09 dezembro, 2011

FURACÃO CATARINA E O DESLIZAMENTO/DESMORONAMENTO DO NATAL DE 1995 E A ENCHENTE DE 1974









Foto AMESC
Foto NASA














Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 06 de dezembro de 2011.
(48 / 9985.0053 TIM)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.

www.tadeusantos.blogspot.com
(Publicado também todas terças na contracapa do jornal OTEMPO DIÁRIO)

........................................................................................................................................................Foto Kathia Monteiro

JUARÊS JOSÉ AUMOND (FURB) PALESTRANDO EM CRICIÚMA SUBESTIMA O ‘’FURACÃO CATARINA’’, TRATANDO-O COMO CICLONE EXTRA-TROPICAL E DESPREZA O DESLIZAMENTO DO NATAL DE 1995, NAS ENCOSTAS DOS APARADOS DA SERRA GERAL EM TIMBÉ DO SUL, JACINTO MACHADO, MORRO GRANDE, TREVISO E SIDERÓPOLIS.

(Acessem o blog abaixo para visualizar as imagens que falam por mil palavras)
www.deslizamento-timbedosul-sc.blogspot.com


Participamos da palestra proferida pelo Doutor José Aumond da FURB, no auditório do Oásis em Criciúma, numa promoção do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização – SINDSEG/SC. A iniciativa é de extrema significância, tendo sido realizada em quatro regiões do estado de SC conforme informou o presidente Paulo Luckmann, que na abertura fez um trágico balanço dos prejuízos tanto das tragédias climáticas, quanto de outras atividades, demonstrando sincera preocupação do SINDSEG/SC na busca de medidas que fortaleçam os aspectos preventivos em todos os setores da sociedade.

A didática apresentação do professor da FURB (com duração de 100 minutos) é muito bem elaborada, com dados e informações acerca das causas do aquecimento global, ilustrada com fotos (grande parte de sua autoria) mostrando locais onde as mudanças climáticas já estão acontecendo, como o derretimento de geleiras no Ártico, por exemplo.

Após a conclusão da palestra e antes de responder as perguntas formuladas por escrito pelos presentes, o Sr. Aumond fez a entrega ao Sr. Luckmann do ‘’Manual do Deslizamento’’, um elogiado guia sobre o tema produzido pelo Serviço Geológico dos EUA e Canadá, do qual sugerimos a Defesa Civil do Estado de SC adquirir para distribuir aos municípios catarinenses, principalmente aos que possuem áreas de risco.

Formulamos duas perguntas e uma observação por escrito, primeiro perguntando por que não incluiu a tragédia de 1974 em Tubarão, com 199 vítimas fatais, totalizando 250 mortos em toda região sul de SC. A resposta do Prof Aumond não poderia ser mais infeliz quando tentou justificar que não havia citado eventos de datas muito passadas, mas consta na sua relação dois eventos no Rio de Janeiro, um de 1960 e outro de 1967 em Caraguatatuba. A exclusão da tragédia de Tubarão em 1974 é imperdoável como também é a de Timbé do Sul em 1995. Divulgar a ocorrência dos eventos extremos de cada região é necessário e estratégico, porém que se faça sem exageros e com justiça aos que ocorrem na mesma região ou estado!

A segunda pergunta foi formulada porque ao mostrar as imagens do furacão Catarina o professor não mencionou em nenhum momento que foi um furacão, ou seja, nem pronunciou a palavra furacão, mas repetidas vezes ciclone extra-tropical, quando vários institutos e centros de meteorologia do país e até a NASA reconheceram como furacão – sendo inclusive o primeiro do Atlântico Sul (apesar da nota emitida pelo INPI/CPTEC em classificar como ciclone extra-tropical, porque erraram na previsão do tamanho do evento, pois foram os meteorologistas catarinenses que acertaram o grau de magnitude). Sua resposta foi evasiva e muito rápida quando argumentou que esta questão de interpretação é muito relativa e que poderíamos ficar horas debatendo...

Quanto ao terceiro ponto em forma de observação, escrevemos que discordávamos das suas precipitadas declarações de que o deslizamento de novembro de 2008, em Blumenau, havia sido o maior desastre com deslizamento de terra do Estado de Santa Catarina, quando ele deveria considerar o deslizamento das encostas dos Aparados da Serra Geral que atingiu os municípios de Timbé do Sul, Jacinto Machado, Morro Grande, Treviso e Siderópolis, todos na Bacia do Rio Araranguá (com 29 mortes na noite de Natal). Mais uma vez o técnico não fui humilde em responder que iria avaliar a provocação feita em forma de contribuição, pois de certa maneira foi incisivo afirmando que o deslizamento de 2008 no Morro do Baú foi o maior de Santa Catarina e que, infelizmente, os deslizamentos do Rio de Janeiro haviam sido maiores. Este termo ‘’infelizmente’’ pronunciado duas vezes pelo ‘’blumenauense’’ o denunciou como um trágico bairrista que quer super-dimensionar as tragédias climáticas ou naturais do Vale do Itajaí, desconsiderando as ocorridas no sul do estado de SC (numa espécie de disputa!!!), onde ocorrem não apenas a ‘’violência das águas’’, mas também a ‘’violência dos ventos’’, com ciclones extra-tropicais, tornados e o furacão Catarina.

Uma pena que não abriram para perguntas orais, como forma de proporcionar um democrático debate com o público presente, considerando a relevância do tema e do momento, pois gostaríamos de questionar, na ocasião, as inadequadas e inconvenientes respostas do professor as nossas pertinentes perguntas. Então o fizemos aqui neste documento com linguagem ‘’ongniana’’ e com um olhar ambientalista, onde humildemente sugerimos que o professor cite em suas palestras a famigerada termelétrica Jorge Lacerda/856MW, a maior emissora de CO² da América Latina pela queima de carvão mineral – o mais poluente de todos os combustíveis fósseis, já que em seus gráficos consta com a energia mais suja e emissora de CO2.

OBS. O professor precisa conhecer melhor a região sul de Santa Catarina e seus eventos extremos do clima, pois sua classificação de ‘’Região Carbonífera’’ não combina para definir áreas com ocorrências climáticas, mas sim de poluição. Por outro lado, o mesmo foi convidado para palestrar no II EFAMuC de 2009, confirmou e não apareceu, como nem justificou a ausência. No entanto agora vem a região sul, mas tratando-a com descaso ao minimizar os trágicos eventos ocorridos recentemente, podendo assim até colocar em jogo a credibilidade das suas informações.

ASSUNTOS QUE PODEREMOS ABORDAR NAS PRÓXIMAS EDIÇÕES:

 O SOM ALTO AINDA CONTINUA NO PERÍMETRO URBANO DE ARARANGUÁ, TANTO DE CARROS DE PROPAGANDA SONORA QUANTO DE JOVENS CIRCULANDO NAS VIAS PÚBLICAS.

 CAMPANHA ‘’LUGAR DE LIXO É NA LIXEIRA’’

 APOIAMOS A IDÉIA DA ‘’CALÇADA CONTEMPLATIVA’’ ENTRE A RODOVIÁRIA E A NOVA PONTE DA BARRANCA.

 SÓCRATES TINHA RAZÃO COM OS CONFLITOS QUE SURGIRÃO COM A COPA DO MUNDO...

 AMBIENTALISTAS CRIAM OSCIP NO MORRO DOS CONVENTOS.

 NOSSA PARTICIPAÇÃO NA 61ª REUNIÃO DO FUNDO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE / FNMA.

 ONG SÓCIOS DA NATUREZA FOI INDICADA PARA OCUPAR CADEIRA NA CT DO PROGRAMA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE II / PNMA II.