Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 25 de junho de 2015
(48 / 9985.0053 Vivo)
Ao
nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a
história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina. Participe
também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada em defesa da natureza
e de uma melhor qualidade de vida para toda população.
OBS.
Lembrando que o simples ato de recomendar, comentar ou divulgar a leitura
destas mensagens ou do blog a outras pessoas já é uma atitude ecologicamente
correta!
‘’AQUI O MEIO AMBIENTE É TRATADO COM
SERIEDADE, INDEPENDÊNCIA E ÉTICA!
BUSCAMOS
DE FORMA ESTRITAMENTE VOLUNTÁRIA O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO,
POR ISSO COMBATEMOS QUALQUER TIPO DE
RADICALISMO OU EXTREMISMO’’
(Publicado
também no jornal O TEMPO DIÁRIO e no site da CONTATO, no FACEBOOK, além da
publicação do link SOCIOAMBIENTALISMO em vários outros sites e blogs)
FAM, O FESTIVAL DE CINEMA DE SANTA CATARINA, DO BRASIL E DO MERCOSUL NAS TELAS DE FLORIPA!!!

Coincidentemente os dois têm como pano de fundo a ditadura militar, onde o primeiro, além de denunciar a participação de famílias que contribuíam com o regime aprisionando pessoas, na minha leitura faz uma alusão à tortura escondida nos subterrâneos dos órgãos de repressão vistos sob a concepção de uma menina curiosa...
Enquanto que o roteiro do segundo aborda as dificuldades e conflitos de uma família de mineiros no sul de Santa Catarina durante o período da ditadura militar, enfatizando a luta dos trabalhadores nas minas de carvão, afetados pelas péssimas condições de trabalho, baixos salários e expostos a doença do pulmão negro, a pneumoconiose, tratada pelo Penna em 1995, com o curta metragem ''NATUREZAS MORTAS'', do qual o Marx então com 17 anos se propôs a fazer o Making Of e agora no longa ''DAS PROFUNDEZAS'' fez Direção de Fotografia, diga-se, uma fotografia apurada retratando o cenário degradado da mineração e dos personagens oprimidos pela ganância e arrogância do capital, que bravamente lutaram através do Sindicato dos Mineiros e deram um belo exemplo de resistência contra as injustiças sociais a que são submetidos... Um filme que deve ser visto e intensamente debatido, tanto no aspecto político/ideológico quanto socioambiental!!!
OBS. I. A Fabiana Heilmann Penna, filha do Penna Filho fez uma bela homenagem ao seu pai e uma apresentação antes da exibição do filme chamando toda a equipe presente a subir no palco do auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, quando para surpresa de todos nós provocou o Marx Vamerlatti a comentar sua cordial relação profissional com o Penna Filho.
OBS. II. Ao final da sessão o Marx me fez um comentário revelador que o personagem ''Tadeu'', um dos principais do enredo, foi em minha homenagem, do qual me sinto imensamente lisonjeado e gratificado pela justa causa que defendo em relação à preservação ecológica da região sul de SC!
OBS. III. A ponta ou figuração do Sander Hahn de Criciúma foi também de certa forma uma justa homenagem pelo empenho e contribuição que o mesmo fez as duas produções do Penna.
Na próxima edição sobre o FAM farei outras colocações e contribuições para que este evento idealizado e heroicamente realizado pelo Antonio Celso dos Santos e seus competentes assessores continue sempre fazendo parte da História do Cinema, valorizando não apenas as produções catarinenses, mas brasileiras e latinoamericanas...
Desde a minha infância tive contato com a produção de filmes. Lembro-me que acompanhava o meu pai Tadêu Santos nas filmagens documentais das eleições do ano de 1982 em Florianópolis. Era utilizada uma câmera Super-8 da marca Chinon comprada na Argentina. A nossa família mudou-se para a cidade de Araranguá e no dia 17 de maio de 1986 foi inaugurada a Vídeo Clube Kane tornando-se a primeira videolocadora do Sul do Estado. Neste ambiente tive a oportunidade de assistir a muitos filmes em fitas VHS e exercendo a crítica cinematográfica com clientes cinéfilos da cidade. Em paralelo criamos também uma pequena produtora e em 1991 o meu pai comprou uma câmera de vídeo semi-profissional Panasonic que gravava no formato S-VHS. Foi com este equipamento que comecei a operar câmera aos treze anos de idade. Neste momento tive a certeza absoluta de estudar e fazer cinema. Sempre tive o apoio de toda a minha família, principalmente da minha mãe Kátia Vamerlati Santos nesta escolha precoce da minha profissão. Nos início dos anos 90 arrisquei a fazer filmes experimentais com a colaboração de alguns amigos. As locações destes filmes geralmente eram na Rua Caetano Lummertz e imediações, pois a locadora e a minha casa eram situadas nesta mesma rua. Eu e o meu pai sempre fomos fascinados pela captação de imagens em movimento. Colocávamos o equipamento no carro e saíamos a gravar o que considerávamos importante do cotidiano de Araranguá e região enquanto a minha mãe e a minha irmã Juliana Vamerlati Santos cuidavam da videolocadora. Gravamos muitas horas de material e isso serviu de aprendizado para a minha formação técnica. Em 1999 realizo "Boa Noite Amigo", meu primeiro curta-metragem de ficção gravado na Cidade das Avenidas. O filme abordava o trabalho de uma família humilde na noite da cidade. Foi realizado de maneira independente com enorme apoio dos meus amigos. É uma época que lembro com carinho pelo fato de ser o início de uma árdua e gratificante jornada. Novamente com o total apoio da minha família consegui a graduação no curso de Cinema e Vídeo da Unisul, trabalhar e viver fazendo filmes como Diretor de Fotografia com muita paixão e dedicação. Porque é somente assim que consigo realizar o meu trabalho. Gostaria que mais jovens araranguaenses tivessem a oportunidade de seguir o mesmo caminho."
Marx Vamerlatti

Marx Vamerlatti

PRÓXIMOS TEMAS A SEREM ABORDADOS:
Ø
MPF CHAMA SETORES DA BACIA DO MAMPITUBA PARA
DISCUTIR O ''COMITÊ FEDERAL''
Ø
O DESCASO DA POPULAÇÃO E DA MÍDIA PARA COM O
PLANO DIRETOR DE ARARANGUÁ
Ø
PROJETO ORLA SEGUE DEBATENDO O ADEQUADO USO
DESTE DELICADO ECOSSISTEMA
Ø
NOVA DIRETORIA E NOVO CONSELHO ASSUMIRÁ A ONG
SÓCIOS DA NATUREZA