ARRECADAÇÃO
A ONG Sócios da Natureza chegará aos 30 anos de existência no dia 06 de Junho de 2010, para isso iniciará pela primeira vez em sua história uma campanha para arrecadação de donativos para manter a sobrevivência e dinâmica da organização voluntária e sem fins lucrativos, indicando a Conta nº 17095-3 da Agência 0427 da Caixa Econômica Federal de Araranguá. Qualquer quantia pode ser depositada tanto por pessoa física ou jurídica. Desde já agradecemos as contribuições. Os doadores que quiserem ter seus nomes divulgados devem entrar em contato com a coordenação da ONG pelo telefone 99850053 ou pelo e-mail sociosnatureza@contato.net
Este espaço foi criado com objetivo de provocar o debate, a aproximação, a crítica, a troca de informações e idéias, como também a pesquisa de questões socioambientais da região sul de Santa Catarina. Considerada uma das 14 áreas mais críticas ambientalmente do país em consequência da poluição gerada pela atividade carbonífera, é também castigada pela violência das águas e dos ventos, com enchentes que destroem e matam, além de ser epicentro do furacão Catarina - o primeiro do Atlântico Sul.
04 janeiro, 2010
22 dezembro, 2009
CIDADANIA AMBIENTAL 22 de Dezembro de 2009
Cidadania Ambiental Tadeu Santos 21/12/2009 – Última edição do ano.
CARVÃO AQUI NÃO
Quando as mineradoras mataram o Rio Araranguá na década de 70 perderam definitivamente o direito de minerar no Município. O crime é imperdoável e inafiançável, apenas a recuperação do manancial poderia dar-lhes o direito de mexer no subsolo araranguaense na busca do valioso minério. Minério este que está reservado para as futuras gerações de araranguaenses num caso de extrema necessidade de sobrevivência. A aprovação da Lei pelo Poder Legislativo e a sanção do Executivo poderá até vir ser atribuída de inconstitucional, mas para nós araranguaenses é soberana e a defenderemos sempre pela preservação dos nossos recursos naturais e por uma melhor qualidade de vida para a população.
II EFAMuC x COP 15
O Audiovisual sobre o II EFAMuC foi exibido na COP 15 em Copenhagen no dia 17 no KlimaFórum, certamente que fora do Bella Center porque tudo que era das ONGs foi boicotado, imagine então algo de um país latino americano. Para acessar pode ser via You Tube http://www.youtube.com/watch?v=ANLRohuv1Bg . Um outro curta produzido em São Paulo pelo TicTacTicTac também está no You Tube com a participação deste que escreve sob o link
http://www.youtube.com/meuclimadevolta#p/a/u/1/YD4DX8f0teo
ARARANGUÁ
A multa que foi imputada a mim no período eleitoral ainda não foi decidida em Florianópolis, por haver comentado que Araranguá estaria com a implantação da UFSC e do IF-SC dando um passo em direção a um futuro de qualidade e que o sistema de esgoto sanitário também seria um avanço na qualidade de vida da população. A Duplicação da BR-101 é, sem dúvida alguma, a obra que possibilitará o desenvolvimento para todos os setores. Finalmente a foz /barra do rio Araranguá poderá ser fixada para facilitar a entrada e saída de embarcações no caudaloso e navegável rio Araranguá, promovendo imensas oportunidades de desenvolvimento tanto na pesca quanto no turismo. Mas voltando a multa, não sabemos ainda qual o desfecho, enquanto isso poderemos continuar comentando sobre tudo isso que está vindo de bom para o município de Araranguá, porém o planejamento apontado no inovador Estatuto das Cidades que passa a orientar a ordenada implantação do Plano Diretor, poderá ficar mais difícil e com conseqüências graves na relação da expansão urbana e uso do solo. Estas preocupações foram debatidas nas leituras comunitárias e nas reuniões temáticas, mas será nas audiências publicas que se decidirá o futuro do planejamento urbano e rural. Na complementação da abordagem, não poderia faltar os encaminhamentos que estão sendo feitos em relação as adversidades do clima que estão acontecendo com frequência e intensidade aqui em Araranguá e região, no qual abordaremos numa próxima oportunidade.
ARRECADAÇÃO
A ONG Sócios da Natureza chegará aos 30 anos de existência no dia 06 de Junho de 2010, para isso iniciará pela primeira vez em sua história uma campanha para arrecadação de donativos para manter a sobrevivência e dinâmica da organização voluntária e sem fins lucrativos, indicando a Conta nº 17095-3 da Agência 0427 da Caixa Econômica Federal de Araranguá. Qualquer quantia pode ser depositada tanto por pessoa física ou jurídica. Desde já agradecemos as contribuições. Os doadores que quiserem ter seus nomes divulgados devem entrar em contato com a coordenação da ONG pelo telefone 99850053 ou pelo e-mail sociosnatureza@contato.net
FNMA
Assumimos no dia 11/12/09 a cadeira de titular representando o CONAMA no Conselho do FNMA, ficando a suplência com o CONSELHO NACIONAL DE COMANDANTES GERAIS DAS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES - CNCG.
FCMG
Como já comunicamos anteriormente passamos a participar como suplentes pela FEEC do FÓRUM CATARINENSE DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS / FCMG.
GTC
Coincidentemente na mesma data que o nosso projeto propondo a elaboração de mais estudos sobre as tragédias do clima que estão acontecendo aqui na região sul e a criação do Observatório do Clima foi reprovado pela FAPESC e 22ª SDR, o assessor da Presidência Fernando Aquino nos procurou propondo articular uma reunião aqui em Araranguá para implementar o GRUPO DE TRABALHO CIENTIFICO / GTC. Na semana passada recebemos telefonema do Presidente da FAPESC, Prof. Antônio Diomário Queiroz perguntando se estávamos dispostos a articular junto com o CGBHRA a reunião marcada para a data para 08 de Fevereiro de 2010.
DESORDEIROS SONOROS / Via pública (Rua/Avenida) não é pista de competição.
Importunar o trabalho e o sossego dos outros é o que interessa aos disc-jóqueis ambulantes que pairam em Araranguá e outras cidades deste país e que deve dar um imenso prazer aos desobedientes jovens, que sabem que estão violando o direito dos outros sem serem punidos, por alguma razão, porque tem pais poderosos ou porque estão drogados. Para quem mora no centro a madrugada de sexta pra sábado do dia 19/12/2009 foi um inferno, pois a cada meia hora algo extrapolava os limites da razão. Se tivesse uma viatura policial no centro certamente que teria apreendido uns dez carros apenas por irregularidade no trânsito. Somos da opinião que deveriam prender também os motoristas desordeiros.
Ouvir o barulho de uma cidade é imprescindível, coisa que não se pode evitar, porém quando os níveis de ruído ultrapassam o permitido pela legislação, o direito da população é desrespeitado de forma criminosa e é preciso a intervenção enérgica da autoridade. Transitar as 04:30 da madrugada pela cidade com o som ligado em alto volume é tão grave quanto praticar tráfico de drogas e em praça pública, pois o pânico provocado causa um malefício ao coletivo. Circular com cano de descarga alterado (carros e motos), além de produzir um barulho incômodo emite gases venenosos e de efeito estufa.
OBS. I - Carros com propaganda sonora agora circulam também aos domingos e ninguém faz nada para conter o abuso. Como não é um barulho normal de cidade e é prescindível deveria, portanto, haver regras para disciplinar o uso.
OBS. II - Ninguém é obrigado a ter que ouvir todos os dias ruídos ensurdecedores, programação com músicas de gosto duvidoso, inclusive algumas com palavrões, promessas de salvação, entre outras bobagens anti-culturais e educacionais.
OBS. III – Algo precisa ser feito para conter a má educação e intransigência, pois os jovens utilizam a via pública (Rua/Av) como se fosse uma pista de competição/corrida.
CARVÃO AQUI NÃO
Quando as mineradoras mataram o Rio Araranguá na década de 70 perderam definitivamente o direito de minerar no Município. O crime é imperdoável e inafiançável, apenas a recuperação do manancial poderia dar-lhes o direito de mexer no subsolo araranguaense na busca do valioso minério. Minério este que está reservado para as futuras gerações de araranguaenses num caso de extrema necessidade de sobrevivência. A aprovação da Lei pelo Poder Legislativo e a sanção do Executivo poderá até vir ser atribuída de inconstitucional, mas para nós araranguaenses é soberana e a defenderemos sempre pela preservação dos nossos recursos naturais e por uma melhor qualidade de vida para a população.
II EFAMuC x COP 15
O Audiovisual sobre o II EFAMuC foi exibido na COP 15 em Copenhagen no dia 17 no KlimaFórum, certamente que fora do Bella Center porque tudo que era das ONGs foi boicotado, imagine então algo de um país latino americano. Para acessar pode ser via You Tube http://www.youtube.com/watch?v=ANLRohuv1Bg . Um outro curta produzido em São Paulo pelo TicTacTicTac também está no You Tube com a participação deste que escreve sob o link
http://www.youtube.com/meuclimadevolta#p/a/u/1/YD4DX8f0teo
ARARANGUÁ
A multa que foi imputada a mim no período eleitoral ainda não foi decidida em Florianópolis, por haver comentado que Araranguá estaria com a implantação da UFSC e do IF-SC dando um passo em direção a um futuro de qualidade e que o sistema de esgoto sanitário também seria um avanço na qualidade de vida da população. A Duplicação da BR-101 é, sem dúvida alguma, a obra que possibilitará o desenvolvimento para todos os setores. Finalmente a foz /barra do rio Araranguá poderá ser fixada para facilitar a entrada e saída de embarcações no caudaloso e navegável rio Araranguá, promovendo imensas oportunidades de desenvolvimento tanto na pesca quanto no turismo. Mas voltando a multa, não sabemos ainda qual o desfecho, enquanto isso poderemos continuar comentando sobre tudo isso que está vindo de bom para o município de Araranguá, porém o planejamento apontado no inovador Estatuto das Cidades que passa a orientar a ordenada implantação do Plano Diretor, poderá ficar mais difícil e com conseqüências graves na relação da expansão urbana e uso do solo. Estas preocupações foram debatidas nas leituras comunitárias e nas reuniões temáticas, mas será nas audiências publicas que se decidirá o futuro do planejamento urbano e rural. Na complementação da abordagem, não poderia faltar os encaminhamentos que estão sendo feitos em relação as adversidades do clima que estão acontecendo com frequência e intensidade aqui em Araranguá e região, no qual abordaremos numa próxima oportunidade.
ARRECADAÇÃO
A ONG Sócios da Natureza chegará aos 30 anos de existência no dia 06 de Junho de 2010, para isso iniciará pela primeira vez em sua história uma campanha para arrecadação de donativos para manter a sobrevivência e dinâmica da organização voluntária e sem fins lucrativos, indicando a Conta nº 17095-3 da Agência 0427 da Caixa Econômica Federal de Araranguá. Qualquer quantia pode ser depositada tanto por pessoa física ou jurídica. Desde já agradecemos as contribuições. Os doadores que quiserem ter seus nomes divulgados devem entrar em contato com a coordenação da ONG pelo telefone 99850053 ou pelo e-mail sociosnatureza@contato.net
FNMA
Assumimos no dia 11/12/09 a cadeira de titular representando o CONAMA no Conselho do FNMA, ficando a suplência com o CONSELHO NACIONAL DE COMANDANTES GERAIS DAS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES - CNCG.
FCMG
Como já comunicamos anteriormente passamos a participar como suplentes pela FEEC do FÓRUM CATARINENSE DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS / FCMG.
GTC
Coincidentemente na mesma data que o nosso projeto propondo a elaboração de mais estudos sobre as tragédias do clima que estão acontecendo aqui na região sul e a criação do Observatório do Clima foi reprovado pela FAPESC e 22ª SDR, o assessor da Presidência Fernando Aquino nos procurou propondo articular uma reunião aqui em Araranguá para implementar o GRUPO DE TRABALHO CIENTIFICO / GTC. Na semana passada recebemos telefonema do Presidente da FAPESC, Prof. Antônio Diomário Queiroz perguntando se estávamos dispostos a articular junto com o CGBHRA a reunião marcada para a data para 08 de Fevereiro de 2010.
DESORDEIROS SONOROS / Via pública (Rua/Avenida) não é pista de competição.
Importunar o trabalho e o sossego dos outros é o que interessa aos disc-jóqueis ambulantes que pairam em Araranguá e outras cidades deste país e que deve dar um imenso prazer aos desobedientes jovens, que sabem que estão violando o direito dos outros sem serem punidos, por alguma razão, porque tem pais poderosos ou porque estão drogados. Para quem mora no centro a madrugada de sexta pra sábado do dia 19/12/2009 foi um inferno, pois a cada meia hora algo extrapolava os limites da razão. Se tivesse uma viatura policial no centro certamente que teria apreendido uns dez carros apenas por irregularidade no trânsito. Somos da opinião que deveriam prender também os motoristas desordeiros.
Ouvir o barulho de uma cidade é imprescindível, coisa que não se pode evitar, porém quando os níveis de ruído ultrapassam o permitido pela legislação, o direito da população é desrespeitado de forma criminosa e é preciso a intervenção enérgica da autoridade. Transitar as 04:30 da madrugada pela cidade com o som ligado em alto volume é tão grave quanto praticar tráfico de drogas e em praça pública, pois o pânico provocado causa um malefício ao coletivo. Circular com cano de descarga alterado (carros e motos), além de produzir um barulho incômodo emite gases venenosos e de efeito estufa.
OBS. I - Carros com propaganda sonora agora circulam também aos domingos e ninguém faz nada para conter o abuso. Como não é um barulho normal de cidade e é prescindível deveria, portanto, haver regras para disciplinar o uso.
OBS. II - Ninguém é obrigado a ter que ouvir todos os dias ruídos ensurdecedores, programação com músicas de gosto duvidoso, inclusive algumas com palavrões, promessas de salvação, entre outras bobagens anti-culturais e educacionais.
OBS. III – Algo precisa ser feito para conter a má educação e intransigência, pois os jovens utilizam a via pública (Rua/Av) como se fosse uma pista de competição/corrida.
NÓS LEIGOS AMBIENTAIS...
NÓS LEIGOS AMBIENTAIS...
Infelizmente o contundente discurso do Lula lá na COP não corresponde a prática aqui no Brasil, já que antes de viajar deixou o BNDES emprestar um Bilhão de R$ ao estrategista Eike Batista, dono absoluto da MPX para construir uma térmica a carvão no Maranhão (e construirá outras no Ceará e Pará) e assinou com a Dilma e o Tolmasquim procedimentos para apoiar mais térmicas em SC e no RS. Uma atitude totalmente inversa a vanguarda assumida em Copenhagen, portanto na contramão da história. Não dá pra entender!
O nosso Presidente empolgaria muito mais se tivesse proposto um acordo vinculante mais ousado que o de Kyoto, que foi bom, mas não é mais, pois tornou-se mercantilista e paliativo. Paliativo porque não reduz as emissões de gases efeito estufa, nem os da silenciosa e maléfica chuva ácida, nem a imensa quantidade de calor evaporado, além de toda a brutal agressão aos recursos naturais na exploração do minério.
Nós leigos entendemos que uma conferência deveria antes de tudo ser abrangente e democrática, oportunizando todas as tendências e correntes da ciência, juntamente com os atingidos/testemunhos, num debate amplo sobre o aquecimento global. Entendemos também que deveria haver uma identificação das várias formas de emissões, classificá-las e encontrar os procedimentos mais adequados de como reduzi-las sem causar falência a nenhum setor, porém é preciso sacrifício por parte do poluidor. Enquanto não houver recuo do lucro de nada adiantará discutir entre as partes, partes todas comprometidas com o poder econômico. A ONU não deveria reformular a COP? Torná-la mais socioambiental?
O que vimos nesta COP 15 foi uma imposição do poder econômico que polui o planeta, agindo por trás dos governantes, com o discurso de que os mesmos não podem reduzir as emissões porque geram divisas e empregos. Enquanto que ao mesmo tempo os governantes priorizavam a quantidade de dólares que iriam botar em cima da mesa, mesa que apontava dados sobre o desequilíbrio do clima na Terra. Estão distorcendo tudo. Dos 700 brasileiros que foram à Dinamarca, por exemplo, apenas 10% entendiam do que tratava a conferência, o resto foi fazer turismo e campanha eleitoral.
Quando se fala em mudanças climáticas no Brasil logo se pensa no criminoso desmatamento na Amazônia, enquanto que o mundo inteiro pensa na redução da queima de combustíveis fósseis e na combustão provocada pela imensa frota de veículos, por exemplo. Priorizar o combate apenas as queimadas não é eficientemente correto. Já manifestamos nossa indignação que o meio ambiente no Brasil não é só a Amazônia, outros biomas como a Mata Atlântica, Pantanal, Pampa, Cerrado e a Caatinga também precisam de atenção da União.
Criaram o FBMC apenas para a comunidade científica pensar as mudanças climáticas, pois não ouvem as populações afetadas. O PNMC só se aproveita a metade, o resto é bobagem. Enquanto que no sul do país estão acontecendo as tragédias do clima com uma freqüência e intensidade assustadora, como por exemplo o município de Araranguá – epicentro do furacão Catarina e reconhecido pelas suas catastróficas enchentes desde 1974, passou a registrar tormentas, vendavais, chuvas de granizo gigante, estiagens, ciclones extratropicais e tornados, ou seja, as comunidades desprotegidas ou que vivem em área de risco já estão vivendo uma nova concepção de vida, entrando em estado de pânico sempre que surge um vento repentino, uma nuvem mais escura ou trovoadas seguidas. O cenário da região sul de SC e RS já pode ser considerado estado de emergência climática.
Estudos mais profundos além da ciência da meteorologia como a geofísica, oceanografia, sociologia e ou qualquer outra que esclareça a população que quer respostas para melhor se prevenir e se adaptar.
Tadeu Santos - Coordenador da ONG Sócios da Natureza / Araranguá – SC, 22 de Dezembro de 2009.
Infelizmente o contundente discurso do Lula lá na COP não corresponde a prática aqui no Brasil, já que antes de viajar deixou o BNDES emprestar um Bilhão de R$ ao estrategista Eike Batista, dono absoluto da MPX para construir uma térmica a carvão no Maranhão (e construirá outras no Ceará e Pará) e assinou com a Dilma e o Tolmasquim procedimentos para apoiar mais térmicas em SC e no RS. Uma atitude totalmente inversa a vanguarda assumida em Copenhagen, portanto na contramão da história. Não dá pra entender!
O nosso Presidente empolgaria muito mais se tivesse proposto um acordo vinculante mais ousado que o de Kyoto, que foi bom, mas não é mais, pois tornou-se mercantilista e paliativo. Paliativo porque não reduz as emissões de gases efeito estufa, nem os da silenciosa e maléfica chuva ácida, nem a imensa quantidade de calor evaporado, além de toda a brutal agressão aos recursos naturais na exploração do minério.
Nós leigos entendemos que uma conferência deveria antes de tudo ser abrangente e democrática, oportunizando todas as tendências e correntes da ciência, juntamente com os atingidos/testemunhos, num debate amplo sobre o aquecimento global. Entendemos também que deveria haver uma identificação das várias formas de emissões, classificá-las e encontrar os procedimentos mais adequados de como reduzi-las sem causar falência a nenhum setor, porém é preciso sacrifício por parte do poluidor. Enquanto não houver recuo do lucro de nada adiantará discutir entre as partes, partes todas comprometidas com o poder econômico. A ONU não deveria reformular a COP? Torná-la mais socioambiental?
O que vimos nesta COP 15 foi uma imposição do poder econômico que polui o planeta, agindo por trás dos governantes, com o discurso de que os mesmos não podem reduzir as emissões porque geram divisas e empregos. Enquanto que ao mesmo tempo os governantes priorizavam a quantidade de dólares que iriam botar em cima da mesa, mesa que apontava dados sobre o desequilíbrio do clima na Terra. Estão distorcendo tudo. Dos 700 brasileiros que foram à Dinamarca, por exemplo, apenas 10% entendiam do que tratava a conferência, o resto foi fazer turismo e campanha eleitoral.
Quando se fala em mudanças climáticas no Brasil logo se pensa no criminoso desmatamento na Amazônia, enquanto que o mundo inteiro pensa na redução da queima de combustíveis fósseis e na combustão provocada pela imensa frota de veículos, por exemplo. Priorizar o combate apenas as queimadas não é eficientemente correto. Já manifestamos nossa indignação que o meio ambiente no Brasil não é só a Amazônia, outros biomas como a Mata Atlântica, Pantanal, Pampa, Cerrado e a Caatinga também precisam de atenção da União.
Criaram o FBMC apenas para a comunidade científica pensar as mudanças climáticas, pois não ouvem as populações afetadas. O PNMC só se aproveita a metade, o resto é bobagem. Enquanto que no sul do país estão acontecendo as tragédias do clima com uma freqüência e intensidade assustadora, como por exemplo o município de Araranguá – epicentro do furacão Catarina e reconhecido pelas suas catastróficas enchentes desde 1974, passou a registrar tormentas, vendavais, chuvas de granizo gigante, estiagens, ciclones extratropicais e tornados, ou seja, as comunidades desprotegidas ou que vivem em área de risco já estão vivendo uma nova concepção de vida, entrando em estado de pânico sempre que surge um vento repentino, uma nuvem mais escura ou trovoadas seguidas. O cenário da região sul de SC e RS já pode ser considerado estado de emergência climática.
Estudos mais profundos além da ciência da meteorologia como a geofísica, oceanografia, sociologia e ou qualquer outra que esclareça a população que quer respostas para melhor se prevenir e se adaptar.
Tadeu Santos - Coordenador da ONG Sócios da Natureza / Araranguá – SC, 22 de Dezembro de 2009.
07 dezembro, 2009
socioambientalismo - uma nova ideologia: LINK O AUDIOVISUAL DO II EFAMuC que rodar�em Copenhange
http://search.conduit.com/Results.aspx?q=www.tadeusantos.blogspot.com&SearchSourceOrigin=10&hl=pt-BR&SelfSearch=1&ctid=CT2304564&start=10
LINK O AUDIOVISUAL DO II EFAMuC que rodar�em Copenhange
http://search.conduit.com/Results.aspx?q=www.tadeusantos.blogspot.com&SearchSourceOrigin=10&hl=pt-BR&SelfSearch=1&ctid=CT2304564&start=10
LINK O AUDIOVISUAL DO II EFAMuC que rodará em Copenhange
http://search.conduit.com/Results.aspx?q=www.tadeusantos.blogspot.com&SearchSourceOrigin=10&hl=pt-BR&SelfSearch=1&ctid=CT2304564&start=10
30 novembro, 2009
UM DESABAFO CLIMÁTICO
Cidadania Ambiental
Tadeu Santos ONGSN – Araranguá, 01.12.2009
‘’UM DESABAFO CLIMÁTICO!’’
Que as mudanças climáticas já estão acontecendo no Sul do país não temos dúvida (SC e RS), porém o Brasil só fala no criminoso desmatamento da Amazônia, tanto os órgãos governamentais quanto a comunidade cientifica e ambientalista, com ampla cobertura da mídia. A impressão que se tem é que só o desmatamento da Amazônia é que emite CO², ignoram outras fontes sujas como a combustão e queima de combustíveis fósseis, que além de emitir gases efeito estufa emitem também gases prejudiciais à saúde pública. Estes influenciam no desequilíbrio do clima, tanto quanto o calor emitido pelas termelétricas. Não consideram as tragédias do clima no Sul de SC que estão causando pânico na população, matando e destruindo, tanto em áreas urbanas quanto rurais, com enormes prejuízos materiais.
Estamos participando de vários seminários, encontros e reuniões sobre mudanças climáticas em todo país, patrocinado por várias ONGs. Outro dia comentei que o município de Araranguá – epicentro do furacão Catarina havia sido contemplado com três eventos climáticos de considerável magnitude num período de apenas 15 dias, como a segunda maior enchente da bacia hidrográfica do rio Araranguá, felizmente sem vítimas, uma chuva de granizo com pedras de sete cm de diâmetro e um inédito tornado na segunda quinzena de setembro, ou seja, uma semana antes do II EFAMuC. A descrição não poderia ser mais trágica, considerando o sofrimento das pessoas atingidas e os prejuízos materiais, mas um comentário inapropriado ironizou que o município era o epicentro e que então tinha que se acostumar. Numa outra ocasião comentei da menina de treze anos que havia presenciado três eventos climáticos, iniciando com o furacão quando morava em Criciúma, depois três enchentes na Barranca e por último o tornado onde está morando no bairro Alto Feliz, quando um senhor inocentemente ironizou que então é ela que atrai o problema.
OBS. Se um vento repentino ou uma nuvem escura já é motivo de pânico na vida das pessoas que moram na região, imaginem então quando acontece o fenômeno!
Não é qualquer ‘’ventinho’’ ou vendaval que vira dois caminhões numa rodovia como a BR-101 e não é qualquer ‘’ventinho’’ que provoca ondas de seis metros como acorreu no Pântano do Sul na Ilha de Florianópolis. Nenhum dos eventos do dia 19 de novembro foi previsto com a violência e gravidade que ocorreu no sul do país, entre Porto Alegre/RS e Florianópolis/SC e por fim anunciaram como vendaval, quando as características foram de furacão e ciclone extratropical. Algo está errado com a eficiência da ciência da meteorologia, eventos como o do Catarina já causaram controvérsias na época, é preciso, portanto, buscar explicações com a geofísica e a oceanografia por exemplo. Estatisticamente a tendência é intensificar os eventos climáticos, porém não estão sendo adotadas medidas preventivas e a população não está preparada para uma adequada adaptação.
Realizamos o II Encontro de Fenômenos Naturais, Adversidades e Mudanças Climáticas da Região Sul, em 07 e 08 de Outubro, em Araranguá, e uma carta/manifesto foi lançada com as principais demandas, onde consta a elaboração de estudos mais profundos como forma de esclarecer a população que quer respostas as tragédias do clima e a criação de um Observatório do Clima em Araranguá. AS POPULAÇÕES AFETADAS PELAS TRAGÉDIAS DO CLIMA CONTINUAM QUERENDO RESPOSTAS!!!
FCMCG e FAPESC
Na reunião do FCMCG dia 24 em Fpolis, o assessor técnico da presidência da FAPESC, Prof. Fernando Fernandes Aquino nos procurou pedindo para que oficializássemos um convite a Presidência solicitando a criação do GTE na região da bacia do Araranguá, da mesma forma que já foi instalada na Bacia do Itajaí. A iniciativa da FAPESC se deu em razão de nós como foristas pela FEEC fazermos um apelo ao palestrante Prof. Antônio Diomário Queirós para que o governo catarinense olhasse com mais atenção as tragédias do clima que estão causando pânico e prejuízos à população do sul de Santa Catarina, já que o mesmo havia citado apenas o apoio dado a Bacia do Itajaí. A atenção dispensada não nos chamou atenção no momento (até porque o forista Magri (Tractebel) da FIESC já havia questionado sobre as tragédias ocorridas em Araranguá), mas sim a resposta negativa do Edital da FAPESC/SDR ao nosso projeto, que propôs mais estudos sobre as causas destes fenômenos, bem como a criação de um Observatório do Clima na região. Não dá pra entender!!!
PREPARATÓRIA COP 15
Em forma de denúncia e ao mesmo tempo de apelo manifestamos nossa indignação num único pronunciamento no seminário preparatório a CPO 15, realizado no Matila Cultural no centro de São Paulo, no dia 25/11/09. O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), maior estância governamental para discutir mudanças climáticas no país, subestimou os apelos das comunidades afetadas catarinenses atingidas pelas tragédias do clima não realizando um encontro em Fpolis em 2008, como também não responderam um convite para enviar um representante ao II EFAMuC, ou seja, o FBMC não quer ouvir a população pois devem se achar suficientemente entendidos de ‘’pânico e desespero’’, consequentemente sabem tratar das devidas medidas ‘’preventivas e de adaptação’’ com o mapeamento voltado para Amazônia. Apelamos também à comunidade ambientalista brasileira para que considerem as tragédias do clima em SC, onde comprovadamente as mudanças climáticas já estão acontecendo na região que mais emite CO² pela queima de combustíveis fósseis da América Latina. PORÉM NÃO ADIANTA, O FOCO É A AMAZÔNIA E PONTO FINAL!!! Agora, se o furacão Catarina e todas as tragédias do clima como enchentes, estiagens, chuvas de granizo, vendavais/temporais, ciclones extratropicais e tornados que estão acontecendo na região sul de Santa Catarina estivessem acontecendo em São Paulo, Rio ou na Amazônia a história seria diferente porque o enfoque seria outro, tanto pelo governo, ONGs e mídia. DÁ A IMPRESSÃO QUE LÁ DÁ REPERCUSSÃO NA MÍDIA MUNDIAL!!! SE DÁ REPERCUSSÃO, OS PAÍSES DO NORTE MANDAM DÓLARES!!!
50% das emissões brasileiras de gases efeito estufa estão na combustão e queima de combustíveis fósseis, entre outras várias fontes que ‘’também’’ causam mal a saúde pública e a natureza.
////////////////////////////
A MUDANÇA NÃO DEPENDE APENAS NO CLIMA, MAS EM TODOS NÓS!
Quando houve na noite de Natal de 1995 o maior deslizamento de terra do Brasil nas encostas da Serra Geral, no Sul de Santa Catarina (www.deslizamento-timbedosul-sc.blogspot.com), a grande mídia e nem o Estado Brasileiro deu a devida atenção a tragédia que arrastou 29 pessoas das áreas rurais localizadas abaixo das encostas, sendo que grande parte dos corpos nunca foram encontrados. Agricultores sobreviventes da localidade de Figueira declararam na época que a tragédia começou depois que duas nuvens de ‘’cores diferentes’’ se chocaram caindo inteiras sobre as encostas dos Aparados da Serra Geral, atingindo as encostas de três municípios (Timbé do Sul, Jacinto Machado e Siderópolis) e destruindo tudo que tinha pela frente na bacia hidrográfica do rio Araranguá num trajeto de 40 km até o mar, entulhando a praia do Morro dos Conventos e Arroio do Silva, com troncos e toras de madeira num trecho de aproximadamente 20 km de extensão.
Diferentemente da tragédia de Angra dos Reis ou do Vale do Itajaí/SC, em 2008, na citada região atingida pelos deslizamentos não havia moradias embaixo dos morros ou em qualquer área considerada de risco, como também não havia desmatamento comprometedor nas encostas. O que intriga neste inusitado caso é a imensa quantidade de chuva num mesmo momento e numa mesma área de aproximadamente 15 km ainda preservada. Na época a gravidade do fato trouxe uma equipe de estudiosos da UFSC para avaliar durante uma semana o evento extremo que causou o gigante deslizamento, provocando prejuízos incalculáveis à agricultura e aos bens públicos dos municípios afetados, porém sem um parecer conclusivo sobre a causa da catástrofe climática.
O uso inadequado do solo tem acelerado e contribuído com os processos de deslizamentos principalmente em perímetros urbanos. A ganância infecciosa por um desenvolvimento desordenado tem causado o desequilíbrio do clima, seja pela indústria ou pela agricultura, com a ocorrência de tormentas, vendavais, enchentes, estiagens, ciclones extratropicais, tornados e furacões. Enquanto ainda muitos continuarem pensando que todos os eventos extremos são apenas fenômenos e desastres naturais e que o lucro está acima de tudo, não podemos esperar dos governantes atitudes e medidas para reduzir o impacto das tragédias, sejam elas climáticas ou não, que estatisticamente passarão a ocorrer com mais intensidade e frequência. Mais uma vez a comunicação é importante para sensibilizar os que ainda não perceberam que algo está mudando e mudando pra pior.
Baseados nas divergências entre os órgãos responsáveis pelas leituras meteorológicas, inclusive as feitas pelas redes de televisão, solicitamos ao Estado Catarinense e Brasileiro que estudos mais profundos, além da ciência da meteorologia, sejam realizados urgentemente. Estudos abrangendo a geofísica, a oceanografia, a sociologia ou qualquer outra ciência que venha esclarecer de vez a população atingida, de forma a orientar adequadamente a prevenção e adaptação às comunidades desprotegidas à força dos ventos e às que vivem em áreas de risco para enchentes e deslizamentos.
Infelizmente a comoção pública nestas tragédias é momentânea e muitos governantes tiram proveito político eleitoral, como também grande parte dos recursos não chegam ao adequado destino. Não existe uma investigação adequada quando se trata de verbas para catástrofes naturais, pois geralmente os ‘’espertos’’ que estão de olho na grana, incrivelmente apelam denunciando qualquer medida cautelar que promova seriedade na aplicação. Entidades denunciam, mas a mídia não publica ou divulga. A grande e média mídia de SC tem boicotado descaradamente denúncias e alertas quando se trata de meio ambiente. A alternativa que resta as ONGs por enquanto é a internet.
Não basta só mapear as áreas vulneráveis e as áreas de risco com o anúncio da implantação de medidas de prevenção e adaptação aos novos tempos que estão chegando, antes é preciso mudar os corações e mentes das pessoas, fazendo-as perceber que chegamos a um limite tal de exploração dos recursos naturais, no qual só deveríamos utilizá-los para atender as atuais necessidades sem, no entanto, prejudicar o direito das futuras gerações. Isto parece papo furado de ambientalista, mas é a mais perfeita avaliação do atual quadro geopolítico ambiental.
Desde o fato citado da noite de Natal de 1995, a divulgação pela mídia tem sido maior, até porque os eventos extremos têm ocorrido com mais frequência e intensidade, não apenas na região sul de SC. Se todos nós somos culpados pelo desequilíbrio ecológico, o setor das comunicações talvez seja um dos mais culpados, pois mantém contato diariamente com as pessoas de todas as faixas sociais e etárias. Nossas vidas, direta ou indiretamente, estão sujeitas a influência positiva ou negativa do que vemos, ouvimos ou lemos diariamente. A mídia ainda não percebeu o poder que têm ou sabe muito bem e oportunamente aproveita para manipular nossas vidas de acordo com seus interesses.
A mídia tem a função de informar com responsabilidade, divulgando não apenas os efeitos, mas investigando as causas para entenderem também como cidadãos. Coberturas oportunistas desviam atenção de debates mais sérios que poderiam levar os segmentos organizados da sociedade civil cobrar medidas eficazes dos governantes. Exploração do sentimento dos sobreviventes ou parentes, com entrevistas oportunistas poderia dar lugar a informações esclarecedoras sobre as causas e medidas preventivas. A sacada mais produtiva seria saber transmitir as catástrofes de tal forma que convencesse a opinião pública a não cometer mais erros, inclusive aos políticos / governantes. A mídia teria esta capacidade transformadora/revolucionária de informar educando a população, porém seus patrocinadores privados e governamentais não permitirão com receio que o lucro venha ser reduzido. Como então lidar com este conflito se a possível solução está na redução da degradação ambiental, caso específico da COP 15. Por isso insistimos que a mudança não está apenas no clima, mas em todos nós!
Tadeu Santos - Coordenador dos Sócios da Natureza – ONG Conselheira do CONAMA e FNMA- Biênio 2009/2011 pela Região Sul do Brasil. Araranguá - SC, 10/01/2010. Tel 48/35221818 – 48/99850053
Tadeu Santos ONGSN – Araranguá, 01.12.2009
‘’UM DESABAFO CLIMÁTICO!’’
Que as mudanças climáticas já estão acontecendo no Sul do país não temos dúvida (SC e RS), porém o Brasil só fala no criminoso desmatamento da Amazônia, tanto os órgãos governamentais quanto a comunidade cientifica e ambientalista, com ampla cobertura da mídia. A impressão que se tem é que só o desmatamento da Amazônia é que emite CO², ignoram outras fontes sujas como a combustão e queima de combustíveis fósseis, que além de emitir gases efeito estufa emitem também gases prejudiciais à saúde pública. Estes influenciam no desequilíbrio do clima, tanto quanto o calor emitido pelas termelétricas. Não consideram as tragédias do clima no Sul de SC que estão causando pânico na população, matando e destruindo, tanto em áreas urbanas quanto rurais, com enormes prejuízos materiais.
Estamos participando de vários seminários, encontros e reuniões sobre mudanças climáticas em todo país, patrocinado por várias ONGs. Outro dia comentei que o município de Araranguá – epicentro do furacão Catarina havia sido contemplado com três eventos climáticos de considerável magnitude num período de apenas 15 dias, como a segunda maior enchente da bacia hidrográfica do rio Araranguá, felizmente sem vítimas, uma chuva de granizo com pedras de sete cm de diâmetro e um inédito tornado na segunda quinzena de setembro, ou seja, uma semana antes do II EFAMuC. A descrição não poderia ser mais trágica, considerando o sofrimento das pessoas atingidas e os prejuízos materiais, mas um comentário inapropriado ironizou que o município era o epicentro e que então tinha que se acostumar. Numa outra ocasião comentei da menina de treze anos que havia presenciado três eventos climáticos, iniciando com o furacão quando morava em Criciúma, depois três enchentes na Barranca e por último o tornado onde está morando no bairro Alto Feliz, quando um senhor inocentemente ironizou que então é ela que atrai o problema.
OBS. Se um vento repentino ou uma nuvem escura já é motivo de pânico na vida das pessoas que moram na região, imaginem então quando acontece o fenômeno!
Não é qualquer ‘’ventinho’’ ou vendaval que vira dois caminhões numa rodovia como a BR-101 e não é qualquer ‘’ventinho’’ que provoca ondas de seis metros como acorreu no Pântano do Sul na Ilha de Florianópolis. Nenhum dos eventos do dia 19 de novembro foi previsto com a violência e gravidade que ocorreu no sul do país, entre Porto Alegre/RS e Florianópolis/SC e por fim anunciaram como vendaval, quando as características foram de furacão e ciclone extratropical. Algo está errado com a eficiência da ciência da meteorologia, eventos como o do Catarina já causaram controvérsias na época, é preciso, portanto, buscar explicações com a geofísica e a oceanografia por exemplo. Estatisticamente a tendência é intensificar os eventos climáticos, porém não estão sendo adotadas medidas preventivas e a população não está preparada para uma adequada adaptação.
Realizamos o II Encontro de Fenômenos Naturais, Adversidades e Mudanças Climáticas da Região Sul, em 07 e 08 de Outubro, em Araranguá, e uma carta/manifesto foi lançada com as principais demandas, onde consta a elaboração de estudos mais profundos como forma de esclarecer a população que quer respostas as tragédias do clima e a criação de um Observatório do Clima em Araranguá. AS POPULAÇÕES AFETADAS PELAS TRAGÉDIAS DO CLIMA CONTINUAM QUERENDO RESPOSTAS!!!
FCMCG e FAPESC
Na reunião do FCMCG dia 24 em Fpolis, o assessor técnico da presidência da FAPESC, Prof. Fernando Fernandes Aquino nos procurou pedindo para que oficializássemos um convite a Presidência solicitando a criação do GTE na região da bacia do Araranguá, da mesma forma que já foi instalada na Bacia do Itajaí. A iniciativa da FAPESC se deu em razão de nós como foristas pela FEEC fazermos um apelo ao palestrante Prof. Antônio Diomário Queirós para que o governo catarinense olhasse com mais atenção as tragédias do clima que estão causando pânico e prejuízos à população do sul de Santa Catarina, já que o mesmo havia citado apenas o apoio dado a Bacia do Itajaí. A atenção dispensada não nos chamou atenção no momento (até porque o forista Magri (Tractebel) da FIESC já havia questionado sobre as tragédias ocorridas em Araranguá), mas sim a resposta negativa do Edital da FAPESC/SDR ao nosso projeto, que propôs mais estudos sobre as causas destes fenômenos, bem como a criação de um Observatório do Clima na região. Não dá pra entender!!!
PREPARATÓRIA COP 15
Em forma de denúncia e ao mesmo tempo de apelo manifestamos nossa indignação num único pronunciamento no seminário preparatório a CPO 15, realizado no Matila Cultural no centro de São Paulo, no dia 25/11/09. O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), maior estância governamental para discutir mudanças climáticas no país, subestimou os apelos das comunidades afetadas catarinenses atingidas pelas tragédias do clima não realizando um encontro em Fpolis em 2008, como também não responderam um convite para enviar um representante ao II EFAMuC, ou seja, o FBMC não quer ouvir a população pois devem se achar suficientemente entendidos de ‘’pânico e desespero’’, consequentemente sabem tratar das devidas medidas ‘’preventivas e de adaptação’’ com o mapeamento voltado para Amazônia. Apelamos também à comunidade ambientalista brasileira para que considerem as tragédias do clima em SC, onde comprovadamente as mudanças climáticas já estão acontecendo na região que mais emite CO² pela queima de combustíveis fósseis da América Latina. PORÉM NÃO ADIANTA, O FOCO É A AMAZÔNIA E PONTO FINAL!!! Agora, se o furacão Catarina e todas as tragédias do clima como enchentes, estiagens, chuvas de granizo, vendavais/temporais, ciclones extratropicais e tornados que estão acontecendo na região sul de Santa Catarina estivessem acontecendo em São Paulo, Rio ou na Amazônia a história seria diferente porque o enfoque seria outro, tanto pelo governo, ONGs e mídia. DÁ A IMPRESSÃO QUE LÁ DÁ REPERCUSSÃO NA MÍDIA MUNDIAL!!! SE DÁ REPERCUSSÃO, OS PAÍSES DO NORTE MANDAM DÓLARES!!!
50% das emissões brasileiras de gases efeito estufa estão na combustão e queima de combustíveis fósseis, entre outras várias fontes que ‘’também’’ causam mal a saúde pública e a natureza.
////////////////////////////
A MUDANÇA NÃO DEPENDE APENAS NO CLIMA, MAS EM TODOS NÓS!
Quando houve na noite de Natal de 1995 o maior deslizamento de terra do Brasil nas encostas da Serra Geral, no Sul de Santa Catarina (www.deslizamento-timbedosul-sc.blogspot.com), a grande mídia e nem o Estado Brasileiro deu a devida atenção a tragédia que arrastou 29 pessoas das áreas rurais localizadas abaixo das encostas, sendo que grande parte dos corpos nunca foram encontrados. Agricultores sobreviventes da localidade de Figueira declararam na época que a tragédia começou depois que duas nuvens de ‘’cores diferentes’’ se chocaram caindo inteiras sobre as encostas dos Aparados da Serra Geral, atingindo as encostas de três municípios (Timbé do Sul, Jacinto Machado e Siderópolis) e destruindo tudo que tinha pela frente na bacia hidrográfica do rio Araranguá num trajeto de 40 km até o mar, entulhando a praia do Morro dos Conventos e Arroio do Silva, com troncos e toras de madeira num trecho de aproximadamente 20 km de extensão.
Diferentemente da tragédia de Angra dos Reis ou do Vale do Itajaí/SC, em 2008, na citada região atingida pelos deslizamentos não havia moradias embaixo dos morros ou em qualquer área considerada de risco, como também não havia desmatamento comprometedor nas encostas. O que intriga neste inusitado caso é a imensa quantidade de chuva num mesmo momento e numa mesma área de aproximadamente 15 km ainda preservada. Na época a gravidade do fato trouxe uma equipe de estudiosos da UFSC para avaliar durante uma semana o evento extremo que causou o gigante deslizamento, provocando prejuízos incalculáveis à agricultura e aos bens públicos dos municípios afetados, porém sem um parecer conclusivo sobre a causa da catástrofe climática.
O uso inadequado do solo tem acelerado e contribuído com os processos de deslizamentos principalmente em perímetros urbanos. A ganância infecciosa por um desenvolvimento desordenado tem causado o desequilíbrio do clima, seja pela indústria ou pela agricultura, com a ocorrência de tormentas, vendavais, enchentes, estiagens, ciclones extratropicais, tornados e furacões. Enquanto ainda muitos continuarem pensando que todos os eventos extremos são apenas fenômenos e desastres naturais e que o lucro está acima de tudo, não podemos esperar dos governantes atitudes e medidas para reduzir o impacto das tragédias, sejam elas climáticas ou não, que estatisticamente passarão a ocorrer com mais intensidade e frequência. Mais uma vez a comunicação é importante para sensibilizar os que ainda não perceberam que algo está mudando e mudando pra pior.
Baseados nas divergências entre os órgãos responsáveis pelas leituras meteorológicas, inclusive as feitas pelas redes de televisão, solicitamos ao Estado Catarinense e Brasileiro que estudos mais profundos, além da ciência da meteorologia, sejam realizados urgentemente. Estudos abrangendo a geofísica, a oceanografia, a sociologia ou qualquer outra ciência que venha esclarecer de vez a população atingida, de forma a orientar adequadamente a prevenção e adaptação às comunidades desprotegidas à força dos ventos e às que vivem em áreas de risco para enchentes e deslizamentos.
Infelizmente a comoção pública nestas tragédias é momentânea e muitos governantes tiram proveito político eleitoral, como também grande parte dos recursos não chegam ao adequado destino. Não existe uma investigação adequada quando se trata de verbas para catástrofes naturais, pois geralmente os ‘’espertos’’ que estão de olho na grana, incrivelmente apelam denunciando qualquer medida cautelar que promova seriedade na aplicação. Entidades denunciam, mas a mídia não publica ou divulga. A grande e média mídia de SC tem boicotado descaradamente denúncias e alertas quando se trata de meio ambiente. A alternativa que resta as ONGs por enquanto é a internet.
Não basta só mapear as áreas vulneráveis e as áreas de risco com o anúncio da implantação de medidas de prevenção e adaptação aos novos tempos que estão chegando, antes é preciso mudar os corações e mentes das pessoas, fazendo-as perceber que chegamos a um limite tal de exploração dos recursos naturais, no qual só deveríamos utilizá-los para atender as atuais necessidades sem, no entanto, prejudicar o direito das futuras gerações. Isto parece papo furado de ambientalista, mas é a mais perfeita avaliação do atual quadro geopolítico ambiental.
Desde o fato citado da noite de Natal de 1995, a divulgação pela mídia tem sido maior, até porque os eventos extremos têm ocorrido com mais frequência e intensidade, não apenas na região sul de SC. Se todos nós somos culpados pelo desequilíbrio ecológico, o setor das comunicações talvez seja um dos mais culpados, pois mantém contato diariamente com as pessoas de todas as faixas sociais e etárias. Nossas vidas, direta ou indiretamente, estão sujeitas a influência positiva ou negativa do que vemos, ouvimos ou lemos diariamente. A mídia ainda não percebeu o poder que têm ou sabe muito bem e oportunamente aproveita para manipular nossas vidas de acordo com seus interesses.
A mídia tem a função de informar com responsabilidade, divulgando não apenas os efeitos, mas investigando as causas para entenderem também como cidadãos. Coberturas oportunistas desviam atenção de debates mais sérios que poderiam levar os segmentos organizados da sociedade civil cobrar medidas eficazes dos governantes. Exploração do sentimento dos sobreviventes ou parentes, com entrevistas oportunistas poderia dar lugar a informações esclarecedoras sobre as causas e medidas preventivas. A sacada mais produtiva seria saber transmitir as catástrofes de tal forma que convencesse a opinião pública a não cometer mais erros, inclusive aos políticos / governantes. A mídia teria esta capacidade transformadora/revolucionária de informar educando a população, porém seus patrocinadores privados e governamentais não permitirão com receio que o lucro venha ser reduzido. Como então lidar com este conflito se a possível solução está na redução da degradação ambiental, caso específico da COP 15. Por isso insistimos que a mudança não está apenas no clima, mas em todos nós!
Tadeu Santos - Coordenador dos Sócios da Natureza – ONG Conselheira do CONAMA e FNMA- Biênio 2009/2011 pela Região Sul do Brasil. Araranguá - SC, 10/01/2010. Tel 48/35221818 – 48/99850053
26 novembro, 2009
CIDADANIA AMBIENTAL 24 de Novembro de 2009
Cidadania Ambiental
Tadeu Santos – Araranguá/SC, 25/11/2009.
FIXAÇÃO FOZ / BARRA NO SEU DEVIDO LUGAR...
Para nós a melhor notícia não foi apenas a assinatura do convênio entre a PMA e a CEF para a fixação da foz/barra do Rio Araranguá, no dia 20/11/09, mas a declaração do Eng. Edney, da Engera, na Assembléia do Comitê Araranguá (CGBHRA) no dia 17, quando anunciou a alternativa ambiental mais vantajosa para o local dos molhes próximo a Ilhas, atendendo a reivindicação da ONG Sócios da Natureza na reunião pública ocorrida em Ilhas e em vários documentos desde 2005. No nosso entender se mantivessem a proposta de construir mais próximo ao Morro dos Conventos dificilmente iria ser aprovado pelo órgão licenciador IBAMA, como também não seria do agrado da comunidade de Ilhas e do balneário do Morro dos Conventos. Indiscutivelmente mais ao sul o impacto ambiental é bem maior que ao norte da foz, faria com que o MPF solicitasse mais estudos, medidas mitigadoras e compensatórias ao empreendedor. O Secretário Nacional de Saneamento Ambiental Leodegar Tisckoski, o homem que viabilizou o recurso pra fixação, solicitou apoio a aprovação do projeto quando comentamos que propomos ao CGBHRA uma Moção de Apoio das 45 entidades mais importantes da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, naturalmente desde que cumpram com a legislação ambiental e as diretrizes da Lei dos Recursos Hídricos nº 9.433/97, afinal sempre defendemos a fixação baseado num EIA-RIMA e num Projeto de Engenharia.
OBS. Como sempre os ‘eventos políticos’ são concorridíssimos e por vezes até hilários em função do oportunismo dos candidatos. Deveriam os mesmos agir com mais discrição e dispor de discurso fundamentado, com dados e informações precisas em relação ao tema específico.
ESTAMOS NUM CORREDOR CLIMÁTICO...
Mais uma vez a meteorologia falhou não enfatizando a violência do temporal/vendaval do dia 19 de novembro passado. Comprovadamente estamos num corredor de eventos de um clima em desequilíbrio, porém ainda não sabemos o porquê, por isso a importância da criação do Centro de Estudos Ambientais e Climáticos – CEAMCO, em Araranguá, através do TSGA que tem parceria com a UFSC, EMBRAPA e EPAGRI. Outro projeto voltado a mesma questão está à espera de aprovação na 22ª SDR/FAPESC, intitulado ‘’Estudos e Observatório do Clima no Sul de Santa Catarina’’. Se aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico da 22ª SDR, uma equipe de profissionais locais formará um grupo de estudos com especialistas em meteorologia, geofísica, oceanografia, sociologia e outras ciências para identificar quais as reais causas da significativa frequência e intensidade de eventos do clima que vem ocorrendo na região. Se o recurso permitir será criado o Observatório do Clima no qual estamos encaminhando ofício ao Secretário Schmidt, atendendo ao requerimento do Vereador Anísio Premoli, que propõe a mudança da CIDASC e EPAGRI para o CETRAR, viabilizando no local a implantação do CEAMCO com o Observatório do Clima.
OBS. Participaremos no dia 24 em Fpolis do FCMCG/SDS e dia 25 em São Paulo de Seminário sobre preparação para COP 15 – Copenhagen.
CARVÃO AQUI NÃO!
O Poder Legislativo do Município de Araranguá aprovou, na noite de 18 de novembro de 2009, projeto que proíbe a extração e beneficiamento de carvão mineral em seu território. Ressalta-se aqui o empenho do Vereador Eduardo Chico Merêncio que buscou subsídios junto à sociedade civil organizada araranguaense para dar mais credibilidade e legitimidade à proposta, tanto que passou a ser uma bandeira de todos os vereadores da Casa Legislativa. Um exemplar ato de soberania e democracia. Esperamos que o Poder Executivo na pessoa do Prefeito Mariano Mazzuco sancione a Lei Municipal para que Araranguá, assim como Cocal do Sul e Orleans passe a ser o terceiro município da Região Carbonífera a não permitir a instalação de mina de carvão, como forma de preservar seus recursos naturais objetivando a promoção de mais qualidade de vida a população.
PARABÉNS SENADORA IDELI SALVATTI.
Ao cumprimentarmos a Senadora Ideli Salvatti na cerimônia do convênio PMA/CEF, a parabenizamos pela proposta de emenda que a comunidade ambientalista do Brasil esperava da Senadora Marina. Foi uma jogada de mestre que contará pontos positivos a sua trajetória política. Comentamos sobre os projetos citados acima, quando a Senadora acenou positivamente ser a favor, consequentemente então poderemos contar com apoio do seu mandato. Transcrevemos abaixo parte da matéria publicada no www.estadao.com.br
BRASÍLIA - A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) antecipou-se à colega Marina Silva (PV-AC) e incluiu hoje, em um projeto de lei, emenda estabelecendo o "compromisso nacional voluntário" do Brasil de reduzir emissões de gases-estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. O tema foi inserido no projeto aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado que cria a Política Nacional sobre Mudança do Clima. Além disso, os senadores aprovaram o projeto que institui o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.
A meta estabelecida para emissão de gases-estufa já havia sido anunciada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na semana passada. A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-petista e ex-ministra do Meio Ambiente, manifestou então a intenção de incluir em lei esse compromisso. Hoje adversária de Marina, a petista Ideli Salvatti (SC) decidiu sair na frente e inseriu a proposta no mesmo projeto que cria a política nacional sobre clima.
Sócios da Natureza / ONG fundada em 1980, atualmente Conselheira do CONAMA pela Região Sul (SC,RS,PR) Biênio 2009/2011.
Tadeu Santos – Araranguá/SC, 25/11/2009.
FIXAÇÃO FOZ / BARRA NO SEU DEVIDO LUGAR...
Para nós a melhor notícia não foi apenas a assinatura do convênio entre a PMA e a CEF para a fixação da foz/barra do Rio Araranguá, no dia 20/11/09, mas a declaração do Eng. Edney, da Engera, na Assembléia do Comitê Araranguá (CGBHRA) no dia 17, quando anunciou a alternativa ambiental mais vantajosa para o local dos molhes próximo a Ilhas, atendendo a reivindicação da ONG Sócios da Natureza na reunião pública ocorrida em Ilhas e em vários documentos desde 2005. No nosso entender se mantivessem a proposta de construir mais próximo ao Morro dos Conventos dificilmente iria ser aprovado pelo órgão licenciador IBAMA, como também não seria do agrado da comunidade de Ilhas e do balneário do Morro dos Conventos. Indiscutivelmente mais ao sul o impacto ambiental é bem maior que ao norte da foz, faria com que o MPF solicitasse mais estudos, medidas mitigadoras e compensatórias ao empreendedor. O Secretário Nacional de Saneamento Ambiental Leodegar Tisckoski, o homem que viabilizou o recurso pra fixação, solicitou apoio a aprovação do projeto quando comentamos que propomos ao CGBHRA uma Moção de Apoio das 45 entidades mais importantes da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, naturalmente desde que cumpram com a legislação ambiental e as diretrizes da Lei dos Recursos Hídricos nº 9.433/97, afinal sempre defendemos a fixação baseado num EIA-RIMA e num Projeto de Engenharia.
OBS. Como sempre os ‘eventos políticos’ são concorridíssimos e por vezes até hilários em função do oportunismo dos candidatos. Deveriam os mesmos agir com mais discrição e dispor de discurso fundamentado, com dados e informações precisas em relação ao tema específico.
ESTAMOS NUM CORREDOR CLIMÁTICO...
Mais uma vez a meteorologia falhou não enfatizando a violência do temporal/vendaval do dia 19 de novembro passado. Comprovadamente estamos num corredor de eventos de um clima em desequilíbrio, porém ainda não sabemos o porquê, por isso a importância da criação do Centro de Estudos Ambientais e Climáticos – CEAMCO, em Araranguá, através do TSGA que tem parceria com a UFSC, EMBRAPA e EPAGRI. Outro projeto voltado a mesma questão está à espera de aprovação na 22ª SDR/FAPESC, intitulado ‘’Estudos e Observatório do Clima no Sul de Santa Catarina’’. Se aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico da 22ª SDR, uma equipe de profissionais locais formará um grupo de estudos com especialistas em meteorologia, geofísica, oceanografia, sociologia e outras ciências para identificar quais as reais causas da significativa frequência e intensidade de eventos do clima que vem ocorrendo na região. Se o recurso permitir será criado o Observatório do Clima no qual estamos encaminhando ofício ao Secretário Schmidt, atendendo ao requerimento do Vereador Anísio Premoli, que propõe a mudança da CIDASC e EPAGRI para o CETRAR, viabilizando no local a implantação do CEAMCO com o Observatório do Clima.
OBS. Participaremos no dia 24 em Fpolis do FCMCG/SDS e dia 25 em São Paulo de Seminário sobre preparação para COP 15 – Copenhagen.
CARVÃO AQUI NÃO!
O Poder Legislativo do Município de Araranguá aprovou, na noite de 18 de novembro de 2009, projeto que proíbe a extração e beneficiamento de carvão mineral em seu território. Ressalta-se aqui o empenho do Vereador Eduardo Chico Merêncio que buscou subsídios junto à sociedade civil organizada araranguaense para dar mais credibilidade e legitimidade à proposta, tanto que passou a ser uma bandeira de todos os vereadores da Casa Legislativa. Um exemplar ato de soberania e democracia. Esperamos que o Poder Executivo na pessoa do Prefeito Mariano Mazzuco sancione a Lei Municipal para que Araranguá, assim como Cocal do Sul e Orleans passe a ser o terceiro município da Região Carbonífera a não permitir a instalação de mina de carvão, como forma de preservar seus recursos naturais objetivando a promoção de mais qualidade de vida a população.
PARABÉNS SENADORA IDELI SALVATTI.
Ao cumprimentarmos a Senadora Ideli Salvatti na cerimônia do convênio PMA/CEF, a parabenizamos pela proposta de emenda que a comunidade ambientalista do Brasil esperava da Senadora Marina. Foi uma jogada de mestre que contará pontos positivos a sua trajetória política. Comentamos sobre os projetos citados acima, quando a Senadora acenou positivamente ser a favor, consequentemente então poderemos contar com apoio do seu mandato. Transcrevemos abaixo parte da matéria publicada no www.estadao.com.br
BRASÍLIA - A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) antecipou-se à colega Marina Silva (PV-AC) e incluiu hoje, em um projeto de lei, emenda estabelecendo o "compromisso nacional voluntário" do Brasil de reduzir emissões de gases-estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. O tema foi inserido no projeto aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado que cria a Política Nacional sobre Mudança do Clima. Além disso, os senadores aprovaram o projeto que institui o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.
A meta estabelecida para emissão de gases-estufa já havia sido anunciada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na semana passada. A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-petista e ex-ministra do Meio Ambiente, manifestou então a intenção de incluir em lei esse compromisso. Hoje adversária de Marina, a petista Ideli Salvatti (SC) decidiu sair na frente e inseriu a proposta no mesmo projeto que cria a política nacional sobre clima.
Sócios da Natureza / ONG fundada em 1980, atualmente Conselheira do CONAMA pela Região Sul (SC,RS,PR) Biênio 2009/2011.
16 novembro, 2009
Cidadania Ambiental 15 de Novembro de 2009
Cidadania Ambiental
Tadeu Santos / Araranguá – SC, 15 de Novembro de 2009.
GOVERNO ESTADUAL LANÇA O FCMCG
É com grata satisfação que comunicamos a nossa participação como Conselheiro/Forista no FÓRUM CATARINENSE DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS - FCMCG, Presidido pelo Senhor Onofre Santo Agostini, Secretário da SDS. Nosso assento está sob a representação da Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses – FEEC, no qual a Titularidade está com o Presidente Alexandre Lemos e a Suplência com a ONGSN. No dia 24 de Novembro participaremos de reunião em Florianópolis, quando na ocasião haverá palestra do Professor (Ex-Reitor) Antônio Diomário Queirós, Presidente da FAPESC sobre o tema: GRUPO TÉCNICO CIENTÍFICO – Objetivo e Ações. OBS. Uma das primeiras ações do FCMCG foi o lançamento de edital de licitação para inventário para Emissão de Gases Efeito Estufa em SC.
CENTRO AMBIENTAL E CLIMÁTICO – CEAMCO (Abreviatura provisória)
Sexta, dia 13 de Novembro de 2009 um grupo de representantes de entidades e órgãos se reuniram para tratar da criação de um Centro Ambiental e Climático, em Araranguá, porém com atuação regional, abrangendo a bacia hidrográfica do Araranguá e Mampituba. A idéia é resultado do projeto Tecnologias Sociais da Gestão da Água - TSGA, de autoria da UFSC, com apoio da EMBRAPA / EPAGRI e financiamento da Petrobrás. As 36 Estações Meteorológicas que estão sendo instaladas na bacia do Araranguá são provenientes do TSGA. As estações meteorológicas exemplificam perfeitamente o significado do que é uma tecnologia social. Por exemplo, todo cidadão com um celular poderá obter informações sobre as cheias da bacia do Araranguá. A possibilidade de redução do uso da água na irrigação da rizicultura é uma tese também bancada pelo TSGA. Se aprovado pela Coordenação do TSGA, inicialmente o CAMCO abrigará um espaço para a educação ambiental, laboratórios de pesquisa para agricultura e um observatório do clima.
Pró-COMITÊ DO MAMPITUBA
Reunião realizada dia 12/11/09 em Passo de Torres para dar continuidade à luta pela implantação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Mampituba contou com a presença da Diretora Viviane Pineli da Agência Nacional das Águas - ANA (Brasília), do Secretário Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul Berfran Rosado e do Diretor de Recursos Hídricos de Santa Catarina, Flávio Rene Victoria. A Coordenação dos trabalhos foi conduzida pelo Coordenador da Comissão Provisória Nabor Guazzelli, de Torres. Uma minuta denominada de Manifestação Conjunta dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul foi assinada pelas autoridades para ser encaminhada ao CNRH em Brasília na expectativa de que venha ser aprovada para então seguir a tramitação até o decreto presidencial, devido ao fato de ser um rio de âmbito federal.
OBS. Comunicamos, no entanto, que não concordamos com a forma como está sendo conduzido o processo sem a efetiva participação catarinense. Um Manifesto Público da ONG Sócios da Natureza está sendo elaborado.
FOLDER COMITÊ ARARANGUÁ
A atual administração do CGBHRA lança folder informativo sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá abordando as funções e objetivos do Comitê. Exemplares serão distribuídos na próxima Assembléia do Comitê. Entidades do setor produtivo e instituições da rede de ensino devem procurar a sede localizada no Cetrar ou solicitar via e-mail comiteararanguá@engeplus.com.br
O EXTREMO SUL ACORDOU?
Projetos em andamento, obras iniciando e em conclusão apontam a possibilidade de outro cenário para o Extremo Sul de Santa Catarina. Seria resultante da Duplicação da BR-101? Possivelmente a rodovia impulsiona o desenvolvimento tanto na esfera governamental quanto na iniciativa privada. O mérito se deve ao conjunto de fatores que envolvem o empenho dos Municípios, em conjunto e parceria com os órgãos do Estado e da União. Este novo cenário promoverá certamente mais riquezas, consequentemente mais geração de empregos, que culminam com mais qualidade de vida a população. Todas as propostas de integração regional devem ser levadas a sério pelas governanças e sociedade civil, para que os interesses de todos sejam atendidos de forma a garantir o direito e necessidades das futuras gerações.
Tadeu Santos / Araranguá – SC, 15 de Novembro de 2009.
GOVERNO ESTADUAL LANÇA O FCMCG
É com grata satisfação que comunicamos a nossa participação como Conselheiro/Forista no FÓRUM CATARINENSE DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS - FCMCG, Presidido pelo Senhor Onofre Santo Agostini, Secretário da SDS. Nosso assento está sob a representação da Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses – FEEC, no qual a Titularidade está com o Presidente Alexandre Lemos e a Suplência com a ONGSN. No dia 24 de Novembro participaremos de reunião em Florianópolis, quando na ocasião haverá palestra do Professor (Ex-Reitor) Antônio Diomário Queirós, Presidente da FAPESC sobre o tema: GRUPO TÉCNICO CIENTÍFICO – Objetivo e Ações. OBS. Uma das primeiras ações do FCMCG foi o lançamento de edital de licitação para inventário para Emissão de Gases Efeito Estufa em SC.
CENTRO AMBIENTAL E CLIMÁTICO – CEAMCO (Abreviatura provisória)
Sexta, dia 13 de Novembro de 2009 um grupo de representantes de entidades e órgãos se reuniram para tratar da criação de um Centro Ambiental e Climático, em Araranguá, porém com atuação regional, abrangendo a bacia hidrográfica do Araranguá e Mampituba. A idéia é resultado do projeto Tecnologias Sociais da Gestão da Água - TSGA, de autoria da UFSC, com apoio da EMBRAPA / EPAGRI e financiamento da Petrobrás. As 36 Estações Meteorológicas que estão sendo instaladas na bacia do Araranguá são provenientes do TSGA. As estações meteorológicas exemplificam perfeitamente o significado do que é uma tecnologia social. Por exemplo, todo cidadão com um celular poderá obter informações sobre as cheias da bacia do Araranguá. A possibilidade de redução do uso da água na irrigação da rizicultura é uma tese também bancada pelo TSGA. Se aprovado pela Coordenação do TSGA, inicialmente o CAMCO abrigará um espaço para a educação ambiental, laboratórios de pesquisa para agricultura e um observatório do clima.
Pró-COMITÊ DO MAMPITUBA
Reunião realizada dia 12/11/09 em Passo de Torres para dar continuidade à luta pela implantação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Mampituba contou com a presença da Diretora Viviane Pineli da Agência Nacional das Águas - ANA (Brasília), do Secretário Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul Berfran Rosado e do Diretor de Recursos Hídricos de Santa Catarina, Flávio Rene Victoria. A Coordenação dos trabalhos foi conduzida pelo Coordenador da Comissão Provisória Nabor Guazzelli, de Torres. Uma minuta denominada de Manifestação Conjunta dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul foi assinada pelas autoridades para ser encaminhada ao CNRH em Brasília na expectativa de que venha ser aprovada para então seguir a tramitação até o decreto presidencial, devido ao fato de ser um rio de âmbito federal.
OBS. Comunicamos, no entanto, que não concordamos com a forma como está sendo conduzido o processo sem a efetiva participação catarinense. Um Manifesto Público da ONG Sócios da Natureza está sendo elaborado.
FOLDER COMITÊ ARARANGUÁ
A atual administração do CGBHRA lança folder informativo sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá abordando as funções e objetivos do Comitê. Exemplares serão distribuídos na próxima Assembléia do Comitê. Entidades do setor produtivo e instituições da rede de ensino devem procurar a sede localizada no Cetrar ou solicitar via e-mail comiteararanguá@engeplus.com.br
O EXTREMO SUL ACORDOU?
Projetos em andamento, obras iniciando e em conclusão apontam a possibilidade de outro cenário para o Extremo Sul de Santa Catarina. Seria resultante da Duplicação da BR-101? Possivelmente a rodovia impulsiona o desenvolvimento tanto na esfera governamental quanto na iniciativa privada. O mérito se deve ao conjunto de fatores que envolvem o empenho dos Municípios, em conjunto e parceria com os órgãos do Estado e da União. Este novo cenário promoverá certamente mais riquezas, consequentemente mais geração de empregos, que culminam com mais qualidade de vida a população. Todas as propostas de integração regional devem ser levadas a sério pelas governanças e sociedade civil, para que os interesses de todos sejam atendidos de forma a garantir o direito e necessidades das futuras gerações.
10 novembro, 2009
CARTA II EFAMuC
CARTA II EFAMuC
Araranguá – SC, 09/11/09
A Coordenação do II ENCONTRO SOBRE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL (II EFAMuC) vem através desta carta inicialmente agradecer a todos participantes que prestigiaram o encontro e aos patrocinadores pelo significativo apoio dado a realização do evento, ocorrido nos dias 07 e 08 de Outubro de 2009, no Grêmio Fronteira, no município de Araranguá, sul de Santa Catarina.
OBS. Araranguá foi o Epicentro do furacão Catarina em 2004 e protagonista de três ocorrências climáticas no breve período da segunda quinzena de setembro passado (uma semana antes da realização do II EFAMuC), com a segunda maior enchente do rio Araranguá mais uma vez interrompendo o tráfego da rodovia BR-101, uma assustadora e destruidora chuva de granizo com pedras de 5 a 7 cm de diâmetro e um inesperado, violento e inédito tornado na história do município.
A contribuição dos apoiadores financeiros foi decisiva para o conforto da infra-estrutura oferecida aos participantes, mas principalmente ao desempenho dos painéis de enriquecido conteúdo e da didática sistemática de informações e esclarecimentos proporcionada aos mil participantes que se fizeram presentes nos dois dias do II EFAMuC. Observando que passa a ser, até prova em contrário, o maior evento sobre mudanças climáticas do país. A dinâmica dos painéis com competentes especialistas (sem serem celebridades, pois as mesmas recusaram convite) e testemunhos de SC e RS foi decididamente enriquecedora (e emocionante!), juntamente com os representativos stands ecológicos, a criativa instalação açoriana sobre a comunidade de Ilhas ameaçada pela elevação do nível do mar (do artista plástico Edi Balod), a exibição de filmes sobre as tragédias do clima, concluindo com um audiovisual (do diretor Marx Vamerlatti) que será exibido (com legenda em inglês) em Copenhagen/Dinamarca via Friends of the Earth (NAT).
Ninguém impedirá a ocorrência de fenômenos naturais, adversidades e mudanças climáticas no Estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que são comprovadamente os mais afetados. Não temos como alterar a rota ‘’escolhida’’ como um dos corredores que mais
tem manifestado desequilíbrio do clima no país, mas as instituições governamentais e a sociedade civil organizada podem e devem promover mecanismos que possibilitem a redução dos impactos sociais, econômicos e ambientais, investindo em aspectos de prevenção e adaptação.
A instalação das estações meteorológicas na Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá e o Sensor/Bóia na costa do Oceano Atlântico, próximo ao epicentro do furacão Catarina, são instrumentos necessários e oportunos, porém é preciso mais, como a instalação de radares específicos para auxiliar na transmissão de dados e informações sobre a complicada climatologia do tempo.
Baseado na Relatoria do II EFAMuC destacamos os encaminhamentos mais contundentes, como a proposta da criação de uma equipe multidisciplinar de especialistas para a elaboração de um estudo sobre as causas que estão intensificando a frequencia das tragédias do clima na região mais afetada do Brasil pelas adversidades climáticas. O estudo proposto deverá ir além da ciência da meteorologia, avançando também na oceanografia, geofísica, geografia, biologia e sociologia, por exemplo. Durante o evento surgiu a idéia da criação do Observatório do Clima, baseado num trabalho do projeto Tecnologias Sociais para a Gestão da Água - TSGA (UFSC/EMBRAPA/EPAGRI). As duas propostas poderão avançar imediatamente se forem contempladas com o Edital da FAPESC sob a gestão da 22ª SDR.
A justificativa de um estudo mais abrangente recorre da insuficiência de explicações e esclarecimentos disponibilizados pela meteorologia. Quando ocorre um evento climático excepcional uma linha de meteorologistas atribui ao desmatamento da Amazônia que interfere no desequilíbrio do clima em SC, enquanto que uma outra diz que é resultante do aquecimento do Oceano Atlântico, já uma terceira afirma que é culpa do El nino. Outra ainda alerta que pode ser em conseqüência do calor emitido pelas chaminés da termelétrica Jorge Lacerda 856MW (situada exatamente no centro da região atingida), que evapora na atmosfera e ao encontrar frentes frias causa tornados e trombadas d’água, por exemplo.
Outros encaminhamentos da relatoria e da coordenação do II EFAMuC apontam a necessidade urgente de mudanças de hábitos e padrão de consumo da sociedade, como por exemplo economizando energia gerada a partir da queima de combustíveis fosseis. É preciso rever a legislação que trata dos planos diretores e código de obras em especial a construção de edificações preparadas para as ocorrências climáticas, concluindo com programas que atendam as populações que vivem em área de risco. Significativos alertas direcionam a implantação de políticas públicas que incentivem a plantação de árvores como proteção para as lavouras da mesma forma que sugerem dispositivos que proporcionem seguro às plantações agrícolas no caso de danos causados por fenômenos climáticos.
A coordenação ‘’tentará viabilizar’’ a transcrição de tudo o que foi discutido durante os dois dias com os comentários da Relatoria, com base nos documentos apresentados, nas fotos das tragédias e do público e nos comentários da mídia para a impressão de uma cartilha do II EFAMuC a ser distribuída para as pessoas que não tiveram condições de participar do encontro. A programação ainda consiste na realização de Oficinas Temáticas em pontos estratégicos das bacias hidrográficas mais afetadas pelas adversidades climáticas.
A realização do II EFAMuC objetivou o democrático debate e o consequente esclarecimento a população atingida e fez Araranguá sair na frente na corajosa discussão de um tema tão preocupante, pois se não for bem conduzido pode piorar a imagem do município e região junto à opinião pública estadual e nacional como cidade ou região não indicada para futuros investimentos privados e até mesmo vir a sofrer restrições na liberação de recursos oficiais.
Por outro lado a população afetada quer respostas à intensidade e frequencia das tragédias do clima que tantos prejuízos causam as suas vidas, com perdas humanas e econômicas, tanto urbanas quanto rurais.
O estudo resultará em um Plano de Prevenção e Adaptação as Tragédias do Clima e servirá como orientador para que todas as ações venham a ser tomadas de forma adequada e ordenada, reforçando a credibilidade e a legitimidade das reivindicações junto aos governos estadual e federal.
Para continuarmos na empreitada proposta esperamos continuar contando com a parceria da PMA, 22ª SDR, Defesa Civil Municipal, Regional e Estadual, CASA, AMESC, IF-SC, CGBHRA, CTMA/ALESC, Eletrosul, RBJA, Contato.Net, CEF, como também do apoio do Departamento de GeoCiências da UFSC e do Ministério Público.
OBS. A Câmara Temática de Meio Ambiente do FDESC, os Amigos da Terra / NAT e a ONG Sócios da Natureza agradecem.
www.efamuc.contato.net
‘’AS POPULAÇÕES AFETADAS PELAS TRAGÉDIAS DO CLIMA DE SC e RS, CONTINUAM QUERENDO RESPOSTAS!’’
Araranguá – SC, 09/11/09
A Coordenação do II ENCONTRO SOBRE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL (II EFAMuC) vem através desta carta inicialmente agradecer a todos participantes que prestigiaram o encontro e aos patrocinadores pelo significativo apoio dado a realização do evento, ocorrido nos dias 07 e 08 de Outubro de 2009, no Grêmio Fronteira, no município de Araranguá, sul de Santa Catarina.
OBS. Araranguá foi o Epicentro do furacão Catarina em 2004 e protagonista de três ocorrências climáticas no breve período da segunda quinzena de setembro passado (uma semana antes da realização do II EFAMuC), com a segunda maior enchente do rio Araranguá mais uma vez interrompendo o tráfego da rodovia BR-101, uma assustadora e destruidora chuva de granizo com pedras de 5 a 7 cm de diâmetro e um inesperado, violento e inédito tornado na história do município.
A contribuição dos apoiadores financeiros foi decisiva para o conforto da infra-estrutura oferecida aos participantes, mas principalmente ao desempenho dos painéis de enriquecido conteúdo e da didática sistemática de informações e esclarecimentos proporcionada aos mil participantes que se fizeram presentes nos dois dias do II EFAMuC. Observando que passa a ser, até prova em contrário, o maior evento sobre mudanças climáticas do país. A dinâmica dos painéis com competentes especialistas (sem serem celebridades, pois as mesmas recusaram convite) e testemunhos de SC e RS foi decididamente enriquecedora (e emocionante!), juntamente com os representativos stands ecológicos, a criativa instalação açoriana sobre a comunidade de Ilhas ameaçada pela elevação do nível do mar (do artista plástico Edi Balod), a exibição de filmes sobre as tragédias do clima, concluindo com um audiovisual (do diretor Marx Vamerlatti) que será exibido (com legenda em inglês) em Copenhagen/Dinamarca via Friends of the Earth (NAT).
Ninguém impedirá a ocorrência de fenômenos naturais, adversidades e mudanças climáticas no Estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que são comprovadamente os mais afetados. Não temos como alterar a rota ‘’escolhida’’ como um dos corredores que mais
tem manifestado desequilíbrio do clima no país, mas as instituições governamentais e a sociedade civil organizada podem e devem promover mecanismos que possibilitem a redução dos impactos sociais, econômicos e ambientais, investindo em aspectos de prevenção e adaptação.
A instalação das estações meteorológicas na Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá e o Sensor/Bóia na costa do Oceano Atlântico, próximo ao epicentro do furacão Catarina, são instrumentos necessários e oportunos, porém é preciso mais, como a instalação de radares específicos para auxiliar na transmissão de dados e informações sobre a complicada climatologia do tempo.
Baseado na Relatoria do II EFAMuC destacamos os encaminhamentos mais contundentes, como a proposta da criação de uma equipe multidisciplinar de especialistas para a elaboração de um estudo sobre as causas que estão intensificando a frequencia das tragédias do clima na região mais afetada do Brasil pelas adversidades climáticas. O estudo proposto deverá ir além da ciência da meteorologia, avançando também na oceanografia, geofísica, geografia, biologia e sociologia, por exemplo. Durante o evento surgiu a idéia da criação do Observatório do Clima, baseado num trabalho do projeto Tecnologias Sociais para a Gestão da Água - TSGA (UFSC/EMBRAPA/EPAGRI). As duas propostas poderão avançar imediatamente se forem contempladas com o Edital da FAPESC sob a gestão da 22ª SDR.
A justificativa de um estudo mais abrangente recorre da insuficiência de explicações e esclarecimentos disponibilizados pela meteorologia. Quando ocorre um evento climático excepcional uma linha de meteorologistas atribui ao desmatamento da Amazônia que interfere no desequilíbrio do clima em SC, enquanto que uma outra diz que é resultante do aquecimento do Oceano Atlântico, já uma terceira afirma que é culpa do El nino. Outra ainda alerta que pode ser em conseqüência do calor emitido pelas chaminés da termelétrica Jorge Lacerda 856MW (situada exatamente no centro da região atingida), que evapora na atmosfera e ao encontrar frentes frias causa tornados e trombadas d’água, por exemplo.
Outros encaminhamentos da relatoria e da coordenação do II EFAMuC apontam a necessidade urgente de mudanças de hábitos e padrão de consumo da sociedade, como por exemplo economizando energia gerada a partir da queima de combustíveis fosseis. É preciso rever a legislação que trata dos planos diretores e código de obras em especial a construção de edificações preparadas para as ocorrências climáticas, concluindo com programas que atendam as populações que vivem em área de risco. Significativos alertas direcionam a implantação de políticas públicas que incentivem a plantação de árvores como proteção para as lavouras da mesma forma que sugerem dispositivos que proporcionem seguro às plantações agrícolas no caso de danos causados por fenômenos climáticos.
A coordenação ‘’tentará viabilizar’’ a transcrição de tudo o que foi discutido durante os dois dias com os comentários da Relatoria, com base nos documentos apresentados, nas fotos das tragédias e do público e nos comentários da mídia para a impressão de uma cartilha do II EFAMuC a ser distribuída para as pessoas que não tiveram condições de participar do encontro. A programação ainda consiste na realização de Oficinas Temáticas em pontos estratégicos das bacias hidrográficas mais afetadas pelas adversidades climáticas.
A realização do II EFAMuC objetivou o democrático debate e o consequente esclarecimento a população atingida e fez Araranguá sair na frente na corajosa discussão de um tema tão preocupante, pois se não for bem conduzido pode piorar a imagem do município e região junto à opinião pública estadual e nacional como cidade ou região não indicada para futuros investimentos privados e até mesmo vir a sofrer restrições na liberação de recursos oficiais.
Por outro lado a população afetada quer respostas à intensidade e frequencia das tragédias do clima que tantos prejuízos causam as suas vidas, com perdas humanas e econômicas, tanto urbanas quanto rurais.
O estudo resultará em um Plano de Prevenção e Adaptação as Tragédias do Clima e servirá como orientador para que todas as ações venham a ser tomadas de forma adequada e ordenada, reforçando a credibilidade e a legitimidade das reivindicações junto aos governos estadual e federal.
Para continuarmos na empreitada proposta esperamos continuar contando com a parceria da PMA, 22ª SDR, Defesa Civil Municipal, Regional e Estadual, CASA, AMESC, IF-SC, CGBHRA, CTMA/ALESC, Eletrosul, RBJA, Contato.Net, CEF, como também do apoio do Departamento de GeoCiências da UFSC e do Ministério Público.
OBS. A Câmara Temática de Meio Ambiente do FDESC, os Amigos da Terra / NAT e a ONG Sócios da Natureza agradecem.
www.efamuc.contato.net
‘’AS POPULAÇÕES AFETADAS PELAS TRAGÉDIAS DO CLIMA DE SC e RS, CONTINUAM QUERENDO RESPOSTAS!’’
12 outubro, 2009
Mudanças Climáticas. Araranguá, em SC, o município mais atingido do Brasil, sai na frente!
Mudanças Climáticas. Araranguá, em Santa Catarina, o município mais atingido no Brasil pelas tragédias do clima, sai na frente promovendo o II EFAMuC.
02 outubro, 2009
TORNADO EM ARARANGUÁ – EPICENTRO DO FURACÃO CATARINA.
TORNADO EM ARARANGUÁ – EPICENTRO DO FURACÃO CATARINA.
Todas as informações atualizadas sobre o II ENCONTRO SOBRE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL (II EFAMuC), a ser realizado entre 07 e 08 de Outubro de 2009, em Araranguá/SC, epicentro do furacão Catarina, estão no site www.efamuc.contato.net
OBS. Num período de apenas15 dias três significativas manifestações climáticas ocorreram em Araranguá, Sul de Santa Catarina:
1. Uma das maiores enchentes na Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá que interrompeu mais uma vez o tráfego na rodovia BR-101, causando transtornos sociais e enormes prejuízos econômicos a toda região sul.
2. Uma assustadora e violenta chuva de granizo comprometendo aproximadamente 500 residências, inúmeros estabelecimentos comerciais e agricultura.
3. Um tornado de três minutos que deixou prejuízos incalculáveis e pânico na noite de 27 para 28, quase tão intenso quanto o furacão Catarina.
OBS. O município de Araranguá passa a ser uma infeliz referência em mudanças climáticas no país, com a ocorrência das violentas cheias, ciclones extra-tropicais, estiagens, tornado e do furacão Catarina, mas mesmo assim a presidência do MMA e do FBMC não atenderam os apelos da coordenação do II EFAMuC para enviar representantes a Araranguá. Tentaram justificar que seus técnicos estavam ocupados compromissos climáticos assumidos na Amazônia e em outros paises. UM DESCASO IMPERDOÁVEL PARA COM O SUL DO BRASIL!!!
'' A POPULAÇÃO AFETADA PELAS TRAGÉDIAS DO CLIMA EM SC E RS,
QUER RESPOSTAS! ''
Todas as informações atualizadas sobre o II ENCONTRO SOBRE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL (II EFAMuC), a ser realizado entre 07 e 08 de Outubro de 2009, em Araranguá/SC, epicentro do furacão Catarina, estão no site www.efamuc.contato.net
OBS. Num período de apenas15 dias três significativas manifestações climáticas ocorreram em Araranguá, Sul de Santa Catarina:
1. Uma das maiores enchentes na Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá que interrompeu mais uma vez o tráfego na rodovia BR-101, causando transtornos sociais e enormes prejuízos econômicos a toda região sul.
2. Uma assustadora e violenta chuva de granizo comprometendo aproximadamente 500 residências, inúmeros estabelecimentos comerciais e agricultura.
3. Um tornado de três minutos que deixou prejuízos incalculáveis e pânico na noite de 27 para 28, quase tão intenso quanto o furacão Catarina.
OBS. O município de Araranguá passa a ser uma infeliz referência em mudanças climáticas no país, com a ocorrência das violentas cheias, ciclones extra-tropicais, estiagens, tornado e do furacão Catarina, mas mesmo assim a presidência do MMA e do FBMC não atenderam os apelos da coordenação do II EFAMuC para enviar representantes a Araranguá. Tentaram justificar que seus técnicos estavam ocupados compromissos climáticos assumidos na Amazônia e em outros paises. UM DESCASO IMPERDOÁVEL PARA COM O SUL DO BRASIL!!!
'' A POPULAÇÃO AFETADA PELAS TRAGÉDIAS DO CLIMA EM SC E RS,
QUER RESPOSTAS! ''
26 setembro, 2009
PROGRAMAÇÃO DO II EFAMuC acesse www.efamuc.contato.net
Para obter informações atualizadas do II ENCONTRO SOBRE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL acesse o site www.efamuc.contato.net
22 setembro, 2009
09 setembro, 2009
II ENCONTRO SOBRE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL
05 setembro, 2009
Cidadania Ambiental 01.09.09
Cidadania Ambiental
Ao nosso modo, com um outro olhar e uma outra atitude, estamos fazendo e registrando a história de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
02 de Setembro de 2009
Ao Jornalista Pedagogo Zé Luiz
Esta é a segunda vez que vossa senhoria publica nota em sua coluna sobre a minha pessoa e a ONG do qual represento. O teor é aparentemente de reconhecimento, mas ao mesmo tempo de provocação!
Leia os blogs: www.blogdolessa.com.br, www.tadeusantos.blogspot.com, Jornal o Tempo e os comentários que o Saulo Machado faz vez ou outra sobre nossas colocações que verás que a nossa atuação continua a mesma (você é que mudou para conosco!!!). Não é porque estamos atuando no CONAMA, em Brasília, que recuaremos na defesa do Meio Ambiente regional, muito pelo contrário. ‘’Se não aparecemos mais’’ é porque a grande maioria dos órgãos de imprensa/mídia não publica nossas informações, inclusive os de sua propriedade. Estamos atuando em mais de vinte missões em Araranguá e Região Sul de SC, como no processo de licenciamento da fixação da foz/barra do Rio Araranguá, na transformação das APPs em UC, como do Morro dos Conventos que passará a ser o primeiro Monumento Natural do Estado, na organização do II EFAMuC para 07 e 08 de Outubro em Araranguá e na elaboração do Plano Diretor do qual somos integrantes do Núcleo Gestor, entre tantas outras atividades voluntárias da qual nos dedicamos como você bem sabe, como a luta contra a insuportável poluição sonora e a proteção aos abandonados cães de rua, por exemplo. Quanto ao Futurão nos preocupa a possibilidade de um empreendimento próximo ao manancial do Belinzoni, mas como não conhecemos as especificações do projeto, aguardaremos a Audiência Pública a ser promovida no dia 18 pela Câmara, para então emitirmos um parecer. Para seu conhecimento, muitas derrotas, como também muitos avanços na proteção socioambiental, nós nem divulgamos, pois cada pessoa ou entidade tem o seu próprio perfil de conduta.
OBS. Ocorre que a forma de divulgação do nosso trabalho não é como a de uma maioria que procura estar sempre na mesa principal ou palanque, ou seja, sempre na foto, até porque não compactuamos com nenhuma forma de exibicionismo.
Entrevista sobre pontos polêmicos
Canal 20 nos convida para entrevista com abordagem sobre o Plano Diretor, mas a conversa se estendeu para a fixação da foz/barra, as Unidades de Conservação (UC) e o polêmico conflito sobre a localização da futura Faculdade Futurão. No dia seguinte fui convidado pela professora Lívia para conhecer o projeto, mas sugeri a mesma que convidasse mais entidades como a AESC, SINTE e OAB, por exemplo, e elaborasse urgentemente uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) para justificar a implantação do empreendimento naquele local, já que o projeto não possui EIA-RIMA. A Câmara de Vereadores promoverá uma Audiência Pública no dia 18 de Setembro para debater a proposta do Futurão.
Duplicação da 101
Comitiva do DNIT/MT inspeciona trecho da Duplicação entre Palhoça e Passo de Torres no dia 24/08/09. No roteiro constava almoço no restaurante Becker acompanhado de uma coletiva de imprensa com o Diretor Geral do órgão e a Senadora Ideli Salvatti para falar sobre a Duplicação da BR-101. Aceitamos o convite e lá aparecemos para ouvir o DNIT sobre o Desvio de Araranguá, mas o atraso alterou a programação. O Deputado Décio Góes nos apresentou o Sr. Luiz Antonio Pagot e falamos apenas sobre as medidas compensatórias (R$16Milhões) que infelizmente ‘’não chegaram aqui e nem ali em cima da serra’’. Outras preocupações estavam na nossa agenda, como a transferência do domínio do trecho ao município, as grades sobre as muretas New Jersey nas travessias urbanas e o projeto do Desvio, que ainda não foi apresentado a população araranguaense.
Unidades de Conservação (UC)
Apresentei aos Secretários de Turismo da AMESC, por solicitação da Cristiane Biléssimo da Câmara Temática do Turismo do FDESC, uma visão ambiental sobre os benefícios que as Áreas de Preservação Permanentes (APP) podem trazer se transformadas em Unidades de Conservação (UC). Se tudo correr bem, o santuário ecológico do Morro dos Conventos poderá em breve passar a ser o primeiro Monumento Natural do Estado de Santa Catarina. Em parceria com a Administração Municipal levaremos a proposta ao MPF e na sequencia o Prefeito decreta a criação da UC para posteriormente ser elaborado o Plano de Manejo, que determinará o uso mais adequado da área como, por exemplo, a implantação de um parque ecoturístico a ser conduzido por um comitê gestor formado por entidades do município.
Museu Histórico de Araranguá
Inauguração do primeiro museu foi o fato cultural do ano. O multiartista Edi Ballod da UNESC estava presente. Parabéns a Micheline e ao Alex pela bela iniciativa. Certamente que um dia minhas fotos e filmagens entre 1986 e 2002, quando catalogadas, farão parte do acervo cultural, como também o projetor de Cinema e outras relíquias da Sétima Arte que temos a intenção de emprestar ao museu. Aproveitamos para registrar nesta mesma semana o lançamento do livro/dicionário "Araranguário" de Ézio Camilo Rocha, ocorrido nesta mesma semana da inauguração do MHA.
Na próxima edição abordaremos:
Comitê do Araranguá e a sua importância nas nossas vidas...
Leitura Comunitária / Plano Diretor.
O Araranguário é muito mais do que se imagina!
Associação de Moradores do Centro de Araranguá
Osmar Nunes, o Pequeno Grande Prefeito!
Reunião com o novo Promotor do Meio Ambiente da Comarca de Araranguá
Poluição Sonora em Araranguá ainda causa incômodo.
A população afetada pelas tragédias do clima quer respostas!
Ao nosso modo, com um outro olhar e uma outra atitude, estamos fazendo e registrando a história de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina.
02 de Setembro de 2009
Ao Jornalista Pedagogo Zé Luiz
Esta é a segunda vez que vossa senhoria publica nota em sua coluna sobre a minha pessoa e a ONG do qual represento. O teor é aparentemente de reconhecimento, mas ao mesmo tempo de provocação!
Leia os blogs: www.blogdolessa.com.br, www.tadeusantos.blogspot.com, Jornal o Tempo e os comentários que o Saulo Machado faz vez ou outra sobre nossas colocações que verás que a nossa atuação continua a mesma (você é que mudou para conosco!!!). Não é porque estamos atuando no CONAMA, em Brasília, que recuaremos na defesa do Meio Ambiente regional, muito pelo contrário. ‘’Se não aparecemos mais’’ é porque a grande maioria dos órgãos de imprensa/mídia não publica nossas informações, inclusive os de sua propriedade. Estamos atuando em mais de vinte missões em Araranguá e Região Sul de SC, como no processo de licenciamento da fixação da foz/barra do Rio Araranguá, na transformação das APPs em UC, como do Morro dos Conventos que passará a ser o primeiro Monumento Natural do Estado, na organização do II EFAMuC para 07 e 08 de Outubro em Araranguá e na elaboração do Plano Diretor do qual somos integrantes do Núcleo Gestor, entre tantas outras atividades voluntárias da qual nos dedicamos como você bem sabe, como a luta contra a insuportável poluição sonora e a proteção aos abandonados cães de rua, por exemplo. Quanto ao Futurão nos preocupa a possibilidade de um empreendimento próximo ao manancial do Belinzoni, mas como não conhecemos as especificações do projeto, aguardaremos a Audiência Pública a ser promovida no dia 18 pela Câmara, para então emitirmos um parecer. Para seu conhecimento, muitas derrotas, como também muitos avanços na proteção socioambiental, nós nem divulgamos, pois cada pessoa ou entidade tem o seu próprio perfil de conduta.
OBS. Ocorre que a forma de divulgação do nosso trabalho não é como a de uma maioria que procura estar sempre na mesa principal ou palanque, ou seja, sempre na foto, até porque não compactuamos com nenhuma forma de exibicionismo.
Entrevista sobre pontos polêmicos
Canal 20 nos convida para entrevista com abordagem sobre o Plano Diretor, mas a conversa se estendeu para a fixação da foz/barra, as Unidades de Conservação (UC) e o polêmico conflito sobre a localização da futura Faculdade Futurão. No dia seguinte fui convidado pela professora Lívia para conhecer o projeto, mas sugeri a mesma que convidasse mais entidades como a AESC, SINTE e OAB, por exemplo, e elaborasse urgentemente uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) para justificar a implantação do empreendimento naquele local, já que o projeto não possui EIA-RIMA. A Câmara de Vereadores promoverá uma Audiência Pública no dia 18 de Setembro para debater a proposta do Futurão.
Duplicação da 101
Comitiva do DNIT/MT inspeciona trecho da Duplicação entre Palhoça e Passo de Torres no dia 24/08/09. No roteiro constava almoço no restaurante Becker acompanhado de uma coletiva de imprensa com o Diretor Geral do órgão e a Senadora Ideli Salvatti para falar sobre a Duplicação da BR-101. Aceitamos o convite e lá aparecemos para ouvir o DNIT sobre o Desvio de Araranguá, mas o atraso alterou a programação. O Deputado Décio Góes nos apresentou o Sr. Luiz Antonio Pagot e falamos apenas sobre as medidas compensatórias (R$16Milhões) que infelizmente ‘’não chegaram aqui e nem ali em cima da serra’’. Outras preocupações estavam na nossa agenda, como a transferência do domínio do trecho ao município, as grades sobre as muretas New Jersey nas travessias urbanas e o projeto do Desvio, que ainda não foi apresentado a população araranguaense.
Unidades de Conservação (UC)
Apresentei aos Secretários de Turismo da AMESC, por solicitação da Cristiane Biléssimo da Câmara Temática do Turismo do FDESC, uma visão ambiental sobre os benefícios que as Áreas de Preservação Permanentes (APP) podem trazer se transformadas em Unidades de Conservação (UC). Se tudo correr bem, o santuário ecológico do Morro dos Conventos poderá em breve passar a ser o primeiro Monumento Natural do Estado de Santa Catarina. Em parceria com a Administração Municipal levaremos a proposta ao MPF e na sequencia o Prefeito decreta a criação da UC para posteriormente ser elaborado o Plano de Manejo, que determinará o uso mais adequado da área como, por exemplo, a implantação de um parque ecoturístico a ser conduzido por um comitê gestor formado por entidades do município.
Museu Histórico de Araranguá
Inauguração do primeiro museu foi o fato cultural do ano. O multiartista Edi Ballod da UNESC estava presente. Parabéns a Micheline e ao Alex pela bela iniciativa. Certamente que um dia minhas fotos e filmagens entre 1986 e 2002, quando catalogadas, farão parte do acervo cultural, como também o projetor de Cinema e outras relíquias da Sétima Arte que temos a intenção de emprestar ao museu. Aproveitamos para registrar nesta mesma semana o lançamento do livro/dicionário "Araranguário" de Ézio Camilo Rocha, ocorrido nesta mesma semana da inauguração do MHA.
Na próxima edição abordaremos:
Comitê do Araranguá e a sua importância nas nossas vidas...
Leitura Comunitária / Plano Diretor.
O Araranguário é muito mais do que se imagina!
Associação de Moradores do Centro de Araranguá
Osmar Nunes, o Pequeno Grande Prefeito!
Reunião com o novo Promotor do Meio Ambiente da Comarca de Araranguá
Poluição Sonora em Araranguá ainda causa incômodo.
A população afetada pelas tragédias do clima quer respostas!
17 agosto, 2009
MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DESASTRES NATURAIS EM SANTA CATARINA
Cidadania Ambiental
Breve relato comentado
SEMINÁRIO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DESASTRES NATURAIS EM SANTA CATARINA (ALESC/Fpolis)
Apesar de a ALESC haver cancelado todas as atividades no dia 14 de agosto, devido à gripe, o seminário correspondeu à expectativa. Na abertura havia aproximadamente 200 pessoas, um considerável número de participantes em se tratando de eventos sobre meio ambiente com as tais características. Todos os convidados palestrantes compareceram e apresentaram suas falas de acordo com os painéis sugeridos pela organização da Comissão de Turismo e Meio Ambiente da ALESC, presidida pelo Deputado Décio Góes e da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, presidida pela Senadora Ideli Salvatti. Ambos estão de parabéns pela democrática iniciativa de proporcionar o debate sobre tão problemático e delicado tema, principalmente aqui em Santa Catarina. Estado que aprovou um permissivo código contrário ao Código Florestal, justamente onde mais têm apresentado ocorrências de desastres resultantes das mudanças climáticas, como as violentas enchentes que destroem e matam, os repentinos tornados, os ciclones extra-tropicais, as prejudiciais estiagens e o inédito Furacão Catarina.
A inovadora proposta da Senadora Ideli Salvatti de criar um Centro de Referência Nacional em Estudos das Mudanças Climáticas e Desastres Naturais em Santa Catarina será de grande valia para compreender os fenômenos naturais e sua relação com as mudanças climáticas e o modo de ocupação e uso do solo, bem como amenizar a angústia dos cidadãos a cada novo evento climático proporcionado pelo aquecimento global.
Apresentamos duas propostas que foram incorporadas à Carta do Seminário (tínhamos sugerido protocolo, mas prevaleceu o termo carta), enfatizando a que trata da urgente necessidade de estudos mais profundos sobre as causas das adversidades e desastres naturais entre a Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba e a do Itajaí. Não podemos ficar apenas com os conceitos da ciência meteorológica, como sociedade afetada queremos respostas adequadas que dêem suporte à elaboração de políticas públicas de prevenção e de adaptação às adversidades climáticas. Enquanto isso é urgente a identificação das áreas de risco, a elaboração de planos de prevenção, o fortalecimento das defesas civis e o planejamento urbano nesta região, que está comprovadamente em estado de emergência climática.
OBS. Concluímos neste seminário que a disciplina tem que ser levada em conta, pois as pessoas muitas vezes confundem debate livre e extrapolam com seus respectivos tempos de manifestação. Há palestrante que extrapola seu tempo de fala prejudicando a seqüência da programação, ou seja, tirando o tempo dos outros palestrantes seguintes e há os Cidadãos que democraticamente tem sua oportunidade de questionar a temática apresentada pelo palestrante e quando pega o microfone para perguntar não o faz, muito pelo contrário, promove uma outra palestra paralela, abusando do tempo que poderia ser aberto à participação de mais questionamentos por outros participantes, enriquecendo assim o debate. Que a observação sirva de exemplo a outros eventos. A lição será implementada cronologicamente no II ENCONTRO SOBRE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL (SC e RS) que será realizado em 07, 08 e 09 de Outubro, em Araranguá – Epicentro do Furacão Catarina.
Para reflexão: Poderíamos afirmar que nós sabemos como reduzir os impactos ambientais das Mudanças Climáticas e dos Desastres Naturais, porque somos nós que as provocamos?
Tadeu Santos
Coordenador Geral dos Sócios da Natureza – ONG Conselheira do CONAMA 2009/2011.
Araranguá SC, 17/08/2009. www.tadeusantos.blogspot.com
Breve relato comentado
SEMINÁRIO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DESASTRES NATURAIS EM SANTA CATARINA (ALESC/Fpolis)
Apesar de a ALESC haver cancelado todas as atividades no dia 14 de agosto, devido à gripe, o seminário correspondeu à expectativa. Na abertura havia aproximadamente 200 pessoas, um considerável número de participantes em se tratando de eventos sobre meio ambiente com as tais características. Todos os convidados palestrantes compareceram e apresentaram suas falas de acordo com os painéis sugeridos pela organização da Comissão de Turismo e Meio Ambiente da ALESC, presidida pelo Deputado Décio Góes e da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, presidida pela Senadora Ideli Salvatti. Ambos estão de parabéns pela democrática iniciativa de proporcionar o debate sobre tão problemático e delicado tema, principalmente aqui em Santa Catarina. Estado que aprovou um permissivo código contrário ao Código Florestal, justamente onde mais têm apresentado ocorrências de desastres resultantes das mudanças climáticas, como as violentas enchentes que destroem e matam, os repentinos tornados, os ciclones extra-tropicais, as prejudiciais estiagens e o inédito Furacão Catarina.
A inovadora proposta da Senadora Ideli Salvatti de criar um Centro de Referência Nacional em Estudos das Mudanças Climáticas e Desastres Naturais em Santa Catarina será de grande valia para compreender os fenômenos naturais e sua relação com as mudanças climáticas e o modo de ocupação e uso do solo, bem como amenizar a angústia dos cidadãos a cada novo evento climático proporcionado pelo aquecimento global.
Apresentamos duas propostas que foram incorporadas à Carta do Seminário (tínhamos sugerido protocolo, mas prevaleceu o termo carta), enfatizando a que trata da urgente necessidade de estudos mais profundos sobre as causas das adversidades e desastres naturais entre a Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba e a do Itajaí. Não podemos ficar apenas com os conceitos da ciência meteorológica, como sociedade afetada queremos respostas adequadas que dêem suporte à elaboração de políticas públicas de prevenção e de adaptação às adversidades climáticas. Enquanto isso é urgente a identificação das áreas de risco, a elaboração de planos de prevenção, o fortalecimento das defesas civis e o planejamento urbano nesta região, que está comprovadamente em estado de emergência climática.
OBS. Concluímos neste seminário que a disciplina tem que ser levada em conta, pois as pessoas muitas vezes confundem debate livre e extrapolam com seus respectivos tempos de manifestação. Há palestrante que extrapola seu tempo de fala prejudicando a seqüência da programação, ou seja, tirando o tempo dos outros palestrantes seguintes e há os Cidadãos que democraticamente tem sua oportunidade de questionar a temática apresentada pelo palestrante e quando pega o microfone para perguntar não o faz, muito pelo contrário, promove uma outra palestra paralela, abusando do tempo que poderia ser aberto à participação de mais questionamentos por outros participantes, enriquecendo assim o debate. Que a observação sirva de exemplo a outros eventos. A lição será implementada cronologicamente no II ENCONTRO SOBRE FENÔMENOS NATURAIS, ADVERSIDADES E MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA REGIÃO SUL (SC e RS) que será realizado em 07, 08 e 09 de Outubro, em Araranguá – Epicentro do Furacão Catarina.
Para reflexão: Poderíamos afirmar que nós sabemos como reduzir os impactos ambientais das Mudanças Climáticas e dos Desastres Naturais, porque somos nós que as provocamos?
Tadeu Santos
Coordenador Geral dos Sócios da Natureza – ONG Conselheira do CONAMA 2009/2011.
Araranguá SC, 17/08/2009. www.tadeusantos.blogspot.com
04 agosto, 2009
BREVE HISTÓRICO DA ONG SÓCIOS DA NATUREZA
BREVE HISTÓRICO DA ONG SÓCIOS DA NATUREZA (ONGSN)
(Histórico das ações e atividades de forma sintetizada. Inúmeras ações e atividades não foram citadas para que o título de breve histórico fosse obedecido)
Os Sócios da Natureza é uma ONG fundada em 05/06/1980 no município de Araranguá, SC. Sem fins lucrativos, considerada de utilidade pública e de trabalho estritamente voluntário. Tendo como objetivo principal a preservação da Natureza e uma melhor qualidade de vida para a população de Araranguá e região sul de SC.
Numa primeira fase entre 1980 e 1995 teve uma atuante performance voltada a educação ambiental liderada pelo professor ‘’João Natureza’’ da Silva. Neste período a coordenação conseguiu registrar em ‘’carteirinha’’ 5.066 sócios em Araranguá e região Sul do País, inclusive o Papa João Paulo II na sua primeira viagem ao país (pela proximidade com a Pastoral da Ecologia). Promoveu várias passeatas contra a poluição do Rio Araranguá na região carbonífera de Criciúma, na época considerada a capital do carvão. Elaborou um abaixo-assinado com mais de 30 mil assinaturas contra a poluição do carvão, entregue em mãos ao Governador do Estado na época. Promoveu protestos contra a poluição da Lagoa do Violão em Torres/RS. Recebeu o Prêmio Fritz Muller em 1985, instituído pela Fundação de Proteção ao Meio Ambiente – FATMA e pela Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Foi uma das fundadoras da Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses – FEEC. Foi indicada, juntamente com outras 500 entidades, para receber o Prêmio Global da ONU.
A partir de 1995 um outro grupo assumiu a coordenação adotando uma outra forma de atuação, sendo mais geopolítica que a anterior, assumindo o confronto direto com os degradadores ambientais, porém de forma responsável e democrática.
Em 1996, iniciou movimento contra a ocupação desordenada do santuário ecológico do Morro dos Conventos (em 2004 a FATMA negou licença ao empreendedor). A partir de 1988 passou a cobrar o EIA-RIMA para as mineradoras com apoio do MPF. Também neste mesmo ano iniciaram uma mobilização social contra a Duplicação da Rodovia BR-101 por dentro do perímetro urbano de Araranguá, conseguindo agregar as 49 entidades mais representativas do município no movimento denominado de "Desvio pela Vida" (em 2002 o IBAMA emitiu licença favorável a reivindicação da sociedade civil organizada). Em 2000, teve sete propostas incorporadas à redação final da Agenda 21 Nacional e significativa atuação na Agenda 21 Estadual. Em 1999 iniciou movimento para formação do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, tendo seu coordenador eleito em 2002 por aclamação como primeiro presidente do Comitê. Coordena a Câmara Temática do Meio Ambiente do Fórum de Desenvolvimento - FDESC. Tem assento como conselheira no Conselho Consultivo dos Aparados da Serra, no Comitê Gestor Carvão (recentemente extinto), no Conselho de Política Urbana de Araranguá, entre outras missões que o espaço não permite apontar.
2002 – Eleita Coordenadora Administrativa da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses – FEEC.
2003 – Iniciamos mobilização para criação do Conselho de Política Urbana do Município de Araranguá - CPUMA.
2004 – Seu coordenador Tadeu Santos recebeu o título de ‘’Cidadão Araranguaense’’ do Poder Legislativo Municipal pelos serviços prestados na área socioambiental aos araranguaenses.
2005 – Coordenamos a realização do Primeiro Encontro sobre Fenômenos Naturais, Adversidades e Mudanças Climáticas da região do epicentro do Furacão Catarina.
2005 – Proferimos palestra no Fórum Social Mundial de POA sobre a poluição causada pela extração e queima do carvão e sobre a trágica experiência com o furacão Catarina.
2006 – Proferimos palestra na UNICAMP para doutorandos em Física, abordando o conflito ambiental da região carbonífera do sul de Santa Catarina.
2006 – Seu integrante Tadeu Santos é processado judicialmente por Promotor Público - MPE pelo fato de criticar a omissão do servidor público perante os problemas ambientais no município de Araranguá. Em 2007, quatro Promotores de Criciúma também abrem processo judicial por danos morais contra o ambientalista.
2007 – Seu integrante sofre ameaça de vida de minerador após audiência pública porque solicitou fechamento de mina sem EIA-RIMA na região carbonífera.
2007 – Participamos como convidada especial da "Cumpre de Los Pueblos" em Santiago do Chile.
2007 e 2008 – Neste período a ONG mobilizou juntamente com outras entidades e cidadãs/os o arcabouço para a Fundação Ambiental do Município de Araranguá FAMA e do Conselho Ambiental do Município de Araranguá COAMA.
2008 – Proferimos palestra na ‘’Cúpula Social do Mercosul’’ e também na ‘’Cúpula dos Povos’’ em Salvador/Bahia sobre as vulnerabilidades da população mediante as tragédias climáticas ocorridas em Santa Catarina.
2009:
• Assumimos em 11 de Março de 2009 uma cadeira no CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e no FNMA (Fundo Nacional do Meio Ambiente) como representante da região sul (PR, SC, RS).
• Participamos no dia 26, 27 e 28 de março de 2009 do III Encontro Brasileiro sobre Justiça Climática em Fortaleza – Ceará.
• Participamos em Junho de 2009 de Audiência Pública em Areia Branca, Timbé do Sul sobre o projeto da Barragem do Rio do Salto.
• Participamos em 03, 04 e 05 de Julho de 2009 em Quito – Equador do OCMA – Observatorio de Conflictos Mineros de América Latina (OCMAL).
• Participamos em 31 de Julho de 2009 de Audiência Pública em Torres/RS sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba, do qual somos responsáveis sobre a Secretaria Executiva da Comissão do Pró-Comitê.
• A atual coordenação continua atuando intensivamente contra a poluição sonora, mantendo contato com o Promotor do MPE, Comando da Polícia Militar e Administração da Prefeitura Municipal.
• Tem apoiado as pessoas que, de uma forma ou de outra, apóiam voluntariamente e protegem os cães de rua do perímetro urbano de Araranguá.
• Está fazendo parte do Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar o processo de licenciamento e construção da obra de Fixação da Foz/Barra do Rio Araranguá.
• Está junto com a Administração complementando os procedimentos técnicos para transformar a APP do Morro dos Conventos em Unidade de Conservação.
• Está novamente envolvida na realização das Leituras Comunitárias para elaboração do Plano Diretor de Araranguá.
• Está novamente na coordenação da realização do II Encontro sobre Fenômenos Naturais, Adversidades e Mudanças Climáticas a ser realizado em 07, 08 e 09 de Outubro de 2009.
OBS. Ao total, participamos de mais de 20 ‘’Missões’’ no município de Araranguá e região, como também participamos de outros movimentos socioambientais de atuação nacional e internacional.
(Histórico das ações e atividades de forma sintetizada. Inúmeras ações e atividades não foram citadas para que o título de breve histórico fosse obedecido)
Os Sócios da Natureza é uma ONG fundada em 05/06/1980 no município de Araranguá, SC. Sem fins lucrativos, considerada de utilidade pública e de trabalho estritamente voluntário. Tendo como objetivo principal a preservação da Natureza e uma melhor qualidade de vida para a população de Araranguá e região sul de SC.
Numa primeira fase entre 1980 e 1995 teve uma atuante performance voltada a educação ambiental liderada pelo professor ‘’João Natureza’’ da Silva. Neste período a coordenação conseguiu registrar em ‘’carteirinha’’ 5.066 sócios em Araranguá e região Sul do País, inclusive o Papa João Paulo II na sua primeira viagem ao país (pela proximidade com a Pastoral da Ecologia). Promoveu várias passeatas contra a poluição do Rio Araranguá na região carbonífera de Criciúma, na época considerada a capital do carvão. Elaborou um abaixo-assinado com mais de 30 mil assinaturas contra a poluição do carvão, entregue em mãos ao Governador do Estado na época. Promoveu protestos contra a poluição da Lagoa do Violão em Torres/RS. Recebeu o Prêmio Fritz Muller em 1985, instituído pela Fundação de Proteção ao Meio Ambiente – FATMA e pela Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Foi uma das fundadoras da Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses – FEEC. Foi indicada, juntamente com outras 500 entidades, para receber o Prêmio Global da ONU.
A partir de 1995 um outro grupo assumiu a coordenação adotando uma outra forma de atuação, sendo mais geopolítica que a anterior, assumindo o confronto direto com os degradadores ambientais, porém de forma responsável e democrática.
Em 1996, iniciou movimento contra a ocupação desordenada do santuário ecológico do Morro dos Conventos (em 2004 a FATMA negou licença ao empreendedor). A partir de 1988 passou a cobrar o EIA-RIMA para as mineradoras com apoio do MPF. Também neste mesmo ano iniciaram uma mobilização social contra a Duplicação da Rodovia BR-101 por dentro do perímetro urbano de Araranguá, conseguindo agregar as 49 entidades mais representativas do município no movimento denominado de "Desvio pela Vida" (em 2002 o IBAMA emitiu licença favorável a reivindicação da sociedade civil organizada). Em 2000, teve sete propostas incorporadas à redação final da Agenda 21 Nacional e significativa atuação na Agenda 21 Estadual. Em 1999 iniciou movimento para formação do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, tendo seu coordenador eleito em 2002 por aclamação como primeiro presidente do Comitê. Coordena a Câmara Temática do Meio Ambiente do Fórum de Desenvolvimento - FDESC. Tem assento como conselheira no Conselho Consultivo dos Aparados da Serra, no Comitê Gestor Carvão (recentemente extinto), no Conselho de Política Urbana de Araranguá, entre outras missões que o espaço não permite apontar.
2002 – Eleita Coordenadora Administrativa da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses – FEEC.
2003 – Iniciamos mobilização para criação do Conselho de Política Urbana do Município de Araranguá - CPUMA.
2004 – Seu coordenador Tadeu Santos recebeu o título de ‘’Cidadão Araranguaense’’ do Poder Legislativo Municipal pelos serviços prestados na área socioambiental aos araranguaenses.
2005 – Coordenamos a realização do Primeiro Encontro sobre Fenômenos Naturais, Adversidades e Mudanças Climáticas da região do epicentro do Furacão Catarina.
2005 – Proferimos palestra no Fórum Social Mundial de POA sobre a poluição causada pela extração e queima do carvão e sobre a trágica experiência com o furacão Catarina.
2006 – Proferimos palestra na UNICAMP para doutorandos em Física, abordando o conflito ambiental da região carbonífera do sul de Santa Catarina.
2006 – Seu integrante Tadeu Santos é processado judicialmente por Promotor Público - MPE pelo fato de criticar a omissão do servidor público perante os problemas ambientais no município de Araranguá. Em 2007, quatro Promotores de Criciúma também abrem processo judicial por danos morais contra o ambientalista.
2007 – Seu integrante sofre ameaça de vida de minerador após audiência pública porque solicitou fechamento de mina sem EIA-RIMA na região carbonífera.
2007 – Participamos como convidada especial da "Cumpre de Los Pueblos" em Santiago do Chile.
2007 e 2008 – Neste período a ONG mobilizou juntamente com outras entidades e cidadãs/os o arcabouço para a Fundação Ambiental do Município de Araranguá FAMA e do Conselho Ambiental do Município de Araranguá COAMA.
2008 – Proferimos palestra na ‘’Cúpula Social do Mercosul’’ e também na ‘’Cúpula dos Povos’’ em Salvador/Bahia sobre as vulnerabilidades da população mediante as tragédias climáticas ocorridas em Santa Catarina.
2009:
• Assumimos em 11 de Março de 2009 uma cadeira no CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e no FNMA (Fundo Nacional do Meio Ambiente) como representante da região sul (PR, SC, RS).
• Participamos no dia 26, 27 e 28 de março de 2009 do III Encontro Brasileiro sobre Justiça Climática em Fortaleza – Ceará.
• Participamos em Junho de 2009 de Audiência Pública em Areia Branca, Timbé do Sul sobre o projeto da Barragem do Rio do Salto.
• Participamos em 03, 04 e 05 de Julho de 2009 em Quito – Equador do OCMA – Observatorio de Conflictos Mineros de América Latina (OCMAL).
• Participamos em 31 de Julho de 2009 de Audiência Pública em Torres/RS sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba, do qual somos responsáveis sobre a Secretaria Executiva da Comissão do Pró-Comitê.
• A atual coordenação continua atuando intensivamente contra a poluição sonora, mantendo contato com o Promotor do MPE, Comando da Polícia Militar e Administração da Prefeitura Municipal.
• Tem apoiado as pessoas que, de uma forma ou de outra, apóiam voluntariamente e protegem os cães de rua do perímetro urbano de Araranguá.
• Está fazendo parte do Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar o processo de licenciamento e construção da obra de Fixação da Foz/Barra do Rio Araranguá.
• Está junto com a Administração complementando os procedimentos técnicos para transformar a APP do Morro dos Conventos em Unidade de Conservação.
• Está novamente envolvida na realização das Leituras Comunitárias para elaboração do Plano Diretor de Araranguá.
• Está novamente na coordenação da realização do II Encontro sobre Fenômenos Naturais, Adversidades e Mudanças Climáticas a ser realizado em 07, 08 e 09 de Outubro de 2009.
OBS. Ao total, participamos de mais de 20 ‘’Missões’’ no município de Araranguá e região, como também participamos de outros movimentos socioambientais de atuação nacional e internacional.
27 julho, 2009
DESDOBRAMENTOS POSITIVOS DO PLANO DIRETOR DE ARARANGUÁ
DESDOBRAMENTOS POSITIVOS DO PLANO DIRETOR
Esperamos que se discuta durante a elaboração do ‘’desenho’’ do Plano Diretor do Município de Araranguá os desdobramentos positivos que virão não só com a duplicação da BR-101, mas junto com todas as obras e avanços que estão acontecendo em Araranguá e região. Já apontamos a preocupação em reunião do Núcleo Gestor do PD que foi criado para acompanhar a dinâmica do processo a ser promovido pela empresa paranaense Hardt Engemin. Na verdade são duas preocupações que levantamos, a primeira esbarra na forma inadequada e discutível de como o DNIT e a CODESC empurraram o imbróglio para a empresa vencedora da licitação. Para esclarecimento público, informamos que a FECAM teve que acionar judicialmente para haver um desfecho entre os órgãos federal e o estadual. Com o recurso destinado, a empresa não tem condições de elaborar os 34 Planos Diretores dos municípios contemplados pela Medida Compensatória da Duplicação da BR-101, então utilizará a manobra da compilação e o Município de Araranguá não deve soberanamente aceitar, porque afinal trata-se do futuro do Município, no que tange a qualidade de vida da população. Apesar de defendermos a integração da região num projeto de desenvolvimento articulado geopoliticamente, cada município tem suas características próprias e a população suas demandas locais peculiares. Daí a importância das leituras comunitárias como subsídio de extrema relevância para a elaboração da leitura técnica que traçará as diretrizes para o adequado uso do solo e da expansão urbana.
O Município de Araranguá precisa ter um Plano Diretor que possibilite a leitura de todos os avanços que virão com a duplicação, como a implantação da Universidade e do Instituto Federal (gratuitos), do Sistema Ambiental de Esgoto e da histórica fixação da rebelde Foz/Barra do Rio Araranguá, apenas para citar alguns exemplos mais significativos. Outros avanços na área social, saúde e educação estão intrinsecamente ligados na dinâmica que trás qualidade de vida e geração de empregos com divisas para o município. Ninguém acreditava em tantas obras num curto período de tempo. Haja vista que a plataforma de campanha do Mariano/César em 2004 constava significamente a implantação de escola profissionalizante e um espaço para as pequenas empresas junto à rodovia BR-101. Se a administração e a população não estiverem preparadas para tudo que está por vir, poderá haver dificuldades em vez de facilitações ao desenvolvimento social e econômico do município. Esperamos que desta vez não venhamos a ser processados e multados por estarmos vangloriando a administração que, indiscutivelmente, é a que mais promoveu possibilidades de desenvolvimento ao município.
Infelizmente a oficina de capacitação ocorrida no dia 18 de Julho, no CIART, não recebeu a devida presença dos araranguaenses e suas respectivas entidades, associações e sindicatos. Nada tem base sólida sem a participação da sociedade civil organizada. Já houveram vários exemplos de tentativas frustradas e de sucesso no município de Araranguá que não vamos aqui citar, porém as que tiveram a participação da cidadania social obtiveram significativos avanços. Conclamamos a todos os cidadãos araranguaenses a participarem das leituras comunitárias do Plano Diretor. Através da metodologia participativa todos os conflitos relacionados ao planejamento urbano e rural do município são debatidos por temáticas. É, portanto, uma oportunidade única.
Se a empresa HE não contratar técnicos habilitados locais para as dinâmicas leituras comunitárias, esperamos que a Administração Municipal o faça e cobre judicialmente via Ministério Público Federal (MPF) os ressarcimentos que assumirem para promover um processo democrático, decente e transparente ao Plano Diretor de Araranguá. A Leitura Comunitária é uma espécie de voto, só o cidadão pode ir lá apontar o quer pra si, pra sua família, pra sua rua, pro seu bairro e pro seu município. Exerça Cidadania e compareça nas audiências que acontecerão em sua comunidade.
Direcionamos nosso apelo ao Prefeito Mariano Mazzuco, líder político que sabiamente soube conduzir e articular os avanços para Araranguá, que lembrou em seu último discurso de campanha o intendente que em 1886 teve a brilhante idéia de contratar o Engenheiro Antonio Lopez Mesquita para projetar as amplas avenidas do perímetro urbano de Araranguá, reconhecidas nacionalmente em Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) e Mestrados de Arquitetura. Que determine aos técnicos responsáveis pelo planejamento do município, toda a atenção às questões levantadas, pois são todas de interesse do coletivo araranguaense.
Tadeu Santos (Artigo publicado no blogdolessa de Criciúma e no Jornal O Tempo de Araranguá)
Esperamos que se discuta durante a elaboração do ‘’desenho’’ do Plano Diretor do Município de Araranguá os desdobramentos positivos que virão não só com a duplicação da BR-101, mas junto com todas as obras e avanços que estão acontecendo em Araranguá e região. Já apontamos a preocupação em reunião do Núcleo Gestor do PD que foi criado para acompanhar a dinâmica do processo a ser promovido pela empresa paranaense Hardt Engemin. Na verdade são duas preocupações que levantamos, a primeira esbarra na forma inadequada e discutível de como o DNIT e a CODESC empurraram o imbróglio para a empresa vencedora da licitação. Para esclarecimento público, informamos que a FECAM teve que acionar judicialmente para haver um desfecho entre os órgãos federal e o estadual. Com o recurso destinado, a empresa não tem condições de elaborar os 34 Planos Diretores dos municípios contemplados pela Medida Compensatória da Duplicação da BR-101, então utilizará a manobra da compilação e o Município de Araranguá não deve soberanamente aceitar, porque afinal trata-se do futuro do Município, no que tange a qualidade de vida da população. Apesar de defendermos a integração da região num projeto de desenvolvimento articulado geopoliticamente, cada município tem suas características próprias e a população suas demandas locais peculiares. Daí a importância das leituras comunitárias como subsídio de extrema relevância para a elaboração da leitura técnica que traçará as diretrizes para o adequado uso do solo e da expansão urbana.
O Município de Araranguá precisa ter um Plano Diretor que possibilite a leitura de todos os avanços que virão com a duplicação, como a implantação da Universidade e do Instituto Federal (gratuitos), do Sistema Ambiental de Esgoto e da histórica fixação da rebelde Foz/Barra do Rio Araranguá, apenas para citar alguns exemplos mais significativos. Outros avanços na área social, saúde e educação estão intrinsecamente ligados na dinâmica que trás qualidade de vida e geração de empregos com divisas para o município. Ninguém acreditava em tantas obras num curto período de tempo. Haja vista que a plataforma de campanha do Mariano/César em 2004 constava significamente a implantação de escola profissionalizante e um espaço para as pequenas empresas junto à rodovia BR-101. Se a administração e a população não estiverem preparadas para tudo que está por vir, poderá haver dificuldades em vez de facilitações ao desenvolvimento social e econômico do município. Esperamos que desta vez não venhamos a ser processados e multados por estarmos vangloriando a administração que, indiscutivelmente, é a que mais promoveu possibilidades de desenvolvimento ao município.
Infelizmente a oficina de capacitação ocorrida no dia 18 de Julho, no CIART, não recebeu a devida presença dos araranguaenses e suas respectivas entidades, associações e sindicatos. Nada tem base sólida sem a participação da sociedade civil organizada. Já houveram vários exemplos de tentativas frustradas e de sucesso no município de Araranguá que não vamos aqui citar, porém as que tiveram a participação da cidadania social obtiveram significativos avanços. Conclamamos a todos os cidadãos araranguaenses a participarem das leituras comunitárias do Plano Diretor. Através da metodologia participativa todos os conflitos relacionados ao planejamento urbano e rural do município são debatidos por temáticas. É, portanto, uma oportunidade única.
Se a empresa HE não contratar técnicos habilitados locais para as dinâmicas leituras comunitárias, esperamos que a Administração Municipal o faça e cobre judicialmente via Ministério Público Federal (MPF) os ressarcimentos que assumirem para promover um processo democrático, decente e transparente ao Plano Diretor de Araranguá. A Leitura Comunitária é uma espécie de voto, só o cidadão pode ir lá apontar o quer pra si, pra sua família, pra sua rua, pro seu bairro e pro seu município. Exerça Cidadania e compareça nas audiências que acontecerão em sua comunidade.
Direcionamos nosso apelo ao Prefeito Mariano Mazzuco, líder político que sabiamente soube conduzir e articular os avanços para Araranguá, que lembrou em seu último discurso de campanha o intendente que em 1886 teve a brilhante idéia de contratar o Engenheiro Antonio Lopez Mesquita para projetar as amplas avenidas do perímetro urbano de Araranguá, reconhecidas nacionalmente em Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) e Mestrados de Arquitetura. Que determine aos técnicos responsáveis pelo planejamento do município, toda a atenção às questões levantadas, pois são todas de interesse do coletivo araranguaense.
Tadeu Santos (Artigo publicado no blogdolessa de Criciúma e no Jornal O Tempo de Araranguá)
14 julho, 2009
OCMAL EM QUITO EQUADOR
Cidadania Ambiental 14/07/2009
OCMAL EM QUITO / EQUADOR.
Participamos nos dias 03, 04 e 05 de Julho em Quito, Equador, do III OBSERVATORIO DE CONFLICTOS MINEROS DE AMÉRICA LATINA (OCMAL). Representamos o grupo de Articulação Mineração e Siderurgia (AMS) da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA), com patrocínio do Centro de Apoio Sócio Ambiental (CASA).
O encontro reuniu representantes de Movimentos Sociais e ONGs de treze países da América Latina que defendem o meio ambiente dos impactos das mais variadas formas de mineração. Infelizmente o cenário é sempre de degradação onde existe exploração de minérios, com contaminação da água, degradação do solo e comprometimento do ar.
O ano de 2009 está marcado pela crise financeira, que alterou o mercado e a produção das empresas mineradoras no mundo todo. Muitos projetos foram paralisados, outros em fase de planejamento foram suspensos e ainda houve um reordenamento dos investimentos da mineração no mundo. Entretanto, há indicadores que fortalecem a entrada de novos grupos na indústria extrativa, onde a China aparece como um dos principais investidores. Este cenário requer avaliação e definições de novas estratégias que devem levar em conta os resultados positivos dos trabalhos realizados pelas organizações não-governamentais e movimentos sociais, de acordo com Patrícia Zerlotti da Coalizão Rios Vivos.
A integração de representantes de comunidades afetadas proporciona a troca de experiências e informações acerca dos conflitos socioambientais decorrentes da atividade minerária. Certamente que o Sul de Santa Catarina apresenta o maior conflito carbonífero, seguido da Colômbia e Chile, porém os destaques foram os conflitos relacionados à exploração de ouro, cobre, petróleo entre outros, todos com gravíssimos danos aos recursos hídricos: ÁGUA. A Petrobrás, a Vale e a Odebrecht são as multinacionais que mais foram denunciadas pelos povos andinos de língua espanhola.
Consideramos o OCMAL bem mais organizado que a ‘’Cumbre de los Pueblos’’ do qual participamos em Santiago, no Chile e em Salvador, na Bahia, quando ocorreu paralelamente a Cúpula do Mercosul. Porém, ainda vemos a RBJA como a mais bem organizada rede de atuação sócio ambientalista na América do Sul.
OBS. Além de assumirmos o compromisso de elaborarmos um documento abordando os impactos ambientais causados pela exploração e queima do carvão mineral em relação às adversidades e mudanças climáticas de SC, citamos a ameaça ambiental e a saúde pública da fosfateira Bunge/EUA – Yara/Noruega instalada em Anitápolis/SC.
OBS. Mais dois brasileiros estavam presentes representando, respectivamente, o Fórum Carajás e Justiça nos Trilhos, com atuação no Nordeste e Norte do Brasil.
Transcrevemos parte da Declaração de Quito: DECLARACION DE QUITO
POR LA JUSTICIA SOCIAL Y AMBIENTAL Y POR LA PAZ EN AMERINDIA
Reunidos en Quito, representantes hombres y mujeres de organizaciones sociales de Guatemala, Honduras, México, El Salvador, Ecuador, Perú, Chile, Bolivia, Brasil, Colombia, de comunidades indígenas y de comunidades cristianas de base de estos países, nos dirigimos a nuestros gobernantes, medios de comunicación, autoridades eclesiásticas, hermanos y hermanas de nuestros pueblos que luchan y resisten por la prohibición de actividades mineras en donde éstas aun no se han instalado o por mecanismos estrictos y de regulación ambiental y fiscal de las mismas en países donde ya se hallan instaladas.
Vemos que el capitalismo ha causado graves daños ambientales, por lo que todo el planeta se halla hoy en peligro debido a la voracidad del consumo de los países ricos y el lucro un grupo reducido de corporaciones transnacionales. La reproducción de este sistema, reproduce también el sometimiento de nuestros pueblos y el despojo agresivo de nuestras riquezas naturales.
Por ello, nos comprometemos a seguir trabajando solidariamente, sin descanso, porque la lucha de nuestros pueblos sea reconocida como una lucha justa y logre sus objetivos, y levantamos nuestra voz de indignación y protesta frente a abusos y violaciones de derechos humanos fundamentales de muchos de nuestros hermanos y hermanas en el continente.
Tadeu Santos / Socioambientalista
OCMAL EM QUITO / EQUADOR.
Participamos nos dias 03, 04 e 05 de Julho em Quito, Equador, do III OBSERVATORIO DE CONFLICTOS MINEROS DE AMÉRICA LATINA (OCMAL). Representamos o grupo de Articulação Mineração e Siderurgia (AMS) da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA), com patrocínio do Centro de Apoio Sócio Ambiental (CASA).
O encontro reuniu representantes de Movimentos Sociais e ONGs de treze países da América Latina que defendem o meio ambiente dos impactos das mais variadas formas de mineração. Infelizmente o cenário é sempre de degradação onde existe exploração de minérios, com contaminação da água, degradação do solo e comprometimento do ar.
O ano de 2009 está marcado pela crise financeira, que alterou o mercado e a produção das empresas mineradoras no mundo todo. Muitos projetos foram paralisados, outros em fase de planejamento foram suspensos e ainda houve um reordenamento dos investimentos da mineração no mundo. Entretanto, há indicadores que fortalecem a entrada de novos grupos na indústria extrativa, onde a China aparece como um dos principais investidores. Este cenário requer avaliação e definições de novas estratégias que devem levar em conta os resultados positivos dos trabalhos realizados pelas organizações não-governamentais e movimentos sociais, de acordo com Patrícia Zerlotti da Coalizão Rios Vivos.
A integração de representantes de comunidades afetadas proporciona a troca de experiências e informações acerca dos conflitos socioambientais decorrentes da atividade minerária. Certamente que o Sul de Santa Catarina apresenta o maior conflito carbonífero, seguido da Colômbia e Chile, porém os destaques foram os conflitos relacionados à exploração de ouro, cobre, petróleo entre outros, todos com gravíssimos danos aos recursos hídricos: ÁGUA. A Petrobrás, a Vale e a Odebrecht são as multinacionais que mais foram denunciadas pelos povos andinos de língua espanhola.
Consideramos o OCMAL bem mais organizado que a ‘’Cumbre de los Pueblos’’ do qual participamos em Santiago, no Chile e em Salvador, na Bahia, quando ocorreu paralelamente a Cúpula do Mercosul. Porém, ainda vemos a RBJA como a mais bem organizada rede de atuação sócio ambientalista na América do Sul.
OBS. Além de assumirmos o compromisso de elaborarmos um documento abordando os impactos ambientais causados pela exploração e queima do carvão mineral em relação às adversidades e mudanças climáticas de SC, citamos a ameaça ambiental e a saúde pública da fosfateira Bunge/EUA – Yara/Noruega instalada em Anitápolis/SC.
OBS. Mais dois brasileiros estavam presentes representando, respectivamente, o Fórum Carajás e Justiça nos Trilhos, com atuação no Nordeste e Norte do Brasil.
Transcrevemos parte da Declaração de Quito: DECLARACION DE QUITO
POR LA JUSTICIA SOCIAL Y AMBIENTAL Y POR LA PAZ EN AMERINDIA
Reunidos en Quito, representantes hombres y mujeres de organizaciones sociales de Guatemala, Honduras, México, El Salvador, Ecuador, Perú, Chile, Bolivia, Brasil, Colombia, de comunidades indígenas y de comunidades cristianas de base de estos países, nos dirigimos a nuestros gobernantes, medios de comunicación, autoridades eclesiásticas, hermanos y hermanas de nuestros pueblos que luchan y resisten por la prohibición de actividades mineras en donde éstas aun no se han instalado o por mecanismos estrictos y de regulación ambiental y fiscal de las mismas en países donde ya se hallan instaladas.
Vemos que el capitalismo ha causado graves daños ambientales, por lo que todo el planeta se halla hoy en peligro debido a la voracidad del consumo de los países ricos y el lucro un grupo reducido de corporaciones transnacionales. La reproducción de este sistema, reproduce también el sometimiento de nuestros pueblos y el despojo agresivo de nuestras riquezas naturales.
Por ello, nos comprometemos a seguir trabajando solidariamente, sin descanso, porque la lucha de nuestros pueblos sea reconocida como una lucha justa y logre sus objetivos, y levantamos nuestra voz de indignación y protesta frente a abusos y violaciones de derechos humanos fundamentales de muchos de nuestros hermanos y hermanas en el continente.
Tadeu Santos / Socioambientalista
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