18 fevereiro, 2014

ARARANGUÁ, UM OLHAR AMBIENTAL SOBRE OS PROJETOS DE ANSEIOS POPULARES E AS OBRAS DE INTERESSES GOVERNAMENTAIS! (Edição Especial)



Cidadania Ambiental
Araranguá – SC, 18 de fevereiro de 2014
(48 / 9985.0053 TIM)


Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina. Participe também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada em defesa da natureza e de uma melhor qualidade de vida para toda população.
OBS. Lembrando que o simples ato de recomendar, comentar ou divulgar a leitura destas mensagens ou do blog a outras pessoas já é uma atitude ecologicamente correta!

‘’AQUI O MEIO AMBIENTE É TRATADO COM SERIEDADE, OBJETIVIDADE, INDEPENDÊNCIA E ÉTICA!
BUSCAMOS DE FORMA ESTRITAMENTE VOLUNTÁRIA O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO,
POR ISSO COMBATEMOS QUALQUER TIPO DE RADICALISMO OU EXTREMISMO’’


(Publicado também no jornal O TEMPO DIÁRIO, VOZ DO SUL e no site da CONTATO, no FACEBOOK, além da publicação do link SOCIOAMBIENTALISMO em vários outros sites e blogs)

ARARANGUÁ, UM OLHAR AMBIENTAL SOBRE OS PROJETOS DE ANSEIOS POPULARES E AS OBRAS DE INTERESSES GOVERNAMENTAIS! (Edição Especial)

Ainda bem que a obra de canalização para evitar alagamento na Avenida Cel. João Apolinário está em andamento, conforme as imagens em anexo, senão teria gerado justos ataques à prefeitura com a chuva ocorrida do dia 14.
Pena que mesmo após a conclusão o esgoto continuará a poluir o córrego e o ar que se respira com o mau cheiro expelido em pleno centro do perímetro urbano. Torcemos para que as obras da ETE retomem o mais rápido possível, para que Araranguá possa cobrar dos municípios a montante a paralisação imediata da poluição do Rio Araranguá, que é um comprovado crime ambiental e ameaça a soberania do município. Certamente que a realização desta obra prevaleceu devido à pressão popular nas redes sociais, refletindo na mídia, fazendo com que a administração municipal priorizasse a necessária viabilização da obra já na administração anterior.

Surge novo conflito com o prolongamento da Rua Manoel Roseno Pereira, da mesma forma que a administração anterior abriu a Av Cel. João Fernandes, deixando o maquinista brincar com uma destruidora máquina no ecossistema local. Agora é no lado sul do Morro Azul, novamente causando revolta nas redes sociais, não apenas pela forma violenta que as máquinas rasgaram a terra e destruíram a vegetação nativa, mas também pela interferência no cenário paisagístico de uma histórica localidade. Ou seja, a falta de planejamento ambiental muda bruscamente o desenho visual de centenas de pessoas que ali nasceram ou que ali vivem!!!

É PRECISO PLANEJAMENTO EM TUDO. PELO AMOR DE DEUS, PLANEJAR É PRECISO!!!



OBS. Sempre vou ao Morro Azul clicar imagens, daí a minha indignação para com a desnecessária abertura de via pública no local, um ato ecologicamente insustentável!!! Existem outras prioridades no território de Araranguá! Que pena prefeito Sandro Maciel, que Vossa Excelência passe para a história como responsável por uma gestão administrativa sem sensibilidade ambiental, quando demonstrava ser preocupado com o equilíbrio ecológico!
Definitivamente a Administração Municipal não tem as mesmas preocupações que parte da população tem em relação a conservação das áreas de interesse especial de proteção como o Morro Azul, mas sim o de colocar asfalto – a do tal de tapete preto para o ‘’automóvel’’ nas vias públicas. (Nunca para as calçadas que são esburacadas e inviáveis para os ‘’pedestres’’, principalmente cadeirantes). Concluindo, o Morro Azul pode não ser uma APP no conceito de morro pelo contestado Código Florestal, mas o é como Mata Atlântica, de beleza cênica e de outras várias configurações.

MORRO AZUL DEPOIS...
Esta imagem iniciou o movimento na rede social Facebook
 Foto Giovana Farias



VERSÃO CIENTÍFICA e ACADÊMICA DA LEGISLAÇÃO   
‘’’’As Áreas de Preservação Permanente foram instituídas pelo Código Florestal (Lei nº 4.771 de 1965 e alterações posteriores) e consistem em espaços territoriais legalmente protegidos, ambientalmente frágeis e vulneráveis, podendo ser públicas ou privadas, urbanas ou rurais, cobertas ou não por vegetação nativa.

Entre as diversas funções ou serviços ambientais prestados pelas APP em meio urbano, vale mencionar:

·         a proteção do solo prevenindo a ocorrência de desastres associados ao uso e ocupação inadequados de encostas e topos de morro;
·         a proteção dos corpos d'água, evitando enchentes, poluição das águas e assoreamento dos rios;
·         a manutenção da permeabilidade do solo e do regime hídrico, prevenindo contra inundações e enxurradas, colaborando com a recarga de aquíferos e evitando o comprometimento do abastecimento público de água em qualidade e em quantidade;
·         a função ecológica de refúgio para a fauna e de corredores ecológicos que facilitam o fluxo gênico de fauna e flora, especialmente entre áreas verdes situadas no perímetro urbano e nas suas proximidades,
·         a atenuação de desequilíbrios climáticos intra-urbanos, tais como o excesso de aridez, o desconforto térmico e ambiental e o efeito "ilha de calor".

A manutenção das APP em meio urbano possibilita a valorização da paisagem e do patrimônio natural e construído (de valor ecológico, histórico, cultural, paisagístico e turístico). Esses espaços exercem, do mesmo modo, funções sociais e educativas relacionadas com a oferta de campos esportivos, áreas de lazer e recreação, oportunidades de encontro, contato com os elementos da natureza e educação ambiental (voltada para a sua conservação), proporcionando uma maior qualidade de vida às populações urbanas, que representam 84,4% da população do país.

Os efeitos indesejáveis do processo de urbanização sem planejamento, como a ocupação irregular e o uso indevido dessas áreas, tende a reduzi-las e degradá-las cada vez mais. Isso causa graves problemas nas cidades e exige um forte empenho no incremento e aperfeiçoamento de políticas ambientais urbanas voltadas à recuperação, manutenção, monitoramento e fiscalização das APP nas cidades, tais como:

·         articulação de estados e municípios para a criação de um sistema integrado de gestão de Áreas de Preservação Permanente urbanas, incluindo seu mapeamento, fiscalização, recuperação e monitoramento;
·         apoio a novos modelos de gestão de APP urbanas, com participação das comunidades e parcerias com entidades da sociedade civil;
·         definição de normas para a instalação de atividades de esporte, lazer, cultura e convívio da população, compatíveis com a função ambiental dessas áreas;’’’’

 APP e UC

 APP (Área de Preservação Permanente), de acordo a Lei Federal nº 12.651/12, é toda aquela constante em seus artigos 4º, 5º e 6º da referida lei, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. As Unidades de Conservação UC são apenas APPs transformadas e UCs. Baseado em alertas de especialistas pode a integridade dos aquíferos ou lençóis freáticos que interagem com as nascentes do açude Belinzoni ser afetadas com as interferências antrópicas como este aparentemente superficial do Morro Azul. 
Mais uma vez lembramos-nos da importância do ‘’Diagnóstico dos Conflitos Ambientais e das Potencialidades Eco-Turísticas do Município de Araranguá’’, como forma de orientar o adequado uso dos recursos naturais, proposta boicotada pelo superintendente da FAMA, Senhor Paulo Simon. Cargo estratégico que (para manter a ética e a transparência socioambiental) deveria ser indicado pelo Conselho Ambiental do Município de Araranguá - COAMA, preferencialmente por concursados profissionais da área ambiental, não partidariamente pelo Executivo Municipal (Chegará um dia que ficará igualzinha a famigerada FATMA, cheia de processos judiciais, ou seja, uma fundação política).

VAMOS PARA UM OUTRO MORRO AINDA MAIS AMEAÇADO E MAIS FRÁGIL...

Se realmente será uma arena poliesportiva, a atual administração municipal de Araranguá está de parabéns pela conquista, assim toda a população terá a oportunidade de utilizar, principalmente aos atletas, enquanto que a ideia inicial era apenas para o futebol.
Sobre a proposta de um mirante no Morro dos Conventos somos entusiastas e motivadores da ideia, desde que foi lançado no projeto da Trem, em 1997. No entanto nos preocupa, pois instalar um equipamento desta magnificência sem estar integrado a um projeto abrangente de toda a área considerada de interesse eco-turístico, é uma ação de contexto paliativo e apressado.


A situação se repete, pois administração anterior tentou construir banheiros públicos ao lado do Farol, caracterizando, na época, despreparo no trato de aspecto de relevância para o Município de Araranguá. Faz-se necessário um estudo não apenas ambiental, mas sobre aspectos paisagísticos das falésias, das dunas e da Mata Atlântica, ou seja, de todo o ecossistema local, para que não fique uma obra insustentável como se constata em outros locais a adoção de medidas paliativas e imediatistas. Certamente o fluxo de turistas visitantes aumentará consideravelmente com qualquer infraestrutura que traga conforto e segurança no mirante natural, então serão necessários outros investimentos paralelos e a garantia de funcionários para manter o mirante, além de guias de turismo, apenas para citar alguns exemplos!  ...outra coisa importante é a especificação técnica da obra, daí a oportunidade de valorizar os TCC sobre a proposta... do qual esperamos que desta vez não tratem as preocupações ambientalistas com irônica indulgência, não!? 
Por uma questão técnica, organizacional e ética, tudo tem que ser planejado, tanto na área privada quanto na pública, assim como uma residência ou um colégio, tem que haver um projeto para iniciar e terminar como foi concebido, de modo a dar a funcionalidade adequada à obra.




COMO SOU UM ETERNO PERSEGUIDO PELOS INTERESSES DOS QUE DESTRÓEM...
Vou parar por aqui porque certa vez escrevi que Araranguá estava no caminho do desenvolvimento com a implantação da UFSC, IFSC, ETE e conclusão da obra de Duplicação da BR-101 e por isso fui multado por propaganda extemporânea, sem ser candidato e muito menos ligado a nenhum partido político. Um absurdo!!!  

DUPLO ARCO-ÍRIS PARTINDO DO MORRO CENTENÁRIO!!!


17 fevereiro, 2014

MORRO AZUL, ANTES E DEPOIS DO ESTRAGO!!!

ANTES

DEPOIS

MORRO AZUL, ANTES E DEPOIS!!!
Lembrado os alertas contidos na obra ''Colapso'', do respeitado Jared Diamond, centenas de civilizações deixaram de existir pelas inadequadas e desordenadas ações que praticavam. Uma das que mais me chamou a atenção foi a dos Anasazis, no Colorado, EUA, que desmatavam tudo em nome da sobrevivência e deixou de existir...
A civilização araranguaense não deixará de existir neste breve momento da História porque começaram a desmatar o Morro Azul, o Morro Centenário, o Morro do Hospital e o Morro dos Conventos, como também o remanescente de Mata Atlântica do Fundo Grande, porém chegará um dia que perceberão que o dinheiro não se come, não mata a sede e nem trás qualidade de vida se não existir equilíbrio ecológico!!!   
As imagens mostradas abaixo são antes e depois dos danos causados a vegetação nativa do Morro Azul do Bairro da Urussanguinha, também apelidada de ''Suranga'', palco de um conflito ambiental causado pela Administração municipal PMA e a Fundação Ambiental FAMA.
Amanhã publicarei a coluna ''Cidadania Ambiental'' focando este tema e outros que estão ambientalmente pipocando no Município de Araranguá.  

OUTRAS IMAGENS CAPTADAS DO MORRO AZUL 



































12 fevereiro, 2014

SUSTENTABILIDADE EM ARARANGUÁ E REGIÃO

Cidadania Ambiental

Araranguá – SC, 11 de fevereiro de 2014
(48 / 9985.0053 TIM)
Ao nosso modo, com outro olhar e outra atitude, estamos fazendo e registrando a história socioambiental de Araranguá e Região Sul de Santa Catarina. Participe também, seja nossa parceira/o nesta voluntária empreitada em defesa da natureza e de uma melhor qualidade de vida para toda população.
OBS. Lembrando que o simples ato de recomendar, comentar ou divulgar a leitura destas mensagens ou do blog a outras pessoas já é uma atitude ecologicamente correta!

‘’AQUI O MEIO AMBIENTE É TRATADO COM SERIEDADE, OBJETIVIDADE, INDEPENDÊNCIA E ÉTICA!
BUSCAMOS DE FORMA ESTRITAMENTE VOLUNTÁRIA O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO,
POR ISSO COMBATEMOS QUALQUER TIPO DE RADICALISMO OU EXTREMISMO’’



(Publicado também no jornal O TEMPO DIÁRIO, VOZ DO SUL e no site da CONTATO, no FACEBOOK, além da publicação do link SOCIOAMBIENTALISMO em vários outros sites e blogs)


SUSTENTABILIDADE EM ARARANGUÁ E REGIÃO

            De acordo com o site Wikipédia o significado da palavra Sustentabilidade é:
Sustentabilidade é a habilidade de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo.1 Ultimamente este conceito tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras, e que precisou do vínculo da sustentabilidade no longo prazo, um "longo prazo" de termo indefinido, em princípio.2
Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo, preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. É um conceito que gerou dois programas nacionais no Brasil. O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes, mas podemos dizer que deve ter a capacidade de integrar as Questões Sociais, Energéticas, Econômicas e Ambientais.
Com a finalidade de preservar o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras, foram criados dois programas nacionais: o Procel (eletricidade) e o Conpet.
• Questão Social: Sem considerar a questão social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. E do ponto de vista do ser humano, ele próprio é a parte mais importante do meio ambiente.
• Questão Energética: Sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.
• Questão Ambiental: Sem considerar a questão ambiental, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.
O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja:
·         ecologicamente correto
·         economicamente viável
·         socialmente justo
·         culturalmente diverso

Este é um conceito, vamos então para outro site:

SUSTENTABILIDADE? O QUE É SUSTENTABILIDE
Nunca antes se ouviu falar tanto nessa palavra quanto nos dias atuais: Sustentabilidade. Mas, afinal de contas, o que é sustentabilidade?
Segundo a Wikipédia: “sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”.
Mas você ainda pode pensar: “E que isso tudo pode significar na prática?”
Podemos dizer “na prática”, que esse conceito de sustentabilidade representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra.
A exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais freqüência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de idéias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais.
De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.
            Então vamos para Araranguá, município com as quatro estações do ano bem definidas, 303,799 km² , tendo uma linha reta de 40 km de extensão e 11 km de orla marítima, com 65 mil habitantes, mas com uma dinâmica de 100 mil pessoas transitando nas Avenidas projetadas em 1890. Está situado entre duas capitais, tanto que mesmo estando em território Barriga Verde assume aspectos e atitudes culturais do estado Gaúcho, pois até no futebol se constata a paixão pelas tradições gaúchas, tanto é que a grande maioria torce pelo Grêmio e depois pelo Internacional de Porto Alegre, também um grande time, em certos momentos, ambos superiores aos times do eixo Rio - São Paulo.
            A definição de um território e as características do seu povo é fácil, pois são dados que não podem ser contestados, já concepções e conceitos podem. Faz-se necessário um diagnóstico socioambiental do município, para então tomar as decisões adequadas nos projetos e programas em andamento, como o Plano Diretor, por exemplo. ''Só se ama o que se conhece'', daí a necessidade de se juntar dados e informações para se avaliar a intensidade dos conflitos e das potencialidades do Município de Araranguá, para com sabedoria e seriedade definir quais as reais necessidades para então se falar em sustentabilidade, com objetividade e propriedade!!!
            Baseando-se no contexto da Agenda 21, entendemos que a melhor definição de Sustentabilidade é quando na prática utilizamos os recursos naturais para atender as nossas atuais necessidades sem, no entanto, comprometer os direitos das futuras gerações!
            É preciso haver vontade política para promover mudanças que apontem os caminhos mais adequados na busca do equilíbrio não apenas ecológico, mas de todas as formas que regem as nossas vidas! É preciso haver engajamento das pessoas nos processos de elaboração das diretrizes para assegurar o espírito participativo e o estado democrático de direito! É preciso haver recuo de ambas as partes, no caso, das lideranças governamentais e dos segmentos organizados da sociedade civil, para assim possibilitar avanços! Um outro mundo é possível sim, desde que haja diálogo com paz e humildade entre os seres humanos!