19 março, 2019

“A INSUSTENTÁVEL POLITICAGEM’’





“A INSUSTENTÁVEL POLITICAGEM’’

 CAPÍTULO I
Considero a atual “classe política partidária brasileira” a maior culpada pela incapacidade política de gestão governamental, gestão que resulta em desdobramentos prejudiciais à população, principalmente às classes sociais baixas, gestão que maquiavelicamente aumenta a injusta desigualdade social, unicamente para atender aos interesses da ganância infecciosa do capital. Vejo esta partidarização uma forma de usar a política como um lucrativo negócio, ou seja, deixou de ser política de fato para ser politicagem de oportunistas e canalhas. São raríssimas as exceções de integridade!

Como a tendência desta politicagem é aumentar em todos os níveis de governança no país, como cidadão independente e apartidário, paulatinamente afastar-me-ei deste protagonismo de expor minhas ideias e manifestar-me a respeito desta disputa de poder da politicagem que não é nada saudável, nem proativa e nem democrática. Rixa pelo poder que cada vez mais pisoteia os direitos constitucionais do povo! Não darei legitimidade a esta corja e serei resistência a tudo que está ai. Tolerar alguns erros é um sinal de sensatez, todavia criticarei repetição de erros e abusos. Portanto, não fugirei dos meus compromissos de cidadão, continuarei atuando como sempre fiz, via os caminhos do ‘socioambientalismo’, longe da politicagem! A nossa sobrevivência de vida na Terra não depende apenas do amor, da ciência e do dinheiro, mas indiscutivelmente da preservação dos recursos naturais!!!

Não lembro mais quem comentou que o grande problema do Brasil não é apenas a criminosa corrupção, que existem outras formas mais bandidas que a corrupção! Concordo com a tese, pois mais grave ainda é a má gestão dos recursos públicos, ou seja, o atual sistema de governança é incapaz e flexível, portanto propício à bandidagem que oportunamente aplica de forma errônea as bilionárias verbas públicas. Políticos astuciosamente promovem falcatruas desviando-as pra finalidades políticas partidárias, causando rombos ‘bem superiores aos desviados pela corrupção’. É bom registrar que além desta irregularidade, outros bilhões vão pra obras inviáveis nunca construídas ou concluídas. Mas a corrupção leva a fama para desviar a atenção aos reais canais da ladroagem ‘oficial’, esta sim que causa o desequilíbrio em todos aspectos. A partidarização deixou o Brasil doente e dominam-no como um balcão de negócios, mercantilizando tudo, até a alma!!!


O cenário atual é preocupante, 57 milhões de eleitores elegeram um político totalmente despreparado para o cargo da Presidência da República, político que prometia transparência e o fim da corrupção. Este salvador da pátria tido como ‘mito’ é tão ou mais comprometido quanto os anteriores, basta avaliar as atitudes e condutas de campanha, o comportamento preconceituoso, as ridículas ‘arminhas’, a simpatia pelo neofascismo, entre outras neuras reacionárias reconhecidas e criticadas pelo mundo a fora.

Pra piorar o quadro, o presidente e seus garotos (caluniadores, difamadores e subversivos contra a democracia) têm comprovadas relações com a criminosa milícia carioca desde muitos anos, pois era assim que se elegiam. Faziam as negociatas com a milícia, tanto que vez ou outra homenageavam os bandidos, como também empregavam seus familiares pela proximidade afetiva e geográfica...O ‘probrema’ é que nunca imaginaram que chegariam a presidência da República, tão fácil e tão rápido e tão expostos a mídia investigativa. Ora bolas, só não vê quem não quer enxergar o quanto estão envolvidos com corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa!

Tem gente até bem esclarecida que pra defender seu ‘mito’ passou a odiar, mentir, apoiar a caça, as armas, aceitar a corrupção, o toma lá dá cá, as milícias, a descriminalização com as minorias e muitos até agindo com neofascistas. Não se vê, não se escuta, não se lê bolsominions defenderem as diretrizes contidas no plano de governo (sic) do capitão, as vantagens para a população, as perspectivas de um futuro melhor ao povo, em face de medidas adotadas na saúde, na educação, na economia e ASSIM VAI... Antes até que era tolerável aceitar a paixão pelo mito, mas agora não é mais admissível com toda a podridão exposta!!! Perdoem-me os amigos, mas esta mencionada conduta de ‘ultradireita’ é tão desprezível quanto à conduta de ‘extrema esquerda’. Defendam com argumentos seu presidente, seus ministros, seus parceiros militares de forma sensata, esclarecedora e democrática de modo a desarmar e calar a oposição!


 CAPÍTULO II
Os bolsominions deveriam contrapor as críticas da oposição com argumentos, pois não vão avançar mirando seus rancores e ódios apenas a um ex-presidente preso e a um partido em declínio eleitoral pela perda de seu único líder. O PT cometeu erros gravíssimos em maximizar seu líder único, não abrindo caminho pra novas lideranças entre outros fisiologismos, além da mania de apoiar ditadores latinos como ‘Maduro Chávez’ e o Ortega, por exemplo, além do ‘mensalão’, ‘petrolão’ e apoio ao carvão mineral no sul. Por outro lado, promoveram significativos avanços democráticos, que os antipetistas discordam, no entanto tem pleno conhecimento da expansão do ‘ensino gratuito’ de nível médio e superior, como os Institutos e as Universidades Federais, sendo Araranguá um exemplo A liberdade de expressão e apoio as Artes. Contudo, o que mais causou sensibilização foi dignamente colocar o ‘prato de comida’ na mesa dos miseráveis deste país, ação social reconhecida no mundo inteiro!!!

A surpreendente decisão do juiz Sergio Moro em abandonar a magistratura que coordenava a Lava Jato e ir correndo para os braços do presidente eleito foi muito precipitada. Deveria avaliar e esperar o tempo necessário para apoiar o presidente eleito com 1/3 dos eleitores, uns eleitores enfeitiçados pela ‘arminha’ e outros fervorosamente contrários ao PT, mas tendo 2/3 o considerando um político neofascista com as rompantes neuras (do qual adquiriu fama). O ato do paladino da justiça foi político e desagradou muita gente que o admirava. Eu fui um deles. Com o gesto do Moro passei a visualizar a conspiração judicial de perseguição ao Lula, condenando-o e prendendo-o com muita pressa e rigidez para evitar sua candidatura à Presidência da República. A tendenciosa manobra está bem configurada ou precisa desenhar!

Não estou com esta manifestação o inocentando, mas denunciar a parcialidade do processo judicial como forma de barrar a volta da esquerda ao poder. Ao cair a máscara do Sérgio Moro se constatou a razão pela qual a esquerda liderada pelos petistas solicitaram a anulação da condenação e a liberdade do Lula. Volto a enfatizar que não estou o inocentando, pois tenho o entendimento da sua culpabilidade, seja pelas acusações, seja pela omissão ao que estava ocorrendo em seu governo. Mediante o quadro, voto por um ‘novo processo’, ao cidadão Lula, que seja imparcial e independente, como forma de se fazer justiça ao ex-presidente, que se diga, cometeu erros, mas não da forma como o processo foi maquiavelicamente conduzido pela Lava Jato, pelas circunstâncias parece ter sido criada pra destruí-lo.


Doa a quem doer, mas é preciso renúncia, é preciso mudança, é preciso humildade e seriedade em tratar o destino do país, ninguém é santo ou mágico pra salvar um país em crise profunda que infelizmente afeta os três poderes. Em ambos os casos, direita e esquerda, existem partidários radicais, mal educados que utilizam uma linguagem pejorativa com ofensas pessoais. Ambos são birrentos em não reconhecer seus erros, suas falhas e fraquezas! Apregoam que nunca erram e que quem comete erros são os outros, sempre os outros!

É esta degradação política que entendo como politicagem, pura mesquinhez, coisa de baixo nível, de uma alienação revoltante. E isto não vai acabar tão cedo se não houver uma revolução neste país, revolução que toque profundamente nos corações e mentes dos brasileiros. A grande arma para a dita revolução é a ‘educação’, não apenas pra jovens, mas para todos os adultos, de forma impactante como se fosse uma inadiável ‘supervacina’. Esta ‘educação’ deve ser implantada não apenas como política pública de governo, mas também de Estado, passando a ser constitucionalmente permanente e prioritária em todos os governos!!!
  
Tadêu Santos
Araranguá - SC



11 março, 2019

POR QUE O ‘MORRO DOS CONVENTOS’ NÃO ATRAI TURISMO DE QUALIDADE COM QUANTIDADE?!




POR QUE O ‘MORRO DOS CONVENTOS’ NÃO ATRAI TURISMO DE QUALIDADE COM QUANTIDADE?!


                   Um questionamento oportuno e necessário, porém de complicada e difícil conclusão, principalmente quando se recorre ao imediatismo das respostas insensatas e inadequadas, mania muito comum dos brasileiros de responder apenas por responder, sem conhecimento de causa, apenas no achismo.
                   Os fatores causadores da ausência do turismo devem ser diversos, mas certamente que alguns são mais prioritários, tanto para a administração municipal, como também para a iniciativa privada e a população que formam a sociedade civil. Esta questão não se resolve de um dia para o outro, isto leva tempo, muito tempo. Basta mirar-se em outros balneários ou cidades, que de forma planejada tem uma convivência equilibrada e saudável com as suas potencialidades naturais com apelo ecoturístico.
                   O que me intriga é todo o encanto paisagístico da orla marítima e fluvial do balneário do Morro dos Conventos, Morro Agudo e Ilhas, junto com a foz/barra do Rio Araranguá, não serem suficientes pra atrair turismo em quantidade e qualidade. A indagação aumenta considerando ser um dos lugares mais lindos do sul de Santa Catarina e do sul do Brasil, concorrendo em belezas naturais com Torres/RS e as várias praias entre Laguna e Florianópolis. 
                   Não estou aqui defendendo a invasão de turistas, tendo como consequência os “efeitos colaterais” da especulação imobiliária, dos congestionamentos de veículos, da intensa poluição sonora e outros impactos ambientais nas vidas dos moradores, como os que têm ocorrido em encontros de som automotivos no Yate Clube, anteriormente realizados junto com festas raves entre o Morro e a barra. Uma degradação social que além de causar perturbação e incômodo aos moradores, promove uma péssima imagem aos visitantes como se fosse uma terra sem lei.
                   Falo de infraestruturas básicas de obrigação da prefeitura manter ou construir,  como por exemplo, melhorar as estradas e ruas que dão acesso aos pontos turísticos, restaurar calçadas, na descida entre as rochas não existe calçada, instalar passarelas de madeira sobre áreas de relevância ecológica, colocar mais lixeiras acompanhadas de placas de educação ambiental e informativas, melhorar a iluminação pública, implantar bancos nos pontos de mais visitação, como no Farol e rampa de voo livre, delimitar na praia quadras de esportes de modo a disciplinar o uso entre banhistas e esportistas.      
                   Se a legislação permite a parceria público privada, porque não ter empreendimentos voltados para o turismo como, por exemplo, um escultural mirante com estrutura adequada para atender a visitação pública no espaço do Farol? Em forma de ‘comodato’ poderia funcionar uma lanchonete em conjunto com um posto de informações, com as devidas instalações sanitárias asseadas e bem cuidadas.
                   Naturalmente que se faz necessário as estruturas estarem integradas com os aspectos paisagísticos, como forma de não causar um desequilíbrio estético da obra com o contexto do local, a exemplo do impacto causado pela recente construção de um galpão nas margens da duna primária, além do bar que estruturalmente não se adapta a modernidade arquitetônica, a exemplo de outras praias.                   
                   Como cidadão, considero-me preservacionista e tenho o hobby pela captação de imagens. Estas atividades envolvem tempo, disposição e muita dedicação. Para obter resultados proativos, precisamos conhecer os espaços formados pelos ecossistemas e biomas que caracterizam a região envolvida. Posso dizer que me preocupa o desconhecimento dos munícipes para com as potencialidades eco-turísticas e ecológicas, tanto que tentei, enquanto estava na FAMA, elaborar um relatório das potencialidades e deficiências em conjunto com um mapa, mas infelizmente não recebi apoio.   
                   Não tenho nenhuma formação em turismo ou ecoturismo, no entanto posso afirmar como cidadão preocupado com a terra em que vivo, mesmo que empiricamente, percebo o que é ecologicamente relevante e o que possui beleza natural e paisagística. Tanto que, mesmo amadoristicamente, possuo um considerável acervo fotográfico e de imagens de vídeo desde 1985 de Araranguá e região sul e do qual ainda continuo permanentemente registrando imagens!
                   Nestas idas e vindas observamos também ausência de infraestruturas básicas voltadas ao ecoturismo, não apenas um mirante seguro e confortável no espaço do Farol, por exemplo, mas campanhas de acolhimento aos visitantes, desde placas informativas até o aperfeiçoamento de profissionais das diversas áreas relacionadas com turismo, como culinária, artesanato, hospedagem, roteiros e guias de integração com outras potencialidades da região sul de Santa Catarina.
                   Com estudos já elaborados para criação das Unidades de Conservação (UC) abrangendo toda a orla, com destaque para o Monumento Natural, que inclui as milenares falésias, as dunas eólicas, as áreas de restinga e os remanescentes da Mata Atlântica,  pode-se considerar que o passo inicial já foi dado. Várias ações e obras de pequeno porte foram discutidas e sugeridas à Administração Municipal, como forma de dar segurança e conforto aos veranistas, bem como servir de incentivo à iniciativa privada que muito pouco investe em setores relacionados ao ecoturismo. 
                   Existem muitas ações que a administração municipal tem como realizar sem burocracia, não digo a construção de instalações sanitárias no espaço do Farol de forma enjambrada e sem estar integrada a alguma infraestrutura condizente com a plasticidade arquitetônica e paisagística do local, que é um verdadeiro Santuário Ecológico. Falo de passarelas de madeira com acessos facilitados para pedestres aos locais de relevância ecológica e de campanhas de divulgação das belezas naturais baseadas nos estudos e projetos, da mesma forma como existem pequenas obras que facilitam a mobilidade e que proporcionam uma boa impressão aos visitantes, turistas e veranistas da Orla.
                   Se existe uma infraestrutura adequada que proporciona dinâmica saudável, certamente impressionará investidores privados em construir pousadas, hotéis, restaurantes, bares e similares no Morrão e região de entorno. Vale lembrar também que Araranguá está se tornando uma Cidade Universitária com alunos e professores oriundos de vários estados, daí a importância de cuidarmos dos nossos cartões postais, mostrando capricho com nosso patrimônio natural!
                   Junto aos mencionados avanços existem levantamentos e audiências públicas do Projeto Orla, que ao final mesclaram-se com as diretrizes do Plano Diretor. Enfatizo que estes avanços são facilitadores legais, pois apontaram normas, princípios e diretrizes disciplinando e ordenando o adequado uso e ocupação do solo de toda a Orla.
                   No final de 2016 foi assinado o decreto municipal de criação da UC do Morro dos Conventos, como proposta para o ‘Monumento Natural’, o primeiro do Estado de SC. Assim sendo, o Município de Araranguá já têm dados e informações para definir prioridades e legitimamente buscar recursos do Estado e da União específicos para estas finalidades!   
                   Falta empenho de todos, iniciando pela prefeitura e órgãos oficiais, setores da iniciativa privada e a atuação ativa da população ou dos segmentos organizados da sociedade civil araranguaense. É a minha opinião e contribuição, tentando com argumentos e justificativas, provocar ou propor um pacto pelo desenvolvimento sustentável para Araranguá e Região Sul de SC!!!
                                  
Tadêu Santos
Sócios da Natureza







10 março, 2019

‘O QUARTO ESTADO’ (Il quarto stato) de Giuseppe Pellizza da Volpedo (1868-1907) Itália


A clássica pintura 'O QUARTO ESTADO' do escritor italiano Giuseppe Pellizza da Volpedo não foi valorizada apenas no filme 1900 NOVECENTO, do cineasta Bernardo Bertolucci, mas também na capa do livro 'GERMINAL', do Émile Zola (alguns cartazes complementares do filme também tinha a clássica pintura).
"O QUARTO ESTADO", obra do artista italiano Giuseppe Pellizza da Volpedo (1868-1907), põe em foco o proletariado explorado e submetido à sobrecarga de trabalho de forma desumana com comprovação idônea nos registros da História da Humanidade!
Foi exposta pela primeira vez em 1902, na Mostra Quadrienal de Turim (Itália). Pelizza iniciou a pintura deste quadro dez anos antes, entre 1890 e 1892, na pequena cidade rural de Volpedo, região de Piemonte, norte da Itália, cuja capital é Turim.
Nos tempos de preparação da tela, o autor a chamou de “O Caminho dos trabalhadores”. Finalmente, quando esta foi enviada para a exposição de Turim, foi batizada de “Quarto Stato”. O nome se referia à história europeia e especificamente à Revolução Francesa. Nesta revolução vitoriosa, a burguesia derrubou o domínio do Primeiro e do Segundo Estado, respectivamente a nobreza e o clero, e instaurou o domínio da nova classe ascendente, a burguesia, o Terceiro Estado.
O nome de “O Quarto Estado” significava uma tremenda mudança, uma revolução social. O século XX que começava seria o século da nova classe vitoriosa, o proletariado.
A vida de Pelizza terminou poucos anos depois da exposição da sua maior obra, de forma trágica, em 1907. Aos 39 anos viu seu filho recém-nascido morrer e logo depois sua mulher, enfraquecida e abalada, veio a morrer também. Pelizza, sozinho, com duas filhas pequenas, se enforcou no seu ateliê.
((Fonte: www.piratininga.org.br / Mensageiros da Educação))

NOTA: a partir de uma indagação da conterrânea Lia Pionner, promovo uma alteração na postagem, observando que coincidentemente, neste mesmo período, o escritor francês Émile Zola estava escrevendo o livro Germinal, o décimo terceiro da série ''Les Rougon-Macquart'' e possivelmente um dos mais famosos.
A história tem lugar no norte da França durante uma greve provocada pela redução dos salários. Além dos aspectos técnicos das extrações minerais e as condições de vida nos agrupamentos dos mineiros, Zola também descreve o princípio da organização política e sindical da classe operária, tais como as divisões já existentes entre socialistas e anarquistas.
Para compor Germinal, o autor passou dois meses trabalhando como mineiro na extração de carvão. Viveu com os mineiros, comeu e bebeu nas mesmas tavernas para se familiarizar com o meio. Sentiu na pele o trabalho sacrificado, a dificuldade em empurrar um vagonete cheio de carvão, o problema do calor e a umidade dentro da mina, o trabalho insano que era necessário para escavar o carvão, a promiscuidade das moradias, o baixo salário e a fome. Além do mais, acompanhou de perto a greve dos mineiros. A 13ª edição da série veio a ter a capa com a pintura do Giuseppe.
Fonte: Wikipédia
OBS. Uma outra concepção: Um dos grandes romances do século XIX, expressão máxima do naturalismo literário, Germinal baseia-se em acontecimentos verídicos. Para escrevê-lo, Émile Zola trabalhou como mineiro numa mina de carvão, onde ocorreu uma greve sangrenta que durou dois meses. Atuando como repórter, adotando uma linguagem rápida e crua, Zola registrou a vida política e social da época como nenhum outro escritor. Mostrou, como jamais havia sido feito, que o ambiente social exerce efeitos diretos sobre os laços de família, sobre os vínculos de amizade, sobre as relações entre os apaixonados.
Germinal é o primeiro romance a enfocar a luta de classes no momento de sua eclosão. A história se passa na segunda metade do século XIX, mas os sofrimentos que Zola descreve continuam presentes em nosso tempo. É uma obra em tons escuros. Termina ensolarada, com a esperança de uma nova ordem social para o mundo.https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php…




08 março, 2019

Jair Messias Bolsonaro e seus garotos estão certos, errados somos nós, a grande maioria dos brasileiros e o resto da Humanidade! #TALQUEY

















Jair Messias Bolsonaro está certo desde o início e de todo sempre, errados somos nós a grande maioria dos brasileiros e o resto da Humanidade!!! #taokey 
Nota: (adianto que a leitura do texto equivale a uma folha padrão com letras tamanho onze...)
Com Jair Messias Bolsonaro chefiando o Brasil tudo vai dar certo, como já está dando certo, basta acompanhar a mídia escrita, falada e televisionada, há, estava me esquecendo das milagrosas redes sociais que diariamente publicam pérolas de sabedoria emitidas por integrantes do governo, principalmente do presidente. É fundamental esclarecer, que nos primeiros meses o presidente trabalhou incansavelmente na tarefa de tomar conhecimento da complexa máquina do Poder Executivo, uma humilde atitude de grandeza. Daí a razão das raras declarações ou manifestações públicas em face da sua comedida personalidade. 
Como tem um superministro da economia pode-se perceber que a mesma já está superaquecida, portanto os aspectos sociais já estão sendo os mais beneficiados com a redução da injusta desigualdade social. Reduzindo a desigualdade social consequentemente irá eliminar a insegurança dos brasileiros, um plano perfeito para o Brasil, uma maravilha, não!? 
Não se pode se esquecer do outro superministro da justiça, que se diga, está varrendo a corrupção, as propinas e os ‘laranjas’ do governo federal, cumprindo o que o candidato Bolsonaro prometeu esbravejando na campanha eleitoral. Esta varredura ou limpeza que o paladino da justiça está fazendo neste novo governo é tão ou mais eficaz que a lava jato, pois não escapa ninguém (nem ministros) é um exemplo para o país e para o mundo sobre a ética da Justiça, uma beleza não!?
Temos no presidente Jair um político íntegro, sensato, honesto, sábio, inteligente, ético, democrata, humanista, defensor dos animais, ecologista, contra a caça, contra o uso de armas, simpático comunicador, super paciente, com uma trajetória política brilhante durante 28 anos com significativos projetos que contemplaram o desenvolvimento socioeconômico do seu estado e com a sua experiência de quartel estabeleceu a paz entre as milícias e o tráfico. 
Portanto gente, parem de classificá-lo como se fosse um reacionário, medíocre, canalha, ignorante, burro, temperamental, grosso, mal educado e neofascista; acima de tudo foi um grande amigo do Ustra (tido pela oposição como torturador); o capitão sempre bateu contra as milícias do Rio de Janeiro, sempre criticou o individualismo do seu guru Don Trump e é notório e público seu ódio pelos ditadores Stroessner e Pinochet; 
é um machão que supervaloriza a mulher e tem uma imensa preocupação com as minorias sociais deste país (índios, negros, homossexuais e pobres), tanto que seus ministros e filhos estão em permanente contato com lideranças políticas conceituadas, filósofos, sociólogos, educadores evitando contato com o seu guru Olavo de Carvalho, para humanisticamente proceder; na campanha eleitoral enfrentou seus adversários nos debates promovidos pela mídia e apresentou seu ‘Plano de Governo’ de forma didática e esclarecedora, tanto quanto em Davos e na ONU, diga-se, despertando atenção da elite mundial, pela forma firme, elegante e pelo conhecimento extraordinário, não apenas com os problemas do Brasil, mas também do Mundo; 
usa as redes sociais (escritas pelos filhos) para expressar suas preocupações políticas, culturais, artísticas, religiosas e ideológicas. Atento quer distância da igreja Católica e do Socialismo; Ensinou os filhos a trabalharem com honestíssimo amigo Queiroz e já afirmou que não gosta de laranjas (só fofoca da oposição); alguns dos seus ministros são verdadeiras obras de artes hilárias e ideias revolucionárias, como terraplanismo e geocentrismo...; apenas com apoio das Forças Armadas ele conseguirá consolidar a democracia com liberdade para o país (até poético é)..., como enfatizou no seu discurso do dia 07/03/19; 
Concluindo, pai de três garotos exemplares em todos os sentidos: educados, simpáticos e sérios, pessoas do bem, adorados pelos brasileiros pelo exemplo em seguir os conselhos do pai contra o neofascismo e enfim, o Presidente da República é um verdadeiro estadista democrata republicano, mais que isso, salvador da pátria, ou seja, é um mito! #TALQUEY!!!

02 março, 2019

Os garotos milicianos são piores que o pai, são maus, raivosos, prepotentes e psicopatas e, receio não serem humanos!!!

Os garotos milicianos são piores que o pai, são maus, raivosos, prepotentes e psicopatas e, receio não serem humanos!!!

A mais perigosa das três é a eduardanaro, que com o deboche ao episódio da prematura morte do neto do Lula, mostrou potencialidade de ser a substituta direta do papai presidente na ultra brilhante trajetória neofascista da politicagem deste país!!! E ainda tem muita gente que não consegue visualizar a mediocridade exposta nas falas, nos gestos e nas atitudes! Que pena que seja assim!!!

01 março, 2019

NEM O CINEMA OUSOU MOSTRAR TANTA MALDADE E ÓDIO



Os garotos milicianos são piores que o pai, são maus, raivosos, prepotentes e psicopatas e, receio não serem humanos!!!
A mais perigosa das três é a eduardanaro, que com o deboche ao episódio da prematura morte do neto do Lula, mostrou potencialidade de ser a substituta direta do papai presidente na ultra brilhante trajetória neofascista da politicagem deste país!!! E ainda tem muita gente que não consegue visualizar a mediocridade exposta nas falas, nos gestos e nas atitudes! Que pena que seja assim!!!

26 fevereiro, 2019

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO UM OLHAR SÓCIO-AMBIENTAL DA HISTÓRIA por JULIANA VAMERLATI SANTOS



















12 julho 2017 | 16:27
“Dedico esse trabalho a quatro pessoas que foram, são e sempre serão essenciais na minha vida: meus pais Tadeu e Kátia, meu irmão Marx e meu marido Sandro”.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
Programa de Pós-Graduação em História
UM OLHAR SÓCIO-AMBIENTAL DA HISTÓRIA: A trajetória do movimento ambientalista e seus conflitos com a atividade carbonífera no sul de Santa Catarina (1980-2008)
Juliana Vamerlati Santos
Florianópolis 2008
UM OLHAR SÓCIO-AMBIENTAL DA HISTÓRIA: A trajetória do movimento ambientalista e seus conflitos com a atividade carbonífera no sul de Santa Catarina (1980-2008)
Dissertação apresentada para a obtenção do título de Mestre pelo Curso de Pós Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina, sendo orientador o Prof. Dr. Waldir José Rampinelli.
Florianópolis 2008
Dedico esse trabalho a quatro pessoas que foram, são e sempre serão essenciais na minha vida: meus pais Tadeu e Kátia, meu irmão Marx e meu marido Sandro.
AGRADECIMENTOS
Certamente a concretização desse trabalho não seria possível sem a presença da minha família. Agradeço, imensamente, meus queridos pais, sinônimos de muito amor, preocupação, incentivo e confiança. Meu pai, Tadeu, acompanhou de perto toda a trajetória e foi meu mentor em cada passo trilhado. Minha mãe, Kátia, sempre minha confidente e incentivadora nas horas mais difíceis. O mesmo digo do meu amado esposo, Sandro, que durante esses anos demonstrou muita compreensão e paciência comigo, foi meu companheiro, conselheiro e orientador de todas as horas que precisei para realizar esse trabalho, principalmente na reta final. Nunca mediu esforços para ajudar, esteve sempre presente incentivando. É meu porto seguro para tudo, foi ele quem me deu forças para seguir nessa tumultuada jornada. Agradeço também ao meu irmão Marx, pelo seu apoio e entusiasmo ao meu trabalho. E aos demais familiares que me acompanharam nesse percurso, demonstrando apoio e preocupação.
Agradeço meu orientador, Prof. Waldir J. Rampinelli, por ter apostado em mim quando escolheu me orientar. Também sou grata pelo seu apoio, sugestões, correções e cobranças durante o curso. Aos professores da banca por terem aceitado participar. O Prof. João klug e o Prof. Armando Lisboa contribuíram muito com suas sugestões e comentários na banca da qualificação. Agradeço ainda o Prof. Emerson Campos por ter aceitado, prontamente, participar da banca da defesa. Não posso deixar também de agradecer o Prof. Adriano Luiz Duarte, que desde a graduação vem me acompanhando e apoiando, bem como me fornecendo ótimas sugestões, caminhos e bibliografia. A todos os amigos pela amizade e companheirismo. Em especial ao Giovanny N. Vianna, que foi durante todo o curso meu grande parceiro. Partilhamos das mesmas angústias e alegrias. Sempre esteve pronto a me ajudar e, principalmente, me acalmar em vários momentos. Ao Juan G. Fogaça, Rafael Pereira e Rafael Cunha, os amigos mais presentes na minha vida, que sempre me apoiaram no que precisei. À professora Zilda Lucca pela revisão de texto e à Cassiana Santos pelo Abstract. E por fim a todos que, de uma forma ou de outra, contribuíram para a realização dessa dissertação, em ordem alfabética: Antonio Pazzetto, César Spricigo, Fernando Zancan, Gilnei Fróes, Jairo Costa, João Marino, Joãozinho Natureza, Joaquim Teixeira, Milo, Nico Matiolla, Oswaldo Sevá, Padre Toni, Rogério Bardini, Susiane Formentin, Vanilda Zanette e Walterney Réus.
5 “Muita coisa não está intacta, mas a maior parte ainda é um paraíso. No meio do paraíso, uma ferida aberta, um bom pedaço de inferno: os escombros e a continuidade da atividade carbonífera.” Oswaldo A. Sevá
6 SUMÁRIO LISTA DE SIGLAS…………………………………………………………………………………………………..7 RESUMO…………………………………………………………………………………………………………………9 ABSTRACT……………………………………………………………………………………………………………..10 INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………………………..11
1 – A TRAJETÓRIA DA PIRITA E DO VERDE 1.1 – O CARVÃO COMO OBJETO HISTÓRICO DO SUL DE SANTA CATARINA………
21 1.2 – O MUNDO EM DEFESA DA ÁGUA, DO AR, DO SOLO, DA MATA…………………..
33 2 – A MILITÂNCIA CARACTERÍSTICA DA PRIMEIRA FASE DO MOVIMENTO (1980-1995) 2.1 – ARARANGUÁ: RIO POLUÍDO, ONDE TUDO COMEÇOU…………………………………
50 2.2 – SIDERÓPOLIS E O RASTRO DEVASTADOR DA MARION………………………………
58 2.3 – TUBARÃO: TREM, USINA – PROGRESSO OU POLUIÇÃO?…………………………….
70 2.4 – FÉ E NATUREZA: A PASTORAL DA ECOLOGIA…………………………………………….
82 3 – A MILITÂNCIA AINDA CONTINUA, MAS AGORA O INIMIGO É MAIS VISÍVEL (1995-2007) 3.1 – SÓCIOS DA NATUREZA: UMA TRAJETÓRIA DE PERSISTÊNCIA CONTRA O “OURO NEGRO”……………………………………………………………………………………………………..
89 3.2 – O ETERNO IMPASSE ENTRE A TERRA E O CARVÃO 3.2.1 – MORRO ESTEVÃO E ALBINO: UM CONFLITO, UMA VITÓRIA………………….
127 3.2.3 – A ESPERANÇA NA SANTA CRUZ AINDA CONTINUA……………………………….
139 3.3 – O MOVIMENTO PELA VIDA………………………………………………………………………….
155 CONSIDERAÇÕES FINAIS…………………………………………………………………………………..
158 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……………………………………………………………………..
162 ANEXOS………………………………………………………………………….