20 setembro, 2011

EDIÇÃO ESPECIAL / HISTÓRICA: USITESC - MINA EM MARACAJÁ - LIVRO CARVÃO - FEEC - FNMA - FIXAÇÃO FOZ


Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 20 de Setembro de 2011.
(48 / 9985.0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)



PORTARIA EXCLUI CARVÃO MINERAL DE LEILÃO DA ANEEL
Se a abençoada decisão ''não for derrubada'' pelo poderoso poder político/ econômico carbonífero, que defende a queima deste famigerado combustível fóssil, o Governo Federal avança na ‘’limpeza’’ da Matriz Energética Brasileira.
OBS. 1 - O impacto ambiental da queima do carvão mineral não é apenas pela emissão dos gases efeito estufa que promovem o aquecimento global, pela temerosa e silenciosa chuva ácida e pelo calor das turbinas emitido pelas chaminés, que podem estar interferindo na climatologia local, mas também a brutal agressão que a exploração do carvão causa aos recursos naturais, principalmente a água, sem esquecer da incurável doença do pulmão negro pneumonoconiose que afeta os trabalhadores mineiros...
OBS. 2 – Ainda não conseguimos ler a matéria no DC, mas nos informaram sobre a indiscutível comparação com a limpa energia eólica que será gerada em Bom Jardim da Serra, motivando-nos a insistir que a Tractebel/Suez adapte urgentemente a absoleta Jorge Lacerda as tais novas tecnologias do tipo leito fluidizado para reduzir o mal que causa a biodiversidade.

MINA DE CARVÃO EM MARACAJÁ – Parte 02
Acreditamos que o Poder Executivo e Legislativo do Município de Maracajá certamente irão reagir para impedir a mineração em seu solo. Não se concebe que em nome de uma legislação controversa, a União pode definir e conceder o uso do subsolo dos municípios em nome da segurança nacional, que no caso não está sendo ameaçada, mas para beneficiar exclusivamente interesses privados e degradantes. Cogitam a possibilidade de instalarem a mina no território maracajense, mas adentrando no subsolo araranguaense, afrontando assim a legislação do Município de Araranguá que faz parte do SISNAMA, com a implantação da FAMA, tanto quanto a FATMA e o IBAMA.
Esta possibilidade coloca em risco o sistema subterrâneo de recursos hídricos do território araranguaense, podendo comprometer o sistema superficial, como de nascentes, córregos, riachos e lagoas que abastecem a população e contribuem com o Rio Araranguá, do qual o setor carbonífero é criminosamente responsável pela sua contaminação. Se um município neste país não tem o direito de defender seus recursos naturais, como a finita água, por exemplo, então sua soberania está em jogo em detrimento da degradação ambiental para beneficiar dono de mina de carvão.

LANÇAMENTO DO LIVRO: ''MEMÓRIA E CULTURA DO CARVÃO EM SC: IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS''
Comunicamos e convidamos para o lançamento do livro ''MEMÓRIA E CULTURA DO CARVÃO EM SANTA CATARINA: IMPACTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS'', publicado pela EDUNISC - UNESC e organizado por Carlos Renato Carola, no qual o ambientalista Tadeu Santos e a historiadora Juliana Vamerlati Santos assinam o capítulo ‘’UM OLHAR SOCIOAMBIENTAL SOBRE OS IMPACTOS QUE A MINERAÇÃO DO CARVÃO CAUSA EM NOSSAS VIDAS’’, além de outros relevantes capítulos de autoria de escritores da região de Criciúma.
Local e Data:
UNESC: 22/Setembro/2011, Bloco P (5ª feira, 19hrs)
Centro Criciúma: Livraria Fátima: 24/Setembro/2011 (Sábado, 10hrs) CONVITE EM ANEXO

FEEC
Participamos no dia 17/09/11 da primeira reunião da FEEC após a renúncia da coordenação. Numa tentativa de reativar os trabalhos da federação, decidimos pela formação de um mandato tampão provisório e transitório até dezembro, tendo como moderador o advogado Sergio Dall´acqua da APREMA de Joinville. Um dos encaminhamentos foi a elaboração de uma ‘’Carta de Princípios’’ como forma de orientação aos integrantes da FEEC. Documento indicando a segunda suplência para o CONAMA foi assinado por todos os presentes, do qual será enviado as ONG/Entidades titulares do Paraná e Rio Grande do Sul.

FNMA
O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) mantém as inscrições para candidatura ao cargo de ONG Conselheira da Região Sul (SC, RS, PR) até dia 23 próximo. Qualquer ONG/Entidade cadastrada no CNEA pode se candidatar a vaga do mandato 2012/2013. De acordo com o rodízio mantido pelas ONG/Entidades dos três estados do Sul, este mandato à titularidade pertence a SC e a suplência ao RS. Até o dia 16 havia apenas duas ONG/Entidades inscritas pela Região Sul, um índice muito baixo pela importância da missão de dar transparência a destinação e aplicação de recursos públicos as instituições que tem seus projetos aprovados pelo Conselho Deliberativo do FNMA.

EVENTO MUNDIAL PELO FIM DA CRUELDADE COM ANIMAIS
(WEEAC - WORLD EVENT TO END ANIMAL CRUELTY)
Dia 08 de outubro, sábado a partir das 16:00 horas, serão realizadas mundialmente manifestações contra a crueldade com animais, numa iniciativa denominada WEEAC-World Event to End Animal Cruelty (Evento Mundial pelo Fim da Crueldade com Animais). Trata-se de evento público, para o qual estão sendo convocadas não só as organizações ambientalistas e de defesa dos direitos dos animais, mas todos os demais segmentos e cidadãos do planeta. Local e data: Espaço Cultural Angeloni Beira-Mar Av. Irineu Bornhausen, 5.288 - Florianópolis/SC Data: 08.10.2011 A partir das 16:00 horas / Instituto Ambiental Ecosul Fone - (48) 9934.0880

ASSUNTOS PARA A PRÓXIMA EDIÇÃO:

OBS. I - NA PRÓXIMA SEMANA COMENTAREMOS A APRESENTAÇÃO DO EIA-RIMA DO PROJETO DE FIXAÇÃO DA FOZ/BARRA DO RIO ARARANGUÁ AO COMITÊ DE BACIAS, AO COAMA E AO GT BARRA OCORRIDA NO DIA 15/09/11 NO CETRAR APÓS ASSISTIR A GRAVAÇÃO DO EVENTO, JÁ QUE NÃO PARTICIPAMOS POR ESTARMOS EM BRASÍLIA ATENDENDO CONVOCAÇÃO DO ‘’FNMA’’ PARA A 61ª REUNIÃO OCORRIDA NO DIA 15 E 16/09/11.

OBS.II – CONTINUAÇÃO DO TEMA MINA DE CARVÃO EM MARACAJÁ – Parte 3

OBS. III - NA PRÓXIMA EDIÇÃO PUBLICAREMOS UM BREVE RELATO SOBRE A 61ª REUNIÃO DO FNMA.

07 setembro, 2011

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: POR QUE AS PESSOAS JOGAM ‘’LIXO’’ NO CHÃO, NAS CALÇADAS, NAS RUAS E NOS RIOS?


Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 06 de Setembro de 2011.
(48 / 9985.0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)







A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: POR QUE AS PESSOAS JOGAM ‘’LIXO’’ NO CHÃO, NAS CALÇADAS, NAS RUAS E NOS RIOS?
INDEPENDÊNCIA NÃO APENAS GEOPOLÍTICA, MAS...Brasil festeja a independência geopolítica, mas engole diariamente a indigesta ceia da corrupção, do abuso do poder e da ‘’maracutáia’’ política, além da ingrata injustiça social em todo este imenso país. A independência absoluta de uma Nação livre se dá quando os governantes se libertam da ganância infecciosa e quando a legislação funciona para todos, quando não se fala em fome num dos maiores produtores de alimento do mundo, quando a saúde é tratada com responsabilidade de quem gosta da vida, quando a educação faz parte da cultura da Família, da Comunidade, do Município, do Estado e do País. Estas deveriam ser as principais diretrizes de um Estado se cumpridas adequadamente, o resto é resto!!!

ACOSSADO(À bout de souffle)
Cinéfilos, quinta, dia 08/09/11, o Cine Clube Avenida exibirá às 19:30hs o filme ‘’Acossado’’ (1959), clássico do cinema francês, com Jean-Paul Belmondo e Jean Seberg, do diretor Jean-Luc Godard, no espaço do Museu na Casa da Cultura de Araranguá.
Após a sessão haverá um livre debate entre os espectadores. Um gratificante e belo momento que o Cine Clube proporciona aos participantes!!!
Sinopse e cartaz do filme em anexo.
A MUSA JEAN SEBERG DO ACOSSADO DO GODARD


FIXAÇÃO DA FOZ BARRA DO RIO ARARANGUÁA empresa ACQUAPLAN apresentará às 14:00hs do dia 15/09/2011, no auditório do Cetrar - margens da BR-101, o EIA-RIMA e o Projeto Básico de Engenharia da Fixação da Foz/Barra do Rio Araranguá. De comum acordo entre o presidente Antônio Sérgio Soares, do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá (CGBHRA) e o presidente Saulo de Luca, do Conselho Ambiental do Município de Araranguá (COAMA), com a anuência do Leonardo Tiscoski, Secretário de Planejamento (SEPLAN/PMA), a apresentação será direcionada ao CGBHRA, COAMA e ao GT Barra.
Com esta apresentação antecipada, a Administração Municipal atende democraticamente a reivindicação destes relevantes coletivos de âmbito municipal e regional, que pretendem ouvir respostas aos vários questionamentos formulados anteriormente.
OBS. Lembrando que a Audiência Pública promovida pelo IBAMA será às 19:00hs do dia 04/10/2011, no auditório do Grêmio Fronteira em Araranguá.

O VOLUME DO GELO NO ÁRTICO JÁ É O MAIS BAIXO REGISTRADO NA HISTÓRIA....o volume do gelo, porém, já é o mais baixo registrado na história. Segundo dados da Universidade de Washington (EUA), em julho de 2011 o volume ficou 51% menor do que a média e 62% menor do que a máxima, estimada para 1979.
O volume é uma medida mais importante do que a extensão para prever o colapso do gelo no pólo Norte. Isso porque ele informa não só a área de cobertura de gelo, mas sua espessura também.
“Somos todos obcecados pela extensão, mas ninguém fala de espessura”, diz a geógrafa sueca Frida Bengtsson, da campanha de oceanos do Greenpeace.
O problema é que o volume não pode ser medido diretamente com satélites, só estimado com a ajuda de modelos de computador.
Para calibrar e validar os modelos, os cientistas têm feito duas coisas: sobrevoado o oceano Ártico com radares, como a Nasa faz e perfurado o gelo marinho com brocas para medir a espessura.

GOVERNO ESPANHOL OCULTOU DURANTE SETE (07) ANOS ESTUDO SOBRE ARSÊNICO E METAIS PESADOS EM PEIXES.http://www.ecodebate.com.br/2011/07/04/governo-espanhol-ocultou-durante-sete-anos-estudo-sobre-arsenico-e-metais-pesados-em-peixes/

PODERIA ENTÃO A ATIVIDADE CARBONÍFERA ESTAR CONTAMINANDO TAMBÉM OS PEIXES DA ORLA CATARINENSE E GAÚCHA?!Se milhões de toneladas de metais pesados provenientes da mineração em SC e RS são despejados diariamente nos cursos d’água que correm para o mar (além da queima do carvão mineral que emite livremente na dinâmica da atmosfera, que naturalmente devolve à superfície terrestre ou marítima com a chuva ácida), então os resultados dos estudos que o governo espanhol ocultou irresponsavelmente durante sete anos podem apresentar também aqui na região sul do país, com menor ou maior nível de mercúrio, por exemplo. Se aqui existem estudos sobre a saúde das espécies marinhas da cadeia alimentar, com algum comprometimento, então estão sendo escondidos para não prejudicar o maior produtor de peixes e camarões do Brasil, além do potencial mercado turístico da Ilha da Magia chamada de Florianópolis.
OBS. Aqui no Sul de SC temos a mesma dificuldade de encontrar dados e informações sobre a incurável pneumonoconiose, doença do pulmão negro que mata o trabalhador mineiro ou sobre outras doenças que são provocadas pela ingestão de água de mina, que corre nos sistemas superficiais e subterrâneos da bacia carbonífera.
OBS. Como neste país as ações que abordam prevenção atrapalham ‘’maracutaias’’ que lidam com recurso público, existe ainda a ‘’normose’’ que anestesia as pessoas a refletirem sobre as causas e os malefícios que as matam. E o Estado também não ataca o real problema da saúde pública com políticas adequadas e preventivas.
OBS. Como não somos especialistas nesta área, sugerimos a leitura da matéria no link acima e tirem as suas conclusões.

DESISTIR DE TUDO!!!DEDICAÇÃO VOLUNTÁRIA À CAUSA SOCIOAMBIENTAL NÃO PARECE SER UMA AÇÃO DE RECONHECIMENTO POR PARTE DE ALGUNS, TANTO É QUE ‘’ACONTECIMENTOS’’ NOS TEM CAUSADO TRANSTORNOS E INCOMODAÇÕES PESSOAIS E NOS PREJUDICADO ENORMEMENTE COMO ONG. EM FACE DISTO PODERÍAMOS DESISTIR DE COMBATER A POLUIÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS, DA CONTAMINAÇÃO DO SOLO E DO AR (TAMBÉM DA POLUIÇÃO SONORA) E DA DIZIMAÇÃO DA FLORA E DA FAUNA MUNICIPAL E REGIONAL.

30 agosto, 2011

POLUIÇÃO SONORA EM ARARANGUÁ, CORTE PINUS ELLIOTTIS EM ARARANGUÁ E RESEDÁS EM PRAIA GRANDE.SC


Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 30 de agosto de 2011.
(48 / 9985.0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)



ENTREVISTA SOBRE POLUIÇÃO SONORA AO JORNALISTA SAULO MACHADO, NA ARTV.
Acompanhado do Secretário de Planejamento Leonardo Tiscoski participei do programa ''Atualidades'', do dia 25/08/11, discorrendo sobre ‘’Poluição Sonora’’ no Município de Araranguá. De acordo com a OMS, a terceira mais prejudicial a saúde humana.
Inicialmente abordamos o poderoso Artigo 42 da Lei de Contravenções Penais que pode e deve ser utilizado por todas as pessoas que se sentirem prejudicadas com a poluição sonora, seja ela qual for, desde barulho, algazarra ou qualquer ruído motor que perturbe o seu trabalho e sossego, em qualquer horário e qualquer dia (sem precisar de decibelimetro), basta ligar pro 190 da Polícia Militar ou fazer um Boletim de Ocorrência – BO na Delegacia mais próxima, como também, dependendo do caso, denunciar na SEPLAN e ou na FAMA.
O Secretário Leonardo respondeu a vários questionamentos feitos por telefone, simultaneamente ao programa, sobre barulho proveniente de casas noturnas que ainda não tem tratamento acústico, postos de combustíveis ou de aglomeramento próximos aos citados estabelecimentos em período noturno, além de festas familiares que não respeitam os direitos dos vizinhos. Falou ainda sobre o Plano Diretor que apontará medidas rígidas para minimizar o barulho no município, com uma legislação mais atualizada e aperfeiçoada.
Comentei a iniciativa da estudante Tayná da Rosa Teixeira, do curso de Engenharia Ambiental da UNESC, que está abordando a poluição sonora de Araranguá em seu Trabalho de Conclusão de Curso/TCC, mas esqueci de informar sobre a destruição de aparelhos e caixas de som pela prefeitura de Salvador/Bahia – a terra dos ‘’Trios Elétricos’’, um exemplo a ser seguido. Acesse o link abaixo para ver a matéria com fotos da destruição de dois mil equipamentos de som: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5309596-EI8139,00-Contra+barulho+Salvador+destroi+mil+equipamentos+de+som.html
Anunciamos também que o promotor Diógenes Alves do MPE prometeu reunir os órgãos responsáveis e entidades representativas ainda neste mês de agosto para debater a implantação do ‘’Programa Silêncio Padrão’’, mas a data deverá ser alterada em função da sua saída da Vara do Meio Ambiente, do qual esperamos a posição do novo Promotor de Justiça que irá assumir a pasta ambiental.

OBS. Não apenas o excessivo uso de álcool e drogas incita o motorista a dirigir em alta velocidade, mas também a audição de som alto emitida de dentro do veículo pode comprometer a capacidade e percepção do motorista (e de outros motoristas!), colocando em risco a população, principalmente dentro do perímetro urbano, como o exemplo do acidente que causou a morte de um ciclista na Rua Rui Barbosa, na beira rio em Araranguá.


O POLÊMIO CORTE DAS RESEDÁS/ROSEDÁS EM PRAIA GRANDE/SC.
A conterrânea Karem Suyan Clezar Borges resgatou uma declaração que fiz a respeito do corte das Rosedás e/ou Resedás do jardim da praça de Praia Grande/SC, do qual tive a honra de projetar em 1977 a pedido do então prefeito Ari Pedro Borges, inovando com a implantação de um lago retratando o contorno geográfico do território do município, cravado com uma imensa rocha no meio para simbolizar a formação rochosa dos canyons dos Aparados da Serra, também reconstituídos em um dos canteiros. Transcrevo abaixo para retratar e comparar com o corte dos indesejáveis pinus elliottis do Jardim Alcebíades Seara, da Praça Hercílio Luz, em Araranguá.
“Em casos de necessidade de poda ou mesmo corte justificado tecnicamente, sugerimos uma espécie de aviso prévio, para que a comunidade que tem um ‘’convívio afetivo’’ com a árvore seja ela qual for, tome conhecimento através dos meios de comunicação, pois mesmo sendo um vegetal, afinal também tem uma vida, tem uma história, será sacrificado.”

O CORTE DOS PINUS ELLIOTTIS NO JARDIM ALCEBÍADES SEARA, NA PRAÇA HERCÍLIO LUZ, EM ARARANGUÁ.
A revitalização do Jardim Alcebíades Seara iniciou a semana passada com a poda de algumas árvores como forma de minimizar problemas de sombreamento excessivo que estavam comprometendo o plantio de flores, forração e gramados, além de uma possível concorrência pela água e outros nutrientes entre as raízes das árvores nativas e estrangeiras. Registrando ainda que a Lei Orgânica do Município de Araranguá determina em seu artigo 204, que fica vedado o reflorestamento no município com ‘’pinus elliottis’’, que os mesmos estão comprometendo as calçadas, criando obstáculos a passagem de pedestres, principalmente de deficientes. Observando que houve a devida divulgação das podas e dos cortes nos meios de comunicação por parte da Administração Municipal.
No sábado, dia 27/08/11, a Prefeitura Municipal de Araranguá promoveu o corte de oito (08) espécies de ‘’pinus elliottis’’, no jardim Alcebíades Seara da Praça Hercílio Luz, baseado em ofício da FATMA no qual informa ‘’que a referida atividade (Supressão de Vegetação Exótica fora de APP) não consta da Resolução do CONSEMA 03/2008), portanto, não é passível de Licenciamento Ambiental, assim sendo a municipalidade está apta a executar a Supressão dos 08 exemplares de ‘’pinus elliotti’’, solicitada em 07 de Abril de 2009’’. Junto a documentação da FATMA encontra-se em anexo ‘’Autorização para corte de Vegetação AuC – Nº 016/2011, da FAMA’’.
A ONG Sócios da Natureza havia solicitado a retirada dos ‘’PINUS ELLIOTTIS’’ em 2001, depois em 2006 e 2009 e mais recentemente no início de 2011, agora com a devida autorização da FATMA e da FAMA, a prefeitura com as autorizações pode cortar (supressão) as oito árvores exóticas/estrangeiras que ali estavam comprometendo a biodiversidade local, de certa forma a retirada caracteriza uma ‘’limpeza’’ no jardim para manter o equilíbrio do ecossistema local. Sugeriremos a SEPLAN e a FAMA, que no Projeto de Revitalização conste a destinação de uma área dentro do Jardim Alcebíades Seara para a implantação de uma pequena reserva florestal cercada, com espécies da Mata Atlântica, como exemplo e referência científica aos visitantes do jardim, também como uma espécie de medida compensatória e/ou justificativa para os possíveis reclamantes.
OBS. Outros pedidos, dos quais alguns já contidos no Plano Diretor do Perímetro Urbano, envolvem o embelezamento do Jardim da Praça (triangular) do Relógio do Sol na Cidade Alta; a recuperação e conservação do ecossistema conhecido como ‘’Banhado da XV’’, adaptando-o como área de lazer público; um ‘’Plano de Manejo’’ para a Mata Ciliar das margens do Rio Araranguá, com a retirada dos eucaliptos e outras formas invasoras/inadequadas, para o replantio de apenas mata nativa como proteção ciliar; concluindo com um urgente olhar para o açude Mané Angélica, da mesma forma que está sendo dado ao Açude Belinzoni, afinal são as duas fontes de água potável de domínio exclusivo do Município de Araranguá.

26 agosto, 2011

ARARANGUÁ E REGIÃO TEM TUDO PRA DAR CERTO



ARARANGUÁ E REGIÃO TEM TUDO PRA DAR CERTO!


Araranguá e Região tem imenso potencial natural, localização estratégica e uma infra-estrutura em estágio avançado, falta apenas planos e projetos adequados que promovam, entre outras ações, a união e integração regional sob todos os aspectos.

Insistimos na necessidade de um ‘’debate amplo’’ sobre a região de Araranguá, entre as forças representativas da população civil e os órgãos governamentais, objetivando buscar ‘’o melhor e mais adequado’’ para o desenvolvimento ordenado e sustentável da região do extremo sul de Santa Catarina.

Temos tentado alertar, por vários meios, que é preciso uma discussão profunda, mesmo que exaustiva, sobre as ações mais adequadas que venham proporcionar o bem estar de toda a população, porque desenvolvimento sustentável é aquele que proporciona avanços não apenas ao empreendedor, mas também a todas as classes sociais.

É muito difícil chegar num estágio avançado de debate, porque interesses adversos não permitem chegar a um equilíbrio satisfatório entre os principais protagonistas do processo.

O Fórum de Desenvolvimento do Extremo Sul Catarinense FDESC, espaço apartidário, se apresenta como uma real alternativa de debate democrático social, político, econômico e ambiental, com apoio da AMESC e da 22ª SDR, entre tantas outras instituições da região.



OBS. Se não houver uma tomada de decisão para uma mudança de atitude nos corações e mentes dos responsáveis, poderemos passar a ser a região economicamente mais pobre e baixos índices de qualidade de vida do Estado de Santa Catarina, uma colocação constrangedora.



OBS. A olho nu aqui do litoral já é possível visualizar as torres de catavento no município de Bom Jardim da Serra, nos Aparados da Serra Geral, região que poderá deixar de ser a mais pobre, em função desta abençoada usina eólica instalada bem próximo a Serra do Rio do Rastro e da nascente do Rio Araranguá. Embaixo, na encosta da Serra Geral, mais precisamente em Treviso, pretendem instalar a famigerada USITESC, será um contraste único e assustador!



ENERGIA LIMPA ENERGIA LIMPA ENERGIA LIMPA ENERGIA LIMPA



Queremos energia limpa dos ventos que o Oceano Atlântico sopra na nossa orla marítima, gerando qualidade de vida para a Região Sul de SC. Gerar energia limpa é o grande negócio do futuro, o empreendedor ganha e os usuários também.

A ONG Sócios da Natureza já solicitou a anulação da irregular licença emitida à USITESC, mas estranhamente as ‘’autoridades responsáveis’’ que deveriam defender os direitos constitucionais da população, infelizmente não o fazem, porque são adeptas do ultrapassado ciclo energético do carvão mineral, mesmo que contrariando o princípio da precaução e da prevenção.

A Região Sul de Santa Catarina não suporta mais tantos danos socioambientais causados pela exploração e queima de combustíveis fósseis. O maior problema no momento é que ninguém quer discutir outros intensos conflitos socioambientais na região e do Estado (mas do Belo Monte sim!!!).

Teria a NORMOSE tomado conta de todos os corações e mentes... Mas ainda resta a esperança nos técnicos da MME e EPE em não incluir a USITESC/440MW no leilão da ANEEL...



AOS INTERESSADOS

· A WOBBEN É UMA DAS MAIORES EMPRESAS DO MUNDO NA FABRICAÇÃO DAS TURBINAS DE GERAÇÃO EÓLICA E ESTÁ A ESPERA DE PROPOSTAS PARA SE INSTALAR ONDE TENHA VENTO, NO CASO EM QUESTÃO, A POTENCIAL ORLA MARÍTIMA DO EXTREMO SUL CATARINENSE.

· ALÉM DE NÃO POLUIR O MEIO AMBIENTE, O CUSTO DA ENERGIA EÓLICA AO CONSUMIDOR É BEM MAIS BARATA QUE A ATUAL ENERGIA SUJA E CARA FORNECIDA PELA JORGE LACERDA 856MW, DE CAPIVARI DE BAIXO, DE PROPRIEDADE DA MULTINACIONAL TRACTEBEL/SUEZ.

· ATÉ OS EUA, RÚSSIA E CHINA ESTÃO REDUZINDO A QUEIMA DE CARVÃO MINERAL PELO ALTO CUSTO AMBIENTAL E ECONÔMICO.


FRASE DA FILÓSOFA RUSSO-AMERICANA AYN RAND (JUDIA, FUGITIVA DA REVOLUÇÃO RUSSA QUE CHEGOU AOS EUA NA METADE DA DÉCADA DE 1920), MOSTRANDO UMA VISÃO COM CONHECIMENTO DE CAUSA.


“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.


PARTICIPAÇÃO DA ENERGIA EÓLICA NA MATRIZ NACIONAL PODE CHEGAR A 15% EM 2020, DIZ ASSOCIAÇÃO.
Texto publicado em 15 de Agosto de 2011 - Fonte: Agência Brasil


Rio de Janeiro - A participação da energia eólica (dos ventos) na matriz energética brasileira, que hoje está em 0,8%, deverá atingir 7% em 2020, conforme prevê o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDEE), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões, considera o número modesto.

Segundo ele, o setor pode ter participação, em 2020, de 15% na matriz energética. Para isso, de acordo com Simões, é necessária a realização de leilões exclusivos, além da busca do domínio tecnológico. “Com leilões exclusivos, você obtém ganhos de escala para que, quando os mercados tradicionais, como a Europa e Estados Unidos retomarem, você tenha uma indústria consolidada, para poder manter a competição dessa fonte.”

Ricardo Simões avaliou que a tendência é de expansão das energias renováveis no mundo, com destaque para a eólica. Ele acredita que os países têm de se preocupar com a sua independência energética.

“Não é bom ter o preço da energia variando ao sabor do mercado de commodities [produtos primários com cotação internacional ], como o petróleo e o gás natural.” Ele acrescentou que, à medida que existe uma preocupação mundial com o aquecimento global e a não emissão de gases de efeito estufa, a energia eólica “tem um destaque natural de ocupar cada vez um espaço maior na matriz de energia do mundo”.

Além das regiões Nordeste e Sul, onde é mais forte a presença de ventos e, em consequência, de usinas eólicas, estudos que vêm sendo feitos poderão apontar, “em futuro breve”, o estado de Minas Gerais como um novo potencial a ser explorado, informou Ricardo Simões.



Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, 23 de agosto de 2011

(48 / 9985.0053)



Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com

(Publicado todas terças na contra-capa do jornal OTEMPO DIÁRIO)

21 agosto, 2011

FIXAÇÃO DA BARRA / FOZ DO RIO ARARANGUÁ - FCMCG E O FÓRUM SUL DO CLIMA





Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 16 de agosto de 2011
(48/ 9985 0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças na contra-capa do jornal OTEMPO DIÁRIO)


PROJETO DE FIXAÇÃO DA FOZ / BARRA FOI APROVADO PELA CEF (Audiência Pública será dia 04/10/2011).
Projeto de Engenharia da Obra de Fixação da Foz (barra) do Rio Araranguá foi aprovado pela Caixa Econômica Federal - CEF no valor de R$ 28 Milhões para a Prefeitura de Araranguá, conforme demanda do Ministério das Cidades, indicada pelo Eng. Leodegar Tiscoski, Secretário Nacional de Saneamento Ambiental, em 2009, oriunda de verba que seria destinada apenas as cheias da bacia do Vale do Itajaí, mas prevaleceu a presença de um sul catarinense no local certo e na hora certa para obter esta histórica conquista. Um grande passo foi dado pela pertinência e insistência da Administração Municipal no atendimento e cumprimento da burocrática e institucional exigência para assim avançar no processo de licenciamento do EIA-RIMA junto ao IBAMA.
O Projeto Executivo de Engenharia aprovado pela CEF foi atualizado recentemente para atender as exigências do órgão licenciador e financiador da obra. Possivelmente no início de outubro próximo haverá a Audiência Pública promovida pelo IBAMA. Tudo está transcorrendo conforme previsto e defendido por nós desde 1999, quando lançamos documento apontando a fixação apenas com molhes, através de projeto de engenharia conforme elaborado pelo INPH em 1993.
Em visita a FAMA no dia 08 deste, o prefeito Mariano Mazzuco assegurou que no local onde os técnicos propõem a fixação dos molhes estará viabilizada, aos pescadores de Ilhas, o acesso ao mar com suas embarcações. Mencionou o exemplo da fixação do Rio Mampituba na divisa com Torres, ‘’que o braço de rio original não morreu’’. A fixação causará imensos impactos ambientais no estuário do Rio Araranguá, que deverão ser mitigados e compensados, porém trará benefícios aos pescadores nativos que poderão ‘’de forma ordenada desenvolver a atividade’’ e ao ecoturismo regional náutico que será possibilitado pela excelência em navegabilidade do Rio Araranguá, além de proporcionar a possibilidade de minimizar os impactos das cheias que tantos transtornos causam a população do sul de Santa Catarina.

FÓRUM CATARINENSE DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E GLOBAIS - FCMCG e a proposta de criação do FÓRUM CLIMÁTICO DO SUL DE SC.
Participamos da segunda reunião anual do FCMCG nas dependências da CIDASC, em Fpolis, agora sob a coordenação da nova Secretária Executiva Adriana Nunes da FATMA e a Presidência com o Secretário de Estado Paulo Bornhausen. Assistimos inicialmente a palestra sobre ‘’O IMPACTO DAS POLÍTICAS DE CLIMA SOBRE A COMPETIVIDADE DA INDÚSTRIA NACIONAL’’ conduzida pelo Sr. Shelley de Souza Carneiro, representante da Confederação Nacional da Indústria - CNI e a apresentação da paranaense Rosana Castela Bara, do Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas.
Nossa primeira manifestação direcionada ao Shelley Carneiro foi para discordar com a comparação que fez sobre a geração eólica para uma siderúrgica, que pode não garantir o abastecimento de energia numa eventual falta de vento. Esta deficiência de geração eólica é compensada pelo sistema integrado nacional (ONS), da mesma forma que pode ocorrer com uma usina hidrelétrica em época de estiagem ou uma solar pela ausência de raios solares, porém deficiência maior ainda é o imenso impacto ambiental que uma usina térmica a carvão causa ao meio ambiente e que não existe uma efetiva compensação.
Também cobramos mudanças da poderosa CNI em relação as emissões de gases efeito estufa na indústria nacional, que não pode mais ficar apenas no discurso que deve produzir energia para gerar divisas e emprego para atender a necessidade atual do desenvolvimento, mas que implante programas que venham a garantir o atendimento também as futuras gerações, mantendo a biodiversidade em equilíbrio. Se a CNI tem um departamento de inteligência deve procurar garantir que a redução dos gases atinja os percentuais de 36,1% e 38,9% até 2020. As térmicas no Ceará, Maranhão e Pará com carvão importado estão na contramão da história, mas principalmente no sul de SC, região que coincidentemente ocorre eventos extremos com a violência das águas e dos ventos, como o furacão Catarina...
A apresentação da Rosana Bara não nos surpreendeu, pois já sabíamos do avançado estágio do Fórum do Paraná do qual era coordenado eficazmente pela Manyu Chang. Ainda não tínhamos conhecimento do projeto BIOCLIMA que pretende implementar vários programas e um fundo não-oficial para as mudanças climáticas. Perguntamos a Bara sobre o relacionamento com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas - FBMC com o intuito de provocar discussão sobre a atuação do mesmo, do qual já participamos de várias reuniões em BSA e RJ onde dá a impressão que as mudanças climáticas só ocorrem e acontecem nas regiões norte e centro oeste, pois a coordenação direciona todas as suas ações a Amazônia, foi quando fiz a comparação supondo o furacão ter ocorrido no Rio de Janeiro ou na Amazônia, que teria uma outra dimensão em termos de preocupação e divulgação.
....quando então resultou numa proposta de promover a união dos três estados do Sul (SC, PR, RS) como forma de fortalecer nossas demandas regionais que são extremamente significativas. Entreguei o convite para o III EFAMuC e propus a realização da última reunião ordinária anual paralela com o evento de Araranguá, atendendo assim o espírito de descentralização e mais dinâmica ao FCMCG.
Após a reunião tive uma longa conversa com o professor Carlyle da UNESC, quando sabiamente lembrou que o termo correto deveria ser ‘’débito de carbono’’ e não crédito como vem sendo utilizado, comentou também sobre a inexistência de uma legislação brasileira específica para a emissão de CO² pelas térmicas e outras fontes, quando comentei que havia tentado convencer o ‘’CONAMA’’ a criar uma resolução abordando estes aspectos, porém não obtivemos nenhuma avanço significativo, além da realização de um seminário sobre a Matriz Energética Brasileira e a reativação da CT das Atividades Minerárias e Energéticas. Nesta produtiva conversa surgiu a idéia de se criar o Fórum de Mudanças Climáticas da Região Sul de Santa Catarina, do qual levaremos a proposta ao FDESC.
De acordo com a ‘’Ata de 12/05/11, ‘’uma das prioridades do FCMCG para este ano seria fazer o inventário de gases de efeito estufa e rever a legislação existente’’.
A não participação do Presidente nas duas primeiras reuniões de certa forma pode desestimular os integrantes do FCMCG e comprometer a motivação pela busca dos avanços necessários. Podemos estar enganados, mas as Câmaras Temáticas parecem não estarem adequadamente organizadas, tanto é que não recebemos nenhuma mensagem de convocação para reunião das mesmas. É imprescindível que possibilitem o mais rápido possível a promessa de mais acentos a sociedade civil organizada, como ONGs ambientalistas e Movimentos Sociais afetados pelas tragédias do clima, como forma de dar paridade e legitimidade a formação do FCMCG. Concordamos com a forista que sugeriu o nome da Defesa Civil Estadual para integrar o FCMCG, porém enfatizamos que não apenas como um simples membro, mas sim de ter um papel de destaque na coordenação do FCMCG, tipo uma vice-presidência.

13 agosto, 2011

CIDADANIA AMBIENTAL 09.08.11 - Tadeu Santos


Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 09 de agosto de 2011

(48 / 9985.0053)



Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com

(Publicado todas terças no jornal OTEMPO DIÁRIO)




SUGESTÃO PÚBLICA

Sempre que passo pela praça triangular do ‘’Relógio do Sol’’ na Cidade Alta, único que conheço, imagino toda cheia de flores coloridas sob árvores e super iluminada a noite para deslumbrar os visitantes que ali passam para se dirigir ao centro ou ao esplendoroso litoral araranguaense privilegiado com o Morro dos Conventos e a foz do rio Araranguá. Já sugeri a um empresário que iniciou seu comércio de frente para a praça, uma parceria pública/privada para adotar este importante e estratégico espaço urbano, promovendo as melhorias sugeridas naturalmente que com o devido crédito através de projeto anunciado e aprovado pelos órgãos competentes da administração municipal, para que então sirva de exemplo a outros que tenham interesse em contribuir com o embelezamento e manutenção dos espaços públicos do nosso município, como por exemplo a margem do Rio Araranguá junto a Rua Rui Barbosa ou a iluminação das falésias.



REUNIÃO IRIAAC / VACEA / AVEC NA IF-SC EM FPOLIS

Dia 05/08 participei de reunião nas dependências do IF-SC, no qual fiz o curso de Técnico em Edificações no início da década de 70, quando era denominada de ETEFESC e mantinha alunos do interior do estado em internato com refeições gratuitas (aguardem que um dia ainda produziremos um filme sobre esta época da ditadura militar). Voltando a reunião do AVEC, do qual fui acompanhando da educadora Sung Lin e do Prof. Maurício Dalpiaz do IF-SC de Araranguá e que foi coordenada pelo Prof. Daniel Silva da UFSC, informo que a coordenação do projeto acenou positivamente como parceiro na realização do III EFAMuC, programado para os dias 22 e 23 de novembro de 2011. Como a sede do AVEC no Brasil será em Araranguá, outros desdobramentos benéficos surgirão com os programas de fortalecimento ao produtor agrícola, perante os impactos dos eventos do clima, e a implementação de cursos de especialização e pós graduação em mudanças climáticas integrados com o Observatório do Clima, além da Biosfera Catarina.



AGORA DESCOBRIRAM MOLÉCULAS DE OXIGÊNIO NO ESPAÇO

Pela primeira vez, 230 anos desde a descoberta do elemento, moléculas de oxigênio foram encontradas no espaço pelo telescópio Herschel, da Agência Espacial Européia. Átomos individuais de oxigênio são comuns no espaço, mas até agora não havia sido comprovada a existência de moléculas do gás. Já tinham sido descobertos átomos deste elemento antes, tanto que a nota de divulgação da Nasa explica que embora átomos individuais de oxigênio sejam comuns no espaço, particularmente ao redor de grandes estrelas, o oxigênio molecular, aquele que respiramos aqui na Terra, ainda não havia sido encontrado no espaço. Cada vez mais me fascina o enigmático Universo e cada vez mais acredito na possibilidade de vida em outros planetas.



TUDO TEM SEU TEMPO

Em 2001 numa entrevista coletiva que concedíamos ao Adelor Lessa sobre as vantagens do desvio da Duplicação da BR-101 em Araranguá, um político tentou desqualificar o documento que continha as justificativas do movimento socioambiental, no qual havia sido encaminhado a missão do BID numa reunião no Araranguá Tênis Clube - ATC. O jornalista perguntou se ele conhecia o teor do documento quando para sua surpresa o mesmo respondeu que não, mas de qualquer forma iria entrar com um projeto em Brasília para acabar com as ONGs. No final de 2009, fomos convidados a participar de um debate no auditório da ACIC em Criciúma, sobre o Código Ambiental e Florestal com a presença de um também renomado político, no qual ficou o tempo todo tentando desqualificar as ONGs Ambientalistas.



TUDO QUE NÃO PRESTA VAI PARA O RIO...

A cada enxurrada que chega ao Rio Araranguá infelizmente trás toneladas de entulhos e outros materiais que deixaram de ser interessantes aos humanos que vivem a montante dos afluentes da bacia hidrográfica. Além dos resíduos do carvão e do agrotóxico que são em grande parte imperceptíveis, existem agora até equipamentos eletrônicos como um monitor de computador flagrado às margens do Rio Araranguá. Cada município da bacia deveria implementar programas de coleta de lixo eletrônico, ou seja, coleta seletiva para tudo. Seja educado, se qualquer equipamento ou objeto não mais interessa ao seu consumo jogue-o no lixo ou procure orientação dos órgãos responsáveis pela proteção do meio ambiente, como a FAMA em Araranguá.



BADERNA SONORA VAI TER QUE ACABAR

A poluição e a baderna sonora nas vias públicas estão com os dias contados em Araranguá, agora os criminosos infratores terão que respeitar a legislação na marra porque podem ter seus veículos irregulares apreendidos e até serem presos de acordo com o artigo 42 da lei de Contravenções Penais:

Ø Quem gosta de escutar ‘’gênero musical preferido’’ em alto volume, que então coloque fone de ouvido tanto em casa quanto dentro do carro.

Ø Quem adora ruído de descarga aberta procure os locais de competição esportiva onde são permitidos pela legislação.

Ø Quem quiser divulgar seus produtos que utilize rádio e a TV e respeite o direito dos outros que não tem que estar todos os dias ouvindo propaganda de determinada loja de forma tão insistente quanto a propaganda nazista imposta por Goebbels na 2ª Guerra Mundial.



CURTO, BONITO E SÁBIO (Pérolas da Internet)
Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
- E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.



"A vida na Terra é somente uma passagem...
No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente,
e esquecem-se de ser felizes."

"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA..."

02 agosto, 2011

SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DO CONSEMA EM ARARANGUÁ

Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 02 de agosto de 2011
(48/ 9985 0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado todas terças no jornal OTEMPO DIÁRIO)

1º SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DO CONSEMA EM ARARANGUÁ
(breve relato comentado)


Participamos do 1º SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DAS FUNDAÇÕES E CONSELHOS MUNICIPAIS DE MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SANTA CATARINA, realizado no Cetrar em Araranguá, nos dias 27 e 28 de julho de 2011. Registramos nossa participação na lista de presença como pertencente à Fundação Ambiental do Município de Araranguá - FAMA, mas fizemos nossas manifestações como integrantes do Conselho Ambiental do Município de Araranguá - COAMA pela ONG Sócios da Natureza - ONGSN, já que toda a equipe da FAMA estava presente (Leme, Robson, Cris e Mônia) sob a coordenação do Superintendente Paulo Sergio Simon, com também estava participando pelo COAMA o Presidente Saulo de Luca. Presentes, também, representantes da Procuradoria e da Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal de Araranguá.

Na abertura do evento destacamos a presença de autoridades como o Prefeito Municipal Mariano Mazzuco, o Tenente Jônatas Davi de Souza Comandante da Polícia Ambiental de Maracajá, o representante da 22ª SDR, Moisés Tomasi e a Secretária Executiva do Conselho Estadual de Meio Ambiente – CONSEMA, Myrna Swoboda Murialdo, entre outras.

A primeira palestra coube ao representante da FATMA de Florianópolis que inicialmente utilizou o significativo exemplo das primeiras aglomerações de humanos andantes/viajantes que passaram a fixar-se em locais estratégicos, geralmente próximos a cursos d’água para erguerem suas tendas e a partir desta decisão iniciou-se a formação de vilas e cidades. Sem nenhum planejamento de saneamento básico, muitas doenças surgiram neste período da história da humanidade. Passaram-se séculos para que percebessem a necessidade de criar instalações sanitárias e cuidados com a qualidade da água utilizada no consumo.

Gostei do exemplo citado acima, mas contestei a comparação utilizada para remontar a atuação dos ambientalistas em décadas passadas que eram taxados de maconheiros e loucos, que hoje são técnicos aperfeiçoados na defesa do meio ambiente. Nada tenho contra maconheiros e loucos, mas acho que a comparação do palestrante foi de certa forma descabida, pois tenta dar um sentido pejorativo ao ambientalista que ainda atua como tal, tanto que falei ao próprio quando veio me procurar. Comentei que havia entendido a boa intenção dele, mas que deveria utilizar outros adjetivos para classificar os ambientalistas de ontem (e de hoje), como exagerados e visionários, por exemplo. E ainda bem, porque senão o caos ecológico certamente estaria bem mais avançado não fossem as denúncias e alertas emitidos pela comunidade ambientalista e ele também não estaria ali palestrando, pois tanto a FAMA quanto o COAMA resultaram de uma insistente e persistente iniciativa nossa.

Oportunamente utilizei o microfone para comentar a indignação existente na população catarinense contra a atuação da FATMA, divulgada em pesquisas de opinião pública, tanto pela emissão de licenciamentos irregulares quanto pela omissão na fiscalização, quando deveria ser exemplo às fundações municipais. Diferentemente do CONSEMA que é referência nacional de competência, integridade e de atuação, tanto é esta aproximação com os Conselhos e Fundações Municipais, do qual a equipe da Secretaria Executiva já esteve aqui na região três vezes neste ano.

A coordenação dos trabalhos foram brilhantemente conduzidos pela Myrna e sua equipe (Livia, Bruno e Katia), do qual destacamos a convidada palestrante Cristiane Casali, da ANAMMA e da FUJAMA de Jaraguá do Sul, que demonstrou vasto conhecimento e domínio dos temas debatidos.

Na conclusão do seminário apresentamos uma proposta denominada CARTA DE ARARANGUÁ contendo as reivindicações e demandas levantadas e debatidas durante os dois dias e uma MOÇÃO de menos teor, mas de conteúdo mais político a ser enviado a Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados, Governo do Estado de Santa Catarina e para o Senado Federal por abordar sugestões ao PL do Código Florestal.
OBS. Outras significativas demandas foram incluídas pelos presentes, porém não as anotamos, mas tão logo o documento seja lapidado publicaremos no nosso blog.

CARTA DE ARARANGUÁ
(incompleta)

Os participantes do 1º SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DAS FUNDAÇÕES E CONSELHOS MUNICIPAIS DE MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SANTA CATARINA, realizado no Cetrar em Araranguá, nos dias 27 e 28 de julho de 2011, a partir das legítimas contribuições dos seus respectivos representantes, recomendam às autoridades competentes a adoção de medidas que venham facilitar a dinâmica das fundações e dos conselhos municipais, no que diz respeito a devida aplicação da Legislação Ambiental no cumprimento de suas funções e obrigações.
I - Qual a legislação que deve ser aplicada nas questões que envolvem Áreas de Preservação Permanente APP, a estadual nº 14.675/2009 do Código Ambiental ou a federal nº 4.771 do Código Florestal Brasileiro ainda em vigência.
II – Como equacionar questões relacionadas aos conflitos de interpretação da legislação no que diz respeito a ocupação do solo em áreas costeiras e de expansão urbana que dizem respeito aos planos diretores por exemplo.
III – Que o valor depositado no FEPEMA seja distribuído as Fundações Municipais para o fortalecimento de sua infra-estrutura...
IV – Que é preciso mais investimento nas Fundações Municipais, como a contratação de técnicos concursados para a mesma exercer o poder de decisão e soberania instituído constitucionalmente pelo SISNAMA.
V – Que os TAC promovidos pela justiça têm favorecido mais ao degradador do que a natureza agredida.
VI – Queremos o CONSEMA ainda mais fortalecido para defender os interesses dos Conselhos e Fundações Municipais e da FATMA, como também buscar o equilíbrio ecológico junto as outras esferas governamentais administrativas e jurídicas.
VII - A proposta do PL 1876/1999, aprovado na Câmara dos Deputados, está voltado apenas às questões rurais e não apresenta proposta a ocupação de mata ciliar em áreas urbanas, por exemplo.

OBS. Somente articulados, demonstrando espírito participativo e atuante, é que podemos expor através de documentos bem fundamentados que as Fundações e os Conselhos Municipais de Meio Ambiente poderão influenciar beneficamente na elaboração das Políticas Públicas deste Estado e deste País.

Ao final a Myrna utilizou a nossa mensagem do parágrafo acima para encerrar o evento e passou a palavra ao Paulo Simon como ‘’anfitrião’’ das 20 Fundações e Conselhos presentes para fazer as considerações e agradecimentos finais.

25 julho, 2011

PAELLA E IDÉIAS - AMY WINEHOUSE THE VOICE

Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 26 de julho de 2011
(48/ 9985 0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
www.tadeusantos.blogspot.com


PROJETO/PROPOSTA:
ADOÇÃO PARA PROTEÇÃO DA MATA CILIAR DA MARGEM DO RIO ARARANGUÁ CONTÍGUA À RUA RUI BARBOSA.

Inspirados no exemplo de proteção da Mata Ciliar da faixa do Rio Araranguá que margeia a frente da sede da empresa União, estamos elaborando projeto de proteção e conservação da Mata Ciliar da margem contígua à Rua Rui Barbosa, objetivando a manutenção e conservação da vegetação nativa e evitar possíveis desmoronamentos das margens. A proposta envolve as seguintes etapas:

• A implantação de placas com informações e educação ambiental;
• A implantação de lixeiras seletivas;
• A implantação de sistema de iluminação com distribuição subterrânea;
• A colocação de bancos/assentos em locais adequados;
• Ampliação da calçada sobre a área da pista, porém permanecendo duas pistas, mas apenas com 6 metros de largura cada uma, induzindo a redução da velocidade no trecho.
• O licenciamento de um ancoradouro público para embarcações e pesca coletiva.

Porém a proposta para avançar precisa de procedimentos como os citados abaixo:
1. A ELABORAÇÃO DE UM PROJETO (Mapa com inventário da flora, importância da preservação, extensão, área quadrada, histórico de desmoronamento, utilização pública para lazer, pesca e acesso a embarcações)
2. ENCAMINHAR A FAMA / COAMA / PMA
3. ENCAMINHAR AO MPF PARA APRECIAÇÃO
4. BUSCAR PARCERIA PRIVADA PARA IMPLANTAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS.


PAELLA E IDÉIAS
Encontro memorável e histórico na residência de um criativo e singular cidadão, que abençoadamente adotou Araranguá para viver com sua esposa e filhos desde 2008, com o objetivo de promover um saudável entrosamento entre pessoas de Araranguá (grande parte pertencentes a uma rede de coletivos com atuação local e por este mundo a fora). Nesse momento, reservo-me ao direito de não citar nomes, apenas adiantar que a intenção do encontro foi e seguirá sendo em encontros futuros provocar pautas com agendas positivas e assuntos de conteúdo sociocultural, tais como cinema, teatro, música, cidadania social, ecologia e cultura em geral. Os assuntos que surgiram no encontro foram resultantes de uma tempestade de brilhantes idéias e gratificantes experiências. O grupo presente, de 25 pessoas de diversas formações, saboreou uma deliciosa paella elaborada pelo anfitrião e regada a vinho, caipira e cerveja. Naturalmente que eu curti a verdinha Heineken depois de uns goles de caipira com cachaça fermentada no Morro do Conventos - diga-se a melhor cachaça que bebi até o presente momento. Tentando relembrar a dinâmica ocorrida nas quatro horas em que passamos na aconchegante moradia do anfitrião, nesse breve relato comentado, inicio enfatizando a conversa num pequeno grupo no canto da cozinha sobre o democrático e inovador Plano Diretor de Araranguá, com subsídios das Leituras Comunitárias, qualificando-o, até prova em contrário, como o mais avançado do Estado de SC em função da participação de segmentos organizados da sociedade civil e da Administração Municipal. Neste mesmo grupo também se comentou sobre o projeto internacional IRIAAC/VACEA de enfoque sócio - climático que terá como sede Araranguá para atuar na bacia hidrográfica do Rio Araranguá. Na sequência, para minha agradável surpresa, rolou o que mais me fascina que é a Sétima Arte, o Cinema. Partindo da feliz idéia do projeto Cine Avenida, que exibiu recentemente o controverso e clássico ‘’Laranja Mecânica’’ do Kublick e na próxima terça o ‘’Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’’ do Woody Allen, no auditório do CDL, no centro, surgiu um extraordinário cinéfilo conhecedor do cinema da década de 40, 50, 60,70, 80, 90 e atual do qual eu ainda não o conhecia e que se juntou a outro cinéfilo do qual já sabia ser um admirador da Sétima Arte. A troca de figurinhas só foi interrompida para dar início a apresentação da razão pelo qual estava acontecendo o encontro que era debater a importância da conectividade da rede ‘’Coolmeia – Idéias em Cooperação’’. Essa rede trabalha para promover o bem comum através dos princípios de cooperação, apoio mútuo, solidariedade, justiça social e sustentabilidade, conforme definição do anfitrião. Numa próxima oportunidade abordaremos o teor das propostas e contribuições apresentadas pelo grupo. Esta noitada simbolicamente representou a beleza da amizade construtiva, harmônica, participativa e democrática que esperamos e que seja repetida para o aperfeiçoamento de todos nós, nesta pequena aldeia em que vivemos chamada carinhosamente de Araranguá!

OBS. Revi depois de anos o filme ‘’Annie Hall’’ traduzido ao meu ver de forma inadequada para ‘’Noivo Neurótico Noiva Nervosa’’, na sessão de terça do CINE AVENIDA, no auditório do CDL, com a presença de um pequeno, mas seleto grupo de pessoas que gostam de cinema. O cinema é a arte das imagens em movimento enriquecida com o áudio da trilha sonora e das falas baseada num roteiro adaptado ou original que instiga o expectador a fazer um auto debate ou conversar com outras pessoas sobre a história do filme. A proposta do Cine Clube Avenida é a de proporcionar este debate após a exibição de todos os créditos da produção.

COPA AMÉRICA
Do jeito que está o Brasil nunca mais ganhará uma Copa do Mundo por causa do excesso de estrelismo e individualismo dos jogadores brasileiros que só pensam em si, além de entrarem em campo com cortes de cabelo de puro exibicionismo e outras palhaçadas.

AMY WINEHOUSE – ‘’THE VOICE’’
Como as aparências enganam, pois eu tinha um outro conceito sobre a Amy Winhouse. Digo isto porque a mídia me apresentou uma cantora extravagante, independente e drogada. Após a sua morte que ouvi a sua marcante voz parecendo rouca de audível e raro brilho nos dias atuais. Sua performance musical de melodia é incomparável com os fabricados bonecos metidos a cantores sem voz de artista, principalmente no Brasil, que onde conseguiram estragar o gênero sertanejo e o samba. Uma pena a precoce morte da louca Amy como foi a da inesquecível Janis Joplin!

20 julho, 2011

ALTHOFF E SCHMIDT NA 22ª SDR - MUDANÇAS CLIMÁTICAS E III EFAMuC

Tadeu Santos na Cúpula do Mercosul em Salvador

RELATO COMENTADO DA REUNIÃO COM SECRETÁRIO ALTHOFF E SCHMIDT NA 22ª SDR, NO DIA 15/07/11.


A população da região constituída pelos municípios que compõem a bacia hidrográfica do Rio Araranguá e Mampituba (parte catarinense) foi agraciada com a atenção dispensada pelo Secretário Geraldo Althoff e Heriberto Schmidt, atendendo solicitação da ONG Sócios da Natureza de apoio a realização do III EFAMuC, em novembro de 2011. Solicitação esta formalizada ao Schmidt em uma reunião com técnicos da JICA no final de junho deste, que coincidentemente foi o Secretário Althoff que oportunamente comentou haver viabilizado a vinda dos mesmos ao Sul. Registrando que participamos da citada reunião a convite do Ernani Palma Ribeiro, diretor do SAMAE e da Defesa Civil.

Na ocasião ao solicitarmos o apoio da 22ª SDR, o Secretário Schmidt comentou que iria convidar o ex-senador para vir a Araranguá, quando então reavaliamos o empenho demonstrado pelo Secretário, ampliando o foco para tornar ainda mais abrangente a visita do Secretário de Estado a região epicentro do furacão Catarina. O encontro com Secretário Althoff e Schmidt cumpriu uma agenda positiva, pois possibilitou a exposição da vulnerabilidade da região frente aos eventos extremos do clima, desde a violência das águas quanto a violência dos ventos. Criamos, então, uma espécie de mesa redonda para a apresentação dos principais conflitos relacionados às adversidades e mudanças climáticas, do mesmo modo também os projetos e obras em andamento na região, que de uma forma ou de outra tem alguma relação com o desequilíbrio do clima.

Temática que precisa ser encarada com coragem, seriedade e muita preocupação pelos gestores públicos e pela sociedade civil, afinal nada podemos fazer para evitar a ocorrência dos eventos extremos do clima, mas podemos reduzir a frequência e intensidade e minimizar seus impactos negativos, com programas de prevenção e adaptação, tanto para aliviar o sofrimento dos atingidos como para evitar prejuízos materiais, além de criar sistemas de alerta precoce para doenças infecciosas que certamente virão com os desdobramentos do aquecimento global.
OBS. Nesse sentido, as ações apontadas pelo IPCC e outros documentos se referem à medidas de mitigação (medidas para diminuir as emissões de GEE), ficando a adaptação como medidas de ajustamento para redução da vulnerabilidade e prejuízos. Também avaliar profundamente medidas que explorem os eventuais benefícios que as mudanças climáticas possam surtir.

O elogiável espírito democrático e participativo do Secretário Heriberto Schmidt permitiu que nós, como solicitantes e representantes dos interesses da sociedade civil na preservação da natureza e na busca de uma melhor qualidade de vida à população da Região Sul, conduzíssemos a apresentação ao Secretário de Estado Geraldo Althoff e demais presentes, do qual seguimos uma pauta previamente agendada, iniciando com:

1. Apresentação de um breve histórico do regime climático da região da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá e Mampituba desde 1974, destacando a tragédia do Natal de 1995 e que a partir da década de 2000 a região passou a sofrer não apenas com a violência das águas, mas também dos ventos com o furacão Catarina – o primeiro do Atlântico Sul e que teve seu epicentro na região de Araranguá, município intensamente atingido mas que está reagindo para minimizar os impactos destes fenômenos e adversidades do clima.

2. Apontamento das ações e projetos relacionados aos fenômenos naturais, adversidades e mudanças climáticas em andamento ou concluídos na região:
• Elaboração do ‘’Plano de Bacias’’: a maneira mais adequada de disciplinar o uso dos recursos hídricos pelo CGBHRA com recurso do Banco Mundial.
• Implantação do Grupo Técnico Científico GTC coordenado pela FAPESC na região, para proceder a avaliação e identificação das causas e efeitos das medidas preventivas às catástrofes naturais de Santa Catarina em operação apenas na região do Vale do Itajaí.
• FCMCG x FBMC: Estâncias legítimas de discussão das políticas climáticas e Fórum de ONGs.
• Planos Diretores, GERCO e Projeto ORLA – Quando bem conduzidos podem ser benéficos aos ecossistemas e a biodiversidade.
• Pró-Comitê do Rio Mampituba – A ANA passou a responsabilidade de implantação aos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
• USITESC – Mais impactos socioambientais com a exploração e emissões de gases efeito estufa com a queima do carvão mineral.
• Implantação das Unidades de Conservação (UC) da AMESC e GEOPARQUE. A conservação de ecossistemas proporciona mais equilíbrio ecológico...
• Barragem Rio do Salto – Exemplo de obra que poderá servir como contentora de cheias.
• Defesa Civil de Araranguá – Três exemplares comportas contém cheia e outras ações (Incluir Araranguá na Campanha da ONU).

Apresentação com comentários complementares:

• Estações Meteorológicas distribuídas na Bacia do Rio Araranguá, eficientes dispositivos que tem seu monitoramento através da inovadora tecnologia social, possibilitando a participação do cidadão. Implantadas pela Epagri / UFSC e apresentada pelo presidente do Comitê Araranguá, Antônio S. Soares.
• Fixação da Foz do Rio Araranguá pelo Prefeito Mariano e engenheiro Leonardo Tiscoski, quando o chefe do executivo municipal propôs ao Estado uma parceria no processo de acompanhamento da obra, que requer muitos recursos pela magnitude e importância estratégica e benéfica a região.
• Projeto IRIAAC / VACEA / UFSC: apresentação pela educadora Chen Lin, enfatizando a importância deste avanço conquistado, com o objetivo de melhorar a compreensão da vulnerabilidade das comunidades rurais e indígenas frente às mudanças na variabilidade climática, na frequência e na intensidade dos eventos climáticos extremos, bem como envolver instituições de governança no fortalecimento de suas capacidades adaptativas para reduzir as vulnerabilidades das comunidades locais.
• Realização do III EFAMuC em 22 e 23 de novembro próximo, objetivando proporcionar informações e discussões com especialistas. A população afetada pelas tragédias climáticas ainda necessitam de respostas para reduzir o pânico que os eventos extremos causam nas pessoas menos protegidas (Observatório do Clima e Biosfera de Araranguá ou Catarina, proposta ‘’Eólica’’, exibição do vídeo II EFAMuC), apresentada pelo ambientalista Tadeu Santos.

A representatividade da reunião ocorrida na 22ª SDR foi extremamente significativa, com a presença de representantes da PMA, Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá - CGBHRA, AMESC/FDESC, Defesa Civil de Araranguá, FAMA, UFSC, IF-SC, Projeto IRIAAC-VACEA e da ONG Sócios da Natureza, numa espécie de mutirão pela cidadania e sustentabilidade da região. Alguns representantes fizeram oportunas e pertinentes colocações, destacando o diretor da Defesa Civil Ernani Palma Ribeiro, o representante do IF-SC Mauricio Dalpiaz e o Sergio Peters da UFSC.
OBS. Sentimos a ausência das três autoridades convidadas que infelizmente não puderam comparecer: O Vice Prefeito Sandro Maciel, o Secretário de Administração Daniel Viriato Afonso e o Supervisor da CEF Wanderley Q. Gomes.

Após ouvir atentamente todas as colocações o Secretário Althoff fez suas considerações finais prometendo estudar o desenvolvimento das demandas apresentadas, todas relacionadas aos aspectos da prevenção e da adaptação e em face da importância do III EFAMuC. Comentou que apoiará a realização do mesmo, além de garantir presença na moderação de um painel sobre Políticas Públicas voltadas a questão climática. Concluindo, o Secretario Regional Heriberto Schmidt reafirmou seu compromisso de apoio ao evento e as demandas apresentadas, agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a produtiva e histórica reunião.


"Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos preocupados e comprometidos
possa mudar o mundo; de fato é só isso que o tem mudado".
Margaret Mead, antropóloga.


Sócios da Natureza

12 julho, 2011

O INTENSO CONFLITO SOCIOAMBIENTAL DO SUL DE SANTA CATARINA,

Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 12 de julho de 2011
(48/ 9985 0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
www.tadeusantos.blogspot.com




‘’DESABAFO’’
O INTENSO CONFLITO SOCIOAMBIENTAL DO SUL DE SANTA CATARINA, CAUSADO PELA ATIVIDADE CARBONÍFERA, PELO QUE SE PERCEBE NÃO MAIS INTERESSA AO RESTO DO PAÍS.
A declaração infelizmente é cruel, mas verdadeira. Não fosse a pertinência da coordenação da ONG Sócios da Natureza (ONGSN), o assunto estaria totalmente fora de pauta em todas as esferas, que de uma forma ou de outra tem abordagem ambiental, mesmo com o inconveniente título de 14ª região mais poluída do Brasil, por causa da poluição do carvão mineral de acordo com decreto federal nº 85.206 de 1980, mesmo ano de fundação da ONGSN, criada justamente para combater a intensa poluição causada por esta atividade.
Na verdade os malefícios causados pela exploração, beneficiamento e queima do combustível fóssil carvão mineral nunca interessou muito aos órgãos governamentais responsáveis pelo controle e fiscalização da poluição, enquanto que o lucro gera atenção da mídia, por exemplo, que por sua vez seduz políticos, governantes e demais autoridades que decidem, que determinam e que aprovam a famigerada atividade, apesar de tudo.
Não encontramos apoio nem mesmo nos coletivos ambientais que reúnem o universo das médias e grandes ONGs deste país, pois os mesmos estão voltados apenas ao Bioma da Amazônia, principalmente aos projetos das grandes hidrelétricas. Interessante observar que até ONGs ambientalistas da região Sul também demonstram estar preocupadas apenas com as hidrelétricas da Amazônia, quando as térmicas a carvão do Sul são bem mais impactantes e maiores responsáveis pela emissão de gases efeito estufa.
Três bacias hidrográficas (Araranguá,Urussanga,Tubarão) com seus rios contaminados/inutilizados, apresentando alta acidez com baixíssimo pH, não permitem Vida em seus cursos d’água; Os rejeitos piritosos misturados com a terra a tornam improdutiva para qualquer cultivo; A Mata Atlântica também não resistiu, pois foi destruída pela ganância; O ar está comprometido no entorno da mega usina Jorge Lacerda, com os gases que também provocam a traiçoeira chuva ácida, num raio de até 300 km, conforme a dinâmica dos ventos; Ações Judiciais e TAC de nada adiantam contra o poderoso lobby do carvão mineral, tanto que existe até uma atuante Frente Parlamentar Pró-Carvão no Congresso Nacional.
Neste mesmo cenário ocorrem eventos extremos provenientes da violência das águas e dos ventos, como enchentes catastróficas (também com mega-desmoronamentos) e assustadores ciclones extra-tropicais e tornados, por exemplo, situação única no país, tanto que a região foi o epicentro do furacão Catarina – o primeiro do Atlântico Sul.
A indiferença manifestada mesmo pela população afetada parece ter aprendido conviver com o caos ecológico ou que tudo isto faz parte das suas vidas, como o mineiro que tem que trabalhar embaixo da terra para então sobreviver sobre a mesma com a pneumonoconiose, doença que adquire com a poeira do pó negro num ambiente de alta insalubridade, ou seja, pior que escravidão, pois vende sua vida por uma insignificante aposentadoria após 15 anos de trabalho. Toda esta desgraça social e ambiental persiste para exageradamente enriquecer os donos das mineradoras e gerar comprovadamente a fonte energética mais suja do planeta Terra, além de contribuir com as queimadas da Amazônia e o ameaçador e preocupante aquecimento global.

QUANDO DENUNCIAMOS QUE EMPREITEIRAS ‘’DEITAM E ROLAM’’ COM AS OBRAS DE RODOVIAS FEDERAIS, AGORA SÃO TAMBÉM COM AS FERROVIAS. O TCU, MP E A POLÍCIA FEDERAL DEVERIAM MANDAR PRA CADEIA TODOS OS QUE DESVIAM RECURSOS PÚBLICOS PARA BENEFICIAMENTO PRÓPRIO, EM DETRIMENTO DE OBRAS DEFEITUOSAS QUE MATAM USUÁRIOS, COMO A DUPLICAÇÃO DA BR-101 SUL. TALVEZ AGORA SE EXPLIQUE PORQUE O DNIT/MT EVITOU VIR A ARARANGUÁ APRESENTAR O PROJETO DO DESVIO À POPULAÇÃO CONFORME DETERMINA A LEGISLAÇÃO.

PONTE DA BARRANCA

A Administração Municipal anunciou que iniciará a obra da ponte da Barranca, resultando em dois benefícios públicos, primeiro porque valoriza a comunidade da Barranca – localizada em área de risco e segundo porque facilitará o acesso ao lado norte da rodovia BR-101. Com a construção da ponte fica decidida a definitiva permanência da comunidade no local, considerando que havia especulações acerca da ‘’evacuação ordenada’’ por se tratar de área de risco as inundações do Rio Araranguá. Como as comportas da Forquilha Grande e da Barranca impedem a inundação de enchentes com nível até 2.50 m de altura, só resta a Defesa Civil em parceria com a PMA, levar adiante a proposta de implementar o programa de prevenção orientando os moradores elevarem ou passarem a construir edificações com dois pisos.

ENCERRARAM AS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS DO PLANO DIRETOR E AGORA O RESULTADO DAS LEITURAS COMUNITÁRIAS APERFEIÇOADAS PELA LEITURA TÉCNICA, EM FORMA DE MINUTA, VAI PARA A PROCURADORIA DO MUNICÍPIO E ANTES DE IR AO PODER LEGISLATIVO, SERÁ APRESENTADA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA A TODA POPULAÇÃO ARARANGUAENSE. UM AVANÇO CONQUISTADO COM EXEMPLAR EXERCÍCIO DE CIDADANIA.
TEMAS/ASSUNTOS QUE GOSTARÍAMOS DE ABORDAR NAS PRÓXIMAS EDIÇÕES:

ESCULTURAS DE ARARANGUÁ: QUAIS SEUS SIGNIFICADOS?

 COLETA E TRATAMENTO DE ESGOSTO DE ARARANGUÁ – OBRA QUE FICARÁ OCULTA.

 UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: QUEM SERÁ O PRÓXIMO ADMINISTRADOR DAS COISAS PÚBLICAS DE ARARANGUÁ?

 VIA PÚBLICA É TAMBÉM PISTA DE COMPETIÇÃO? EM ARARANGUÁ TEM GENTE QUE ACHA QUE SIM, POIS FAZEM O QUE BEM ENTENDEM SEM IMPORTAR-SE COM A SEGURANÇA.

 A CELESC OU TELESC PAGAM AO MUNICÍPIO PELO USO DO ESPAÇO PARA IMPLANTAR OS POSTES DA REDE ELÉTRICA?

 MAIS ELOGIOS A ‘’EXPOSIÇÃO MEMÓRIA VISUAL E MUSICAL’’ DO MUSEU DE HISTÓRICO DE ARARANGUÁ, PORÉM A CACHOEIRA EXPOSTA NÃO É DE ARARANGUÁ.

 AS VARIÁVEIS CONCEITUAIS DE VALORES ESTÃO NOS ASSUSTANDO E SURPREENDENDO NO DIA A DIA DE NOSSAS VIDAS...

05 julho, 2011

MAPA DE CONFLITOS E POTENCIALIDADES DE ARARANGUÁ

Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 05 de julho de 2011
(48/ 9985 0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
www.tadeusantos.blogspot.com


MAPA DE CONFLITOS E POTENCIALIDADES DE ARARANGUÁ
O MAPA DE CONFLITOS E POTENCIALIDADES DO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ tem antes de tudo a função de registrar sistematicamente o atual estágio evolutivo do território do Município de Araranguá, sob um olhar socioambiental neste histórico início de década e milênio, mas principalmente de servir como um banco de dados/informações e referência à elaboração de trabalhos, programas e projetos, voltados à captação de recursos que visem à preservação ambiental dos recursos naturais e de compromissos com a melhora da qualidade de vida dos araranguaenses.
O momento é oportuno e propício em razão da dinâmica que passa Araranguá com a conclusão da duplicação da rodovia BR-101, a implantação da UFSC e IF-SC entre outros avanços na área educacional, da rede de coleta e tratamento de esgoto e das avançadas discussões das leituras comunitárias e audiências públicas do Plano Diretor, baseadas no inovador Estatuto das Cidades, complementando com a fixação da foz do Rio Araranguá, que fomentará de forma ordenada e sustentável a atividade da pesca e do turismo.
A FAMA com o ‘’MAPA’’ passa a ter uma gestão participativa baseada em algo que conhece, atendendo com responsabilidade seus princípios apontados na Lei nº 2608 / 2007 que a criou, tendo por objetivo promover e participar de ações, visando à preservação, recuperação e otimização do uso sustentável das águas e ecossistemas associados, bem como a educação ambiental, visando garantir a integridade dos processos naturais, o equilíbrio ambiental e o bem estar social, e, também, a preservação do patrimônio arqueológico.

////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

O GRUPO CINE AVENIDA EXIBIRÁ NA PRÓXIMA QUINTA, DIA 07, NO AUDITÓRIO DO CDL, O FILME ‘’LARANJA MECÂNICA’’ (A CLOCKWORK ORANGE / 1971) DO POLÊMICO E GÊNIO STANLEY KUBRICK. A OBRA PRIMA É ESTRELADA PELO ATOR MALCOLM MCDOWELL, QUE INTERPRETA O VIOLENTO ALEX, UM BADERNEIRO QUE MARCOU ÉPOCA COM SUA INTOLERÂNCIA A TUDO E A TODOS.
//////////////////////////////////////////////////////////////////

REUNIÃO IRIAAC /VACEA NO IF-SC DE ARARANGUÁ
A ONG Sócios da Natureza juntamente com o IF-SC, CGBHRA, PMA, 22ªSDR, UFSC e AMESC, entidades e órgãos do Acordo Inicial estiveram presentes na reunião ocorrida dia 27 nas dependências do IF-SC, sob a coordenação da Sung Lin, para apresentar com o Ernani Palma Ribeiro um breve relato sobre o encontro internacional que participaram em Mendoza, Argentina.
O objetivo Geral do Projeto Internacional IRIAAC/VACEA que terá sede em Araranguá, mas com atuação no território da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, tem como diretriz principal a empreitada de melhorar a compreensão da vulnerabilidade das comunidades rurais frente às mudanças na variabilidade climática, na freqüência e na intensidade dos eventos climáticos extremos e envolver instituições de governança no fortalecimento de suas capacidades adaptativas para reduzir as vulnerabilidades das citadas comunidades.

///////////////////////////////////////////////////////////////////////////

QUANDO DENUNCIAMOS QUE EMPREITEIRAS ‘’DEITAM E ROLAM’’ COM AS OBRAS DE RODOVIAS FEDERAIS, AGORA SÃO TAMBÉM COM AS FERROVIAS CONFORME ESCÂNDALO NO DNIT E MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES. O TCU, MP E A POLÍCIA FEDERAL DEVERIAM MANDAR PRA CADEIA PARA DAR EXEMPLO, TODOS OS QUE DESVIAM RECURSOS PÚBLICOS PARA BENEFICIAMENTO PRÓPRIO/PRIVADO, EM DETRIMENTO DE OBRAS DEFEITUOSAS QUE MATAM USUÁRIOS, COMO A DUPLICAÇÃO DA BR-101 SUL.

///////////////////////////////////////////////////////////////////

MACROZONAS DO PLANO DIRETOR DE ARARANGUÁEm uma democrática e produtiva leitura comunitária e técnica, o Plano Diretor avança para a conclusão da minuta que o Poder Executivo enviará a Poder Legislativo para a respectiva aprovação. Seis (06) Macrozonas foram elencadas pelo Núcleo Gestor e Delegados representantes da Sociedade Civil Araranguaense, como forma de delimitar as grandes zonas, cada qual com características específicas, servindo de orientação para o estabelecimento do Zoneamento do Uso e Ocupação do Solo, atendendo as diretrizes da Lei nº 10.257/2001, do inovador Estatuto das Cidades.
I - MACROZONA URBANA
II - MACROZONA DE FAIXAS LINDEIRAS
III - MACROZONA DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO
IV - MACROZONA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL
V - MACROZONA RURAL
VI - MACROZONA DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

OBS. CONSIDERAMOS A ELABORAÇÃO DO ATUAL PLANO DIRETOR COMO UM DOS MAIS IMPORTANTES PROJETOS DO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ.

/////////////////////////////////////////////////////////////////

POLUIÇÃO SONORA = BADERNA = VIOLÊNCIA
Tem jovens que só conseguem sobreviver se existir barulho em sua volta. Adoram barulho de ruídos diversos, como por exemplo de qualquer descarga aberta (CRIME), de caixas de som instaladas em veículos (CRIME), de cavalos de pau (CRIME), de rachas (CRIME), de algazarras/baderna na madrugada (CRIME), de dirigir drogado e alcoolizado (CRIME) e de violência (CRIME ANUNCIADO EM DECORRÊNCIA DA PERMISSIVIDADE).


OBS. Em São Paulo o 190 e o psiu receberão reforço no combate a poluição sonora, pois a prefeitura vai formar 2 mil mediadores de conflitos para atuar em ocorrências de perturbação de sossego como brigas de vizinhos e queixas de barulho. Também serão abertas na capital 34 casas de mediação em locais onde funcionam inspetorias da Guarda Civil Metropolitana.

/////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

ARARANGUÁ PODERÁ TER USINA EÓLICA INSTALADA EM SEU TERRITÓRIO, COM CAPACIDADE DE ABASTECER A POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO, COM UM CUSTO BEM INFERIOR AO COBRADO ATUALMENTE PELA CELESC (VIA QUEIMA DE CARVÃO PELA POLUENTE JORGE LACERDA), ALÉM DE GERAR UMA ENERGIA TOTALMENTE LIMPA.

29 junho, 2011

Exposição: ‘’MEMÓRIA VISUAL E MUSICAL’’ - Registro de Um Tempo.

Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 28 de junho de 2011
(48/ 9985 0053)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
www.tadeusantos.blogspot.com

Exposição: ‘’MEMÓRIA VISUAL E MUSICAL’’ - Registro de Um Tempo.
Museu Histórico de Araranguá - 22/06/2011


MANIFESTO DE ELOGIO A JUSTA HOMENAGEM PÚBLICA PRESTADA AO MERECIDO COLETIVO DAS ARTES

Parabéns a equipe do Museu Histórico de Araranguá pela performance da exposição ‘’Memória Visual e Musical’’ no resgate dos 20 fotógrafos que tiveram destacada atuação em Araranguá até a década de 1980, iniciando com o mestre Genaro Salvador. A foto que escolhi para expor foi de um detalhe da falésia do Morro dos Conventos, pena que impressão em P&B não expressou a beleza mostrada na original colorida, apesar de haver autorizado e concordado com a decisão da equipe. Dentre as fotos expostas a que me chamou atenção não estava na seleção dos fotógrafos, mas na homenagem ao Cine Roxy, retratando a simpática figura do saudoso Forno.

Na parte musical, o Museu Histórico foi carinhosamente saudosista com os artistas araranguaenses, muitos dos quais presentes e emocionadíssimos. Não tecerei mais comentários porque não é minha área, mas na temática do cinema, além de admirar e adorar a Sétima Arte, contribuí com o empréstimo do projetor 16 mm da Siemens e poderia ter cedido a Câmera Super-8 Chinon que registrou temas da região na década de 70 e 80, como o documentário sobre a histórica eleição de 1982 para governador que desencadeou o fim da Ditadura Militar, do qual consta no livro ‘’A história do Cinema de Santa Catarina’’ editado pela UFSC. OBS. Dentro deste contexto, consideramos desnecessária e inoportuna a exposição das várias câmeras Super-8 exibidas em uma urna especial, tendo em vista as mesmas não possuírem nenhum lastro histórico com Araranguá e região.

Pena que a equipe não expôs num mural o texto relatando a tentativa de alugar o Cine Roxy (quando anunciaram o fechamento em 1994) por um grupo de cinéfilos araranguaenses e onde destacamos o papel do gerente Nivaldir Enxume (e do Rola), como também a programação de Filmes Arte na gestão do prefeito Dau Ghizzo, confiada a mim a escolha de clássicos como Jean de Florette e Cinema Paradiso, por exemplo. A exibição do documentário sobre o fechamento do Cine Roxy foi muito elogiada pelos que assistiram no improvisado cinema – mais uma genial idéia da equipe. A precisa edição do Leon mostra imagens da última sessão de cinema e o desmanche do Cine Roxy, captadas pela câmera do cineasta Marx Vamerlatti e por mim, Tadeu Santos.

O prospecto/folder distribuído sobre a exposição ‘’Memória Visual e Musical’’ passa a ser um documento histórico, pena que dedicaram pouco espaço ao Cine Roxy, não mencionando a produção, edição e exibição do citado curta metragem, entre tantas outras histórias que o mesmo proporcionou à população araranguaense, inclusive funcionando como teatro para a exibição da antológica peça Caracaxá (também registrada pela câmera do Marx), do ‘’multi’’ casal Alexandre e Micheline, responsáveis por esta dinâmica cultural em Araranguá.

OBS. Não elogiarei a Administração Municipal por investir na Cultura, porque recebi multa de R$ 10.000,00 da Justiça Eleitoral por haver mencionado em minha coluna Cidadania Ambiental, que na atual administração, Araranguá ‘’deu um pulo’’ para o desenvolvimento sustentável, com a implantação da UFSC, IF-SC, Saneamento Básico, Plano Diretor e a conclusão da Duplicação da BR-101 (entre tantas outras produtivas ações de interesse e benefício do coletivo). Agradecemos a toda equipe pela lembrança do nosso trabalho (Foto Falésia, Projetor 16mm, Registro em vídeo e escrito sobre Cine Roxy) e nos colocamos à disposição para ceder e prestar informações quando abordarem a década de 90, do qual temos um acervo aproximado de 7.000 fotos e 2.000 mil fitas de vídeo sobre o cotidiano araranguaense.

OBS. Havia uma significativa presença de pessoas prestigiando o evento, mas deveria haver mais, muito mais, afinal não é todo dia que Araranguá mostra este despertar para a Cultura local. Vamos então atribuir a dois motivos: que não houve a devida divulgação junto a população, tanto que algumas pessoas comentaram que estavam presentes por haver recebido nossa convocação pela internet e porque a população ainda não assimilou ou não tem a tradição de curtir a magia e a beleza da Arte.


‘’ARARANGUÁ TÁ CRESCENDO’’, POIS A VISÃO QUE EU TINHA DO MEU APTO PARA O LADO NORTE (MORRO DO ESPIGÃO DA PEDRA, EM MARACAJÁ) E PARA O MORRO DA CRUZ ESTÁ TOTALMENTE OBSTRUÍDA COM ALTOS EDIFÍCIOS. TORCEREI PARA QUE NÃO TIREM A MINHA VISÃO OESTE QUE DÁ AOS ENCANTADORES APARADOS DA SERRA GERAL QUE LEMBRAM A MINHA TERRA NATAL, PORÉM AS NOVAS DIRETRIZES DO PLANO DIRETOR PERMITIRÃO A OBSTRUÇÃO, POIS EU MESMO DEFENDO A IDÉIA DE PERMITIR UM ‘’GABARITO SEM TETO’’ NO PERÍMETRO CENTRAL DE ARARANGUÁ (Tipo Los Angeles), DESDE QUE ATENDAM TODAS EXIGÊNCIAS E NECESSIDADES SOCIOAMBIENTAIS DA POPULAÇÃO ARARANGUAENSE.

temas a serem abordados nas próximas edições:

PROJETO DE ADOÇÃO PARA PROTEÇÃO E CONSERVAÇÃO DA MATA CILIAR DA MARGEM DO RIO ARARANGUÁ CONTÍGUA À RUA RUI BARBOSA.

 A ELABORAÇÃO DO ‘’MAPA DE CONFLITOS E POTENCIALIDADES DO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ SERÁ REFERÊNCIA’’.

 FINALMENTE PODEREMOS REINICIAR O MOVIMENTO PELA AMPLIAÇÃO DA ‘’APA DA BALEIA FRANCA’’ ATÉ ARARANGUÁ/SC OU TORRES/RS.

 ONG SÓCIOS DA NATUREZA GARANTE ASSENTO NO CONSELHO DELIBERATIVO (15 VAGAS) DO ‘’FNMA’’ PELO ‘’FBOMS’’.

 O BOM RELACIONAMENTO DA ONGSN COM AS DEMAIS ENTIDADES E ÓRGÃOS DE ARARANGUÁ E REGIÃO.

 OS BENEFÍCIOS AO MUNICÍPIO DA GRANDEZA DA ‘’IBL’’ E DA ‘’ALLIANCE ONE SOB O PONTO DE VISTA SOCIOAMBIENTAL’’.

24 junho, 2011

FERROVIA SIM, TRIPLICAÇÃO DA BR-101 NÃO!!! MACROZONA DE INTERESSE ESPECIAL OU DO RIO ARARANGUÁ...

Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, 21 de junho de 2011

(48/ 9985 0053)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com



MACROZONA DE INTERESSE ESPECIAL OU DO RIO ARARANGUÁ PÓS-FIXAÇÃO PODERIA SER UMA APA / UNIDADE DE USO SUSTENTÁVEL.
Infelizmente a proposta de implementação de uma Macrozona de Interesse Especial no entorno do Rio Araranguá não avançou no processo de elaboração do Plano Diretor de Araranguá. Com o curso do rio barrado e a foz fixada, com molhes mar adentro, abrirá possibilidades de fomento para o desenvolvimento da pesca de médio porte e turismo naútico. O Rio Araranguá tem uma caudalosa calha com 37 km de extensão até nas imediações de Ilhas. Como a poluição do carvão (alta acidez com baixo pH) inutilizou o uso da água para consumo ou qualquer atividade por um período mínimo de 100 anos, conforme estudo da UFSC, não resta outra possibilidade de aproveitamento que não seja a navegação em seu leito fluvial com acesso garantido ao mar.

Vemos esta perspectiva como um caminho para recomposição da Mata Ciliar do Rio Araranguá através de um Termo de Ajustamento de Condutas - TAC. Não de 100 metros de largura como determina o Código Florestal, mas uma faixa que garanta a devida proteção do rio e todo o seu ecossistema, que pode variar, por exemplo, entre 30 e 50 metros de vegetação nativa, naturalmente que nos locais ainda onde for possível recompor. A Mata Ciliar do Rio Araranguá está praticamente toda destruída, tanto na área rural quanto urbana. Sua Área de Preservação Permanente - APP é ocupada pelo plantio agrícola, edificações e vias públicas.

A Macrozona do Rio Araranguá ou a APA/UC abrangeria não apenas a calha do curso d'água e sua APP, mas principalmente sua área de entorno como forma de possibilitar a instalação de atividades ligadas a navegação da pesca e do turismo, utilizando um acesso pela APP até o ancoradouro junto ao curso d’água do rio Araranguá. Esta condição seria aceita desde que houvesse a obrigatória recomposição da Mata Ciliar em outros locais degradados ao longo do rio como medida compensatória, condicionante imposta no licenciamento pelo órgão competente, neste caso poderia ser a FAMA, com acordo da FATMA e do IBAMA. Nesta proposta via Plano Diretor reside a grande oportunidade de planejar de forma transparente o uso ordenado das áreas de entorno, tanto rural quanto urbana.

Araranguá já está cumprindo os deveres de casa em relação ao rio que atravessa seu território, com a implantação da Coleta e Tratamento de Esgoto pelo SAMAE, dando exemplo aos seus ‘’municípios afluentes’’ localizados a montante da bacia hidrográfica. Se recompusesse sua Mata Ciliar, como propusemos acima, poderia então cobrar dos 14 municípios restantes o mesmo tratamento de respeito aos rios da bacia hidrográfica que despejam descontroladamente em seus cursos d’água tudo o que não mais interessa ao consumo humano. Esta cobrança já deveria estar sendo apontada pelo município, pois o prejuízo não é apenas ambiental, mas social e econômico também, pois retira a possibilidade de complementar com a pesca a ceia alimentar de centenas de famílias de baixa renda.

Não havendo nenhuma orientação inovadora no Plano Diretor, as coisas podem continuar como estão, ou seja, carência de soluções para os vários conflitos socioambientais relacionados ao Rio Araranguá, desde os meios utilizados pelos pescadores de caniço que usam as chamadas ‘’balsas e outras enjambrações’’ às margens do rio. Da mesma forma que vários empreendedores já tentaram licenciar ancoradouros ou marinas sem sucesso algum pela falta de políticas públicas definidas para o específico fim. Dai a nossa preocupação em buscar uma adequada solução para os conflitos existentes e os que virão com a fixação da foz.


FERROVIA SIM, TRIPLICAÇÃO DA BR-101 NÃO!!!Certamente que os interesses das montadoras de caminhões e ônibus, das fábricas de pneus, das distribuidoras de combustível e dos políticos e governantes eleitos com ajuda destas multinacionais tentarão boicotar todos os projetos de ferrovias para o país. Não mencionarei aqui as vantagens incomparáveis do transporte ferroviário com o inseguro e caro transporte rodoviário. OBS. A ligação Rio de Janeiro - São Paulo via trem bala seria viável se os projetistas não colocassem tanto empecilho, como a alta velocidade e apenas uma parada no meio do caminho, ou seja, estão tentando facilitar apenas o transporte para quem já utiliza o avião. Li em algum lugar (mensagem do Jonald) que no país mais rico da Europa, a Alemanha, os trens andam na velocidade média de 250 km/h e possuem diversas paradas como forma de atender toda a população. Daí torna-se viável.

A DIFÍCIL SENSIBILIZAÇÃO

Estamos fazendo a nossa parte na luta pela preservação ambiental de Araranguá e região, tentando participar de quase todas as dinâmicas de envolvimento socioambiental, objetivando sua sensibilização. Repassamos e recolhemos informações que ajudam a construir a formação de idéias inovadoras. Acreditamos que apenas as pequenas mudanças de atitude em nossos corações e mentes é que se complementarão junto com o coletivo.


TEMAS A SEREM ABORDADOS NA PRÓXIMA EDIÇÃO:


Ø PROJETO DE ADOÇÃO PARA PROTEÇÃO E CONSERVAÇÃO DA MATA CILIAR DA MARGEM DO RIO ARARANGUÁ CONTÍGUA À RUA RUI BARBOSA.


Ø ELABORAÇÃO DO ‘’MAPA DE CONFLITOS E POTENCIALIDADES DO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ’’.


Ø FINALMENTE PODEREMOS REINICIAR O MOVIMENTO PELA AMPLIAÇÃO DA ‘’APA DA BALEIA FRANCA’’ ATÉ ARARANGUÁ/SC OU TORRES/RS.


Ø ONG SÓCIOS DA NATUREZA GARANTE ASSENTO NO CONSELHO DELIBERATIVO (15 VAGAS) DO ‘’FNMA’’ PELO ‘’FBOMS’’.


Ø O RELACIONAMENTO DA ONGSN COM AS DEMAIS ENTIDADES DE ARARANGUÁ E REGIÃO.

15 junho, 2011

JICA NA BACIA DO ARARANGUÁ - III EFAMuC - FDESC AVANÇA - MPF E AS BALSAS - ADIADA AP FIXAÇÃO

Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, 14 de junho de 2011

(48/ 9985 0053)



Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com



JICA NA BACIA DO ARARANGUÁ

Convidado pelo Ernani Palma Ribeiro, participamos da reunião na 22ª SDR coordenada pelo Secretário Regional Heriberto Schmidt, com técnicos da Agência de Cooperação Internacional do Japão – JICA, liderada pelo Chefe da Equipe Minoru Ouchi - que atuam na Comissão de Estudo Preparatório da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí. Com auxilio dos mapas constantes no Atlas da UFSC, foram informados sobre as ocorrências dos eventos extremos do clima que tantos prejuízos e transtornos causam a população. Que a região de Araranguá é, talvez, no país a que mais sofre com a violência das águas e dos ventos, pois tem seu histórico registrado de forma exclusiva e única com tragédias causadas por enchentes, ciclones extra-tropicais, tornados e o furacão Catarina – o primeiro do Atlântico Sul.



III EFAMuC

Estamos trabalhando com a elaboração do projeto do III ENCONTRO DE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL (III EFAMuC) com data agendada para 22 e 23 de novembro de 2011. Nossa responsabilidade continua na meta de fazer PREVENÇÃO e ADAPTAÇÃO aos eventos extremos do clima. Buscaremos a implantação do OBSERVATÓRIO DO CLIMA como forma de estudar profundamente o desequilíbrio da climatologia na região.



A DIFÍCIL SENSIBILIZAÇÃO

Estamos fazendo a nossa parte na luta pela preservação ambiental de Araranguá e região, tentando participar de quase todas as dinâmicas de envolvimento socioambiental, objetivando a sua sensibilização. Acreditamos que apenas as pequenas mudanças de atitude em nossos corações e mentes é que se complementarão junto com o coletivo. É difícil, muito difícil, mas não impossível!



FDESC AVANÇA COM REGIMENTO INTERNO

Até a próxima reunião agendada para o dia 06 de julho as sugestões para o aprimoramento do Regimento Interno deverão estar concluídas para serem apreciadas pelo Conselho Executivo, como também a nova composição das Câmaras Temáticas do Meio Ambiente, Turismo, Saúde, Educação, Economia e Indústria ou de outro setor que justifique sua criação como o da Segurança, por exemplo.



UTILIDADE PÚBLICA

AUDIÊNCIA PÚBLICA DA FIXAÇÃO DA FOZ/BARRA FOI TRANSFERIDA PARA O DIA 14 DE JULHO A PEDIDO DA PMA PARA CONCLUIREM A ALTERAÇÃO DO PROJETO E DO EIA-RIMA DOS MOLHES.



MPF DETERMINA A RETIRADA DAS BALSAS E PESQUEIROS IRREGULARES NO RIO ARARANGUÁ.

A Procuradora da República Patrícia Muxfeldt recebeu, no dia 06/06/2011, várias entidades representativas para debater o conflito da pesca de caniço no rio Araranguá. Depois de ouvir os presentes liderados pela APPA, que reivindicam uma solução para o caso, a Dra. Patrícia comentou que o problema está no uso indiscriminado do bem público, que sabe dos benefícios ao município, porém destacou que do jeito que está não vê possibilidade de regularização, a não ser a alternativa de o município adotar a exploração desta atividade. A procuradora ressaltou que não há indício de problema social no local e que não há justificativa para tamanho impacto ambiental. Disse ainda que as balsas beneficiam poucas pessoas de alto poder aquisitivo e que o prejuízo ao meio ambiente é significativo. Por fim afirmou que o MPF não concorda com a configuração das balsas no rio, que terão que ser retiradas e propôs, como alternativa, que o município apresente projeto para encampar a atividade com maior controle e propondo limitações. Ressaltou ainda que além do problema ambiental, há o uso do bem público indevido por particulares. Concedeu o prazo de 30 dias para que a Prefeitura se manifeste e apresente um projeto de pesca para o Rio Araranguá. Determinou 60 dias para que as balsas sejam retiradas sob pena de adoção de medidas coercitivas.

A PROPOSTA DA ONGSN

A ONG SÓCIOS DA NATUREZA PROPÔS EM 2005 A CONSTRUÇÃO DE PESQUEIROS PÚBLICOS, POR INTERMÉDIO DE UM TAC, COMO FORMA LEGAL DE UTILIZAÇÃO DAS MARGENS DO RIO CONSIDERADAS APP. ESTE PROJETO PREVÊ SEIS PESQUEIROS SENDO QUATRO NO LADO DIREITO E DOIS NO LADO ESQUERDO DO RIO, CONDICIONANDO AO USUÁRIO QUE SE REGULARIZE E/OU SE CADASTRE NA PREFEITURA, NA FAMA OU NA COLÔNIA DE PESCA, OBTENDO UMA CARTEIRA ACOMPANHADA DE UMA CARTILHA DE INFORMAÇÕES E EDUCAÇÃO AMBIENTAL. NA OCASIÃO, EM 2005, SUGERIMOS AOS INTERESSADOS ‘’BUSCAR’’ O RECURSO PARA A IMPLANTAÇÃO DOS PESQUEIROS JUNTO AO SETOR DAS MINERADORAS, COMO MEDIDA COMPENSATÓRIA, PELOS DANOS CAUSADOS AOS RECURSOS HÍDRICOS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ARARANGUÁ.



É PROIBIDO OU NÃO!!!

MESMO COM A PLACA PROIBINDO ESTACIONAMENTO NA PRAÇA DO RELÓGIO DO SOL, CAMINHÕES BAÚ E CARRETAS CONTINUAM A ESTACIONAR NOS FINAIS DE SEMANA.



CARAS DE PAU

Desobediência civil é como vemos a baderna sonora em Araranguá. Sábado é o dia da propaganda sonora no centro com divulgação de produtos baratos, de festas em outros municípios e de salvação eterna com rendimentos as seitas religiosas. À noite os disc-joqueis ambulantes saem pra balada tocando música desde que entram no veículo em alto volume sem se preocupar que estão pertubando o sossego dos outros.



O CHICLETE QUE MATA

CHICLETE JOGADO NO CHÃO PODE MATAR UMA IMENSA QUANTIDADE DE ESPÉCIES QUE AS INGEREM COMO ALIMENTO, PRINCIPALMENTE PEIXES.



ACESSO A BARRA VELHA

ACESSO A BARRA VELHA É DIREITO ADQUIRIDO DA POPULAÇÃO. A FATMA NEGOU A LICENÇA SOLICITADA PELA PREFEITURA DE ARARANGUÁ MESMO COM UM BEM ELABORADO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL. NA VERDADE É A REABERTURA DE UMA ESTRADA PRA LIGAR ILHAS A BARRA VELHA, UMA OCUPAÇÃO EM APP, MAS COMPROVADAMENTE DE INTERESSE PÚBLICO PARA O BENEFÍCIO DAS COMUNIDADES AFETADAS.