cofres dos próprios municípios.

Uma equipe qualificada multidisciplinar pode conduzir as premissas até chegar às diretrizes que irão definir as metas a serem cumpridas, num período a ser estipulado. Concluímos citando a importância da criação de um ‘’Observatório do Clima’’ na região epicentro do furacão Catarina e de outros eventos extremos do clima, como as violentas enchentes, as chuvas de granizo gigante, os ciclones extratropicais e os tornados (Um projeto com recursos internacionais deverá ser anunciado em breve, tendo como sede a Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá). Precisamos de forma responsável investir urgentemente em prevenção e adaptação, afinal a nossa região seja, talvez, a que mais registro possui de ocorrências e adversidades climáticas do Brasil! Isto não é bom, entretanto precisamos tirar proveito desta trágica e irreversível situação, da mesma forma que fizeram no Vale do Itajaí.

A proposta mais uma vez está colocada. Esta não é primeira vez que alertamos sobre a necessidade de planejamento para a região via Fórum de Desenvolvimento do Extremo Sul Catarinense (FDESC) e suas respectivas Câmaras Técnicas, tema que poderá ser debatido em parceria com a 22º SDR, as Universidades e/ou qualquer outro órgão ou segmento disposto a contribuir com o desenvolvimento do coletivo sul catarinense.
Araranguá, Santa Catarina, 01 de janeiro de 2010.


13 Janeiro, 2012

O DESENVOLVIMENTO DE ARARANGUÁ E DA REGIÃO DO EXTREMO SULCATARINENSE - AMESC

O DESENVOLVIMENTO DE ARARANGUÁ

E DA REGIÃO DO EXTREMO SUL CATARINENSE (AMESC).

(Texto escrito no início de 2010)


Um olhar socioambiental para o município em que adotei para viver em 1984, no qual orgulhosamente fui agraciado com o titulo de ‘’Cidadão Araranguaense’’ em 2004, apesar de haver nascido na então vila de Praia Grande em 1951, na época pertencente ao município de Araranguá. Todavia com um olhar mais abrangente, pois não podemos pensar apenas em nós município pólo, mas em toda região do extremo sul do Estado de Santa Catarina nesta histórica virada de década, de novos governantes, de expectativas e sonhos. Registramos, porém, que o olhar não se estende a outros setores do qual não temos domínio e/ou profundo conhecimento, tanto de dados quanto de informações, como da Saúde, Educação, Economia, Pesca, Agricultura, entre tantos outros. No entanto reafirmamos que a questão socioambiental é de relevância e sentido transversal na vida de todos nós.

..........................................................................ARARA AZUL Foto LucianoCandisani......................................................................
Ninguém mais pode subestimar a luta pela preservação ambiental neste município, nesta região, neste estado e neste país, pois o planeta Terra é muito pequeno, tanto que qualquer atitude pessoal pode influir na biodiversidade local ou no aquecimento global, por exemplo. Antes eram apenas os ‘’ambientalistas’’ que alertavam sobre as emissões de gases efeito estufa, hoje são ‘’cientistas’’ que imploram a redução da queima de combustíveis fósseis, antes eram apenas as ‘’ONGs’’ que contestavam o avanço capitalista do consumo desenfreado, enquanto que atualmente é a ‘’ONU’’ que adverte sobre o iminente perigo apontado no Relatório Stern, ex-Diretor do Banco Mundial, que afirma categoricamente que se os atuais governantes gastarem 1% do PIB mundial na implantação de medidas preventivas contra o aquecimento global, não precisará gastar 20% do PIB mundial no ano de 2020. A questão ambiental, queira ou não, faz parte da agenda política, basta avaliar o surpreendente resultado da candidatura da ex-ministra Marina da Silva com quase 20 milhões de votos.

Nós podemos declarar e assinar que estamos fazendo a nossa parte, apesar de todas as dificuldades inerentes a dedicação voluntária na empreitada preservacionista, conjugada com a busca por uma melhor qualidade de vida para a população. Neste final de década obtivemos reconhecimento com convites para palestrar em SP, RJ, BSA, CE, na Cúpula do Mercosul em Salvador na BA, Cumpre de Los Pueblos em Santiago do Chile, na OCMAL em Quito/Equador, entre tantas outras que não cabem aqui mencionar. Nesta década de 2010 obtivemos inúmeras derrotas e significativas vitórias como a luta pelo Desvio da Duplicação da BR-101 em Araranguá, ocupação do importante cargo de Conselheiro do CONAMA e do FNMA, além de outras funções, significativas publicações e responsabilidades de relevância socioambiental neste país. OBS. Em março próximo será lançado um livro sobre os impactos do carvão na região, com um capítulo escrito por integrantes da ONGSN. Mais informações no www.tadeusantos.blogspot.com.br

Se possuíssemos o poder da mágica de transformar a matéria mesmo contrariando o princípio da sua conservação, esclarecido por Lavosier e imortalizado pela sua célebre frase ‘’NA NATUREZA NADA SE CRIA, NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA’’, poderíamos construir um mundo melhor para a humanidade, certamente que a partir deste momento o mundo deixaria de ser perfeito, pois a transformações precisam ocorrer de forma natural para manter o equilíbrio da biodiversidade no planeta Terra. Esta breve introdução é para provocar reflexão sobre as inadequadas formas que o homem exerce sobre os recursos naturais como a água, o solo, a flora e o ar, explorando-os brutalmente para suprir suas necessidades sem se preocupar com o direito e as necessidades que estão por vir das futuras gerações. O ex-presidente do FED, Alan Greenspan, um dos mais respeitados ícones do capitalismo moderno, classificou esta conduta de ‘’ganância infecciosa’’. Isto então é preocupante! Sugerimos a leitura do COLAPSO, livro do escritor Jared Diamond para um entendimento maior sobre a decadência das civilizações.

O que a atividade carbonífera fez com os recursos hídricos da região é uma das inadequadas formas de tratar este importante e finito recurso chamado ‘’água’’. Um crime que causa não apenas prejuízo ambiental, mas social e econômico, pois retira a possibilidade de cidadãos carentes utilizarem a pesca para o sustento da escassa ceia alimentar, compromete significativamente a agricultura em todos os aspectos, elimina por um período superior a 100 anos a captação de água para o abastecimento do município de Araranguá e afugenta possíveis investimentos que necessitam de água com qualidade, enfim, é comprovadamente um malefício irreparável ao Rio Araranguá. Se nem microorganismos conseguem sobreviver com a acidez da água, quem garante que a saúde da população não estará sujeita a mutações orgânicas de efeitos colaterais irreparáveis. Todo mundo sabe do dano, mas ninguém faz nada para reverter, pois parece que passou a ser normal esta tragédia na vida das pessoas, dos empreendedores, dos políticos, dos governantes e dos agentes responsáveis pelo cumprimento da legislação. Este é apenas um exemplo de desenvolvimento que não interessa a população de Araranguá e região da AMESC. A história está registrando o descaso e a omissão!

A região do extremo sul catarinense (AMESC) é considerada uma das mais pobres economicamente do Estado de Santa Catarina, perde apenas para a região serrana de São Joaquim e Bom Jardim da Serra, porém possui, talvez, a maior riqueza natural dentre as outras, como os Aparados da Serra com seus maravilhosos canyons do Itaimbezinho e Fortaleza – os maiores da América do Sul. Na planície entre a Serra Geral e o Oceano Atlântico tem a Lagoa do Sombrio com seu maior sistema de água doce do Estado de SC, além de outras belezas naturais, destacando o santuário ecológico do Morro dos Conventos e a magnífica foz do Rio Araranguá, por exemplo. Tanto é verdade que especialistas estão apostando na candidatura da região a obtenção do reconhecimento da UNESCO, como região habilitada à classificação de intenso interesse geológico, com a implantação de um Geoparque que poderá ser denominado de Mampituba ou Itaimbezinho, mas estendendo-se até Torres e a Serra do Rio do Rastro, formando um triângulo inigualável em riquezas geológicas. Daí a importância da implantação do Comitê de Bacias do Mampituba e outros avanços organizacionais e de governança que serão rigorosamente avaliados pelos técnicos da UNESCO.


(A PARTE FINAL CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO)

28 Dezembro, 2011

ANO 2011 - ONZE GRATIFICANTES REGISTROS DE SIGNIFICATIVOS AVANÇOS SOCIOAMBIENTAIS...





























Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, final de dezembro de 2011.
(48 / 9985.0053 TIM)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.


www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado também todas terças na contracapa do jornal O TEMPO DIÁRIO)



ANO DE 2011 – ONZE GRATIFICANTES REGISTROS DE SIGNIFICATIVOS AVANÇOS SOCIOAMBIENTAIS, ACOMPANHADOS DE ALGUNS RETROCESSOS FRUSTRANTES (QUE NÃO MENCIONAREMOS), MAS DE QUALQUER FORMA VALIOSOS NA DINÂMICA DO PROCESSO DE EXPERIÊNCIA E APRENDIZAGEM
OBS. Nestas poucas linhas tentamos desenhar as principais ações da ONG Sócios da Natureza, ocorridas durante o ano de 2011, algumas iniciadas antes, de conotação direta e indireta, onde a nossa participação sempre de dedicação voluntária (com escassos recursos) motivou ou gerou desdobramentos positivos, tanto do âmbito da proteção e preservação ambiental, quanto na busca por uma melhor qualidade de vida para Araranguá e região sul de Santa Catarina.






PLANO DIRETOR DE ARARANGUÁ - A continuação do debate do Plano Diretor de Araranguá pela atual administração municipal atende nossa contestação à tentativa da administração de em 2002 aprovar um plano apenas para o perímetro urbano central, quando a Lei nº 10.257, do Estatuto das Cidades, determina a abrangência de todo o território do município, ou seja, urbano e rural. A atual administração percebendo também que a forma imposta pela Codesc/Dnit, dando poderes a Hardt Engemin, não era a forma mais adequada para elaborar o Plano Diretor do Município de Araranguá, decidiu realizar as leituras comunitárias em todos os bairros. Isto proporcionou às comunidades a democrática participação e absorveu metodologicamente as aspirações da população, concluindo com as audiências públicas formada pelos segmentos organizados da sociedade civil araranguaense. Atualmente a minuta do Plano Diretor está sob análise da Procuradoria do Município para ser encaminhada ao Poder Legislativo, porém antes será apresentada em uma Audiência Pública sob a coordenação da SEPLAN.

PROJETO IRIACC AVEC – Contribuímos com a iniciativa da implementação do projeto internacional IRIACC/AVEC na Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, acreditando na proposta transformadora e inovadora da aplicação de políticas públicas preventivas e adaptativas voltadas as questões climáticas e a implantação do Observatório do Clima em Araranguá – Região possuidora de um histórico de tragédias resultante de eventos extremos do clima, pela violência das águas e dos ventos, sendo também o epicentro do furacão Catarina – o primeiro do Atlântico Sul. Observando que a coordenação do projeto acenava parceria para a realização do III EFAMuC, que foi transferido para 2012 pela falta de recursos de outros patrocinadores oficiais.

FIXAÇÃO DA FOZ/BARRA DO RIO ARARANGUÁ – O atual processo de fixação com molhes atende preocupação levantada em vários alertas emitidos pela ONG Sócios da Natureza, que qualquer intervenção no curso natural do Rio Araranguá é possível desde seja orientado por uma capacitada equipe multidisciplinar. Iniciando com a elaboração de um projeto de engenharia atualizado e um EIA-RIMA sério e abrangente para reduzir o impacto ambiental que a fixação com molhes causará a natureza, com comprometimento do estuário do Rio Araranguá. Enfatizando que medidas mitigadoras e compensatórias devem ser rigorosamente cumpridas pelo empreendedor, como forma de amenizar as cheias do Rio Araranguá e beneficiar o setor da pesca e do ecoturismo. Sem estas condicionantes estabelecidas de forma clara e objetiva, envolvendo segmentos organizados da sociedade civil, a alternativa mais favorável é deixar a natureza escolher a sua foz de acordo com a sua dinâmica.

A IMPLANTAÇÃO DA FAMA E COAMA EM ARARANGUÁ
– Uma ideia que surgiu em 2005 numa reunião promovida pela ONG Sócios da Natureza no auditório da AMESC, com aporte da Câmara Temática do Meio Ambiente do FDESC, quando debatíamos os conflitos ambientais da região sul. Mas apenas em 2007 passamos a elaborar os primeiros passos na sede do Sinte, algumas articulações na locadora Vamerlattis e na residência da Sung Lin, onde houve aglutinação do grupo e o esboço da FAMA e do COAMA passaram a ter perfil de documento. Por volta de 2009 a Administração Municipal tomou conhecimento da voluntária empreitada e acenou interesse em bancar a implantação dos respectivos órgãos no município de Araranguá, iniciando suas atividades no início de 2011. Da nossa Diretoria de Estudos Ambientais e Arqueológicos DEAA estamos elaborando o MAPA DOS CONFLITOS E POTENCIALIDADES DO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ, como forma de conhecermos de fato a nossa biodiversidade, com dados e informações que possam contribuir para pesquisas e elaboração de projetos de captação de recursos.


USITESC 440MW – A USITESC foi excluída do leilão das térmicas da ANEEL ocorrido em dezembro pela portaria 498 do MME, tornando complicada a situação da proposta da termelétrica projetada para Treviso no sul de SC. A decisão do governo federal baseou-se em estudos da Empresa de Pesquisas Energética EPE/MME, que por sua vez, procurou atender as diretrizes do Plano Nacional de Mudanças Climáticas / PNMA, um compromisso brasileiro para a redução das emissões de gases efeito estufa. Tivemos o privilégio de participar de três reuniões sobre a elaboração do PNMA pelo GT Clima e Energia do FBOMS, quando defendíamos o corte de subsídios a queima do carvão mineral, considerado o mais poluente dos combustíveis fósseis. Além disso, participarmos de uma reunião da EPE/MME em Brasília, emitimos vários relatórios quando a mesma abriu um democrático espaço para manifestações da sociedade a respeito do leilão da ANEEL, que veio a resultar na abençoada portaria 498.




ARARANGUÁ NA CAMPANHA DA ONU – A Campanha CIDADES RESILIENTES DA ONU (Cidades_Resilientes.pdf) incluiu Araranguá entre as oito cidades catarinenses (únicas brasileiras nesta primeira etapa). As primeiras inscritas foram Blumenau, Rio do Sul, Jaraguá do Sul, Itajaí, Florianópolis e Tubarão, quando imediatamente reclamamos (e brigamos!!!) pela participação de Araranguá na lista desta primeira etapa, apelando inclusive a Ouvidoria do Estado, quando então incluíram Araranguá e Lages na relação das Cidades Resilientes da ONU (Tanto é que o Diretor da Defesa Civil de Araranguá recebeu do governador o exclusivo ‘’Certificado da ONU’’, possibilitando assim maiores possibilidades de captação de recursos para programas direcionados a prevenção e adaptação).

LIVRO MEMÓRIA E CULTURA DO CARVÃO CATARINENSE: IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS – Juntamente com a historiadora Juliana Vamerlati Santos Ramos (minha filha) escrevemos o capítulo UM OLHAR SOCIOAMBIENTAL SOBRE OS IMPACTOS QUE A MINERAÇÃO DO CARVÃO CAUSA EM NOSSAS VIDAS, obra literária coordenada pelo Professor Carlos Renato Carola, da UNESC. OBS. Infelizmente os recursos que poderiam servir para adquirir exemplares foram cancelados e na tentativa de buscar em outras fontes não fomos atendidos para aquisição de exemplares para a distribuição na rede de ensino estabelecida no município e região.

PALESTRA NA UNICAMP – A nossa participação no evento ‘’Fóruns Permanentes da UNICAMP’’, da Injustiça Ambiental e Saúde: OS ATINGIDOS PELA POLUIÇÃO DO AR, foi extremamente produtiva (e histórica) sob todos os aspectos, pois além de apresentarmos os impactos da poluição do ar proveniente da atividade carbonífera no sul de SC, aprendemos muito com a experiência de outras regiões do país, principalmente sobre afetados pelos impactos da poluição da siderurgia e do agrotóxico. O evento foi moderado e enriquecido com a participação de especialistas da UNICAMP e de outras respeitáveis instituições do país.

REATIVAÇÃO DA FEEC – Depois de algumas renúncias no início do mandato da Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses FEEC, iniciando com a nossa da Vice-Coordenação, a FEEC entrou em uma ‘’espécie de crise existencial’’, vindo quase toda a Coordenação Geral renunciar também. Após um período acéfalo iniciamos uma mobilização para a sua reativação e no dia 26 de novembro nova coordenação foi eleita, quando a ONGSN ficou novamente na Vice-Coordenação.

POLUIÇÃO SONORA – Nossos apelos devem ter contribuído com a decisão do Comando da PM em promover reuniões com outros órgãos para tomar medidas mais rígidas contra a poluição sonora. Com a chegada do verão o conflito aumentou nos balneários com jovens abusando na emissão de som alto em qualquer local, tanto em vias públicas como até em Áreas de Preservação Permanente APP. A Polícia Militar possui um vídeo mostrando a invasão de ‘’veículos equipadíssimos’’ na praia e nas dunas no Morro dos Conventos. Além de perturbar e colocar em risco a segurança das pessoas, os tais jovens jogam o lixo na natureza. No perímetro urbano de Araranguá houve certa redução no índice, porém alguns insistem em impor aos ouvidos da população aquilo que gostam de ouvir, como no Arroio do Silva que não existe sossego conforme reclamação de muitos moradores. Estamos engajados nesta campanha contra o excesso de barulho, ruído e baderna há quase dez anos, sofrendo intimidações, ameaças e inclusive respondendo processo judicial.

CARGO/MISSÃO NO PNMA II – A nossa participação na Comissão de Supervisão do PNMA II foi por indicação da bancada ambientalista do CNEA no CONAMA, do qual é juntamente formada por três representantes do MMA, um da Associação Brasileira de Órgãos Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA) e um da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), conforme portaria publicada no Diário Oficial da União do dia 14/12/2011. A Comissão de Supervisão tem por finalidade acompanhar, avaliar e assegurar o desenvolvimento harmônico do programa ao longo da sua implementação. O PNMA é direcionado para o aperfeiçoamento da gestão ambiental no país, nos três níveis de governo, visando obter resultados que contribuam com a melhoria da qualidade ambiental e, consequentemente, uma maior qualidade de vida para a população brasileira. Um dos principais focos do PNMA II, de acordo com a orientação do Ministério do Meio Ambiente, será o fortalecimento dos órgãos licenciadores objetivando o aperfeiçoamento dos licenciamentos ambientais no país. O PNMA II será mais uma vez co-financiado por meio de acordo de empréstimo do Banco Mundial/BIRD. OBS. Observamos que continuamos no Conselho Deliberativo do FNMA agora representando o FBOMS.

CONCLUSÃO: Mesmo com os recursos naturais sendo explorados de forma desordenada para atender as atuais necessidades da população mundial, devemos continuar tentando sensibilizar as pessoas para que passem a permitir e garantir que as futuras gerações tenham o direito de sobreviver com água potável, com a flora e solo fértil para produzir e ar saudável para respirar.

OBS. Mais informações no blog www.tadeusantos.blogspot.com e www.sociosnatureza.blogspot.com

20 Dezembro, 2011

ONG ASSUME MAIS UMA ''MISSÃO'' EM BRASÍLIA NA CS PNMA II / Mais rigor contra a poluição sonora em Araranguá / GRADUANDA DA UFSC ESCREVE SOBRE O CARVÃO

O verde do Rio Araranguá / Dez 2011
Foto Tadeu Santos












Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 20 de novembro de 2011.
(48 / 9985.0053 TIM)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado também, na integra, todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)


SÓCIOS DA NATUREZA INTEGRA A ‘’COMISSÃO DE SUPERVISÃO’’ DO PNMA II
Voltei a Brasília no dia 15 para participar de reunião realizada no MMA sobre o Programa Nacional de Meio Ambiente II (PNMA II). A nossa participação na Comissão de Supervisão do PNMA II foi por indicação da bancada ambientalista do CNEA no CONAMA, do qual é juntamente formada por três representantes do MMA, um da Associação Brasileira de Órgãos Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA) e um da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), conforme portaria publicada no Diário Oficial da União do dia 14/12/2011. A Comissão de Supervisão tem por finalidade acompanhar, avaliar e assegurar o desenvolvimento harmônico do programa ao longo da sua implementação. A reunião aconteceu na sala de multimídia do gabinete da ministra, com a presença do Secretário Executivo Francisco Gaetani e a coordenação de Renato Rosenberg.
O PNMA é direcionado para o aperfeiçoamento da gestão ambiental no país, nos três níveis de governo, visando obter resultados que contribuam com a melhoria da qualidade ambiental e, consequentemente, uma maior qualidade de vida para a população brasileira.
Um dos principais focos do PNMA II, de acordo com a orientação da Ministra Izabella Teixeira, será o fortalecimento dos órgãos licenciadores objetivando o aperfeiçoamento dos licenciamentos ambientais no país.
O PNMA II é executado de forma descentralizada, sendo que a participação no programa é voluntária e aberta a todas as Unidades da Federação. A execução de projetos envolve os governos estaduais e as prefeituras municipais, além de organizações não-governamentais ONGs, setor privado e instituições acadêmicas, entre outros. O programa possui um desenho geral e uma estratégia de execução, que refletem os princípios de gestão ambiental que se busca estimular no país. Estes princípios compreendem os conceitos de gestão integrada, desenvolvimento sustentável, parceria e ação descentralizada, visando uma abordagem mais efetiva para lidar com os problemas atuais e agir preventivamente para evitar problemas futuros. O PNMA II será mais uma vez co-financiado por meio de acordo de empréstimo do Banco Mundial/BIRD.


O ESCURO DESERTO DA NOSSA INDIFERENÇA

(Repassando texto da Thaianna Cardoso)

Extração do carvão passa por cima de bens difusos, direitos humanos e comunidade local
Se você é Catarinense e só ouviu falar dos problemas que o carvão no Estado ocasiona, recomendo que faça uma visita aos depósitos de rejeitos espalhados por toda a região da Bacia do Rio Araranguá. Se não bastassem as alterações de relevo, paisagem e ecossistema proporcionadas pela retirada e queima do carvão no ambiente, temos as conseqüências relacionadas ao resíduo desta atividade. Aos que nunca pararam para pensar nesse passivo ambiental e social, tenho que dizer que a natureza é imparcial nesta contabilização, e o que vem acontecendo em Santa Catarina é uma verdadeira tragédia ecológica silenciada.
Silenciada, pela resistência dessa fonte energética obsoleta, absolutamente “caquética”, que faz com que no desenvolvido Sul do Brasil ainda seja possível presenciar, um dos mais insalubres trabalhos registrados: a mineração do carvão, e também doenças como a pneumonoconiose (pulmão negro), chuvas ácidas, entre outras problemáticas tão obsoletas quanto o uso do péssimo e caro carvão energético catarinense.
Sob a perspectiva atual das mudanças climáticas, é ultrajante que as comunidades afetadas pelo primeiro furacão do Atlântico Sul, o Catarina, tenham ainda que conviver com os símbolos da intensificação desse fenômeno. Os depósitos de resíduos da mineração, desertos negros, são responsáveis por significativas alterações em microclimas, além da evidente conseqüência da inserção na atmosfera do carbono estocado. Afinal, a Biosfera não é uma só? Então não precisamos ir tão longe, enfatizar a culpa dos países que não possuem políticas ambientais, sendo que o vilão do aquecimento global também mora aqui do lado.
Por fim, não menos importante, é categórica a relação de indiferença mantida em relação aos recursos hídricos nessas áreas. Rios visivelmente contaminados, alaranjados intensos, pH extremamente ácidos. Em conseqüência disso e da impossibilidade de utilização da água subterrânea, o estado teve que construir uma grande represa para abastecer a maior parte da região. Artifícios sendo constantemente criados para não encarar o problema de frente, enquanto nada é feito.
E o que eu e você temos com isso? Simples, a água e a biodiversidade que lutam para sobreviver à hostilidade do ambiente no sul do Estado são bens comuns a todos, o que significa que não podemos nos manter na passividade da indiferença! Como Catarinense, eu acredito na força dos movimentos que impedem que tragédias como essa continuem a acontecer em nosso território. Com propriedade de quem esteve lá, afirmo que somente conhecendo aquela realidade chocante é possível despertarmos o amor, a solidariedade, e a cooperação necessários para que avancemos a “nenhum futuro no carvão”, em uma lógica do melhor para todos e não apenas para poucos.



Florianópolis, 13 de novembro de 2011. Thaianna Cardoso - Graduanda em Engenharia Sanitária e Ambiental – UFSC / Grupo de Pesquisa Transdisciplinar em Governança da Água e do Território – GTHidr
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Foto da planície lunar do carvão - Michele P Silva



PARA REDUZIR OS ÍNDICES DE POLUIÇÃO SONORA EM ARARANGUÁ (BARULHO, BADERNA, RUÍDO E OUTRAS DROGAS MALÉFICAS À SAÚDE DA POPULAÇÃO) NOSSA PROPOSTA ENTREGUE AO
COMANDO DA POLÍCIA MILITAR E CIVIL, AO MP FEDERAL E ESTADUAL, A PREFEITURA, A FAMA E A POAM NA REUNIÃO DO DIA 13.12.11, CONSISTE:
• NA IMPLEMENTAÇÃO DE FATO DO EXCELENTE PROGRAMA ‘’SILÊNCIO PADRÃO’’ DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL / MPE (pois envolve todos os órgãos oficiais e a sociedade civil organizada).

• BLITZES CONTINUAS E RIGOROSAS COM OS MOTORISTAS CONTRAVENTORES (apreensão do equipamento, do veículo e se voltar a desobedecer, prisão conforme determina a legislação), COM AMPLA DIVULGAÇÃO NA MÍDIA PARA SERVIR DE EXEMPLO.

• MOTIVAR A ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL A ASSINAR URGENTEMENTE O DECRETO-LEI DA ‘’ÁREA DE EXCLUSÃO SONORA’’ NO PERÍMETRO URBANO (em respeito a colégios, igrejas, casas de saúde...).

• ESTACIONAMENTO ESPECÍFICO PARA VIATURA POLICIAL NO PERÍMETRO CENTRAL É ESTRATÉGICO (inclusive para a segurança da população, pois impõem respeito e inibe possíveis desordens...)

• IMPLANTAÇÃO DE PLACAS INFORMATIVAS E EDUCATIVAS EM PONTOS ESTRATÉGICOS DO PERÍMETRO URBANO (funciona ininterruptamente dia e noite o ano inteiro).

• IMPLANTAÇÃO DE PLACAS INFORMATIVAS E EDUCATIVAS E CERCAS IMPEDINDO ACESSO ÀS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) DO MORRO DOS CONVENTOS.

• MOTIVAR A ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL A ASSINAR O DECRETO QUE CRIA A UNIDADE DE CONSERVAÇÃO (UC) DO MORRO DOS CONVENTOS COMO MONUMENTO NATURAL (UC prevê Plano de Manejo que ‘’disciplina o uso do local’’, sob a coordenação de um Comitê Gestor, habilitando-o a captar recursos a fundo perdido da União e de órgãos internacionais para implantar infra- estrutura adequada).

13 Dezembro, 2011

CONSELHO DELIBERATIVO DO FNMA - COP VINCULANTE



Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 13 de dezembro de 2011.
(48 / 9985.0053 TIM)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado também todas terças na contracapa do jornal O TEMPO DIÁRIO)


NOSSA PARTICIPAÇÃO NA 61ª REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO DO FUNDO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE / FNMA.
Participamos nos dias 06, 07, 08 e 09, em Brasília, da 62ª Reunião do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente formado por 16 órgãos governamentais e entidades de âmbito nacional, do qual representamos o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS).
O Fundo Nacional do Meio Ambiente foi criado pela Lei 7.797, de 10 de julho de 1989, com a missão de contribuir como agente financiador para a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), por meio da participação social. Ao longo de sua história foram mais de 1.400 projetos socioambientais apoiados e recursos da ordem de R$ 230 milhões aplicados de modo transparente e com controle da sociedade. As ações apoiadas pelo FNMA estão localizadas em todas as regiões do país. São projetos e iniciativas que contribuem para a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais e para a qualidade de vida da população brasileira.
‘’O FNMA já foi mais generoso com a natureza’’, declaração esta ouvida na reunião defini bem a atual situação desta respeitável instituição repassadora de recursos oficiais para instituições públicas e privadas conforme citado acima. O FNMA tem uma história de transparência, tanto que nenhuma das Entidades ou ONGs beneficiadas está na lista negra do Governo Federal. Inclusive o MMA deverá se pronunciar a respeito deste escândalo de corrupção e desvio de verbas de ONGs que não são da área ambiental.
Dois temas para a Demanda Espontânea foram aprovados na Reunião Ordinária de 16/06/2011, a primeira denominada de ‘’IMPLEMENTAÇÃO DE PLANOS DE AÇÃO PARA A CONSERVAÇÃO DE COMUNIDADES DE ESPÉCIES DA FAUNA AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO NUMA PERSPECTIVA DE GESTÃO TERRITORIAL’’, com pouquíssimas propostas e o segundo de ‘’IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES EDUCATIVAS PARA A GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS’’, das quais a predominância das propostas qualificadas foi de prefeituras, totalizando 52, que ao final serão selecionadas apenas 10 (dez).
Mediante o preocupante cenário do FNMA, procuramos conversar com os representantes da sociedade civil da Região Sudeste, Norte e Sul oriundos de ONGs Ambientalistas a respeito do enfraquecimento do FNMA, quando o mesmo precisa ser fortalecido e ampliado, apesar da equipe ser pequena, mas extremamente competente. Enfim, é preciso promover mudanças no FNMA e por isso chegamos a algumas conclusões das quais relacionamos abaixo como propostas para o debate:
1. O FNMA precisa ampliar gradativamente o número de projetos de 10 para 25, por exemplo, contemplando 5 por região ou adotar um critério justo que passe a atender ONGs e Entidades de forma transparente como sempre o fez.
2. Manter os temas previamente escolhidos na Demanda Espontânea, mas abrir também uma Demanda Espontânea Livre para qualquer projeto de relevância socioambiental.
3. Criar editais com valores menores e mais fáceis de elaboração, objetivando beneficiar as pequenas ONGs e Entidades, facilitando inclusive a prestação de contas junto ao TCU.
4. Capacitar ONGs e Entidades de cunho socioambiental sem fins lucrativos como forma de proporcionar acesso aos editais, pois atualmente apenas quem possui uma equipe técnica multidisciplinar qualificada é que faz bons projetos, como prefeituras, institutos e universidades.
5. Valorizar os Conselheiros com uma diária adequada para permanecer em Brasília, com um padrão de vida razoável e de segurança, pois a dedicação aos trabalhos do FNMA é de forma voluntária.

OBS. Comprovadamente os grandes recursos não apenas do FNMA, como de Demanda Induzida, mas de outras fontes governamentais vão para projetos da Amazônia e Nordeste.

COP 17 NA ÁFRICA PROMETE AVANÇAR NO PROCESSO DE REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES EFEITO ESTUFA VIA METAS VINCULANTES.
Apesar de não concordarmos muito com o Protocolo de Kioto, o mesmo conseguiu sobreviver para garantir que as negociações continuem agora entre todos os países do planeta, afinal era o único acordo que a ONU havia mantido através das COPs. Não vemos com simpatia o mecanismo da compensação de carbono para quem emite, plantando árvores em outros locais como a tentativa do IBAMA / MMA apresentada no CONAMA do qual batemos contra em 2010 e a proposta de medida que beneficiaria as térmicas foi retirada. O Complexo Jorge Lacerda poderia emitir gases efeito estufa de forma legal se plantasse árvores na Amazônia, por exemplo, ou valeria também para o projeto da USITESC que agora ficou numa situação bem mais complicada, pois como o Brasil assina acordos internacionais de redução de CO² e continua permitindo a geração de energia comprovadamente suja em sua matriz energética?
OBS. O termo ‘’resultado legal’’ quase emperrou a COP 17 que foi salva com a redação "resultado acordado com força legal", proposta por um embaixador brasileiro.

ABORDAR NAS PRÓXIMAS EDIÇÕES:
 Termina o ano de 2011 e estamos preparando um relatório das ações e atividades da ONG Sócios da Natureza aos que acreditam que um pequeno grupo de cidadãos, preocupados com as injustiças socioambientais cometidas diariamente, podem de forma humilde e voluntária sensibilizar os corações e mentes das pessoas para que adotem posturas e atitudes ecologicamente corretas...

 Observamos que tem gente que não acredita neste hobby ambiental voluntário, que trabalham contra a existência das mesmas, inclusive aqui em Araranguá...

 Infelizmente o som alto ainda continua no perímetro urbano de Araranguá, tanto de carros de propaganda sonora quanto de jovens circulando nas vias públicas. O comando da PM realizará a segunda reunião do dia 13 próximo para encontrar as soluções mais adequadas para reduzir este malefício à saúde pública da Comarca de Araranguá.

 Se tivéssemos estrutura implantaríamos uma campanha tipo ‘’lugar de lixo é na lixeira’’

 Apoiamos a idéia da ‘’calçada contemplativa’’ entre a rodoviária e a nova ponte da barranca.

 Sócrates tinha razão com os conflitos que surgirão com a Copa do Mundo, pois recursos antes destinados a área social, destacando a saúde e educação, serão desviados para criar infra-estrutura para a Copa do Mundo. A área ambiental também perderá recursos que poderiam ir para o saneamento básico, por exemplo, que agora irão para aeroportos.

 Ainda não sabemos ao certo a formação e composição da nova OSCIP criada no Morro dos Conventos. Gostaríamos de informações a respeito do objetivo da nova parceira na causa ambiental em defesa deste abençoado santuário ecológico. Informamos ainda que o prefeito Mariano Mazzuco decidiu assinar o decreto de criação da Unidade de Conservação UC transformando as falésias, as dunas, as restingas e a mata atlântica em monumento natural – o primeiro de Santa Catarina.

 Que beleza a voluntária dedicação da ‘’Associação Bom pra Bicho’’ todos os sábados pela manhã no calçadão de Araranguá.

 Só para registro, informamos que toda vez que voltamos de Brasília temos problemas com o despacho de bagagem no aeroporto, pois ultrapassamos o peso permitido de 25 kilos, com excesso de publicações e livros sobre meio ambiente. Este acervo estará sempre à disposição na sede provisória da ONG Sócios da Natureza, independentemente do apoio institucional que poderemos INJUSTAMENTE deixar de receber.



Jardim Alcebíades Seara passando por revitalização e o verde do Rio Araranguá em dezembro de 2011 - Fotos Tadeu Santos

09 Dezembro, 2011

FURACÃO CATARINA E O DESLIZAMENTO/DESMORONAMENTO DO NATAL DE 1995 E A ENCHENTE DE 1974









Foto AMESC
Foto NASA














Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 06 de dezembro de 2011.
(48 / 9985.0053 TIM)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado também todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)

........................................................................................................................................................Foto Kathia Monteiro

JUARÊS JOSÉ AUMOND (FURB) PALESTRANDO EM CRICIÚMA SUBESTIMA O ‘’FURACÃO CATARINA’’, TRATANDO-O COMO CICLONE EXTRA-TROPICAL E DESPREZA O DESLIZAMENTO DO NATAL DE 1995, NAS ENCOSTAS DOS APARADOS DA SERRA GERAL EM TIMBÉ DO SUL, JACINTO MACHADO, MORRO GRANDE, TREVISO E SIDERÓPOLIS.

(Acessem o blog abaixo para visualizar as imagens que falam por mil palavras)
www.deslizamento-timbedosul-sc.blogspot.com


Participamos da palestra proferida pelo Doutor José Aumond da FURB, no auditório do Oásis em Criciúma, numa promoção do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização – SINDSEG/SC. A iniciativa é de extrema significância, tendo sido realizada em quatro regiões do estado de SC conforme informou o presidente Paulo Luckmann, que na abertura fez um trágico balanço dos prejuízos tanto das tragédias climáticas, quanto de outras atividades, demonstrando sincera preocupação do SINDSEG/SC na busca de medidas que fortaleçam os aspectos preventivos em todos os setores da sociedade.

A didática apresentação do professor da FURB (com duração de 100 minutos) é muito bem elaborada, com dados e informações acerca das causas do aquecimento global, ilustrada com fotos (grande parte de sua autoria) mostrando locais onde as mudanças climáticas já estão acontecendo, como o derretimento de geleiras no Ártico, por exemplo.

Após a conclusão da palestra e antes de responder as perguntas formuladas por escrito pelos presentes, o Sr. Aumond fez a entrega ao Sr. Luckmann do ‘’Manual do Deslizamento’’, um elogiado guia sobre o tema produzido pelo Serviço Geológico dos EUA e Canadá, do qual sugerimos a Defesa Civil do Estado de SC adquirir para distribuir aos municípios catarinenses, principalmente aos que possuem áreas de risco.

Formulamos duas perguntas e uma observação por escrito, primeiro perguntando por que não incluiu a tragédia de 1974 em Tubarão, com 199 vítimas fatais, totalizando 250 mortos em toda região sul de SC. A resposta do Prof Aumond não poderia ser mais infeliz quando tentou justificar que não havia citado eventos de datas muito passadas, mas consta na sua relação dois eventos no Rio de Janeiro, um de 1960 e outro de 1967 em Caraguatatuba. A exclusão da tragédia de Tubarão em 1974 é imperdoável como também é a de Timbé do Sul em 1995. Divulgar a ocorrência dos eventos extremos de cada região é necessário e estratégico, porém que se faça sem exageros e com justiça aos que ocorrem na mesma região ou estado!

A segunda pergunta foi formulada porque ao mostrar as imagens do furacão Catarina o professor não mencionou em nenhum momento que foi um furacão, ou seja, nem pronunciou a palavra furacão, mas repetidas vezes ciclone extra-tropical, quando vários institutos e centros de meteorologia do país e até a NASA reconheceram como furacão – sendo inclusive o primeiro do Atlântico Sul (apesar da nota emitida pelo INPI/CPTEC em classificar como ciclone extra-tropical, porque erraram na previsão do tamanho do evento, pois foram os meteorologistas catarinenses que acertaram o grau de magnitude). Sua resposta foi evasiva e muito rápida quando argumentou que esta questão de interpretação é muito relativa e que poderíamos ficar horas debatendo...

Quanto ao terceiro ponto em forma de observação, escrevemos que discordávamos das suas precipitadas declarações de que o deslizamento de novembro de 2008, em Blumenau, havia sido o maior desastre com deslizamento de terra do Estado de Santa Catarina, quando ele deveria considerar o deslizamento das encostas dos Aparados da Serra Geral que atingiu os municípios de Timbé do Sul, Jacinto Machado, Morro Grande, Treviso e Siderópolis, todos na Bacia do Rio Araranguá (com 29 mortes na noite de Natal). Mais uma vez o técnico não fui humilde em responder que iria avaliar a provocação feita em forma de contribuição, pois de certa maneira foi incisivo afirmando que o deslizamento de 2008 no Morro do Baú foi o maior de Santa Catarina e que, infelizmente, os deslizamentos do Rio de Janeiro haviam sido maiores. Este termo ‘’infelizmente’’ pronunciado duas vezes pelo ‘’blumenauense’’ o denunciou como um trágico bairrista que quer super-dimensionar as tragédias climáticas ou naturais do Vale do Itajaí, desconsiderando as ocorridas no sul do estado de SC (numa espécie de disputa!!!), onde ocorrem não apenas a ‘’violência das águas’’, mas também a ‘’violência dos ventos’’, com ciclones extra-tropicais, tornados e o furacão Catarina.

Uma pena que não abriram para perguntas orais, como forma de proporcionar um democrático debate com o público presente, considerando a relevância do tema e do momento, pois gostaríamos de questionar, na ocasião, as inadequadas e inconvenientes respostas do professor as nossas pertinentes perguntas. Então o fizemos aqui neste documento com linguagem ‘’ongniana’’ e com um olhar ambientalista, onde humildemente sugerimos que o professor cite em suas palestras a famigerada termelétrica Jorge Lacerda/856MW, a maior emissora de CO² da América Latina pela queima de carvão mineral – o mais poluente de todos os combustíveis fósseis, já que em seus gráficos consta com a energia mais suja e emissora de CO2.

OBS. O professor precisa conhecer melhor a região sul de Santa Catarina e seus eventos extremos do clima, pois sua classificação de ‘’Região Carbonífera’’ não combina para definir áreas com ocorrências climáticas, mas sim de poluição. Por outro lado, o mesmo foi convidado para palestrar no II EFAMuC de 2009, confirmou e não apareceu, como nem justificou a ausência. No entanto agora vem a região sul, mas tratando-a com descaso ao minimizar os trágicos eventos ocorridos recentemente, podendo assim até colocar em jogo a credibilidade das suas informações.

ASSUNTOS QUE PODEREMOS ABORDAR NAS PRÓXIMAS EDIÇÕES:

 O SOM ALTO AINDA CONTINUA NO PERÍMETRO URBANO DE ARARANGUÁ, TANTO DE CARROS DE PROPAGANDA SONORA QUANTO DE JOVENS CIRCULANDO NAS VIAS PÚBLICAS.

 CAMPANHA ‘’LUGAR DE LIXO É NA LIXEIRA’’

 APOIAMOS A IDÉIA DA ‘’CALÇADA CONTEMPLATIVA’’ ENTRE A RODOVIÁRIA E A NOVA PONTE DA BARRANCA.

 SÓCRATES TINHA RAZÃO COM OS CONFLITOS QUE SURGIRÃO COM A COPA DO MUNDO...

 AMBIENTALISTAS CRIAM OSCIP NO MORRO DOS CONVENTOS.

 NOSSA PARTICIPAÇÃO NA 61ª REUNIÃO DO FUNDO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE / FNMA.

 ONG SÓCIOS DA NATUREZA FOI INDICADA PARA OCUPAR CADEIRA NA CT DO PROGRAMA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE II / PNMA II.