02 outubro, 2015

CASO CONDENAÇÃO DA ‘’CARBONÍFERA CRICIÚMA’

Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 02 de outubro 2015
(48 / 9985.0053 Vivo)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina. Participe também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada em defesa da natureza e de uma melhor qualidade de vida para toda população.
OBS. Lembrando que o simples ato de recomendar, comentar ou divulgar a leitura destas mensagens ou do blog a outras pessoas já é uma atitude ecologicamente correta!

‘’AQUI O MEIO AMBIENTE É TRATADO COM SERIEDADE, INDEPENDÊNCIA E ÉTICA!
BUSCAMOS DE FORMA ESTRITAMENTE VOLUNTÁRIA O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO,
POR ISSO COMBATEMOS QUALQUER TIPO DE RADICALISMO OU EXTREMISMO’’


(Publicado também no jornal O TEMPO DIÁRIO e no site da CONTATO, no FACEBOOK, além da publicação do link SOCIOAMBIENTALISMO em vários outros sites e blogs)

CASO CONDENAÇÃO DA ‘’CARBONÍFERA CRICIÚMA’’
            Que se faça ''Justiça Ambiental'' a outras mineradoras da região carbonífera do sul de Santa Catarina, que se diga, também são criminosamente culpadas pelo caos ecológico que se estabeleceu nas três bacias hidrográficas, com impactos ambientais irrecuperáveis nos ecossistemas hídricos de Araranguá e Urussanga, afetando também de Tubarão. No entanto, a de Tubarão acrescenta-se, ainda, a famigerada queima do carvão mineral na Jorge Lacerda (857 MW), considerado o combustível fóssil mais sujo e caro de todas as fontes existentes na Terra, porém mesmo com toda a desgraça socioambiental causada, continua na lista da Matriz Energética deste país!
            É de conhecimento público que por onde passa mina de carvão a vida acaba mesmo para os micro-organismos, que não sobrevivem com a intensa acidez da água, portanto, a bacia hidrográfica do Rio Mãe Luzia e do Araranguá estão totalmente comprometidas por causa desta ganância infecciosa dos mineradores, em que pese ainda a cumplicidade dos órgãos ambientais que pouco agem na fiscalização das mineradoras que são ferrenhamente defendidas por poderosos políticos e pela mídia da região sul de Santa Catarina!
OBS. Mediante os fatos e o conturbado histórico do licenciamento do projeto da USITESC, que se apresentava como limpo e verde, sem emissões e ainda prometiam recuperar o passivo ambiental utilizando carvão sujo na geração de energia (isto não existe!), além de outras peripécias inacreditáveis que sempre alertávamos denunciando sobre a veracidade das promessas de tecnologias novas que iriam adotar, que agora perdem toda a credibilidade!  
OBS. Estamos tentando junto a EPE e MME para ‘’reeditar a portaria 499’’ não permitindo mais que térmicas possam se habilitar no leilão da ANEEL, principalmente as geradas a Carvão Mineral.       
            Transcrevo aqui um trecho da intensa sentença proferida por Paulo Vieira Aveline, Juiz Federal do Poder Judiciário Seção Judiciária de Santa Catarina 4ª Vara Federal de Criciúma.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA Nº 5008054-12.2015.4.04.7204/SC

DESPACHO/DECISÃO
Cuida-se de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal em face de Carbonífera Criciúma S/A, Sanenge Obras Saneamento e Mineração Ltda, Alfredo Flávio Gazzolla, Zulma Lourdes Búrigo Gazzolla, Gustavo Gazzolla, José Luiz Freitas de Castro, Mirza Maria Nazário de Castro, Andrea Nazário de Castro, Márcia Nazário de Castro Holthausen e Wolfgang Friedrich, com pedido de antecipação de tutela formulado nos seguintes termos (evento 1):
d.1) que a Carbonífera Criciúma S/A seja intimada para: - no prazo de 5 (cinco) dias, retomar a operação da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), devendo tratar toda a água ácida gerada no empreendimento Mina Verdinho;
-  no prazo de 30 (trinta) dias, apresentar projeto de recuperação das áreas degradadas pela Mina Verdinho, incluindo depósitos de rejeitos, estradas e pátios lastreados com rejeitos e bacias; o projeto deverá ser apresentado à Fundação do Meio Ambiente (FATMA), com requerimento de licenciamento ambiental e pagamento das respectivas taxas de licenciamento; após, a empresa deverá executar o projeto de recuperação, conforme cronograma aprovado pela FATMA;
Relatou que nos autos do processo nº 93.8000533-4, a Carbonífera Criciúma foi condenada a recuperar as áreas que degradou com a atividade de mineração de carvão, estando a condenação em fase de cumprimento de sentença (autos nº 5001587-17.2015.4.04.7204). Ocorre que, do total de 412,46 hectares que teria que recuperar, a empresa ré concluiu a recuperação de apenas 119,68 hectares, restando, ainda, uma área de 292,78 hectares a ser recuperada, com um custo, para conclusão das obras restantes, estimado em R$ 175.000.000,00 (cento e setenta e cinco milhões de reais). Não bastasse isso, a equipe técnica do MPF, após realizar uma vistoria na Mina Verdinho, verificou que a Estação de Tratamentos de Efluentes estava desativada e que efluentes sem tratamento estavam sendo lançados no Rio Mãe Luzia, poluindo suas águas, bem como que os depósitos de rejeitos piritosos precisavam ser retirados da área e das estradas, pois estavam contaminando as bacias ali existentes.

Danos ambientais
(...).
O inciso III do artigo 3º da Lei nº 6.938/81 conceitua poluição como sendo toda a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; e, e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.

Documento eletrônico assinado por PAULO VIEIRA AVELINE, Juiz Federal, na forma do artigo 1º, inciso III, da Lei 11.419, de 19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17, de 26 de março de 2010. A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico http://www.trf4.jus.br/trf4/processos/verifica.php, mediante o preenchimento do código verificador 720000671049v286 e do código CRC fb6b7ae1.

Informações adicionais da assinatura: Signatário (a): PAULO VIEIRA AVELINE Data e Hora: 14/09/2015

A quem possa interessar a íntegra da sentença está publicada no blog SOCIOAMBIENTALISMO  www.tadeusantos.blogspot.com

NA PRÓXIMA EDIÇÃO ABORDAREMOS:
Ø  Nossa participação na 7ª Reunião Extraordinária do Comitê de Integração de Políticas Ambientais - CIPAM, em Brasília, depois de um espaço de tempo sem reuniões...

Ø  O problemático caso da irregular ocupação do solo no topo do Morro Azul no perímetro urbano de Araranguá, a intimidação a fauna e a consequente interferência no aspecto paisagístico deste belo cenário verde...

Ø  Solicitaremos a Associação de Moradores do Morro dos Conventos AMMC / UAMA que passem a adotar medidas de proteção conservacionistas e da busca por mais qualidade de vida aos moradores e visitantes do Santuário Ecológico!

Ø  Do resultado da reunião técnica na terça, dia 29, quando se discutirá aspectos técnicos na busca de soluções para conflitos surgidos nos debates ocorridos nas audiências públicas do Plano Diretor, do qual não participarei por estar no CONAMA.

Ø  Dos deliquentes que aterrorizam a população araranguaense com som automotivo, com ruídos ensurdecedores de motos, da chatice da propaganda sonora e agora com o novo modismo de estourar rojões na madrugada...

Ø  Nossa denúncia sobre a ensurdecedora poluição das motos em todo país foi protocolada no CONATRAN. Vamos aguardar!

Ø  Do descaso da administração para com o buraco na beira rio da Rua Rui Barbosa que poderá causar tragédia se desmoronar...

Ø  Dos parabéns a abençoada rótula que estão construindo no acesso à Barranca, uma sugestão reivindicada durante a construção do ‘’Contorno da Duplicação’’, pois era perceptível o perigo, tanto que ocorreram vários acidentes inclusive com vítimas fatais.

Ø  CONTORNO DA DUPLICAÇÃO...e o tardio agradecimento por ‘’não havermos’’ sido convidados para a inauguração da mencionada conquista da Sociedade Civil Araranguaense, que se diga, tivemos a honra de iniciar, de motivar e liderar o movimento até o final do licenciamento e das alterações no projeto. Ou existe alguma dúvida ou questionamento sobre a informação comprovadamente afirmativa!!!


Ø  Avaliem com muita seriedade e responsabilidade as entrevistas com declarações e promessas concedidas e publicadas pelo colunista Sandro Ramos (meu genro), acerca dos possíveis postulantes ao cargo de executivo do Município de Araranguá...  

23 setembro, 2015

SOCIOAMBIENTALISMO: DENÚNCIA AMBIENTAL GRAVÍSSIMA E O INSATISFATÓRIO P...

SOCIOAMBIENTALISMO: DENÚNCIA AMBIENTAL GRAVÍSSIMA E O INSATISFATÓRIO P...: Cidadania Ambiental Ararangu á – SC, 22 de outubro de 2015 (48 / 9985.0053 Vivo) tadeusantos@contato.net / tadeussantos51@gmail...

DENÚNCIA AMBIENTAL GRAVÍSSIMA E O INSATISFATÓRIO PLANO DE BACIAS DO ARARANGUÁ!!!

Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, 22 de outubro de 2015
(48 / 9985.0053 Vivo)

Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina. Participe também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada em defesa da natureza e de uma melhor qualidade de vida para toda população.
OBS. Lembrando que o simples ato de recomendar, comentar ou divulgar a leitura destas mensagens ou do blog a outras pessoas já é uma atitude ecologicamente correta!

‘’AQUI O MEIO AMBIENTE É TRATADO COM SERIEDADE, INDEPENDÊNCIA E ÉTICA!
BUSCAMOS DE FORMA ESTRITAMENTE VOLUNTÁRIA O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO,
POR ISSO COMBATEMOS QUALQUER TIPO DE RADICALISMO OU EXTREMISMO’’


(Publicado também no jornal O TEMPO DIÁRIO e no site da CONTATO, no FACEBOOK, além da publicação do link SOCIOAMBIENTALISMO em vários outros sites e blogs)


DENÚNCIA AMBIENTAL GRAVÍSSIMA!
            Morro Azul, uma das áreas verdes de maior relevância ecológica dentro perímetro urbano de Araranguá será desfigurada para atender interesses privados em detrimento dos interesses do coletivo, contrariando a Constituição e a Legislação Municipal, que considera o local como Patrimônio de Interesse Público!!!
            Alertamos que o impacto não será apenas na Fauna, mas também no aspecto paisagístico, em que pese ainda o comprometimento de nascentes do Açude Belinzoni, o principal manancial para o abastecimento de Água da população araranguaense.


O ''PLANO DE BACIAS DO ARARANGUÁ'' DEIXA A DESEJAR EM ALGUNS ASPECTOS!
                Participamos da plenária do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá - CGBHRA na data de 10 de setembro de 2015, onde foi oficialmente apresentado pela empresa PROFIL a proposta ''C'' da terceira e última etapa do Plano de Bacias do Araranguá.
                Infelizmente a condução dos trabalhos foi de certa forma um tanto autoritária pelo presidente do comitê e pela equipe técnica da empresa que elaborou o plano, pois foi perceptível a ferrenha defesa do trabalho apresentado e da artimanha e pressão para aprovar na respectiva plenária e que, se houvesse contribuições e sugestões complementares ou mesmo algum grave erro como ficou comprovado, deveria ser ajustado na hora!
                Apontamos uma incongruência conceitual na meta número 1, página 10, que propunha ''aumentar a disponibilidade hídrica'', proposta que nos parece imprópria quando o mais adequado seria ''disciplinar a disponibilidade hídrica'' em acordo com os principais objetivos e princípios da lei nº 9.433/97, até porque o aumento da disponibilidade hídrica se dará automaticamente apenas com a redução da poluição apontada na meta 2 que propõe ''reduzir as cargas poluidoras para a melhoria da qualidade da água''. 
                No entanto, o que mais nos intrigou no quadro dos objetivos foi o fato de mencionarem mineração, mas em momento algum apontaram o ''carvão'' nas metas, apenas o ''seixo rolado'', do qual dedicaram dois parágrafos enfatizando o impacto deste tipo de mineração. Outro item extremamente impactante aos recursos hídricos e não mencionado foi o poluente agrotóxico utilizado intensamente na Rizicultura!
                Não cabe ao Plano de Bacias fomentar a construção de grandes barragens, pois podem comprometer a dinâmica dos cursos d'água da bacia hidrográfica.
                Não foi citada a Sentença Judicial de 2000 que condenou as mineradoras a recuperarem o passivo ambiental e o Plano de Bacias deveria apontar que as recuperações não estão atendendo satisfatoriamente, considerando que o PH dos cursos d'água do lado norte da bacia está bem abaixo do permitido pela legislação.
                A outra omissão referente à Educação Ambiental é imperdoável, seja direta ou transversal em todas as metas, considerando que as mudanças nos corações e mentes só avançam quando existe uma possibilidade de sensibilização seja dos órgãos públicos, usuários e da sociedade civil. 
                Aqui vale lembrar que para garantir a conservação de áreas de especial interesse para os recursos hídricos deve ser apontado, também, que deve haver uma definição de limites também para a '''mineração de carvão''' e a '''rizicultura''' que usa o poluente '''agrotóxico'''   
                Existem outras colocações não tão pertinentes que poderemos apontar, se assim for possível, mediante o quadro que se apresenta.     
                O engenheiro Vinícius, representante da SDS, no calor das discussões foi feliz ao propor três alternativas, ou seja, a primeira a aprovação da proposta como foi apresentada (levando 6 votos), a segunda a aprovação com ressalvas (levando 11 votos) e a terceira pela não aprovação, de modo a dar tempo de promover os devidos ajustes e complementos em outra reunião (levando 3 votos) e 3 abstenções. Ou seja, venceu a segunda alternativa, porém o dono da empresa ''tentou'' impor que só aceitaria duas ressalvas ou complementações, a da inserção do carvão como atividade impactante e a da educação ambiental por causa da forte pressão dos poucos representantes da sociedade civil presentes na plenária.
                Consideramos as atitudes sutilmente autoritárias e infelizes, considerando que se trata da aprovação do ''Plano de Bacias'' em uma das bacias hidrográficas mais conflitantes do estado em relação aos impactos ambientais nos recursos hídricos, conforme reconhecimento dos técnicos representantes da SDS.
                Observamos ainda que estamos no Comitê do Araranguá desde que foi criado e que a experiência sugere cautela nestes momentos importantes, como a aprovação de um Plano de Bacias, principalmente porque a empresa PROFIL é a mesma que elaborou o de Tubarão, que foi considerado incompleto e insuficiente, tanto que foi engavetado.
                Recorremos a Diretoria de Recursos Hídricos - SDS no sentido de promover o devido ajuste, com as sugestões apontadas, de forma a complementar uma adequada redação ao Plano de Bacias do Araranguá, que deverá ser antes de tudo, um retrato fiel da realidade hídrica da bacia. Vemos o Plano de Bacias como uma espécie de constituição a ser seguida, com orientações definidas aos usos adequados dos recursos hídricos, de forma que motive e garanta à redução dos impactos a jusante e a montante deste território hidrográfico intensamente mal tratado e degradado da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá.


PRÓXIMA EDIÇÃO COMENTAREMOS:


Ø  OS AVANÇOS NO PROJETO ORLA 

E A PREOCUPANTE AUSÊNCIA DO POVO NAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS DO PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO DE ARARANGUÁ!!! 


15 setembro, 2015

O PARAÍSO É AQUI!!! Parte II

 (se gosta deste paraíso, favor ler até o final...)

            














Este paraíso é formado por vários ecossistemas que se interligam formando um bioma, porém o homem desobedece mesmo as mais básicas regras naturais do equilíbrio ecológico e não respeita critérios criados pelo próprio, que são as leis de proteção ao meio ambiente, principalmente o artigo 225 da Constituição Brasileira.
 
''''Bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas, que possuem certo nível de homogeneidade. São as comunidades biológicas, ou seja, as populações de organismos da fauna e da flora interagindo entre si e interagindo também com o ambiente físico chamado biótopo. Área biótica ou biótopo é a base onde estão assentados os seres vivos, é o chão, é o solo, são as águas, é o ar do ambiente. O biótipo significa o conjunto dos fatores do meio ambiente que não têm vida tais como a areia, as rochas, a argila, os minerais, as substâncias inorgânicas, o ar, a energia do ambiente, os raios, os trovões, os relâmpagos, o calor, a radioatividade, a luz solar, a energia de uma forma geral compõe o biótipo. (Wilkpédia)''''




            A história comprova que qualquer ação antrópica causa impacto por isso deve ser planejada para evitar o desequilíbrio ou o caos ecológico como bem demonstrou Jared Diamond no livro ''Colapso'', que trata do declínio das civilizações na história da humanidade, desde os sistemas políticos que definem a vida social e econômica no contexto da biosfera (e mesmo do universo) até as micros-vidas. A Microbiologia estuda os microrganismos, que pouco conhecemos, porém são vitais para a manutenção das cadeias que interagem na dinâmica dos sistemas, como por exemplo, a cadeia alimentar pela sobrevivência das espécies, que defini o equilíbrio ecológico através da interação e troca estabelecidas entre os seres vivos, desde os animais racionais e irracionais até os microrganismos como as bactérias.

           É neste contexto que pretendo abordar a importância de buscarmos o equilíbrio ecológico para evitarmos o caos em todos os sentidos, seja em qualquer ecossistema localizado na superfície ou no subsolo dos nossos paraísos, muitas vezes ignorados e subestimados, seja por ganância infecciosa ou pela loucura de certas pessoas.
            Para mantermos qualquer ''paraíso'' se faz necessário defender a integridade dos mesmos, com planos e projetos adequados, acompanhados de muita educação e persistência cidadã. Nós estamos fazendo a nossa parte participando do Plano Diretor de Araranguá, do Plano de Bacias da Bacia do Rio Araranguá e do Projeto Orla, ora contestando ideias retrógadas que atendem apenas interesses escusos, ora para contribuir construtivamente os respectivos objetivos da ética e da sensatez!

            Não obstante é bom esclarecer que para enfrentar posições contrárias é preciso paciência para fortalecer a persistência calcada e baseada em argumentos bem fundamentados, como tem ocorrido nestes últimos tempos contra a famigerada atividade carbonífera e a incomoda poluição sonora (agora também com rojões na madrugada), por exemplo, ainda que existam outras controvérsias como nos citados planos e em posicionamentos individuais totalmente desfocados e de baixo nível, que tentam nos intimidar na base da ignorância. Seja omissão ou ignorância entendemos que são resultantes da falta de educação das pessoas ou dos que controlam o poder estabelecido!
 
            Alertamos que neste paraíso estão ocorrendo impactos ambientais de várias formas pela inexistência de fiscalização dos órgãos ligados aos Poderes Públicos, que não cumprem a legislação e não atendem denúncias, digam-se, baseadas em relatórios, pesquisas e estudos qualificados sobre o paraíso denominado de Morro dos Conventos e região de entorno. 
            Nestes locais como em qualquer outros existem conflitos de interesses desde há muito tempo, só não vê quem quer ver, tanto desde 1996 quando tentaram aprovar um empreendimento em um local de extrema relevância ecológica e paisagística até o atual que trata do acesso de veículos a praia, causando impactos a todos os ecossistemas superficiais e subterrâneos...!!! Fica ai uma dica para os técnicos e pesquisadores elaborar uma lista das espécies da flora e fauna já extintas e em processo de extinção! 



            Com o tempo percebe-se que a visão de preservação ambiental para alguns é continuar vivendo nesta viagem da vida, não interessa se o estuário do rio Araranguá está detonado, que o peixe da água doce não se cria com baixo pH, se haverá vento desenhando a formação das dunas eólicas no Morro dos Conventos, muito menos saber se as restingas estão protegidas, se continua a ameaça a palmeira Trithrinax ou Carandá, nem ai para a redução das aves migratórias, do comprometimento da intensa variedade da vida marinha, imagina então dos microorganismos...!
            Existem vários exemplos de desequilíbrio da cadeia alimentar, porém o mais recente é a história dos lobos no Parque Nacional Yellowstone que após a reintrodução dos mesmos, depois de 50 anos (pois haviam sido exterminados) a volta promoveu significativa transformação contribuindo na formação de mais riachos... http://noctulachannel.com/lobo-yellowstone-cadeia-alimentar/
O paraíso mostrado nas imagens (em anexo) para ser preservado precisa de um eficaz monitoramento por parte da população e dos órgãos oficiais, com regras e critérios claros definidos consensualmente em um sério e idôneo ''Plano de Manejo'', resultante da esperada decisão do chefe do executivo municipal para dar continuidade ao processo de transformação das APPs em Unidades de Conservação - UC, iniciado em 2007 pela ONG Sócios da Natureza...
Tadêu santos

Sócios da Natureza
Organização Não-Governamental

CNPJ 02.605.984/0001-60
Ofício de Registro de Pessoas Jurídicas, Araranguá - SC – Livro nº A-2, Folhas nº 039, Registro nº 364 de 18/05/1998.

ONG criada em 05 de Junho de 1980 para defender a natureza e uma melhor qualidade de vida para Araranguá e a região sul de Santa Catarina.
(Prêmio Fritz Muller de 1985 e Menção Honrosa do Prêmio Chico Mendes em novembro de 2010,
instituído pelo ICMBio e MMA)

Ocupa a presidência do Conselho Ambiental do Município de Araranguá (COAMA) e
a Coordenação Geral da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses (FEEC), além de ser
Conselheira Representante da Região Sul do País no Conselho Nacional de Meio Ambiente CONAMA
e Conselheira do FNMA
Possui assento no FÓRUM INTERCONSELHOS da Presidência da República que discute o PPA 2016/2019

CONSIDERADA DE UTILIDADE PÚBLICA PELO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ
Lei nº , 1817 de 15 de junho de 1998

‘’trabalhando exclusivamente de forma voluntária e sempre buscando objetivos de interesse coletivo’’

Rua Caetano Lummertz nº 386/403 – CEP 88900 043 – Araranguá – Santa Catarina
Celular:  48 – 9985 0053 (Vivo)


10 setembro, 2015

DANNY COLLINS - NÃO OLHE PARA TRÁS


Recomendo pela bem sucedida mistura
de realidade com ficção conforme transcrição abaixo:

DANNY COLLINS - NÃO OLHE PARA TRÁS
 http://obaudoedu.blogspot.com.br/2015/04/danny-collins-nao-olhe-para-tras.html 


O roqueiro inglês Steve Tilston teve que esperar quarenta anos para descobrir, infelizmente depois da morte dele, que o beatle John Lennon havia lhe escrito uma carta. Revelada em 2010, a história inspira o roteiro da comédia dramática Não Olhe Para Trás, escrita e dirigida por Dan Fogelman, um experiente roteirista e estreante na direção. Na ficção, toma-se grande liberdade em relação ao ponto de partida, mudando tudo, a partir do nome do roqueiro, aqui Danny Collins (Al Pacino). Como na vida real, o que suscitou a carta de Lennon foi uma entrevista em que o jovem músico, então iniciando a carreira, manifestava o medo de que o sucesso e o dinheiro comprometessem sua inspiração. Lennon escreveu uma carta tranquilizadora, assinada por ele e Yoko Ono e deixando seu telefone. A carta, que fora encaminhada à revista que o entrevistou, no entanto, nunca chegou às suas mãos, a não ser décadas depois. No filme, quem finalmente descobre a carta é o empresário de Danny, Frank Grubman (Christopher Plummer), dando-a como presente de aniversário. No fim de uma festa regada a muita bebida e drogas, Danny vê a carta como uma lembrança de um passado perdido, em que ele sonhava ser um roqueiro original


. Ao contrário disso, tornou-se um sucesso, amparado em baladinhas fáceis e melosas e mantém sua riqueza com turnês em que seus velhos fãs praticamente o obrigam a cantar sempre as mesmas coisas. O centro da trama é a tentativa de Danny de se reencontrar consigo. Ele se instala num hotel, põe um piano no quarto e tenta compor algo diferente dos últimos anos. Annette Bening interpreta a gerente do hotel, inserindo um divertido contraponto na anarquia de Danny. Algumas das melhores cenas do filme pertencem aos dois. Ao mesmo tempo, Danny também procura resgatar uma culpa do passado, quando abandonou um filho. Hoje, Tom (Bobby Canavale) é adulto, casado com Samantha (Jennifer Garner) e com uma filha pequena, Hope (Giselle Eisenberg) e não quer ver o pai nem pintado. Neste núcleo familiar, localizam-se os maiores conflitos, que se desenrolam sem excesso de sentimentalismo. No final, Danny Collins é uma história emotiva, mas bem menos clichê do que se poderia esperar. Não é pouca coisa contar com Al Pacino e sua inesgotável energia – fazendo graça de si mesmo com um figurino para lá de cafona, mas tomando conta das nuances de um personagem menos óbvio do que parece.




A CARTA DE JOHN LENNON PARA STEVE TILSTON
John Lennon, em 1971, enviou uma carta a um músico inglês de folk que chegou ao destinatário com quase 40 anos de atraso. Na carta, assinada também por Yoko Ono, o ex-Beatle dava conselhos ao cantor folk Steve Tilston. Para John Lennon, Steve Tilston não devia se preocupar face à eventualidade de um êxito financeiro arruinar as letras de suas canções. Lennon escreveu a Steve Tilston e ao jornalista Richard Howell depois de ter lido uma entrevista que o cantor dera a este jornalista em 1971 e que foi publicada numa revista sobre música. Yono Ono, (que em 18 de Fevereiro completa 80 anos), diz que se recorda do momento em que o marido escreveu a Steve Tilston.

No excelente e mais recente livro de Hunter Davies "As Cartas de John Lennon", a carta para Tilston aparece nas páginas 234 e 235. É a 155ª carta. Aqui, com a exclusividade absoluta de sempre, a gente confere o que Hunter Davies fala sobre o episódio e o que Lennon realmente disse na carta que nunca foi entregue.
John sabia ser simpático com os fãs - na verdade, ele quase sempre era, mesmo quando o abordavam em momentos ruins —, escrevendo para eles cartas divertidas, amistosas. Às vezes, como no caso de um jovem músico chamado Steve Tilston, ele escreveu para completos desconhecidos, em resposta a algo que haviam, dito em um jornal ou revista. Em entrevista publicada na revista ZigZag, Tilston, que tinha 21 anos na época, perguntava se ficar rico poderia prejudicar sua capacidade de escrever músicas fortes. Em carta endereçada aTilston aos cuidados de Richard Howell, o jornalista que o entrevistara, John escreveu para dizer que ser rico não muda a forma de pensar. Ele também carimbou o endereço de sua casa e o número do telefone, que era o equivalente a encorajar o jovem Tilston a responder a ele, talvez até aparecer à porta dele. Não fez isso - o coitado do Tilston nunca recebeu a carta. Ela ficou na redação da ZiqZaq, que fechou não muito tempo depois. Ele só soube da existência dela em 2005, quando foi contatado por um fã americano dos Beatles que tinha comprado a carta e decidira procurar Tilston para saber quem ele era. Ao ler a carta pela primeira vez, Tilston disse que teria ficado emocionadíssimo se a tivesse recebido. "Achei que era uma carta bem fraternal. Não hostil, mas dando conselhos. Se eu a tivesse recebido lá atrás, meu jovem ego certamente teria telefonado para ele." Hoje, Tilston continua sendo músico e compositor, mora em Hebden Bridge, Yorkshire, e recentemente publicou seu primeiro romance. Não chegou a ficar rico, mas se deu bem na vida.
"Caros Steve Tilston & Richard Howell Ser rico não muda a sua vida no modo de pensar. A única diferença basicamente é que você não precisa se preocupar com dinheiro - comida - teto - etc, mas todas as outras experiências - emoções - relacionamentos - são os mesmos que os de qualquer um. Eu sei, já fui rico e pobre, assim como Yoko (rica - pobre - rica) então o que você acha disso?

Com amor, John & Yoko
COMPRE GOD SAVE US e salve OZ"